domingo, 31 de agosto de 2014

[Opinião] Não Conte a Ninguém - Harlan Coben


Editora: Arqueiro

N° de Páginas: 250

Citação:

Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.
O fato é que sou uma pessoa melhor por causa das mortes. Se tudo tem seu lado positivo, este, sem dúvida, é bem frágil. Mas existe. Isso não significa que valha a pena, que a troca seja justa ou algo semelhante, mas sei que sou um homem melhor do que era antes. Tenho uma noção mais apurada do que é importante. Compreendo melhor a dor das pessoas."

Sinopse:
  Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
  O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos esterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.
  Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth ainda está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?
  Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficane de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Opinião:
  O que fazer quando você não quer parar de dizer que determinado livro (esse aqui) é seu favorito do autor mas lê outro melhor?
  Para resumir a história vou usar um pensamento do próprio protagonista que revela pouco mais que a sinopse do livro em si: "Três dias antes, eu era um médico dedicado vagando pela minha própria vida como um sonâmbulo. Desde então, eu vira um fantasma, recebera e-mails de minha mulher morta, tornara-me suspeito não de um, mas de dois assassinatos, virara foragido da polícia, atacara um policial e pedira ajuda a um traficante de drogas." e complementar dizendo que David é um médio que prefere atender no setor público (mesmo não concordando com o desleixo do governo nem com a cara de pau dos ricaços que pegam o lugar de pessoas realmente necessitadas) e adora clichês, e ele sabe disso.
  Além da trama principal o livro aborda diversos temas importantes, como o desleixo do governo no que diz respeito aos serviços públicos, é minha gente, isso não acontece só no Brasil, além de tratar do preconceito, não apenas racial, a melhor amiga de David é uma top model lésbica que cria um filho com a irmã do protagonista, e ela é simplesmente a melhor personagem do livro, além de inteligente ela é cativante de uma forma que meu vocabulário não consegue encontrar palavras para descrever. Diversas vezes também é tratado o assunto da corrupção, principalmente por parte da polícia, que ao invés de trabalhar em prol do povo se vende aos mais ricos para que possam garantir que esses façam o que bem entendam e saiam impunes.
  A narrativa é super fluida e gostosa, com os personagens retratados de forma convincente, o protagonista, único que em alguns momentos narra a história, deixa de lado a coisa de "herói perfeito" ele burla algumas leis, pequenas mas burla, e comete outros... desvios de caráter, por falta de expressão melhor, os quais nem julga serem problema... e devido à situação talvez não sejam mesmo. O livro também nos mostra, através da personagem Hester Crimstein, que nem sempre a versão real dos fatos é realmente a versão real (deu pra entender?)
  O livro segue com suspense e bom humor até nos mostrar todas as pontas... aí passa para a ação frenética e mais suspense enquanto o autor começa a amarrar essas pontas, em alguns momentos ele meio que amarra uma ponta com outra na qual ela não deveria se encaixar (pra manter a analogia) e quando nos mostra porque aquilo não encaixa ele simplesmente puxa os fios até eles se separarem novamente para ligá-los da forma certa, esses fios parecem estar ligados ao nosso cérebro pois quando ele puxa, acredite, dá pra sentir...
  Apesar de uns dois erros de digitação (que três revisores conseguiram deixar passar) facilmente contornáveis a edição está ótima, desde a capa até a diagramação, que é meio que padrão nos livros da Arqueiro (pelo menos nos do Harlan Coben e nos do David Baldacci).
  Se fosse para resumir em uma única palavra eu diria... magnífico... todo mundo anda dizendo que Seis Anos Depois é ainda melhor (eu eu não parava de pensar nele toda vez que mencionavam os oito anos passados da morte de Elizabeth até o tempo real da história) Já tenho o livro aqui e pretendo lê-lo em breve... vamos ver se será assim tão melhor que esse.
  Pra não dizer que o livro é perfeito eu não achei o final o melhor de todos não... acho que a conclusão dada dentro do carro (quem leu sabe do que estou falando) estava passando de boa.
  Só pra complementar, em 2006 o livro virou filme numa produção francesa e levou 4 Cesars (o equivalente francês do Oscar), não assisti ao filme por motivos de: não gostei muito do elenco, trocaram o nome da protagonista e... não encontrei ele (não procurei com muito afinco mas é que não tô tendo como assistir filme hoje, e como terminei o livro ontem...) vou deixar o trailer (legendado porque não acredito que muitos de vocês sejam fluentes em francês, se alguém for, por favor... me ensina :p) abaixo pra vocês darem uma conferida.
  Por alguma razão que eu não consigo entender o blogger não encontra o vídeo (¬¬' ele vive fazendo isso comigo) então para ver o trailer clique aqui.

Quem sou? Onde estou?

  Não, você não está no blog errado, sei que estávamos acostumados com aquele "layout" (alguém me diz se essa palavra tem uma tradução) simplão, eu estava acostumado também. Gostava dele? Não desgostava, mas sempre quis ter algo mais elaborado, claro que meu ilimitado conhecimento não me deixava decidir exatamente como deixar... SQN.... A verdade é que não faço a mínima ideia de pra que servem aquele bando de <abcdefg>\o/_:3¯\_(ツ)_/¯<ipy.ipy.urraahh> então um grande amigo, o Gabryel (se você não conhece o blog dele faça-se um favor e clique na imagem abaixo) arrumou ele pra mim... ficou lindo né?! Eu sei que sim :3

  Eu sou péssimo em demonstração de sentimentos então vou dizer um muito, muito, muito, muito, muito obrigado e abaixo tem um clipe explicando mais ou menos como me sinto ;)


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

[Opinião] Mago e Vidro - Stephen King


Editora: Suma de Letras (Ponto de Leitura)

N° de Páginas: 1012 (ufa!)

Citação:

Assim cruzamos com os fantasmas que assombrarão mais tarde nossas vidas; sentam-se prosaicamente na margem da estrada como pobres mendigos e só os vemos pelo canto dos olhos, se é que conseguimos vê-los. A ideia de que estivessem ali à nossa espera raramente ou nunca passa em nossa cabeça. Contudo eles esperam e, quando passamos, juntam suas trouxas de memória e seguem atrás de nós, caminhando em nossas pegadas, pouco a pouco se emparelhando conosco."

Sinopse (com spoilers):
A odisseia de Roland de Gilead em busca da Torre Negra coninua. No quarto volume da série imaginada por Stephen King, novos perigos ameaçam o ka-tet de Rolando - formado por Jake, Eddie Dean, Susannah e Oi.
  Mago e Vidro retoma a eletrizante narrativa interrompida em As Terras Devastadas. Depois de enfrentarem a terrível ameaça do monotrilo Blaine, o último pistoleiro e seus seguidores desembarcam na cidade de Topeka, no Kansas, e retomam o Caminho do Feixe de Luz que leva à Torre Negra. Nesse momento, Roland conta aos companheiros a história de seu passado e a trágica perda de seu grande amor da juventude, a bela Susan Delgado.
  Prosseguindo em sua jornada, o ka-tet chega a um palácio de vidro onde encontra ninguém menos do que a antiga nêmesis de Roland: Marten Broadocloak, conhecido em outros mundos por diferentes nomes, como Randall Flagg e Walter Padick. O Grup, então, mergulha em um mistério que envolve magias e ameaças arrebatadoras, e descobre uma pavorosa verdade sobre o passado de Roland.

Opinião:
  Toca a músiquinha (aquela do Aleuluia, aleluia, aleluiaaleluiaaleluia...♫), eu finalmente terminei....

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

[Enquadrando #0] Apresentação da "Ideia"

 
  Estava eu lendo algumas HQs e pensei: Se todo livro que eu leio eu falo dele no blog... por que não falar também de cada quadrinho e mangá?
 

Sim, meus mangás estão praticamente todos incompletos mas enfim...

  O fato é que eu leio muito, MUITO mais quadrinhos (comics e mangás) do que livros, pelo motivo óbvio de que são mais rápidos, e como o blog é, principalmente, pra falar de literatura, por que não falar dessa outra forma de literatura, afinal, podemos extrair tanto de uma HQ quanto de um livro propriamente dito, e acredito piamente que os quadrinhos são uma ótima forma de incentivo à leitura, quando criança a única coisa que eu lia eram os gibis da Turma da Mônica e da Disney (continuo gostando da Turma da Mônica mas passei a achar as histórias da Disney demasiadamente chatas), depois disso veio as comics de super-heróis, começando com X-Men, que é minha revista favorita até hoje, passando por Lanterna Verde da qual já falei algumas vezes aqui no blog e depois para Os Vingadores (e suas ramificações), Liga da Justiça e tantos outros títulos, só depois de um tempo comecei a ler também mangás, e só depois de mais um tempo foi que passei para os livros.

  
  E foi assim que decidi, assim como no começo eu não me interessava por livros, tem gente por aí que só quer saber de quadrinhos então por que não falar mais sobre eles? Vou deixar os breves comentários para os mais diversos assuntos e vou passar a falar de quadrinhos aqui, nessa nova... coluna? tag?... com o título de "enquadrando" espero agradar uma gama maior de pessoas com isso, e também incentivar a leitura desse tipo de história para quem não é acostumado ( Michelly :p). Afinal ler quadrinhos não é coisa infantil... é um estilo de vida (vi essa frase em algum lugar... mas não lembro aonde).
  Por favor digam nos comentários o que acham desse novo tipo de postagem, se vocês se interessam (vou fazer de qualquer jeito, mas quero saber a opinião de vocês) e se acham que vale a pena.
Grande abraço pro6 e até mais!!!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

[TAG] Dias da Semana Em Livros

  Oi gente linda... hoje vou responder uma TAG para a qual fui indicado (sim, eu fui indicado \o/ e demorei quase três meses pra responder) pela Nina do blog Nina e Suas Letras, (peguei até o banner dela ↑↑↑) A TAG consiste em associar um livro a cada dia da semana... super simples, vamos?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

[Opinião] O Outro Lado da Meia-Noite - Sidney Sheldon


Editora: Record

N° de Páginas: 495

Citação:

Todos têm diversos conselhos úteis sobre como lidar com ferimentos. Há porém algumas feridas que não aparecem. Às vezes são profundas. Eu não quero dizer nada sério. Estou apenas falando nos horrores que qualquer soldado combatente vê. A menos que um homem seja um completo idiota, tais coisas hão de ter enorme efeito sobre ele."

Sinopse:
  A sensual Noelle é uma famosa atriz que sai dos bairros pobres de Marselha para o sucesso do cinema. A americana Catherine é uma profissional bem-sucedida mas totalmente insegura com os homens. O que duas mulheres tão diferentes poderiam ter em comum?
  O piloto e herói de guerra Larry Douglas, por quem as duas se apaixonam, formando um triângulo amoroso que desperta o ódio e o desejo de vingança do magnata grego Constatin Demiris, um homem que não esquece nem perdoa. De Washington a Atenas, passando pela Paris ocupada pelos exércitos nazistas, O outro lado da meia-noite é uma fascinante história de amor e ódio, paixão e terror.

Opinião:
  Por mais que, em certo momento, eu tenha achado mais do mesmo tenho que ressaltar que "mais do mesmo" de Sidney Sheldon é superior a quase tudo....
  Quando digo mais do mesmo me refiro ao fato de a história ter a assinatura dele: mulheres fortes inteligentes e determinadas, homens sem-vergonha e viagens pelo mundo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

[Opinião] Vinda com a Neve - Odette de Barros Mott


Editora: Moderna

N° de Páginas: 46

Citação:

A paz do coração é a maior riqueza que um homem pode ambicionar."


Sinopse:
Não disponível.

Opinião:
  Como todos podem ver, trata-se de um livro infantil, mas ele não fica somente na história simples e, dependendo o ângulo pelo qual se olha, bobinha. Esse livro traz algo que deveria ter em absolutamente todos os livros infantis, e felizmente muitos têm. Esse "algo" nada mais é do que uma bela mensagem de reflexão a qual eu duvido que alguma criança consiga captar mas enfim...
  No começo da história somos apresentados à uma pobre família chinesa, praticamente escrava de uma senhora cruel. Essa família, além de pobre está desesperada pois sua comida está no fim, e eles fazem meio que uma prece pedindo ajuda. E qual não é a surpresa deles quando, ao abrir a porta, encontram uma garotinha recém nascida, depois de um breve momento "não temos comida nem pra nós, como cuidaremos dessa criança?" eles resolvem pedir ajuda a senhora da fazenda... que recusa.
  A partir daí vemos uma família acomodada mudando sua situação, eles estavam prestes a morrer de fome e não julgavam haver nada para ajudá-los, mas para impedir que a pobre criança morresse de fome eles encontraram uma solução, dessa parte podemos tirar duas lições: a primeira é que você sempre pode fazer mais e a segunda é que: se você está se vendo em um beco sem saída e desistiu, deve tentar outra abordagem, a principal causa de desgraças é o comodismo.
  Depois disso somos apresentados à história de "como a menina foi parar na casa do lavrador" para não revelar muita coisa, mas já revelando... temos um homem bom filho de um homem mau que o expulsa de casa por ele ajudar quem precisa, depois de expulso esse homem desamparado é ajudado por uma das pessoas que ele ajudou, o qual vira seu grande amigo. Aqui tiramos mais duas lições, tudo que você faz terá uma reação as vezes essa reação partirá de uma pessoa má, mas em algum momento (lê-se: final do livro) o bem volta para você, vemos também que nem todas as pessoas sabem o significado da gratidão então fique feliz se de dezenas ou centenas de pessoas que você estender a mão apenas uma lhe estenda a dela quando precisar.
  A narrativa, levando em conta se tratar de um livro infantil, não é das mais simples, não tenho certeza se uma criancinha entenderia todas as palavras, mas se considerarmos que o livro é de 1982 isso é facilmente justificável.
  Como disse no começo a história não é lá grande coisa mas é ótimo pra passar o tempo, é claro que não muito tempo, em 20 minutos você lê esse livro tranquilamente, tendo ele menos de 50 páginas, várias gravuras e uma narrativa voltada para o publico infantil é impossível não desenvolver a leitura.
  Esse é um dos livros que ganhei da minha vizinha e que mostrei no vídeo Novos Livros Velhos #3.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

[Opinião] A Graça da Coisa - Martha Medeiros


Editora: L&PM

N° de Páginas: 215

Citação:
Admitir um fracasso não é o fim do mundo. É apenas a oportunidade que você se dá de estacionar seu carro numa vaga mais ampla e que está logo ali em frente, disponível."

Sinopse:
  "A gente é a soma das nossas decisões."
  É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia em um local inusitado: dentro do supermercado. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer o que se chama por aí de expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega-3, com limão. (...)
  Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (Magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar(com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos dias. Era a maionese tradicional.
  Hoje existem várias "marcas" de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem e mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel - ou simplesmente não os ter. Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? (...)
  A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil "acertar" e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber o que é melhor para si, surgiu o pânico de crescer.
Trecho da crônica "Medo de errar"
Opinião:
  Já tem um tempinho que venho falando desse livro, levei cerca de um mês para lê-lo, levava-o bem na maciota, querendo que durasse eternamente, isso pode ser facilmente explicável...
   Sou antissocial por opção, prefiro ficar sozinho do que sair com uma turma, parte disso é a falta de fé na humanidade, aquele drama sabe? e ler esse livro foi como ter mais alguém conversando comigo. Posso dizer que o livro é dividido em três partes, apesar de não ter nada informando isso, nas primeiras crônicas é como se ela chegasse e falasse: "Minha esperança na humanidade também está abalada, mas ainda existem seres humanos que são... bem, humanos! Deixe-me dar alguns exemplos enquanto intercalo com assuntos interessantes que podem lhe interessar." Na segunda parte ela começa a falar sobre assuntos variados, nos fazendo ver a graça de algumas coisas e nos mostrando também que certas coisas não tem graça, ela me deu uns tapas na cara quando falou sobre a solidão auto-imposta, falando dos pontos negativos dessa situação, mas na crônica seguinte ela fala também das vantagens de se estar sozinho, em alguns momentos, não o tempo todo, mesmo na hora de criticar algum assunto ela leva em conta que não sabemos todas as razões que levaram àquela situação, ela mostra um respeito e compreensão exemplares. Já na terceira parte ela meio que fala: "Agora já nos conhecemos, já te mostrei a graça de muitas coisas, vou continuar falando sobre cotidiano mas vou também acrescentar minha indignação sobre alguns assuntos, não se espante se eu parecer agressiva, só estou com raiva." E fala com uma certa alteração sobre assuntos que a incomodam, no melhor estilo: sei que não sei todos os motivos que levaram a isso mas estou indignada do mesmo jeito.
  Martha Medeiros é de uma sensibilidade e inteligência admiráveis, claro que ninguém é perfeito nem sabe de tudo, algumas crônicas da última parte citada me irritaram um pouco mas como posso reclamar se 98% do livro ela me confortou? Será que devo jogar 98% de aproveitamento fora dizendo que o livro é ruim por causa de 2% que não gostei? Acho que não...
  Esse com certeza é o livro que mais me pareceu "humano", foi como estar conversando com alguém, com opiniões fortes e sem medo de represálias ela critica, entre outras coisas, a impunidade e a corrupção, não apenas de políticos (que todos adoramos criticar mas continuamos escolhendo tolamente) mas também a corrupção na educação, nas relações humanas, corrupção do pensamento e até na religião, algo que infelizmente vem crescendo ("E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará" MT 24;12).
  Citando exaustivamente diversos livros, peças, músicas e filmes a autora deixa claro sua fascinação, e conhecimento, das artes. Várias crônicas são direcionadas principalmente, se não exclusivamente, à mulheres, mas nem isso me incomodou.
  Um livro inteligente, escrito com uma força impecável, com certeza relerei (corretor ortográfico não disparou então essa palavra deve existir) este livro muitas e muitas vezes, ah, sim! Não posso esquecer da frase que ela usa para defender os livros de auto-ajuda: "Nenhuma leitura deve ser menosprezada por ter sido útil." O que não me fez ter mais vontade de ler esse tipo de coisa mas diminuiu meu preconceito.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Breve Comentário] Primeval


  Hoje quero comentar um pouquinho sobre um antigo e eterno vício meu: dinossauros, monstros gigantes e afins...
  A um tempo atrás (cerca de dois ou três anos) descobri a existência dessa série incrível, pelo menos para mim. Acompanhei alguns episódios que encontrei no YouTube sem legenda nem nada porque a única coisa que me interessava era ver as criaturas. 
  Mas agora encontrei um blog que além de possibilitar o download legendado dos episódios também disponibiliza-os online, minha paixão reascendeu na hora e agora resolvi acompanhar também a história. Eu já tinha entendido alguma coisa da história, basicamente um cara (Pr. Cutter) perdeu a esposa (Helen, a que está abraçada com ele na foto acima é a Claudia) a oito anos mas seu corpo nunca foi encontrado, e em uma noite um dinossauro aparece na cidade, depois de muito hã? Como? Sério? e afins eles encontram uma anomalia.
  As anomalias nada mais são do que uma espécie de rasgo dimensional, ligando dois pontos de espaço e tempo diferentes, porque e a quanto tempo elas vem surgindo não se sabe... assisti até o terceiro episódio, até o momento, e a história pode não ser a mais bem desenvolvida do mundo mas é criativa e mega interessante.
  Todo o elenco é de um talento impar, além de serem incrivelmente bonitos... Ah, Abby! Esquece o Stephen e vem comigo :3
 Os efeitos especiais são de alta qualidade (exceto a morte do Arthropleura no segundo episódio), as criaturas são magnificamente introduzidas no cenário.
  A série tem o subtitulo de "Invasores primitivos", o que é errado Primitivo = que precede, existiu primeiro, e apesar das criaturas pré-históricas que aparecem aos montes na série, em algum momento, em episódios que só assisti em inglês, aparecem criaturas do futuro, inclusive, a criatura mais "famosa" (e feia) da série é o Future Predator.
  Enfim, procurem assistir, pra quem gosta de dinossauros, criaturas aterrorizantes e altas aventuras a série é um prato cheio.

Trailer da primeira temporada

domingo, 10 de agosto de 2014

Lista (não de sorteio): 10 Grandes Pais da Literatura

  Para comemorar o dia dos pais resolvi fazer uma lista com os 10 pais que encontrei em livro e dos quais mais gostei. E... é isso :p



  10. Germán

  O pai de Marina me conquistou pela sua classe e educação, e claro, por ter criado Marina tão bem, ele é também um pai para Óscar, sempre colocando os outros acima de si mesmo, dando total atenção quando alguém a pedisse. Mas meio mosca morta também.










9. Andrew Prior

  O pai de Tris poderia estar em uma posição mais elevada, um homem que trabalha para o povo e pelo povo, que ama seus filhos e fez de tudo para protegê-los, não é apenas um grande pai, é um grande ser humano...









8. Samuel Roffe

  Não, Samuel Roffe não foi um grande pai só por deixar a maior empresa farmacêutica do mundo para sua filha, mas foi um pai amoroso, que mesmo trabalhando muito e viajando pelo mundo sempre dava um jeito de passar um tempo com ela, pode ter falhado diversas vezes mas quem nunca?









7. Henry

  Henry não era o pai de sangue de Quatro, mas seu Cêpan, que é para os lorienos, lorianos, lorienses... enfim, o povo de Lorien, o mesmo que "pai adotivo" é para os terráqueos, Henry demonstrou um amor, doação e proteção por Quatro que raramente vemos onde o sangue não é compartilhado.








6. Dexter Morgan

  Dexter pode ser um assassino, psicopata, maníaco cujo maior prazer é assassinar pessoas, mas seu amor e devoção pelos filhos, pela filha, mais especificamente, é palpável. Sua filha é, literalmente, a única coisa que ama no mundo. Exceto, é claro, ter o sangue de outra pessoa escorrendo na sua frente...








5. Phillip Blake

  Mesmo no apocalipse zumbi podemos encontrar um pai fazendo tudo que estiver ao seu alcance para proteger sua pequena filha, mesmo depois que a pequena Penny morre, e isso não é spoiler, todo mundo sabe que aquela guria morre em algum momento, ele continua protegendo ela, e tentando não ser devorado pela mesma.









4. Harper Montgomery

  Quando a filha lembra a morte da pessoa que mais se amou deve ser difícil ser um bom pai, mas Harper consegue, além de ser um pai muito coruja, daqueles que a filha será sempre sua bebezinha, também consegue protegê-la de toda a... tragédia, por falta de palavra melhor, que o cerca.









3. Tom Sherbourne

  Pode ter começado como um modo de agradar a esposa, mas é inegável que tom tentou ser pai muitas vezes, e mesmo com a forma... estranha, com a qual conseguiu acabou amando profunda e intensamente a pequena Lucy, lutando pelo melhor da menina, mesmo que isso tenha vindo a destruí-lo, de certa forma, mais um pai que colocou o bem-estar da filha acima de seu próprio, que pôs sua vida, amor e liberdade em risco para fazer o que achava ser o melhor para a criança.







2. Hans Hubermann

 Quem não se encantou com o afeto e dedicação de Hans por Liesel? Mesmo em meio a guerra, fome, miséria e tantas outras situações adversas ele soube dar amor e segurança para a pequena ladra, ensinou-a a ler, o que para ela foi algo maravilhoso.










1. Brian Fitzgerald

  Nenhum dos pais aqui mencionados teve tanta dificuldade quanto Brian, sewndo processado por uma filha enquanto a outra morre lentamente, sendo rejeitado pelo filho enquanto tenta resolver o problema de um piromaníaco que parece querer incendiar a cidade toda, isso tudo sendo pressionado pela mulher. Um pai que soube dividir as cosas, que entendeu que mesmo a filha tendo sido criada unicamente para salvar a irmã, ela também era sua filha e merecia viver tanto quanto qualquer outra pessoa.






Bônus: Kevin Garvey

  Quem está acompanhando o seriado The Leftouvers sabe das agruras pelas quais esse pai está passando, com uma filha que hora o ama, hora o odeia. Um filho, enteado na verdade, mas que ele ama como se fosse seu próprio filho e fez de tudo por ele, sumido no mundo sem dar notícia, isso tudo sem contar os problemas no trabalho e na vida cotidiana, três anos depois de 2% da população mundial desaparecer...




  E é isso minha gente, quais pais literários vocês acham que deveria figurar nessa lista e eu não pus? Deixe nos comentários, vamos papear um pouco, sei que faltou muitos mas eu já roubei pra colocar um a mais :p
Grande abraço para todos vocês, feliz dia dos pais para quem for pai e até mais tarde, agora tenho um belo almoço pra comemorar o dia ^^

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

[Breve Comentário] Tropa dos Lanternas Verdes #3

Peguei gosto pelos breves comentários, são fáceis de fazer e dá pra ser sobre qualquer coisa :p
  Terminei agora a pouco de ler o terceiro encadernado especial da Tropa dos Lanternas Verdes, nele encontramos três histórias, ou melhor, continuação de três histórias: Lanternas Vermelhos, Larfleeze e Os Caçados.
  A história dos Lanternas Vermelhos é o início de um novo arco, no qual Hall Jordan, o novo líder da Tropa Verde, percebe que perdeu o informante que tinha na tropa vermelha e resolve mandar Guy Gardner se infiltrar na dita tropa e comunicar os planos deles para ele, mas Atrócitos não se deixa enganar tão facilmente e ataca Guy, que perde a cabeça com genuína ira e em um belo momento "cansei de ser bonzinho" mata Atrócitos e fica com o anel vermelho que pertencia a ele.
  Depois de alguma discussão os poucos remanescentes da tropa da ira o aceitam entre eles. A tropa vermelha está tão diminuta que podemos conhecer pelo nome cada um dos remanescentes: Zílius ZoxRatchetSkalloxDexstarr (que some depois que o dono morre), Rankkor e é claro Bleez.


  Em Os Caçados continuamos acompanhando Jediah Caul no domínio tenébrio tentando escapar da morte nesse jogo insano, com a ajuda de alguns amigos, e alguns supostos amigos como o "coelho" Krot, ele arma um plano para conseguir sua bateria energética de volta, e se possível matar Adonis, o grande vilão da história (que não tem nem uma foto na internet), qual não é a surpresa dele quando, em um momento decisivo de seu plano todo o prédio onde está é engarrafado pelo colecionador de mundos Brainiac.
  E temos a hilária história do Larfleeze, em busca de seu tesouro roubado, como já disse, é hilária, serve somente para descontrair e dar risada...

  Eu sei que disse mais de uma vez aqui no blog, e mais de oitocentas para mim mesmo, que não continuaria acompanhando as histórias do Lanterna Verde agora que o Geoff Johns saiu da revista, mas não consegui evitar :p
é tudo muito legal, super interessante e divertido, pretendo sim diminuir o número de quadrinhos que acompanho, mas já decidi que Lanterna Verde não será um deles...

sábado, 2 de agosto de 2014

[Opinião] Meu Barco & Eu - John Grogan


Editora: Ediouro

N° de Páginas: 197

Citação:

Podemos resumir assim: todos nós, algum dia, talvez quando menos esperarmos, enfrentaremos um momento que vai nos definir pelo restante da vida. Esse momento colocará nossa humanidade em xeque. Para alguns, isso pode acontecer no campo de batalha; para outros em um quarto de hospital, ou no trabalho, ou no casamento. Para outros ainda, acontecerá quando estiver ao volante de um carro, em uma noite escura, diante do corpo de alguém."

Sinopse:
Em Meu Barco & Eu, você vai conhecer um John Grogan que escreve crônicas de forma magnífica, tendo como inspiração os mais diferentes aspectos do dia a dia. Todos os hábitos e manias humanas estão presentes em textos que revelam seu entendimento único do mundo fragmentado em que vivemos. Da fragilidade da vida quase perdida em um cruzamento no trânsito aos obstáculos enfrentados pelos adolescentes e à volta da guerra do Iraque para uma pequena cidade na Pensilvânia, suas crônicas estão repletas de sensibilidade e perspicácia envoltas em humor e compreensão.
  Com seu estilo peculiar, John Grogan faz com que fiquemos mais atentos aos outros seres humanos e nos sintamos menos esquisitos em um mundo estranho.

Opinião:
   Vamos deixar claro que esse não é meu primeiro livro de crônicas... só é o primeiro livro de crônicas que eu termino. Pretendo fazer A Graça da Coisa durar bastante...
  As crônicas do livro foram publicadas no jornal no qual John Grogan trabalhava, o The Philadelphia Inquirer, que detém os direitos autorais das mesmas, o que significa que que os editores negociaram as crônicas para formar o livro com o jornal, e que Grogan não ganha um centavo com esse livro, triste não?
  Pelo fato de as crônicas terem sido transcritas exatamente como estavam nos jornais, várias delas são como complementos de determinada notícia, algumas, muitas na verdade, possuem fragmentos de cartas de leitores do Inquirer enviadas a Grogan, os assuntos são diversos, da decepção à orgulho de atos da população, críticas ao governo também são abundantes, indignação com acontecimentos e relatos de um fim de semana em família ou uma viagem de trabalho recheiam as páginas.
  Algumas, como uma sobre o onze de setembro ou aquela sobre a mãe que o filho foi assaltado (e assassinado) a anos e ainda sente a falta dele, chegam a emocionar, as que relatam ações ridículas de políticos ou da classe alta da cidade nos enchem de indignação, mas existem algumas que nos fazem rir também, algo pelo que esperava quando comprei o livro...
  Uma das últimas, intitulada "Virando a mesa contra o telemarketing" foi a mais incrível, no sentido de engraçada, não só pelas tiradas de Grogan mas pelas soluções enviadas por leitores, tem um cara de 74 anos que diz que usa uma tática infalivel, quando percebe que é telemarketing ele fala "Tenho 92 anos e só faço sexo duas vezes por ano. E você acabou de me interromper!" Mas nada supera a moça que atende o telefone e diz apenas "Desculpe, não temos telefone neste lugar!" e desliga.
  Resumindo... é um livro muito bacana, perfeito para quem quer ler alguma coisa em um intervalo curto, demorei uns 20 dias para ler pois separei ele para ler apenas em um intervalo de 15 minutos, mas pode ser lido tranquilamente em uma sentada, nem todas as crônicas são brilhantes, mas em sua maioria são tocantes.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

[Opinião] Garota Exemplar - Gillian Flynn


Editora:Intrínseca

N° de Páginas:443

Citação:

Muitas pessoas carecem desse dom: saber quando se mandar. As pessoas adoram falar, e eu nunca fui um grande falador. Tenho um monólogo interno, mas as palavras com frequência não chegam aos meus lábios."

Sinopse:
        O CASAMENTO MATA
  Amy Dunne desapareceu. No dia de seu quinto aniversário de casamento, seu marido, Nick, encontra a casa revirada e nem sinal da esposa.
  Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, Nick parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência.
  À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

Opinião:
  Como podem ver eu não fui muito fiel a minha maratona pessoal, mas eu queria ler mais um livro antes do mês acabar e ao invés de pegar um que já estivesse mais adiantado comecei outro, será que pensa? Claro que não, mas eu li mais de quatrocentas páginas em dois dias e meio. Rá! 
Confesso que esse livro nunca havia me chamado muito a atenção, nunca tinha lido a sinopse, achava o nome bacana-mas-não-o-suficiente-pra-me-fazer-ler, e nunca fui muito com a cara dessa capa. Comecei me interessar pelo livro quando o Léo Oliveira (blog e vlog Um Leitor A Mais) ganhou o livro e ficou muito satisfeito, e então ouvi as palavras mágicas que sempre me convencem: thriller psicológico, pronto comprei :p
  Logo de cara conhecemos nosso casal de protagonistas: Amy, alguém praticamente perfeita, com toda certeza uma garota exemplar, e seu marido Nick, que tem uma baita sorte. Amy tem a tradição de todo aniversário de casamento fazer uma "caça ao tesouro" para levar Nick até seu presente, fazendo-o passar por lugares onde tiveram bons momentos durante aquele ano, mas no aniversário de cinco anos de casamento Amy desaparece, ao chegar em casa Nick encontra a sala revirada e sem sinal da esposa, ele então chama a polícia. O que parece ter sido um sequestro logo mostra indícios de um possível assassinato, e é aí que a coisa começa a esquentar.
  Os personagens são magistralmente bem construídos (isso me parece um pleonasmo, mas enfim), a tensão da história nos cativa e prende, o livro possui várias reviravoltas mas acho que duas delas são as mais... impactantes, a primeira grande reviravolta me pegou muito de surpresa e eu meio que torci o nariz quando aconteceu, achei que foi muito abrupto, forçado e irreal, mas depois a autora explica o porquê daquilo e consegue me convencer.
  A personalidade dos personagens é muito bem moldada mas ela muda com o passar do livro devido aos acontecimentos, a sensação que temos no final é que não conhecemos ninguém, e não estou falando do livro, os personagens, alguns deles pelo menos, são extremamente paranoicos e manipuladores, o que nos deixa um pouco paranoicos também, você pode passar a vida ao lado de uma pessoa e jamais conhecê-la realmente. Nada lhe garante que a pessoa que você ama e que dorme a vários anos do seu lado não vai acordar certa manhã e acabar com sua vida, o medo que os personagens desenvolvem durante a história é tão pungente, que se eu fosse casado teria dormido em outro quarto, com a porta bem trancada.
  Sei que o livro vai virar filme esse ano, dia 2 de outubro se não me engano, e o trailer está incrível já vi uma coisinha que não gostei mas mesmo assim minha vontade de ver o filme aumentou ainda mais.
  Resumindo, se você gosta de uma mistura de Um Mundo Brilhante, a Órfã e um tiquinho de algo que não sei com o que comparar, mas é muito bom, corra até esse livro e leia... não tem esse livro? Sem problema, preencha o formulário abaixo que você pode ganhá-lo ^^ Ah, Rudi, porque que antes era só seguir o blog e agora tem que ficar preenchendo formulários? Porque antes eu não sabia fazer formulário, agora sei u.u (os sorteios "melhores do ano" continuarão sendo para todos os seguidores).




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