sábado, 30 de abril de 2016

Lidos em Abril de 2016

  Oi povo,
  Sei que normalmente faço essa postagem no dia 1° de cada mês, mas como acho que não vou concluir mais nenhuma leitura e tenho que postar alguma coisa hoje antes de acabar o mês, porque não fazer agora? Esse mês tivemos várias opiniões aqui no blog, mas nem todos esses livros eu li em abril, grande maioria não, na verdade... mas vamos "revelar" agora o que realmente foi lido nesse mês.
  Lembrando que para ver minha opinião sobre os livros é só clicar nas suas respectivas fotos.

Livros


  Esse mês li os três contos do Leon Idris que estão disponíveis na Amazon, e simplesmente adorei, principalmente Alfred e a Estante, fiz uma só postagem falando sobre os três, e você pode vê-la clicando em qualquer uma das três fotos.

  Depois disso, na verdade entre os contos do Leon, li a coletânea Dedo, gostei de algumas coisas e detestei outras, o livro me pareceu muita propaganda para pouco conteúdo e, sinceramente, é um livro que me dá preguiça só de olhar a capa, sim... peguei birra.

  O único livro físico que concluí em abril foi Doutor Sono, em certos momentos cheguei a pensar que se tornaria um dos meus favoritos do autor, mas houveram algumas escorregadelas que me desanimaram um pouco e acabou que o livro não foi tão bom até o final.

  Li também o Bonsai do Alejandro Zambra e foi outra leitura que eu esperava mais... apesar de ser um livro bastante reflexivo eu esperava uma narrativa mais... como dizer?... refinada. Gostei bastante do livro, mas bem menos do que esperava ter gostado.

  (caramba... obrigado Leon por salvar meu mês de ser uma frustração completa no quesito livros)

Quadrinhos


  Esse mês li o que foi, arrisco dizer, a melhor história dos X-Men da Nova Marvel, Bendis soube explorar muito bem os poderes de Eva e sua falta de controle sobre eles, uma história totalmente fenomenal.

  Li também o primeiro encadernado da Viúva-Negra, e foi tão bom quanto eu imaginei que seria, são histórias curtas protagonizadas pela personagem que se reveza fazendo trabalhos para a Shield, para os Vingadores e pagando seus pecados pelo seu passado como assassina da KGB.

  Continuando com os Encadernados da Nova Marvel, li também Thor: Bomba Divina. É o segundo encadernado do personagem, o primeiro se chama "O carniceiro dos deuses"... e eu não o li, mas não fiquei perdido na história, é uma sequência direta da história mas você consegue entender essa história sem ter lido aquela, e por falar nisso: QUE-HISTÓRIA... eu não sou um grande fã do Thor e sua "turma" mas Jason Aaron está mandando muito bem, toda essa bagunça de viagens no tempo e afins, podemos até dizer que a narrativa é uma metáfora para demonstrar o amadurecimento de todos nós, como o arrependimento e amadurecimento nos faz ver com outros olhos as ações que tomamos, como olhamos para trás e nos envergonhamos de termos sido imaturos ou ainda olhar para frente e ponderar sobre o que seremos no futuro.

  Uma coisa que eu não esperava era que eu iria gostar mais do encadernado do Gavião Arqueiro do que do da Viúva-Negra. Aqui também acompanhamos a vida de Clint Barton como uma pessoa normal ou como maluco fantasiado que vira e mexe esquece que não tem super-poderes, mas também se lembra constantemente (as vezes da pior maneira possível). É incrível como o roteirista mostra ele como um cidadão comum, com seus amigos comuns e problemas comuns. É uma história que consegue ser envolvente, divertida, reflexiva e tocante.

  E para não dizerem que só li Marvel, peguei o segundo volume de Sandman: Prelúdio. Só posso dizer que estou a cada dia com mais vontade de ler essa série, Neil Gaiman é um gênio, e isso fica bem claro aqui. Falei um pouco sobre o universo de Sandman (e foi bem pouco, porque conheço muito pouco, na verdade) em uma postagem sobre um outro encadernado, postagem que você pode ler clicando aqui.

  E foi isso povo, espero que em maio eu consiga ler mais livros e também adiantar alguns mangás, além de desencalhar uns encadernados que tenho já a um bom tempo parados aqui.

  E vocês? O que leram esse mês? Deixe nos comentários, quero saber do que gostaram e o que vocês querem prevenir o mundo para que não perca o tempo lendo, se é que houve algo assim.

  Grande abraço pro6 e até amanhã ;)


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Divagando

  Oi povo,
  Estava pensando no que postar hoje, e a princípio já seria um divagando, mas na hora de escrever eu esqueci o porquê de eu estar querendo fazer um divagando... mas vou falando várias coisas, provavelmente a ideia inicial não reaparecerá mas enfim, é por isso que se chama "Divagando".
  Por falar em se chamar. É a primeira vez que chamo de divagando, as outras vezes chamei de:


  Enfim...

  Encontrei o interruptor que define a temperatura da minha cidade....

  Eu gosto do frio, mas seria bacana se a alternância entre os 38 e os 3 graus fosse um pouco mais, como dizer? Suave... adoraria que fosse progressiva... isso facilitaria bastante as coisas. Estávamos derretendo na terça, com sua tarde de 30 graus, e quando acordamos na quarta os termômetros marcavam, olha só: 3 graus ¬¬'








  Eu falei esses dias (mais especificamente aqui) que estava em busca de um livro desaparecido da minha coleção... hoje encontrei ele por acaso, já havia aceitado que ele estava perdido. Agora retomarei a leitura \o/









  Já fiz duas listas com os livros que mais quero aqui no blog, acho justo falar quais livros daquelas listas eu já consegui:
  Da primeira lista (essa aqui):
  Consegui O Temor Do Sábio, mas ainda não li
  Consegui Jurassic Park (E você pode ver o que achei dele clicando aqui)
  Também consegui 1984, mas meu medo de me decepcionar ainda não me permitiu pegá-lo para ler.
  Dessa lista também comprei o ebook El Mundo Perdido.
  Na lista eu falei que queria muito ler o livro O Mundo Perdido do Arthur Conan Doyle, livro que inspirou a incrível série de mesmo nome:
  Procurei uma edição bacana do livro e não encontrei, procurei no Kindle Unlimited e não tinha, e acho que não encontrei nenhuma versão em ebook em português, e como pretendia entender a história comprei a versão em espanhol, já que meu inglês não é lá essas coisas, já comecei a ler, mas sem nenhuma pressa... estou pensando em fazer uma série regular de postagens pra falar de como está sendo ler um livro em outra língua (mesmo que seja espanhol, que é praticamente a mesma coisa)





  Da segunda lista (essa)
  Consegui Onde Cantam os Pássaros (e estou muitíssimo feliz por isso, você pode ver o que achei do livro clicando aqui)
  Consegui Objetos Cortantes, mas ainda não tive tempo de pegar ele.
  Consegui também, da forma como disse que conseguiria, Quando o Vento Sumiu (e você vê minha opinião sobre ele clicando aqui)
  Também já garanti o meu Simples Assim e estou aguardando o momento perfeito para lê-lo, porque acredito que ele também será perfeito.
  O Ventania, do brasileiro Alcione Araújo, já está me esperando graças ao Kindle Unlimited....



   Também comecei a ler O Deserto dos Meus Olhos, e minha história com ele é bem bacana, pelo menos a meu ver...
   Comecei a lê-lo também pela "netflix da amazon" mas quando comentei com o autor que estava lendo ele disse que sairia a versão física, aí parei a leitura e garanti a minha edição linda e maravilhosa, que veio autografada, inclusive, e quando ela chegou recomecei a leitura do início, então vi na amazon que poderia comprá-lo por, bem... baixá-lo de graça, sem ser pelo serviço de assinatura. E baixei também.
  Estou adorando o livro e com muita pena de lê-lo, quero que ele dure muito.




  Nesse momento estou vendo, no canal TCM, um episódio de Xena: A Princesa Guerreira onde a protagonista enfrenta figuras da mitologia hindu e... é meio que medonho:
  O episódio acabou de acabar e os atores tiveram uma conversa com o tele-espectador sobre a religião hindu, dizendo que o objetivo do episódio foi apresentar a mitologia da religião para que mais pessoas conhecessem, e a Gabriele (Renee O'Connor) diz uma frase até batida mas totalmente verdadeira: "Com o conhecimento vem a tolerância."
  E já que estamos falando de Xena, sim eu sempre fui viciado no seriado (o nome da minha cadela é Xena, e sim, ela adora subir em árvores... vai entender) e sou apaixonado pela Lucy Lawless

  Sei que ela já não é mais tão jovem mas tive que colocar essa foto ♥.♥


quinta-feira, 28 de abril de 2016

[Breve Comentário] Fuller House

  A quase exatos 3 anos atrás eu fiz a seguinte postagem no Facebook:
  Bendito seja John Stamos, que entendeu a indireta (porque é claro que ele viu meu post).

  Esse ano a Netflix (bendita seja) lançou a primeira temporada da chamada Fuller House, série produzida por John Stamos (o tio Jesse) que nos mostra como andam nosso queridos personagens da saudosa série Três é Demais (como ficou conhecida nessas terras tupi niquins).
  Temos o elenco original (excetuando as gêmeas Olsen, sobre as quais falaremos mais daqui a pouco) depois de, se não me engano, 29 anos do começo da série.
  Agora temos DJ (Candance Cameron Bure) como uma "recém-viúva" com três filhos, com praticamente a mesma idade que ela e as irmãs tinham na série original. Os meninos são: Jackson (Michael Campion), um pré-adolescente bem característico; Max (Elias Harger) #MelhorPessoa #CriançaMaisFofaDoUniverso um garoto inteligente e extremamente amoroso (sério, não tem como não se apaixonar por ele) e Tommy (onde, mantendo a tradição, tem gêmeos interpretando: Dashiell e Fox Messitt), um bebezinho. Completando o elenco infantil temos Soni Nicole Bringas interpretando Ramona, a filha de, ninguém menos que Kimmy Gibbler (Andrea Barber), que mesmo sendo uma atriz incrível (opinião pessoal) nunca fez outro papel na vida a não ser esse.
  Os adultos da série original fazem participações especiais e dão um toque muito especial à série, destaque para Jesse e Rebecca Katsopolis (John Stamos e Lauri Loughlin) que parecem não ter envelhecido um só dia (tá, ela parece não ter envelhecido um só dia, ele parece ter passado por uns 5 ou 6 anos).
  As gêmeas Olsen (aqui representadas em uma foto não muito recente pois sua atual magreza estrema as torna demasiadamente estranhas) que se revesavam no papel de Michelle (melhor personagem) não voltaram para representar novamente a irmã caçula, e a forma como a série brinca com isso é incrível. Logo no primeiro episódio DJ pergunta: "Onde está minha irmã?" e seu pai responde: "Ah, a Michelle te mandou um beijo, mas ela está ocupada demais cuidando do império da moda dela em Nova Iorque." Pra quem não sabe as gêmeas deixaram o ramo da representação e hoje se dedicam a moda, como estilista de uma famosa grife (não faço ideia se essa minha expressão está bem construída, mas se quiserem ver algumas das roupas que elas... desenham - estilista desenha, certo?- é só clicar aqui e ser direcionado a um site de uma revista feminina famosa que só as capas me causam certa repulsa #ProntoFalei). Mas mesmo com a ausência das atrizes a personagem ainda existe, ela é citada em diversos momentos da série e ainda há esperança que elas desçam do salto e façam a alegria do povo participando, mesmo que esporadicamente, das próximas temporadas. Porque mesmo que a série tenha sido meio que bombardeada pela crítica ela fez bastante sucesso com os fãs e foi renovada para, pelo menos, uma segunda temporada.
  Um dos críticos comentou que "Após a dose inicial de nostalgia, 'Fuller House' tem pouco a oferecer a ninguém, exceto fãs mais ardorosos da série original" até certo ponto ele pode estar certo, a série retornou com a mesma premissa, basicamente, que a original. Mas dizer que a série não tem futuro por ser parecida com sua antecessora, que sempre foi um estrondoso sucesso é o mesmo que dizer que o novo Lollo não presta porque é igual ao antigo. Acredito que parte disso se deva ao fato da série, além de tudo, manter a, como eu chamo, "comédia Chaves": divertida, cativante e nada promíscua... mesmo tendo conflitos românticos e interesses amorosos no decorrer da série eles não fazem com que a perversão sexual que permeia até mesmo as conversas das crianças do ponto onde espero o ônibus para ir trabalhar, o teor malicioso e com duplo sentido que, praticamente, rege a comédia moderna não está presente na série, e o fato de ter algo novo que preserva os valores antigos pode causar desgosto em mentes tão adestradas a consumir conteúdo com alto teor sexual.


  Admito ser um dos fervorosos fãs da série original e até pode ser a nostalgia falando quando digo que a continuação é tão boa quanto a sua "mãe".
  Se você conhece ou não a série antiga, te convido a se dirigir até uma Netflix próxima a você e conhecer a nova (já que o site não tem a clássica disponível), se você conseguir assistir a antiga primeiro com certeza terá ainda mais motivos para gostar de Fuller House, mas não duvido que aproveite a série mesmo sem conhecer sua antecessora (AH-MEU-DEUS como me enrolei nesse último parágrafo).


quarta-feira, 27 de abril de 2016

[Opinião] Bonsai - Alejandro Zambra

Editora: Cosac Naify

N° de Páginas: 96

Quote:
É Andrés quem fica, e lhe faz um péssimo resumo de uma história muito longa que ninguém conhece bem, uma história comum cuja única particularidade é que ninguém sabe contá-la direito."

Sinopse:
  Bonsai é a história de um amor, o de Julio e Emilia, e é a história do fim desse amor. É também uma história sobre a consciência do fim. E não apenas de Emilia e Julio, "jovens tristes que leem romances juntos, que acordam com livros perdidos entre as cobertas", mas para nós, leitores, que na primeira linha desse romance falsamente simples recebemos a notícia: "No final, ela morre e ele fica sozinho". Romance de estréia do chileno Alejandro Zambra (1975), Bonsai coloca em cena dois estudantes de Letras. Suas leituras, encontros e desencontros. Com cortes precisos e apurado sentido formal, Zambra -- eleito pela revista britânica Ganta como um dos vinte e dois melhores jovens escritores hispanoamericanos -- faz a trama avançar como se cultivasse um bonsai. Traduzido em dez países, entre eles França, Itália, China, Israel, Estados Unidos e Japão. Bonsai ganhou o Prêmio de Crítica e o Prêmio do Conselho Nacional do Livro como melhor romance de 2006 em seu país.

Opinião:
  Mais um caso onde a expetativa me fez desgostar um pouco da obra.
  Não que o livro não seja bom, ele é, e muito. Mas não é aquela coca-cola toda que a blogosfera anda falando.
  Acho que o trecho que destaquei acima exemplifica muito bem a história: uma história comum.
  A narrativa do autor é bastante simples, é como se ele estivesse sentado na nossa frente nos contando sua história de maneira simples, sem muita riqueza de detalhes mas com verossimilhança suficiente para tornar a história crível.
  Ele retrata muto bem "a vida como ela é"... breve e imprevisível. É um livro que fala como a vida segue, com pessoas entrando e saindo da nossa história, das muitas vezes em que iremos, ou não, ser personagens secundários ao invés de protagonistas, e mostra que querendo ou não, é inevitável que sejamos o personagem central de nossa história.
  Um livro proporcionalmente tão fino quanto seu país de origem, escrito de forma simples e despretensiosa, mas que com um olhar mais atento podemos captar diversas mensagens sobre o relacionamento humano e sobre o roteiro universal de nossas vidas.


terça-feira, 26 de abril de 2016

[Lista] Encalhados

  Oi povo,
  Esse mês vi três videos de "booktubers" falando dos livros que estão encalhados na estante deles, então resolvi colocar minha lista da vergonha aqui também. Caso queiram conhecer os vídeos que estou descaradamente copiando a ideia, eles são:

01. Bruna Miranda

02. Victor Almeida

03. Junior Martinelli

    Para passar mais vergonha que eles eu selecionei 10 livros, que são:

01. A Garota Que Eu Quero - Markus Zusak

  Estava louco para ler tudo que o Zusak publicasse, e me certifiquei de comprar esse livro, finíssimo, para ler. Depois que o comprei descobri que se trata do terceiro livro sobre três irmãos, tenho quase certeza que podem ser lidos separadamente mas mesmo assim quero ler os outros primeiro... mas são muito caros. Os dois primeiros: O Azarão e Bom de Briga, foram publicados pela Bertrand Brasil... Além do fato de serem romances... e isso me desmotiva bastante, mas quem sabe um dia.

02. Feios - Scott Westerfeld

  Desde que comecei a ler tenho muita vontade de ler essa série, consegui o primeiro livro de troca no Skoob, em muito bom estado, inclusive, e até hoje não li. Em parte porque tenho medo de me decepcionar e em parte porque tenho medo de gostar demais e não ter a continuação para ler logo em seguida, vai entender ¯\_(ツ)_/¯

03. Prato Sujo - Marcia Kedouk

  Teve uma época onde os livros lançados pela Superinteressante eram, realmente, interessantes. Nessa época comprei esse livro e... nada de ler, me interesso bastante pelo assunto mas sempre que olhos pra ele minha vontade de lê-lo some... acho que em parte foi por causa da decepção que foi o tal de  O Melhor da Super.

04. Os Pilares da Terra - Ken Follett

  Anos atrás comprei essa edição linda de Os Pilares da Terra, mas não conhecia o autor, tinha medo do tamanho e acabei deixando pra depois, deixando pra depois e até hoje nada, e agora não tenho a desculpa de não conhecer o estilo de escrita do autor, já que já li Um Lugar Chamado Liberdade do autor, e adorei. Mas ainda tenho medo do livro, foi o livro que paguei mais caro e se ele for ruim e eu ficar com a sensação de dinheiro desperdiçado vou ficar muito inconformado comigo mesmo. O dourado da lombada até já saiu e nada da pessoa aqui ler.

05. It: A Coisa - Stephen King

    Tenho esse livro a quase tanto tempo quanto tenho Sob a Redoma, mas pelo menos aquele eu comecei a ler, preciso recomeçar, mas enfim... esse é pelo único e simples motivo de ter umas mil e cem páginas, e se conheço a suma, a letra não é das maiores, mas ainda assim estou louco para lê-lo, aproveito esse para fazer uma "menção honrosa" à Saco de Ossos, que já não lembro se comprei antes ou depois desse.

06. Deus Não Abandona - Vanda Amorim

  Esse, com certeza, é o mais antigo... foi um dos primeiros livros que comprei e até hoje não li, na verdade comecei, mas a história não me cativou o suficiente para que eu continuasse. Ainda pretendo lê-lo inteiramente... mas não por agora.

07. Um Gato de Rua Chamado Bob - James Bowen

  Comprei este livro quando ele foi lançado... e até hoje nada, um amigo meu leu e adorou, mas como eu prefiro cachorros (e ainda assim tenho o Soldier, também estacionado a um bom tempo aqui) ele está parado, amarelando as folhas sem ter sido lido.

08. As Memórias do Livro - Geraldine Brooks

  Um livro sobre livros... e eu ainda não li, se não me engano esse foi o terceiro ou quarto livro da minha extensa coleção de livros de bolso, não tem explicação para eu ainda não tê-lo lido, a não ser, talvez, o perfume que a vendedora passou no livro.

09. Vidas Secas - Graciliano Ramos

    Sim, essa é a edição de Vidas Secas que eu tenho, sempre ouço as pessoas falarem maravilhas desse livro, que a muito tempo tenho muita curiosidade. mas até hoje não criei vergonha pra pegar.

10. Trilogia Mundo de Tinta - Cornelia Funke

  Eu adoro o filme Coração de Tinta, e a muito tempo comprei a trilogia para poder lê-la. E até hoje nada, comecei a ler o primeiro volume, mas achei ele enfadonho demais e a protagonista conseguiu me irritar em poucas páginas... Então né, tá ali, parada... esperando minha vontade de retomá-los.

  E é isso meu povo, sejam prestativos e compassivos para com a minha pessoa, deixem nos comentários quais são os livros que vocês tem negligenciado.
  Grande abraço pro6 e até amanhã.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

[Opinião] Doutor Sono - Stephen King

Editora: Suma de Letras

N° de Páginas: 475

Citação:
Ela estava acordada, deitada ali no berço, olhando para a gente. Sabe, com aqueles olhinhos sábios que bebês têm. [...] Como se pudessem contar todos os segredos do universo se ao menos soubessem falar. Havia ocasiões em que ele acreditava mesmo nisso, só que Deus arranjara as coisas de tal modo que, quando eles conseguissem superar o gugu-dadá, já tinham esquecido tudo, do mesmo modo que esquecemos até os sonhos mais nítidos poucas horas depois de acordar."

Sinopse:
  Mais de trinta anos depois, Stephen King revela a seus leitores o que aconteceu a Danny Torrance, o garoto no centro de O Iluminado, depois de sua terrível experiência no Hotel Overlook. Em Doutor Sono, King dá continuidade a essa história, contando a vida de Dan, agora um homem de meia-idade, e Abra Stone, uma menina de 12 anos com um grande poder. Seus destinos se cruzam com uma tribo chamada Verdadeiro Nó, que viaja em trailers pelas rodovias da América. Eles parecem inofensivos - em sua maioria idosos, com roupas fora de moda, vivendo vidas nômades. Mas como Dan sabe, e Abra logo irá descobrir, o Verdadeiro Nó é um grupo quase imortal, que se alimenta do vapor exalado por crianças iluminadas quando são lentamente torturadas até a morte.

Opinião:
  A pulga que ficou atrás da orelha de muita gente ao terminar O Iluminado foi: que final feliz, o que será que aconteceu com ele depois disso?
  Ou, no meu caso: adorei a história, quero ler mais coisas desse autor, já que esses personagens simplesmente viraram fumaça (ou vapor, pra contextualizar com esse livro) logo que virei a última página.
  Mas para sanar a curiosidade de todos nós, o mestre resolve escrever uma continuação... mas sem o terror característico de seu antecessor...
  Logo no início da história vemos que, apesar do final feliz de O Iluminado (Ah, você não sabia que O Iluminado tinha um final feliz? Talvez isso não seja bem verdade), a vida de Danny não anda as mil maravilhas - ATENÇÃO: A próxima frase pode conter spoiler do primeiro livro. - alguns fantasmas do Overlook continuam perseguindo o garoto depois de ele ter, meio que, explodido ser "lar".
  A primeira parte do livro foi minha favorita, acompanhamos o crescimento de Dan, descobrimos que a iluminação é algo que enfraquece com o passar dos anos e também vemos que ele se torna um belo rapaz de índole questionável... na verdade um babaca desprezível.
  Ver a vida de um alcoólatra se tornando um ex-alcoólatra é a parte mais interessante do livro, que tem suas parte com ação e suspense, mas é majoritariamente (E o King nunca vai ler isso então posso usar advérbios a vontade), drama. E confesso que prefiro os dramas do autor aos thrilllers.
  Certas coisas me incomodaram... então vamos deixar avisado que a partir de agora vou dar alguns pequenos spoilers, nada muito comprometedor, só para ressaltar alguns pontos irritantes no roteiro da história.
 O tal do Verdadeiro Nó, como diz na sinopse, se alimenta do "vapor" de crianças iluminadas. Eles não são mais humanos, em determinado momento do livro presenciamos uma "transformação" nessas criaturas, ou seja lá o que forem. O fato é que uma dessas crianças iluminadas tinha catapora (ou sarampo) quando foi "aspirada" e os membros da dita tribo, que são, supostamente, imortais, começam a morrer por causa da doença... Como se isso não bastasse eles se empenham ainda mais na captura de Abra porque ela pode, e isso é apenas uma hipótese, ter sido vacinada contra a doença e nesse caso o vapor dela os curaria. Sério isso King?
  Em suma (e é sempre estranho falar isso quando estou opinando sobre um livro dessa editora), é um livro para fãs de O Iluminado, pois em diversos momentos somos remetidos a cenas clássicas do livro. Não só pelas memórias do protagonista mas também por lugares revisitados depois de tanto tempo. É um livro que tem sim o "Selo King de Qualidade" mas que dá umas sérias escorregadas em alguns momentos.


domingo, 24 de abril de 2016

[Opinião] Dedo - Justum

Publicação independente pela Amazon

Páginas: 80 (segundo o Skoob)

Citação:
uma mulher burra muito queria envergonhar a nação. por ser burra, o máximo que conseguia fazer era mentir à população. foi eleita de imediato. o povo, por ser asno, o máximo que conseguia fazer era acreditar em mentiras."

Sinopse:
  Abordando o realismo fantástico, a crítica social, o lirismo, o humor, a fábula, a ironia, o chulo... o livro Dedo é um conjunto de pequenos contos que ora se aproximam, ora se distanciam na narrativa e no estilo, fazendo com que o leitor percorra uma viagem por caminhos nem sempre paralelos. as mulheres, os homens, os bichos, deus, anjos, ricos, pobres, governantes, a moral o hábito, os costumes... tudo se mistura - ou seria nunca se mistura? - numa narrativa enxuta que costura mundos complexos. em poucas palavras, e brincando com certa esquizofrenia no conjunto, o autor monta um mosaico que vai do onírico e fantástico a um olhar denso e irônico sobre a condição humana e os papéis sociais.

Opinião:
  Vamos começar deixando uma coisa clara, eu esperava mais. Mas também não vou desmerecer o livro.
  Aqui vemos diversos contos, alguns tão pequenos que são apenas uma linha. Os temas, como a sinopse já deixa claro, são os mais diversificados e escritos de formas diferentes também. O que faz com que uns sejam incríveis (meu favorito é o primeiro) e outros horríveis (sério que era necessário escrever aquele sobre o povo indeciso se matava ou não a rainha?) Alguns não tem pontuação, o que contribui para a estranheza.
  Outra coisa peculiar é que o livro não possui letras maiúsculas, não sei se o autor quis dar um sentido subentendido a isso mas eu não consegui captar nada. É um livro bem fluído, com diversos pensamentos bacanas, alguns já batidos, convenhamos.
  Mas ele merece ser lido? Sim, mas sem muuuuuuita expectativa, se você lê-lo sem saber de nada com certeza irá gostar mais do que se, como no meu caso, ler porque alguém que você admira disse que era algo fenomenal. Provavelmente meu problema foi expectativa elevada... Mas leiam, pelo menos, o primeiro conto, é o melhor de todos.
  Livro curto de leitura rápida que não requer grande atenção, ótimo pra quem quer sair de uma ressaca mas que ensina muito pouco que já não saibamos.




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