quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

E aí fevereiro?

  Faltam dois dias para esse mês acabar, até agora ele já me levou um celular, um emprego, minha conta no skoob com uma reputação de anos e mais de 100 trocas no plus e meu orçamento futuro com um aumento de 18% no aluguel, ao acordar essa manhã percebi que minha folga da mandíbula está alcançando um nível preocupante quando ao bocejar fiquei cerca de dois minutos sem conseguir fechar novamente a boca. Mas me surpreendi ao me ver aliviado por algumas coisas, o emprego já estava me esgotando de todas as formas possíveis, estou entre outros dois no momento, ainda esperando resposta da minha primeira opção, mas com a segunda engatilhada.
  Me permiti hoje a um dia de folga, em parte para arrumar a casa, em parte para cadastrar novamente todas as minhas informações de leitura no skoob (mais de 450 livros lidos, sem mencionar quadrinhos e revistas, organizando por mês, já que o dia não consigo ver, parei em 2016, depois continuo). Precisava ter gravado o video do mês sobre Novelas Exemplares do Cervantes, mas, como disse, estou sem celular, precisaria terminar as trocentas postagens iniciadas aqui no blog, mas não estou com cabeça para isso agora, queria terminar os livros que estou lendo, já que em março li muito pouco, mas vou me permitir a indiferença em relação às leituras.
  Estou preocupado com o que virá, mas não tanto quanto era de se esperar, não estou perdendo o sono, sei que eu não posso controlar nada, mas acredito que o que Deus quiser, assim será, mesmo que seja diferente do que eu quero, com certeza estar falido no nível que estou nunca esteve e meus planos, mas meu sustento vem dele, se já houve uma época em que sem ter nada para comer me apareceu alguém na porta de casa me oferecendo uma marmita, se quando eu reclamei, secretamente, da versão da minha Bíblia me apareceu um estranho me dando outra de presente, se quando fui intimado a agir de forma desonesta com os clientes de uma antiga empresa um novo emprego literalmente caiu no meu colo, se eu nunca fui desamparado, mesmo quando achei estar, sei que não é agora que tudo vai para o brejo, já tive provas mais do que suficientes para confiar e ter esperança. Vou deitar na cama e esperar que a solução caia do céu? Não! Mesmo que algo caia do céu para você não vai acontecer enquanto estiver estirado na cama (de joelhos a lado dela, talvez).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

[Opinião] Era no Tempo do Rei - Ruy Castro #261

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Editora: Alfaguara

N° de Páginas: 248

Quote:

"Diante dessa avó biruta, Pedro apenas ouvia e fazia que sim. Até ele, com sua pouca instrução, sabia que os agentes do Terror, como Marat, Danton, Robespierre e centenas de outros, além do próprio Egalité, já estavam tão mortos quanto Luís XVI e igualmente guilhotinados — exceto Marat, assassinado em sua banheira pela militante girondina Charlotte Corday (logo Marat, que só tomava banho para fins medicinais!). As vezes, Pedro tinha pena da rainha. Mas, quase sempre, despedia-se dela com um novo beija-mão, retirava-se andando de costas e, depois de fechar a porta atrás de si e sair no corredor, deixava escapar um suspiro de alívio. Não era justo que uma rainha terminasse assim — que o mundo desse a volta ao juízo de alguém nascida para usar uma coroa e interferir nos destinos desse mesmo mundo. Mas já havia muito que dona Maria não interferia nem no próprio destino.”

Sinopse:
  O cenário é o Rio de 1810, dois anos depois da chegada da Família Real portuguesa, com as ruas vivendo uma agitação jamais vista em uma cidade das Américas. Os personagens são nobres e plebeus que existiram de verdade e outros saídos da mais delirante imaginação.
  Em Era no tempo do rei, nem tudo o que se lê neste livro aconteceu - mas podia ter acontecido. Afinal, o autor é Ruy Castro. Os heróis de Era no tempo do rei são o príncipe D. Pedro e seu amigo Leonardo, um menino de rua, ambos com 12 anos. Os dois garotos endiabrados tomam a cidade de assalto, envolvendo-se nas mais empolgantes cabriolas.
  Na pista deles, estão o temível major Vidigal, a prostituta Bárbara dos Prazeres, a vingativa princesa Carlota Joaquina, o pio padre Perereca, o sinistro inglês Jeremy Blood, granadeiros, ciganos e capoeiras. Como pano de fundo, a luta pelo poder no Brasil, em Portugal e nas colônias espanholas no Prata.
  Era no tempo do rei é um romance malandro e picaresco, com tudo que isso significa: erotismo, crítica, sátira, humor e muita ação. É também uma festa de cheiros, comidas, roupas, costumes, palavras e expressões da época.
  Nunca a História do Brasil foi tão irresistível.


Opinião:
  Vocês sabem que eu adoro falar a forma como os livros chegam até mim, então vamos começar com essa história.
  Eu queria muito o livro Quase Memória, simplesmente por curiosidade, nem me considerava ainda fã do Cony, já tinha lido um livro dele mas não tinha achado lá grande coisa, mas foi um livro enviado pela TAG, e indicado justamente por Ruy Castro, como não encontrei o livro para troca no Skoob (apenas em edição de bolso), resolvi procurar alguma coisa da Alfaguara, e me apareceu esse livro, como nunca tinha lido nada do autor, tinha curiosidade, e o título me chamou a atenção, resolvi solicitar... e quando ele chegou tem uma indicação do Cony na quarta capa dizendo:
"Consagrado como autor de grandes biografias temos agora em Ruy Castro o biógrafo de um tempo"
  Achei divertido o fato de que ao procurar um livro do Cony indicado por Ruy Castro encontrei um livro do Ruy Castro indicado pelo Cony.
  A história se passa em 1810, quando Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, também conhecido como Dom Pedro I, era apenas uma criança de 12 anos, e uma criança daquelas que sempre se diz "não repare que teu filho fica igual". A propósito, qualquer aluno que decore o nome completo desse pessoal do início da pátria merecia alguns pontos extras nas aulas de história, viu!?
  Chamaremos o príncipe proclamador da república de Pedrinho nessa postagem. Pedrinho é uma criança endiabrada que conhece Leonardo, um garoto que vive pelas ruas, abandonado pelo pai logo depois de a mãe abandonar a ambos, em suas diabruras pelas ruas do Rio de Janeiro do século XIX eles vão conhecer Bárbara dos Prazeres, personagem deveras interessante e com um passado que a liga ao príncipe, mas no hoje do livro ela já é uma velha prostituta meio abilolada das ideias.
  Então passamos a acompanhar Pedrinho e Leonardo em suas aventuras com um conhecendo o mundo do outro ao mesmo tempo que vão firmando uma forte amizade que passará tanto pelo palácio como pelos becos do Vidigal, fugindo hora dos pais (de Pedrinho, no caso) ora de bandidos e "cuidadores" de Bárbara dos prazeres.
  É um livro que apesar de ter alguns fatos reais retratados também se dá a liberdade de romancear colocando Bárbara dos Prazeres (uma personagem que pode ou não ter existido mas que é a protagonista de uma lenda urbana carioca) como uma personagem com considerável importância na trama além de ter Leonardo como protagonista, Leonardo esse que crescerá e se tronará o protagonista de Memórias de Um Sargento de Milícias, um livro que quero muito ler.
  O livro é divertidíssimo, a linguagem usada nos leva ao passado e o texto flui de forma admirável, já quero ler tudo que tiver oportunidade do autor. É o melhor livro do mundo? Não, mas com certeza vale cada página lida.


domingo, 26 de janeiro de 2020

[Opinião] Deus o Ama do Jeito que você é - Brennan Manning #260

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Editora: Mundo Cristão

N° de Páginas: 261

Quote:
O livro era emprestado, não está mais comigo, então não consigo ver as frases, não que tenha marcado alguma.
 
Sinopse:
  Deus te ama exatamente como você é, mesmo com seus piores defeitos, e quer transformar a sua vida para que você possa ser um instrumento em Suas mãos. 
  Em Deus o ama do jeito que você é, Brennan Manning relata cada fase de sua história, mostrando que mesmo repleta de decisões erradas, pecados, vícios, rejeições e recaídas, Deus o alcançou. Ele se diz “um preso que prometeu à comissão da condicional que se comportaria, mas não se comportou”, e conta como foi salvo pela graça de Deus.


Opinião:
Meu pastor gosta muito de Brennan Manning, um dia ele me perguntou sobre uma biografia do autor e etão falei para ele que existia este livro e ele comprou e leu. Depois veio conversar comigo dizendo para e não ler o livro pois eu ficaria decepcionado com o autor. Disse que isso não seria um problema e conversando com ele e sua esposa acabei comentando sobre o Atrevi-me a Chamar-lhe Pai, da Bilquis Sheik e ela disse que queria muito ler este livro, então eu emprestei aquele e eles me emprestaram este.
  Enfim, aqui acompanhamos a vida do autor contada por ele mesmo.
  Ao contrário do que pode parecer o autor passa bastante credibilidade, ele expõe os erros que cometeu ao longo da vida, inclusive dando bastante ênfase em como ele foi um péssimo marido em seu tempo de casado, como ele se reergueu de onde suas más escolhas o colocaram.
  Esse livro faz um ótimo par com O Evangelho Maltrapilho, o que ele fala em seu livro mais famoso é bem demonstrado nesse livro. A história do autor é um ótimo exemplo da incapacidade do homem de acertar sempre e da inevitabilidade do erro, mas também fala bastante sobre a grandiosidade da graça divina e de como ela nos constrange.
  Eu já sabia de alguns erros que o autor cometeu na vida, então não me decepcionei com ele, o livro é incrivelmente fluido e a edição é muito bem feita e com bastante fotos. O que me fez achar o livro não merecedor de cinco estrelas é que em alguns momentos o autor meio que romantiza o erro, meio que indo contra ao que Paulo diz sobre permanecer no pecado para que a graça abunde mais ainda. Não totalmente, me parece que não foi essa a intenção do autor, é só algo que tem espaço para ser interpretado dessa forma.
  Por ser uma biografia, ou melhor, uma auto-biografia, não há muito a ser dito.Tem uma mensagem bacana, é bem escrito e bastante sincero... acredito eu.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

[Opinião] Dom Quixote de la Mancha Vol. 1 - Miguel de Cervantes #259

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Editora: Nova Fronteira

N° de Páginas: 591

Quote:
"Batizado o cavalo, com o nome tão a seu gosto, quis batizar-se a si próprio, no que pensou oito dias, ao cabo dos quais se passou a chamar Dom Quixote,  doando concluíram os autores desta tão verdadeira história que, sem dúvida, o seu nome devia ser Quixada,  e não Quesada, como outros quiseram dizer."

Sinopse:
  A história do engenhoso fidalgo Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança conquista leitores geração após geração. O clássico de Miguel de Cervantes é considerado o expoente máximo da literatur espanhola e, em 2002, foi eleito por uma comissão de escritores de 54 países o melhor livro de ficção de todos os tempos. 
  Marco inicial do romance moderno, Dom Quixote de la Mancha influenciou grandes nomes da literatura, como Daniel Defoe, Charles Dickens,  Fiodor Dostoiévski e Machado de Assis, e já ganhou diversas adaptações nas mais variadas esferas da arte, como cinema, teatro e pintura.
  Em homenagem aos 400 anos de morte de Miguel de Cervantes,  a Nova Fronteira traz ao público está edição especial, com a obra integral em dois volumes. O texto de Cervantes é acompanhado de belíssimas ilustrações do francês Gustave Doré, um dos mais fantásticos artistas do século XIX.

Opinião:
  Eu tinha medo...
  Todo clássico carrega consigo uma aura de importância que inspira, ao mesmo tempo, fascínio e temor. Há quem diga que você só está habilitado para falar de livros na internet depois de ter lido Dom Quixote (quem acompanha o booktube há mais de 7 anos sabe do que estou falando), então, depois de seis anos eu estou meio habilitado para fazer o que já venho fazendo desde 2013, segundo o carinha que nem me lembro o nome.
A primeira coisa que acho importante que você saiba antes de encarrar esse livro é que ele pode ser tranquilamente tirado desse pedestal de clássico da literatura universal magistralmente escrito e que esbanja sabedoria. Até porque não foi com essa intenção que ele foi escrito. Lá, no longínquo ano de 1605 Cervantes publicou esse livro com a intenção de fazer chacota. A coisa mais popular na época eram os romances de cavalaria e o autor nunca os achou grande coisa, então resolveu fazer uma grande piada com o gênero.
Dom Quixote é um senhorzinho que depois de devorar inúmeros livros de cavalaria acaba ficando meio lelé, então veste uma armadura enferrujada que era meio que decoração, arruma um pangaré que na sua cabeça maluca ele acredita ser um belo alazão e começa a jurar amor eterno pela bela Dulcinéia del Toboso... que nem sequer existe. Depois disso ele sai em suas aventuras, até chegar a um lugar meio... duvidoso, socialmente falando. e ali, que ele acredita ser um grande castelo, ele implora para que o estalajadeiro, que ele acredita ser um grande cavaleiro, ou rei, agora não me lembro, que o nomeie cavaleiro, dentre muita confusão o estalajadeiro o nomeia cavaleiro e consegue convencê-lo a voltar para casa. Novamente em casa, depois de um período de cama onde destruíram toda a biblioteca responsável, juntamente com a senilidade, de deixá-lo meio avariado das ideias, depois de recuperado ele recruta seu vizinho, o famoso Sancho Pança, e ambos saem em suas aventuras.
Bem, uma coisa que não sei se deu pra perceber no que eu já falei, é que este é um livro com um grande foco no humor, então sim, você vai rir horrores durante a leitura, nessa edição que eu li tem as ilustrações originais do francês Gustave Dorè que também são um show, os desenhos também tem, em grande parte um teor cômico que combinam pra caramba com a história.
É basicamente um livro episódico, várias subtramas vão aparecendo conforme a história vai avançando, alguns personagens são tão divertidos quanto o protagonista mas admito que tem vários que são bem descartáveis e que não vão despertar grande empatia ou interesse no leitor.
Eu descobri também que essa alcunha de livro super importante foi dada a este livro por Dostoiévski, só a partir disso ele passou a ser considerado um livro com algum valor além do entretenimento e risadas que proporciona.
  Sei que você deve estar imaginando e se perguntando sobre a linguagem e sim, ele é um livro escrito no começo do século XVII e isso fica evidente pelo vocabulário utilizado, ele tem bastante rococós mas não tem grande descrições, tem alguns diálogos que parecem intermináveis mas em sua maioria os capítulos são bem curtinhos.
  É um livro divertidíssimo, que proporcionará ótimos momentos de descontração e os rococós na escrita não chegam a incomodar, pelo menos a mim. Por ser um livro longo e, como eu disse, episódico, terá alguns episódios que serão bem enfadonhos, não vou mentir, mas sem qualquer sombra de dúvida é um livro que vale a pena ser lido, vai demandar tempo mas você vai se divertir e terá uma ótima sensação de "venci um calhamaço clássico" depois de concluí-lo.
  E ele não é só piadas e chacotas, Dom Quixote, apesar de abilolado, é uma personagem bastante sábia, e vai dar várias lições de vida no decorrer da história, ele não se tornou um livro da minha vida, por assim dizer, mas com certeza entrou para o rol dos livros que recomendo a qualquer um.
  O segundo volume vou ler assim que concluir a leitura de Novelas Exemplares, próximo ao final do ano.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

[Opinião] O Buraco da Agulha - Ken Follett #258

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Editora: Arqueiro

N° de Páginas: 334

Quote:
"Na guerra, os meninos viram homens, os homens viram solados e os soldados são promovidos."

Sinopse:
  O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e liberar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como Dia D.
  Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O Objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos.
  O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto teta voltar para casa.
  Mas tudo foge a seu controle quando ele vai para em uma ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.

Opinião:

  Quando li As Espiãs do Dia D, do mesmo autor, achei ele bem aquém do esperado e imaginei se Um Lugar Chamado Liberdade não teria sido um golpe de sorte, mas aqui vi que não.
  Este foi o livro que lançou o autor no meio literário, nessa edição, comemorativa de 40 anos de publicação, traz uma introdução escrita pelo autor onde ele diz que quando concluiu o livro pensou ter escrito algo bom o suficiente para pagar a hipoteca por pelo menos 2 anos, ficou muito feliz por terem se passado 40 anos e ele ainda receber por esse livro, merecidamente, porque é muito bom!
   Aqui conhecemos três núcleos de personagens: Faber, também conhecido como Agulha, um espião de Hitler, Percival e sua equipe policial, que está caçando o Agulha pois ele tem informações que podem fazer os aliados perderem a guerra, e David e Lucy, também conhecidos como melhor núcleo desse livro. David é um piloto que sonha em ser herói de guerra mas um acidente logo depois do casamento com Lucy acaba fazendo com que perca ambas as pernas, a partir daí ele se torna uma pessoa extremamente amargurada, mas meio que para suprir a falta de trabalho efetivo na guerra o casal é mandado para a Ilha da Tempestade (ou Ilha da Tormenta, não lembro direito) para cuidar de um farol, essa ilha também fica em um ponto estratégico então ele poderia avisar ao exército aliado se navios alemães passassem por aquela região.
  Devo admitir que tenho um fraco para histórias com faróis desde que li A Luz Entre Oceanos, e nesse sentido o livro me fez lembrar bastante a história, isso e o fato de a mulher se chamar Lucy, que é o nome da criança dA Luz Entre Oceanos, além do fato de que a forma como a história de um outro núcleo se cruza com esse é também parecida com um acontecimento de outro livro.
  De forma geral, o livro é extremamente cativante, admito que não estava dando muita trela para a guerra em si, estava mais interessado nos dramas dos personagens e torcendo para que Lucy se desse bem, ainda mais depois de algumas burradas que ela faz, que apesar de compreensíveis não tiram dela a responsabilidade do erro, desde o início Lucy e seu marido, e mais tarde o pequeno Jo, foram meu núcleo favorito na história, e fiquei muito feliz quando eles se tornaram, efetivamente, os protagonistas do livro, em especial ela.
  A história é incrivelmente fluida e o autor cria seus personagens com uma maestria que nem parece ser o mesmo cara que escreveu As Espiãs do dia D, no terceiro ato a história fica tão frenética que não conseguimos mais soltar o livro até que tudo se resolva, e o final me lembrou um pouco a angustia que tive ao ler Cujo, do King. Não exatamente o final, mas próximo dele, a tensão envolvendo mãe e filho, e especial.
  Uma história envolvente, um drama comovente e um suspense arrebatador, claro que, como á disse quando falei sobre Um Lugar Chamado Liberdade, o autor tem certo apreço por cenas... proibidas para menores, felizmente não são muitas e não é nada gratuito (neste caso), tem um porquê narrativo para tais cenas.

https://www.skoob.com.br/autor/246-ken-follett
 
 

 



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