domingo, 23 de abril de 2017

[Opinião] Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz - C. S. Lewis

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Editora: WMF Martins Fontes

N° de Páginas: 202

Quote:
Quando dois humanos vivem juntos por muitos anos, é bem comum que cada um tenha um tom de voz ou uma expressão facial que sejam quase insuportáveis para o outro"

Sinopse:
  Dedicado ao seu amigo J. R. R Tolkien, esta obra-prima da ironia divertiu e instruiu milhões de leitores com seu retrato zombeteiro e irônico da vida humana feito a partir do ponto de vista do diabo Fitafuso. Ao msmo tempo freneticamente cômica e surpreendentemente original, a correspondência entre o experiente diabo e o seu sobrinho Vermebile mostra o lado mais sombrio e jocoso de C. S. Lewis.

Opinião:
  Como dizia Lutero: "O melhor método de expulsar um demônio, se ele não ceder aos textos das Escrituras, é ridicularizá-lo, zombar dele, pois ele não suporta o escárnio"
  É dessa forma que C.S.Lewis decide expulsar os maus espíritos de sua vida, criando uma ficção que, apesar de fazer muito sentido e ter um tom sombrio em vários momentos, nada mais é do que a mais corajosa chacota de todos os demônios.
  O livro, como o nome sugere, é contado em cartas, cartas essas enviadas do demônio Fitafuso para seu sobrinho, Vermebile, um jovem demônio que está estreando na carreira de tentador.
   Como, acredito que, está óbvio, esse é um dos vários livros cristãos escritos pelo autor. ele mostra como o acusador age nas nossas vidas, influenciando através de sopros nos ouvidos, plantando preguiça e discórdia, é um livro que, apesar do tom de chacota, nos faz pensar, no quanto temos dado brecha para o mal entrar em nossas vidas e nos fazer cair, o quando achamos que somos os maiorais e tentamos resolver tudo com a força do nosso braço, coisa que, convenhamos, nunca funciona.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

[PLMC] Pequeno País - Nick Hornby

  Mas uma vez o PLMC está me apresentando autores que queria muito conhecer, esse conto abre a coletânea, deixe-me pegar fôlego, Foras da lei, barulhentos, bolhas raivosas, e algumas outras coisas que não são tão sinistras, quem sabe, dependendo de como você se sente quanto a lugares que somem, celulares extraviados, seres vindos do espaço, pais que desaparecem no Peru, um homem chamado Lars Farf e outra história que não conseguimos acabar, de modo que talvez você possa quebrar esse galho. Sim, esse é o título do livro.


  Falando rapidamente, não era exatamente o que eu esperava. O conto é infanto-juvenil e visa principalmente entreter, não tem nenhuma grande lição nas entrelinhas.
  Conhecemos um país ridiculamente pequeno, tão pequeno que nosso narrador é obrigado a entrar na seleção de futebol porque, literalmente, não havia mais ninguém no país inteiro.
  Entre o garoto se tocar que o país dele tem um tamanho que proporciona qualquer um atravessá-lo, andando tranquilamente... e prendendo a respiração durante toda a travessia sem nem sequer sentir um desconforto que seja e o momento que ele é obrigado a entrar para o time passamos por várias cenas hilárias, e ao conhecermos a seleção nacional, com todos os seus absurdos, continuamos rindo.
  Até que o narrador, uma criança com 12 anos, se não me engano (ou seriam 15?) acaba experimentando os dissabores da vida adulta.
Então ser adulto é isso, pensei. Pode vir alguém e te derrubar na hora que quiser, e ninguém diz nada. Aquilo me fez sentir vontade de ficar mais jovem a cada ano, em vez de mais velho."
 
   Apesar de não ter lá grande profundidade, podemos tirar algumas pequenas lições, como a transição da juventude para a vida adulta é difícil e raramente estamos preparados para ela, como pequenas decisões podem fazer grande diferença, como a inteligência geralmente vence a força bruta, e, principalmente, como rir é o melhor remédio, e precisamos aprender a descontrair e tornar a vida mais divertida e, consequentemente, menos estressante.



domingo, 16 de abril de 2017

[PLMC] Depois de Uma Vida - Yiyun Li



  Esse conto se encontra na coletânea Tempo De Boas Preces, e devo aproveitar esse momento para dizer que estou me apaixonando por essa autora S2





  Aqui conhecemos a história da família Su. Como eles se apaixonaram, se casaram, as dificuldades que encontraram, já que eram meio que parentes a família não concordava com o relacionamento. E o quanto a vida se tornou difícil ao terem sua primeira filha, Beibei, que nasceu com retardo mental e paralisia cerebral.


"Beibei nasceu apesar dos avisos de todos os parentes, que desde o começo não haviam concordado com um casamento entre primos. Quando veio ao mundo, os médicos disseram que ela provavelmente iria morrer antes de completar dez anos; seria um milagre se chegasse aos vinte. Eles sugeriram que o casal cedesse a recém-nascida para servir de cobaia na faculdade de medicina. Afinal de contas, ela não tinha qualquer outra utilidade. O sr. e a sra. Su sentiram um calafrio ao pensar em seu bebê boiando dentro de um jarro de formol e, depois de mãe e filha serem liberadas, nunca mais levaram Beibei ao hospital."
  Apesar disso, o casal continuava apaixonado e se esforçavam muito para manter Beibei escondida,  um pouco, sejamos sinceros, por vergonha, mas principalmente pelo que poderiam fazer a ela se a encontrassem, lembrando que estamos falando da China, um país com controle de natalidade onde todos os cidadãos devem contribuir com a sociedade de alguma forma.
  Com o passar dos anos, o sr. Su convence sua esposa a ter outro filho, para compensar, de certa forma, a tristeza de ter uma filha doente que impede-os de receber visitas e suga todas as energias do casal.
"No ano do décimo aniversário de Beibei - com certeza um milagre digno de comemoração -, seu marido mencionou pela primeira vez  a possibilidade de terem um segundo filho. Por que?, perguntou ela, e ele falou em um casamento mais saudável, uma família mais completa. Ela não entendeu seu raciocínio, e soube, mesmo quando Jian ainda estava crescendo dentro de sua barriga, que eles teriam um filho normal e que isso de nada iria adiantar para salvá-los do que já fora destruído."
   O conto tem também outras subtramas mas não vou me estender muito nelas. É uma história tocante e incômoda. Sobre amor familiar, a devoção dos pais pelos filhos, quase nunca recíproca, até que ponto vale se sacrificar por supostas causas perdidas, sobre deixar partir. Além disso ele fala sobre valorização do cônjuge, de como ele(a) merece respeito, apesar de qualquer coisa, sobre o amor que une um casal, uma família, amigos... Sobre suportar aqueles que não tem filtro, mas não desperdiçar muitas energias tentando tirar alguém de uma buraco que insiste em continuar cavando. Sobre honestidade em tudo que for fazer, e sobre a eterna luta que é a vida.
  Passei muito tempo sem saber se tinha gostado ou não da história (apenas um adendo, detestei a Sra. Fong), mas a escrita da autora é tão delicada, e ela expõe tudo com "talento, visão e respeito" como diz na capa do livro. Não tem como não se encantar, apesar dos choques de realidade onde você se pega julgando os personagens e sofre um estalo, e se fosse eu no lugar dele?


quarta-feira, 12 de abril de 2017

[Opinião] Loney - Andrew Michael Hurley

Editora: Intrínseca

N° de Páginas: 301

Quote:
[...]é quase sempre difícil explicar como nos sentimos quando alguém muito próximo de nós morre. Mesmo para aqueles que amamos. As pessoas podem até fingir, tentam parecer corajosas."

Sinopse:
  Dois irmãos. Um deles mudo, o outro, seu eterno protetor.
  Ano após ano, a família visita o mesmo local sagrado, uma faixa de terra desolada na costa da Inglaterra como Loney, na tentativa desesperada de alcançar a cura.
  Nas longas horas de espera, os garotos ficam sozinhos. Eles não resistem à passagem que se revela a cada descida da traiçoeira maré, não resistem à velha casa que conseguem avistar ao longe...
  Décadas depois, Hanny é um homem adulto que não mais precisa dos cuidados do irmão.
  Mas então o corpo de uma criança é encontrado. É o Loney, que sempre e irremediavelmente vai trazer de volta seus antigos segredos.




Opinião:
  Se você viu uma quantia considerável, tipo umas três, opiniões, resenhas e afins sobre esse livro, ou mesmo se viu a classificação dele no Skoob, sabe que ele não é muito amado pelo público, mas eu faço parte dos que gostaram do livro. Não pela história, muito menos pelos personagens, mas pelo clima e pelo motivo impresso na quarta capa do The Observer: "Um romance sobre o que não foi dito, o que é implícito, o que é tão somente murmurado e ininteligível, repleto de lacunas sombrias e espaços indistintos que sua imaginação se sente impelida a preencher."
  A história é simples, um grupo de religiosos que dá muito mais valor a ritos e costumes do que deveria ser a essência disso tudo. Transformaram Deus em um office-boy prestes a ser demitido e santificaram o padre, que no decorrer da história descobrimos que era um ser humano desprezível.
  Sem querer julgar, mas já julgando, não é de admirar que não conseguiam o favor divino, eles esfregavam seus bons feitos, feitos sem nenhum amor, na cara uns dos outros, além de levantarem o indicador em riste para o céu, exigindo que Deus faça a vontade deles.
  O livro possui outras subtramas interligadas a essa, mas vou deixar para vocês descobrirem através da leitura, o final me decepcionou um pouco, pois distorce alguns princípios, não digo que não seja possível, devido ao decorrer da trama, mas com certeza o final de Hanny não seria tão feliz.
  O livro é bem escrito e, apesar de ser lento, eu li consideravelmente rápido, gostei da narrativa do autor, que soube conduzir a história muito bem para um iniciante, esse é seu livro de estréia e mostra que ele tem potencial.
  Sobre a edição só tenho elogios. Já faz uns meses que li e não me recordo de erros ortográficos, a diagramação é confortável (a letra quase pequena), e todo o trabalho gráfico, a capa aparentemente simples, mas com vários detalhes é linda, e isso é só a sobrecapa a capa dura também é muito bonita. Como podem ver na foto.


domingo, 9 de abril de 2017

Uma Leitura Miserável #3 [As Surpresas da Vida]

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  Oi meu povo,
  Se você curte a página do blog no Facebook, deve ter visto um convite que fiz para lermos Os Miseráveis. E se você viu os vídeos viu que a história de 100 páginas por semana miou bonito. O fato é que sou especialista em auto-boicote. Quando gosto muito de um livro eu o negligencio, para que ele não termine.
  O fato é que me apaixonei perdidamente pelo livro e pela escrita do autor (tanto que estou providenciando o resto da obra dele para ler) e como já disse acima, fico aumentando minha expectativa não lendo o livro. Até o presente momento li apenas a primeira das 5 partes da obra, e como dei o livro de presente a uma amiga, ela quer ler comigo, então ainda estou me decidindo se vou começar a leitura novamente ou se espero ela me alcançar para continuarmos juntos a partir daí.
  Fato é que não sei se esse projeto terá futuro, não tenho como fazer vídeos uma vez por semana, ou mesmo por mês, e não sei escrever bem o suficiente para transmitir toda a emoção que o livro passa, não que eu seja bom em falar, mas enfim...

  De qualquer forma, vou deixar abaixo os dois vídeos que gravei sobre as 200 primeiras páginas do livro:





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