terça-feira, 20 de outubro de 2020

[Opinião] Detalhe Final - Harlan Coben #313

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Editora: Arqueiro

N° de Páginas:

Quote: 304

"Às vezes - disse ele - você não está fugindo do mundo, mas de você mesmo."


Sinopse:
O agente esportivo – e detetive ocasional – Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso. Divide uma praia caribenha com Terese, uma mulher deslumbrante que acabou de conhecer – uma forma perfeita de se recuperar da perda recente de uma amiga querida. Seu retiro é interrompido por Win, seu amigo e parceiro em inúmeras investigações. Ele não traz boas notícias: um dos clientes mais antigos de Myron, o problemático Clu Haid, arremessador dos Yankees, foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Myron.
De volta a Nova York, Myron está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são maiores do que imaginava. Para desvendar o crime, Myron terá de encarar o submundo nova-iorquino e abrir feridas antigas que podem ser o seu fim.

Opinião:
  Myron Bolitar nunca me decepciona... ou será que sim?
  Bom, esse livro tem detalhes que são repercussão do livro anterior, Um Passo em Falso... Eu li Um Passo em Falso? Não, mas isso vai me atrapalhar mais quando for ler ele do que na leitura desse... Em um rompante de fuga devido aos tais acontecimentos já não mencionados Myron Bolitar resolve se isolar em uma ilha com uma jornalista e passar os dias e noites se revezando entre admirar as prais paradisíacas do Caribe e... é... copular...
  Ninguém sabe que ele está lá, e ele sumiu sem avisar ninguém, apenas mandou uma procuração para Esperanza, sua sócia, para que ela pudesse comendar a empresa deles sozinha. Mas se tem algo de que ele nunca duvidou foi a capacidade de Win encontrá-lo, se quisesse mesmo fazê-lo, então ele não se surpreende quando o amigo sociopata aparece na ilha para buscá-lo. Enquanto o leva de volta para a "vida real" Win explica que o cliente mais antigo da MB Representações Esportivas, Clu Haid, foi assassinado, mas não só isso, Esperanza foi presa pelo assassinato.
  Myron começa a investigar para provar que Esperanza é inocente, mas deixa claro, para os mais próximos, que mesmo que descubra que ela é realmente culpada ainda trabalhará com todas as forças para inocentá-la.
  Essa é uma história que vai tratar sobre limites, e quão fácil é ultrapassá-los, e uma vez ultrapassados os limites é muito fácil esquecer que existem.
  Outro tema abordado no livro é sobre a relação de filhos adultos com pais idosos, a percepção de que o tempo é curto e logo não teremos mais aquele amparo e companhia que temos desde antes de nascermos.
  É um livro tocante e com personagens bastante humanos mostra o Myron ferido e cansado do mundo, com defeitos bem visíveis e um senso de justiça não muito coerente.
  Ele é também um incrível livro de mistério, talvez não perfeito, mas cumpre muito bem o seu objetivo, além disso ainda consegue ser um ótimo livro que retrata a alma humana de forma fidedigna, com suas preferências e visões egoístas da justiça e do mundo.





sábado, 17 de outubro de 2020

[Opinião] Fahrenheit 451 - Ray Bradbury #312

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Editora: Biblioteca Azul

N° de Páginas: 215

Quote:

"Os bons escritores quase sempre tocam a vida. Os medíocres apenas passam rapidamente a mão sobre ela."


Sinopse:
Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. Agora, o título de Bradbury, que morreu recentemente, em 6 de junho de 2012, ganhou nova edição pela Biblioteca Azul, selo de alta literatura e clássicos da Globo Livros, e atualização para a nova ortografia.
A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da “indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes.
O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.
Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie.

Opinião:
  Sabe quando você pega três livros famosos e lê na ordem que você acredita que será do "pior" para o melhor e quando você termina vê que fez a ordem inversa? Foi o que aconteceu comigo com as três distopias clássicas. Sabia vagamente sobre o que se tratavam e peguei primeiro 1984, que tinha sim expectativas mas não eram tão altas, acabei gostando demais daquele livro. Depois fui para o livro que sabia menos a respeito: Admirável Mundo Novo, acabou sendo, também, uma leitura muito importante. Aí chegamos onde minha expectativa era maior... e também na minha maior (única) decepção.
  Este é o livro mais curto dessa tríade de grandes obras, e por tratar do amor aos livros eu tinha na minha cabeça que seria o livro mais empolgante e que conversaria melhor comigo... não foi o que aconteceu, o começo é bacana, temos uma sociedade onde os livros são proibidos, não por determinação do Estado para manter o povo alienado e sugestionável, mas por determinação do povo mesmo, eles não queriam se sentir incomodados, instigados e confrontados, assim sendo, vamos extinguir toda a forma de arte que estimule o pensamento e a auto crítica, certo? Afinal, a ignorância é uma bênção...
  Toda a construção de mundo é muito bem feita e verossímil, compramos a ideia facilmente, mas aí as coisas começam a desencarrilhar um pouco. Tudo se tornou à prova de fogo para que os bombeiros pudessem entrar nas casas com lança-chamas e tacar fogo em tudo mas apenas os livros se queimarem... não seria mais crível se esses livros fossem tirados da casa e queimados em um lugar apropriado para isso ao invés de transformar absolutamente tudo em materiais nada inflamáveis? E se roupas podem ser à prova de fogo por que nenhum dos gênios rebeldes fez os livros com o mesmo material?
  Ok, aumentamos o nível da suspensão da descrença, mas conseguimos prosseguir... aí encontramos o texugo, um monstro de metal que "vive" no quartel dos bombeiros que só está no livro para perseguir o protagonista, a explicação de sua existência não é nada convincente e deu um grande salto para fora da verossimilhança da história.
  A personagem que causa o primeiro incômodo no protagonista e seu despertamento da vida embicilizante que ele, e todos ao seu redor, vive é feito de forma convincente e crível, a escrita do autor é muito boa, mas não consegui ignorar alguns problemas no livro, pretendo fazer uma nova leitura em algum momento, mas no presente esse livro foi uma decepção, em parte, claro, por causa de expectativas muito elevadas.




terça-feira, 13 de outubro de 2020

[Opinião] A Improvável Jornada de Harold Fry - Rachel Joyce #311

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Editora: Suma de Letras

N° de Páginas: 248

Quote:

"Ela se lembrava. Após todos esses anos. E mesmo assim ele tinha vivido aquela vida ordinária, como se o que ela tivesse feito não significasse nada. Ele não tentou impedi-la. Não foi atrás dela. Nem sequer disse adeus”


Sinopse:
  Vencedor do britânico National Book Award na categoria de melhor livro de estreia e finalista do prestigiado Man Booker Prize, A improvável jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce, tem como temas centrais os sentimentos de amor, amizade e arrependimento. A autora conta a história do aposentado Harold Fry que numa manhã de sol sai de casa para colocar uma carta no correio, sem imaginar que estava começando uma jornada não planejada até o outro lado da Inglaterra.
  Ao receber uma carta de Queenie Hennessy, uma velha conhecida com quem não tem contato há décadas, ele descobre que ela está em uma casa de saúde, sucumbindo ao câncer. Então, Harold Fry escreve uma resposta rápida e, deixando sua mulher com seus afazeres, vai até a caixa postal mais próxima. Ali, tem um encontro casual que o convence de que ele deve entregar sua mensagem para Queenie pessoalmente. E assim começa a peregrinação improvável de Harold Fry.
  Determinado a andar 600 milhas de Kingsbridge à Berwick-upon-Tweed, porque, acredita, enquanto caminhar, Queenie Hennessy estará viva, ao longo do caminho, ele encontra personagens fascinantes, que o trazem de volta memórias adormecidas: sua primeira dança com Maureen, o dia do seu casamento, a alegria da paternidade. Todos os resquícios do passado vêm correndo de volta para ele, permitindo-lhe conciliar as perdas e os arrependimentos.

Opinião:
  Provavelmente uma das melhores coisas na vida e um leitor é você pegar um livro aleatório sobre o qual você nada sabe e esse livro ser uma das melhores coisas que você já leu.
  Aqui conhecemos Harold e Maureen, um casal idoso que já perdeu o amor um pelo outro, tiveram apenas um filho que é, inclusive, o motivo do distanciamento do casal. Certo dia Harold recebe uma carta de uma antiga amiga onde ela diz estar vivendo em uma casa de repouso do outro lado do país... e está morrendo. A carta é meio que uma despedida e Harold fica transtornado com a notícia, resolve então responder essa carta com um bilhete curto dizendo que lamenta pela situação dela, mas ao sair para colocar seu bilhete na caixa de correio da esquina ele resolve andar um pouco mais para continuar refletindo sobre a sua vida e resolve que vai continuar andando e colocar na próxima caixa de coleta que encontrar, ele começa a se lembrar da amiga e de como ela o ajudou no passado, algo que ele havia esquecido com o passar dos anos. Ao chegar na outra caixa de coleta resolve ir até a agência de correio.
  Logo ele para em um posto para fazer um lanche e em conversa com a atendente da lanchonete ele toma uma decisão súbita, pega o telefone, liga para a casa de repouso onde Kennie está e diz para a enfermeira avisá-la de que ele vai andar até lá e que é para ela esperá-lo viva. Harold Fry começa então a sua improvável jornada.
  É uma história extremamente tocante, daquelas que não me sinto "digno" de escrever sobre, justamente porque não consigo expressar em palavras a profusão de sentimentos que ela me proporcionou.
  Harold é idoso, sem preparo físico, com calçados completamente inadequados para uma caminhada de 2 km, que dirá de quase mil... Em uma conversa com a esposa eles acabam discutindo, já que no começo o relacionamento deles está bem abalado, a respeito do filho deles, sabemos, desde sempre, a animosidade que existe entre o casal e também que essa animosidade vem de eventos ocorridos com esse filho e os motivos de ele não fazer mais parte da vida de ambos, até Maureen vai perdendo o costume de conversar com o mesmo.
  Conforme Harold vai caminhando, as pessoas começam a comentar sobre seu ato, para alguns ele é louco, para outros o que ele está fazendo representa um lindo ato de amor e fé, para ele se torna uma missão e uma redenção, uma forma de agradecer a Kennie e de "fazer as pazes" com o filho.
  Muitas pessoas se juntam à caminhada de Harold, mas em vários momentos percebemos que elas mais atrapalham do que ajudam. Essas pessoas trazem um sentido muito importante para a história. Eu vi toda a confusão como... vamos por partes, o livro em si é uma história de auto perdão, uma jornada de auto descobrimento e redenção, essas pessoas admiram o que o protagonista está fazendo e querem participar, é como quando você quer concertar seus erros e mudar de vida, algumas pessoas te chama de louco e outras querem fazer o mesmo, mas querem seguir o mesmo processo que você, mas não se encaixam nele, fazendo mais mal do que bem, tanto para quem acompanham quanto para si mesmos.
  A escrita da autora é de uma delicadeza admirável, nos envolvemos tanto com o casal de protagonistas que, mesmo que se separem, fisicamente, no início da narrativa ficamos felizes a cada momento que vemos que uma aproximação mais íntima está acontecendo, mesmo com um de cada lado do país.
  É, sem dúvida, um dos livros mais bonitos que já tive o prazer de ler, cheio de camadas e ensinamentos, e o mais bacana é que sei que ele vai conversar de forma diferente com cada um.




sábado, 10 de outubro de 2020

[Opinião] Kindred: Laços de Sangue - Octavia E. Butler #310

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Editora: Morro Branco

N° de Páginas: 432

Quote:

"Então, por algum motivo, me distraí com um dos livros de Kevin sobre a Segunda Guerra Mundial – um livro com memórias de sobreviventes de campos de concentração. Histórias de surras, fome, sujeira, doença, tortura e todo tipo de degradação. Como se os alemães tentassem fazer em apenas um ano o que os americanos praticaram por quase duzentos anos."


Sinopse:
  Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.
  Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta ao seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo.
  Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-guerra civil - um lugar perigoso para uma mulher negra -, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.

Opinião:
  Preparai as pedras, vós que amais esta obra!
  Não que o livro seja ruim, muito longe disso, mas não chega a ser o suprassumo que tanto se fala.
  Como uma crítica aos horrores da escravidão, ao comportamento desumano dos donos de escravos e a uma sociedade extremamente racista, o livro dá show, retratando situações e cenas de embrulhar o estômago e revoltar qualquer pessoa com bom senso. Isso já faz com que o livro mereça sim, muitos elogios e toda a admiração à ele dispensada.
  Mas se formos falar de narrativa, aí temos um problema. A autora teve a ideia brilhante e perturbadora de fazer uma mulher negra, culta e bem-sucedida viajar de volta no tempo para o período da escravidão no sul dos Estados Unidos. Uma ideia genial para abordar e criticar os temas que ela escolheu explorar. Mas temos alguns problemas: 
1. Por que razão alguém criaria uma forma de viajar no tempo para ir para esse período?
2. Por que justo uma mulher negra faria a tal viagem tendo consciência do perigo que ela correria.
  Uma protagonista branca tiraria, no mínimo, 80% do peso da história, então substituir essa característica estaria fora de questão. Então vamos fazer a mulher viajar no tempo meio que por acidente, algo como o que ocorre com o ''marido'' no livro a Mulher do Viajante no Tempo, mas não exatamente da mesma forma, não que a autora tenha pego alguma inspiração, afinal o livro dela foi escrito anos antes. Mas beleza, façamos então a viagem no tempo ser algo "espontâneo" isso elimina os dois problemas.
  Mas mesmo sendo espontâneo algo precisaria ser o gatilho que fizesse a viagem acontecer, certo? Então vamos ligar a protagonista com uma criança do século XIX (criança essa que cresce no decorrer do livro mas que desprezamos cada vez mais) e aproveitamos para colocar um Laços de Sangue no título para justificar essa ligação.
  Tudo perfeito, certo? Errado! Em momento nenhum o livro explica o porquê de toda a árvore genealógica possível apenas Dana ser sugada para o passado, porque isso aconteceu apenas quando ela se mudou ou porque os intervalos das viagens, se os eventos do passado a faziam viajar, por que as viagens não possuíam uma regularidade, afinal, no presente dela todos os eventos já ocorreram, ela poderia ser sugada para o passado e ido parar simultaneamente em todos os eventos. E tá que o tempo da viagem não era o tempo que ela ficava fora, isso tudo bem, é o mais fácil de relevar e ter uma justificativa plausível, afinal, estamos falando de viagem no tempo.
  Resumindo, é um livro forte e angustiante, mas você tem que alimentar bastante a sua suspensão da descrença para poder aproveitá-lo enquanto narrativa, que é o que ele se propõe a ser.




terça-feira, 6 de outubro de 2020

[Opinião] Coronavírus e Cristo - John Piper #309

Editora: Fiel

N° de Páginas: 108

Quote: 
"Esta não é uma época para visões sentimentais de Deus. É uma estação amarga. E Deus ordenou isso. Deus o governa. Ele vai acabar com isso. Nenhuma parte está fora de seu controle. A vida e a morte estão em suas mãos."

Sinopse:
  Em 11 de janeiro de 2020 alegou-se que um novo coronavírus (Sars-Cov-2) havia feito sua primeira vítima na província de Wuhan, na China. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde havia declarado a doença COVID-19 como uma pandemia global. Em meio a medos e incertezas, é natural perguntarmos: O que Deus está fazendo?
  Em Coronavírus e Cristo, John Piper convida leitores de todo o mundo a permanecer na Rocha sólida que é Jesus Cristo. Nele nossas almas podem ser sustentadas pelo Deus soberano que ordena, governa e reina sobre todas as coisas para realizar seus sábios e bons propósitos em prol daqueles que nele confiam.

Opinião: 
  Este é um livrinho tão pequenino, que a editora está disponibilizando gratuitamente (para baixar clique aqui) onde o autor vai nos lembrar sobre a soberania de Deus, mesmo quando o mundo todo parece estar mergulhado no caos.
  Se você não estava em coma durante os últimos (quando isso vai ser publicado? Setembro? Outubro?) 10 meses e acabou de acordar e a primeira coisa que está vendo é essa publicação saiba que o mundo está um caos, nem vamos falar sobre crises políticas e movimentos militantes irritantes que não sabem direito o que querem, além do povo que retrocedeu centenas de anos e acha que a Terra é plana.
  O fato é que o coronavírus se tornou, rapidamente, um problema mundial, superestimado por alguns, subestimado por outros mas levando quase todos à loucura.
  Aqui John Piper vai nos dar um sopro de esperança em meio a toda essa loucura e nos lembrar que Deus é soberano e nada foge ao controle dele. Ele vai falar um pouco sobre a sua condição, idoso com câncer e familiares com COVID e dizer que está pronto para ir, quando Deus achar que ele deve. Apesar disso o livro não tem um tom melancólico.
  O autor é sucinto e direto, não faz rodeios e vai mostrar possibilidades de significado da pandemia. Apesar de eu colocar isso na mesma prateleira do restante dos Mistérios que não nos competem saber é interessante ver suposições sobre o assunto.
  É um sopro de realidade, frio mas necessário, que nos conforta e mostra que podemos discutir as razões infinitamente, Deus continua sendo soberano sobre tudo e só Ele sabe qual é o propósito de tudo que está acontecendo.




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