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sábado, 3 de abril de 2021

[Opinião] O Grande Divórcio - C. S. Lewis #335

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Editora: Thomas Nelson Brasil 

N° de Páginas: 155

Quote:
"Não há como prometer nada disso. Nenhuma esfera maior de utilidade, pois lá ninguém precisa de você. Nenhum espaço para os seus talentos, apenas perdão por tê-los pervertido. Nenhuma esfera de investigação, pois eu o levarei para a terra não de perguntas, mas de respostas, e você verá a face de Deus."

Sinopse:
  Em O Grande Divórcio, C. S. Lewis novamente emprega seu formidável talento para fábulas e alegorias. O escritor se encontra no inferno embarcando em um ônibus com destino ao Paraíso. A incrível oportunidade é que, quem quiser ficar no Céu, fica. Este é o ponto de partida para uma meditação extraordinária sobre o bem e o mal, a graça e o julgamento.
  A ideia revolucionária de Lewis é a descoberta de que os portões do Inferno estão trancados por dentro. Nas próprias palavras de Lewis: "Se insistirmos em manter o Inferno (ou mesmo a Terra), não veremos o Céu: se aceitarmos o Céu, não seremos capazes de reter nem mesmo as menores e mais íntimas lembranças do Inferno".

Opinião:

   Este foi um dos poucos livros que gravei um vídeo falando sobre no período de hiato do Hiattos... assim sendo vou deixar que meu eu audiovisual fale sobre a obra. Apesar de achar que sou muito mais sucinto escrevendo do que falando

 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

[Opinião] Cartas a Malcolm - C. S. Lewis #321

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Editora: Thomas Nelson Brasil

N° de Páginas: 176

Quote:
"As discussões geralmente nos separam; ações às vezes nos unem."

Sinopse:
  C.S. Lewis novamente comunica sabedoria profunda, desta vez por meio de vinte e duas cartas entre correspondentes fictícios nas quais compartilha sua compreensão do papel da oração em nossa vida e as maneiras pelas quais podemos imaginar melhor nosso relacionamento com Deus. Em Cartas a Malcolm, Lewis investiga o papel da oração em comunidade e na liturgia do culto, abordando também os aspectos práticos e metafísicos da oração em particular, da oração como adoração, da oração como penitência, e discute esses e diversos outros assuntos com sua ternura característica e sagacidade. Os leitores serão desafiados a revisitar o poder da oração em todas as esferas da vida, pois “não temos atividades não religiosas”, escreve ele, “somente religiosas e irreligiosas”.

Opinião:
  Aqui temos mais uma ficção de Lewis, mas uma ficção mais parecida com Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz do que com, bom, com qualquer outra. Isso porque essa também é uma história contada por cartas, cartas essa que só temos acesso a um lado.
  As cartas são escritas pelo próprio C. S. Lewis  para o fictício Malcolm, onde eles discutem sobre oração. Como disse, só temos acesso às cartas de Lewis, mas assim como o Maldanado comenta sobre coisas que foram mencionadas nas cartas enviadas por Vermelindo aqui Lewis tambem comenta um pouco sobre coisas que Malcolm teria dito em suas respostas a essas cartas.
  Aqui bem os alguns pensamentos de Lewis a respeito da oração, que seguem na mesma linha, mas de forma muito mais desenvolvida e apresentada no texto intitulado "A eficácia da oração", presente no livro A Última Noite do Mundo (para a qual eu escrevi uma opinião bem mais elaborada e da qual me orgulho mito mais do que desta, então dê um pulinho lá hehe)
  Adoro a forma de Lewis escrever, entendo que muita gente o considera um autor de difícil compreensão, mas nao acho que seja o caso desse livro, aqui ele é bastante claro e objetivo, o fato de ser escrito em formato de cartas facilita essa questão também, dos que já li do autor considero A Abolição do Homem como o mais difícil de acompanhar.
  Claro que como o leitor ávido, filósofo e professor que era Lewis adora rechear suas obras (e, aparentemente, suas cartas) de citações e referências não só a grandes obras literárias como a famosos poemas consagrados, referências essas que é quase impossível de entender todas, mas ele quase sempre da uma contextualizada, então a ideai que quer passar não se perde e o leitor consegue sim, captar a mensagem.
  Como eu disse, o assunto das cartas é um só, a oração. Mas se você acha que esse é um tema limitante esta muito enganado, ele fala sobre oração peticionária, intercessora, alem da oracao nao dita, mas vivida, e por falar de diferentes formas de orar ele consegue comentar sobre a vida do fictício Malcolm e de sua família. 
  É o melhor livro que li do autor? Não, inclusive bato de frente com alguns dos pensamentos apresentados. Mas sem sombra de dúvida é um livro que vale a pena ser lido e extremamente edificante. Me lembrou muito aquele famoso livro do Bounds chamado O Poder da Oração. 






terça-feira, 16 de junho de 2020

[O Julgamento] Milagres

Deus no Banco dos Réus                                                         Foto -Clive Staples Lewis

 Já tem mais de 8 meses que postei o primeiro texto desse... projeto? Acho que posso chamar assim. Você pode conferir clicando aqui.
  Fato é que o primeiro texto desse livro ficou bem aquém do que eu esperava, o que me desmotivou um tiquinho, mas confio muito no autor, então resolvi que já era hora de retomar (até porque se for fazer uma postagem a cada 8 meses esse projeto vai durar para sempre, vou tentar ser mais ativo nisso aqui)
  Aqui temos um texto mais longo, com toda a maravilhosa eloquência de professor universitário que Lewis possui, onde ele vai falar sobre, como diz o título, milagres.
  É muito bom como ele expõe e refuta os principais argumentos que antagonizam a crença em milagres. Por exemplo: O argumento de que a ignorância das leis da natureza faz com que coisas que podem ser explicadas pareçam milagres, quando na verdade a ignorância das leis da natureza faria com que não pensássemos que algo está além dela, não sei me expressar tão bem quanto o autor, mas acho que deu pra entender.
  Ele também categoriza os milagres, uma dessas categorias, algo que eu nunca tinha me tocado, é que todos os milagres descritos na Bíblia são apenas Deus fazendo algo que ele sempre fez ou que irá fazer. Pegando o primeiro milagre de Jesus, transformação de água em vinho: todo ano as videiras pegam água da terra com as raízes, levam até os ramos e enchem as uvas, essas uvas são amassadas e da fermentação surge o vinho, e quem projetou tudo isso? E a ressurreição (de Lázaro ou do garoto lá da história de Eliseu), a Bíblia deixa claro que haverá uma ressurreição em massa quando tudo isso terminar.


"Conheci uma única pessoa  durante toda a minha vida que alegou ter visto um fantasma. Foi uma mulher, e o interessante é que ela não acreditava na imortalidade da alma antes de ver o fantasma e continuou não acreditando depois de vê-lo. Ela achava que tinha sido uma alucinação. Em outras palavras, não é preciso ver para crer. [...] A experiência prova isto, aquilo ou nada - de acordo com as pressuposições que trazemos a ela."


domingo, 24 de novembro de 2019

[PLMC] As Terras Fajutas - C. S. Lewis



  Esse conto pode ser encontrado no livro A torre negra, lançado pela editora Planeta, mas que esperamos que saia também pela Thomas Nelson em algum momento.




"Minha primeira ideia foi de que havia algo errado com meus olhos. Eu não estava no escuro, nem mesmo no crepúsculo, mas tudo parecia curiosamente embaçado. Havia um tipo de luz do dia, mas, quando eu olhava para cima, não via nada que pudesse chamar confiadamente de céu. Ele poderia, possivelmente, ser o céu de um dia muito sem graça, monótono e cinza, mas carecia de qualquer sugestão de distância. 'Indescritível' era a palavra que eu usaria para descrevê-lo."
  Aqui temos um protagonista que pode muito bem ser o próprio Lewis, ele está em seu escritório na faculdade quando recebe a notícia que um antigo aluno, por quem tem grande estima, vai visita-lo. Ele fica feliz com a visita, só não gosta do fato de ele ter trazido a noiva junto sem avisar ao professor, o que impede-os, na concepção dele, de conversar sobre os assuntos que ambos tem em comum, pois isso deixaria a garota, grosseiramente, fora da conversa, ao mesmo tempo que o casal também não poderia conversar sobre as coisas que supostamente tem em comum pois isso deixaria o professor de fora, mas algo estranho acontece, e o professor então se vê em um mundo meio distorcido, onde quase tudo é meio indistinto e as coisas que parecem ser mais realistas e convidativas parecem ser meio fúteis.
   No decorrer do conto imaginamos as mais diversas possibilidades, mas o narrador, ao voltar para o "mundo real" percebe o que aconteceu e explica, o melhor é que ele fala: "Minha própria hipótese é a óbvia, que terá ocorrido a todos os leitores." Mas eu devo confessar que a mim não ocorreu, é provavelmente a única coisa que faz sentido, principalmente depois do surgimento do "gigante", mas quando ele surgiu eu joguei as favas toda e qualquer hipótese que tinha formado e simplesmente fui em frente torcendo para que em algum momento as coisas se esclarecessem, o que realmente acontece.
  É um conto muito bacana sobre o valor dado às coisas erradas, sobre o foco desajustado do ser humano, sobre o que realmente se passa dentro de cada um, a meu ver também sobre pré-julgametos. O narrador pode parecer meio babaca por boa parte da história, mas no final ele levanta um questionamento que nos faz ficar pensando... e se fosse eu?
  Foi o segundo conto que li do livro, o primeiro foi Anjos Ministradores, que não entendi a relação entre título e história, mas se alguém quiser que eu faça postagem sobre é só falar nos comentários.

domingo, 10 de novembro de 2019

[O Julgamento] O Mal e Deus



Só pra constar, essa é a postagem n° 600 ♥↑♥

 O Julgamento é a nova coluna do blog que terá um tempo de vida, nela vou comentar sobre os artigos publicados no livro Deus no banco dos réus, do C. S. Lewis


Foto -Clive Staples Lewis

Deus no Banco dos Réus
  O primeiro artigo já deixou um pouco a desejar, para mim. Isso porque esse primeiro texto é como um comentário sobre um artigo publicado na semana anterior - mais especificadamente na The Spectator de 31 de janeiro de 1941 - Mas não temos acesso a esse artigo, embora Lewis tenha colocado os pontos principais (acredito terem sido os principais) para poder discorrer sobre, mas senti falta desse outro artigo por ser o do Lewis uma contestação que funciona também como complemento, acho que ele poderia estar nos extras do livro.
  Sobre o que Lewis fala sobre o assunto, ele refuta a conclusão tomada pelo outro autor (Dr. Joad) e dá seus argumentos, em um artigo de apenas cinco páginas, ou seja, ele é rápido e objetivo, mas, como disse, a falta do artigo sobre o qual ele fala dá uma sensação de ter pego a convesa andando, sabe?
"Se o mal tem o mesmo tipo de realidade que o bem, a mesma autonomia e inteireza, a lealdade ao bem passa a ser uma escolha arbitrária do partidário. Uma teoria sólida de valor exige algo diferente. Exige que o bem seja original e o mal, uma mera perversão; que o bem seja  árvore e o mal, a hera; que o bem seja capaz de enxergar todos os ângulos do mal (tal como quando homens sãos entendem a loucura) e que o mal não consiga devolver na mesma moeda; que o bem seja capaz de existir por conta própria ao passo que o mal precise do bem a fim de dar continuidade à sua existência parasitária."
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

[Opinião] A Última Noite do Mundo - C. S. Lewis #237

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https://www.skoob.com.br/a-ultima-noite-do-mundo-800912ed804610.html
Editora: Thomas Nelson Brasil

N° de Páginas: 135

Quote:

"Mas pensamos assim porque continuamos assumindo que conhecemos a peça. Nós não conhecemos a peça. Nós nem sequer sabemos se estamos no ato I ou no ato V. Não sabemos quem são os personagens principais e quem são os secundários. O Autor sabe. O público, se houver um público (se anjos, arcanjos e toda a companhia do céu encherem o poço da orquestra e as primeiras filas), pode ter um pressentimento. Mas nós, nunca vendo a peça do lado de fora, nunca encontrando nenhum personagem exceto a minúscula minoria que está 'escalada' para as mesmas cenas que nós, totalmente ignorantes do futuro e muito mal informados sobre o passado, não podemos dizer em que momento o fim deverá vir. Que virá quando for necessário, podemos ter certeza; mas perdemos nosso tempo adivinhando quando isso será. Que isso tenha um significado, podemos ter certeza, mas não podemos vê-lo."

Sinopse:
  Nestes sete ensaios espirituosos e lúcidos que compõe este livro inédito, o grande escritor, pensador, teólogo popular e apologista cristão C.S. Lewis aborda diversas questões religiosas intrigantes e complexas. Ele também pondera sobre as evidências da oração eficaz. brinca como devemos encarar nossos conceitos sobre Deus e até mesmo sobre a possibilidade de haver ou não vida em outros planetas.
  A Última Noite do Mundo, um dos ensaios principais desta coletânea, lida com a questão da volta de Cristo e traz uma perspectiva brilhante para elucidar o debate. Como sempre, encontramos nesses ensaios um Lewis que mistura humor, ironia, paradoxos e uma perspicácia marcante que desafia a nossa fé.

Opinião:
"E se a presente fosse a última noite do mundo? [...] o Retorno é totalmente imprevisível. Haverá guerras e rumores de guerras e todo o tipo de catástrofes, como sempre houve. As coisas serão, nesse sentido, normais na hora que precederá os céus se enrolarem como um pergaminho. Você não tem como adivinhar. Se você pudesse, um propósito principal para o qual foi previsto seria frustrado. E os propósitos de Deus não são tão facilmente frustrados assim."
  Já vi gente considerando este o melhor livro do autor, não sei dizer se concordo, gosto muito das coletâneas de ensaios, e O Peso da Glória também é um livro incrível, e a meu ver até mais relevante, pelo menos em sua totalidade, não cheguei a fazer postagem sobre ele aqui, mas recomendo, e muito, a leitura.
  Nessa coletânea temos sete ensaios que vagam entre a especulação de coisas que não nos compete saber, e que não fazem diferença em nossa vida, até assuntos sérios que deveríamos refletir. Antes de falar, brevemente sobre cada um deles, vamos falar um pouco da edição: A Thomas Nelson vem fazendo um trabalho muito bom com a obra do autor, se não me engano já são onze títulos lançados (Cristianismo Puro e Simples, Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz, Os Quatro Amores, O Peso da Gloria, A Abolição do Homem, Deus no Banco dos Réus, Sobre Histórias, Carta a Malcolm, Reflexões Cristãs, Um Experimento na Crítica Literária e o objeto dessa postagem, clicando no link no início da postagem você encontra facilmente todos eles para adquirir), é inegável o cuidado que a editora está tendo, trazendo obras até então inéditas no Brasil em edições com belo acabamento gráfico e boa tradução, infelizmente, como a grande maioria das editoras do país ela tem pecado um pouco na questão da revisão do texto, esse livro teve duas pessoas revisando e encontrei palavras com acento faltando além de um erro bem gritante na página 84, onde tem uma palavra, no meio da linha cortada ao meio por um hífen sem propósito algum, mas não são incontáveis erros, a ponto de você querer mandar um e-mail para a editora perguntando se não querem que paguem a você para fazer a revisão (não maior que a vontade diária de fazer isso, pelo menos). Mas falemos agora, brevemente, sobre cada ensaio.
"O problema é que não vejo como qualquer oração real poderia continuar sob tais condições 'Palavras sem pensamentos nunca chegam ao céu', diz o rei em Hamlet. Simplesmente dizer orações não é orar; se assim fosse, um time de papagaios corretamente treinados serviria tão bem quanto os homens para o nosso experimento. Você não pode orar pela recuperação de enfermos a menos que o fim que tenha em vista seja a recuperação deles."
  A Eficácia da Oração abre a coletânea nos desafiando a um experimento para tentar entender o nosso papel como participantes da Obra de Deus na Terra: Ele nos lembra que qualquer oração recebe resposta, mesmo que essa resposta seja não, ou simplesmente o silêncio, mostra que a verdadeira oração é desconhecida da maioria dos que dizem orar, mostrando, com outras palavras, o que Bonds disse no livro Poder Através da Oração: "A oração pública é apenas um reflexo da oração particular". Lewis não chega a citar o livro de Bonds (pelo menos que eu me lembre), nem sei ambos os autores foram contemporâneos ou quem veio antes de quem, mas eles tem ideias bem parecidas, com as quais eu concordo. A conclusão à qual o autor chega a respeito do assunto é que a oração é para fortalecer a quem ora e Deus não precisa que oremos, mas esse é o método que Ele criou para que possamos fazer parte da obra dEle.
"Parece-nos (Embora você, em suas premissas, considere-nos iludidos) que temos algo como um conhecimento por meio da familiaridade com a Pessoa em quem cremos, por mais imperfeito e intermitente que seja tal conhecimento. Não confiamos porque 'um Deus' existe, mas porque este Deus existe. Ou, se não ousarmos dizer que o 'conhecemos', a cristandade o faz, e nós confiamos em pelo menos alguns de seus representantes da mesma maneira: por causa do tipo de pessoa que eles são."
  Em Sobre a Obstinação na Crença o autor vai falar sobre a razão de acreditarmos em Deus. Assim como um médico vê um homem e diz acreditar que ele tenha sido envenenado, até examiná-lo e tirar o "acredito" da jogada, assim nós acreditamos na existência de Deus pois temos fatos pessoais que nos provam a existência dEle, Eu acredito que o computador que escrevo existe porque estou vendo ele, acredito que minha irmã existe porque conheço ela, mas não apenas acredito, eu sei que existem, e esse saber vem de experiências pessoais e conhecimento adquirido. Então nossa obstinação na crença da existência de Deus, não é porque levamos em consideração a possibilidade, mas porque temos uma certeza a respeito disso.
"Cultura é uma má qualificação da mesma forma que a santidade. Ambas são difíceis de diagnosticar e fáceis de fingir. É claro que nem todo carientocrata será um hipócrita cultural, nem todo teocrata, um Tartufo. [...] 'Lírios que apodrecem fedem muito mais que ervas daninhas.' Quanto mais altas forem as pretensões de nossos governantes, mais intrometido e impertinente será seu governo e mais a coisa em cujo nome eles governam será corrompida. As coisas mais altas têm o mais precário ponto de apoio em nossa natureza."
  Talvez Lírios que apodrecem seja, junto do primeiro e do último ensaios, um dos mais relevantes do livro. O autor vai tratar sobre não se limitar a escolher um governante com base na aparente semelhança de interesses que ele tem conosco, focando em duas coisas de mais elevado grau de importância, santidade e cultura, o autor mostra que tanto o culto como o santo se encaixam na frase de Bioy Casares "Por mais corajoso que seja, um homem não é corajoso o tempo todo" O ser humano é suscetível a falhas, e quando uma pessoa admirada pela cultura ou santidade acaba falhando ambas as coisas acabam perdendo credibilidade. Além de mostrar que a sujeira oculta é muito pior recebida quando revelada, e ela será revelada.
  Essa postagem está ficando demasiadamente longa, então não vou falar sobre Maldanado propõe um brinde, texto onde o autor dá espaço para o protagonista de Cartas de um Diabo a seu Aprendiz para um discurso, nem sobre Boa Obra e Boas Obras, e sobre Religião e Foguetes direi apenas que é uma especulação muito inteligente embora desnecessária, mas com certeza vale a leitura, então pulemos diretamente para o ensaio que dá nome ao livro.
"Pois será um julgamento inevitável. Se for favorável, não teremos medo; se desfavorável, sem esperança de que esteja errado. Nós não apenas acreditaremos, nós saberemos, saberemos além de qualquer dúvida de nosso apavorado ou deleitado ser, que, como o Juiz disse, assim nós somos: nem mais, nem menos, nem outro."
  A Última Noite do Mundo é um chamado a diligência, nos mostra que não é saudável ficar pensando sempre no fim, mas é irresponsabilidade não levá-lo em consideração, sabemos que ele virá, e isso deve ter peso em nossas ações e decisões, ele é inevitável e não deve ser temido, e sim aguardado.

  Enfim, é um livro incrível e que vale cada página lida, mesmo o ensaio sobre a possibilidade de vida possivelmente caída e possivelmente remida por possivelmente outro método por conter possíveis regras possivelmente diferentes das estabelecidas aqui em algum possível planeta habitável. Espero não ter cansado ninguém, hehe
  Acho que agora o blog retorna de verdade, então convido a todos a ficarem ligados, postarei todas as postagens na página do blog no Facebook (que embora tenha mais de mil curtidas raramente as postagens alcançam mais de vinte pessoas, então convido a todos para, além de curtir a página clicar em obter notificações ou algo que o valha, hehe. Para ir para a página é só clicar aqui)


domingo, 22 de abril de 2018

[Opinião] Os Quatro Amores - C. S. Lewis #234

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Editora: Thomas Nelson Brasil

N° de Páginas: 187

Quote:
[...] nossos antepassados consideraram a Amizade algo que nos eleva quase acima da humanidade. Esse amor, que é livre do instinto e do dever, exceto daquele que o amor livremente assumiu, e quase livre por inteiro do ciúme, sem necessidade de ser necessário, é eminentemente espiritual. É o tipo de amor que alguém ´pode imaginar acontecendo entre anjos. Será que encontramos aqui um amor natural, que é o Amor em si?

Sinopse:
  Como expressar de maneira profunda um sentimento que comumente é tratado de forma tão rasa? Para o célebre escritor C. S. Lewis, o amor pode ser comunicado de quatro maneiras: Afeição, a forma mais básica de amar: Amizade, considerada a mais rara: Eros, o amor apaixonado: e Caridade, o maior e menos egoísta deles.
  Em Os Quatro Amores, um dos seus livros mais influentes, Lewis contempla a essência do amor e avalia como cada tipo se ajusta aos demais. Com a maestria que o tornou um dos autores mais importantes do século XX, ele desafia e incorpora definições clássicas do amor de uma forma que continua atual e relevante. Como lembra o autor, foi por amor que Deus fez existir criaturas inteiramente supérfluas, somente a fim de poder amá-las e aperfeiçoá-las.

Opinião:
  Um livro extremamente difícil de avaliar.
  Aqui o autor fala um pouquinho sobre os quatro tipos de amor que existem: Afeição, Amizade, Eros e Caridade e como eles se relacionam entre eles e com o Amor em si, a forma que o autor usa para se referir a Deus nesse livro.
  Me tocou muito a parte onde o autor fala sobre a Amizade, é uma coisa muito importante para mim e que rende histórias, se não interessantes, peculiares. Não diria tristes, mas sem qualquer festa. Para mim o livro valeria apenas por essa parte, não desconsiderando o restante, mas... sei lá, é algo que mexe bastante comigo, ainda mais nesse momento da minha vida.
  A parte da Afeição mostra como é a parte mais fácil, é o amor que sentimos pelos conhecidos, pelos nossos animais de estimação e pelas coisas em geral. É o afeto, puro e simples.
  A parte que me pegou foi a Eros, é algo desconhecido para mim e meu puritanismo me deixou meio corado ao ler certas passagens.
  A narrativa do autor é complexa, mas não ao ponto de ser incompreensível, enquanto lemos criamos uma admiração pelo autor, pela eloquência dele e pela forma com a qual ele mostra conhecimento. É um livro muito mais técnico do que "espiritual", na falta de palavra melhor, tem muito mais ciência do que fé, por assim dizer.
  Um livro que me emocionou e tocou, me constrangeu e me marcou, um livro que vou levar comigo para o resto da minha vida, que pretendo ler novamente, se não em breve, no próximo ano.
  Uma coisa que acho importante ressaltar é o extremo cuidado que a editora teve com o livro, a capa é bonita (a mais sem graça da coleção, mas bonita, ainda assim), com capa dura e auto relevo, o corte colorido (adoro isso) e ainda o cuidado na revisão do texto, não encontrei erros de português na minha leitura, ou não os percebi, pelo menos. Parabéns Thomas Nelson.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

[Lista] Autores dos quais quero ler tudo (atualizada)

  Oi povo,
  Já tem mais de três anos que fiz essa lista pela primeira vez, e algumas coisa mudaram, você pode conferir a primeira versão clicando aqui e comparar com essa

01. Leon Idris

  Vamos começar com um autor nacional jovem e independente? Vamos sim, Leon Idris tem vinte e poucos anos e mesmo com a pouca idade ele mostra o que é saber escrever. Ele só tem dois livros publicados O deserto dos meus olhos (que você pode comprar a versão física clicando aqui) e Minha sombra cabe ali e os contos Há Pouco, Alfred e a Estante, Sobre o que nos separa e Cá estamos porque chegamos, há também um conto chamado Impermanência, mas esse foi retirado da Amazon pelo autor, quando perguntei ele disse que foi para reescrevê-lo, mas até hoje ele ainda não o disponibilizou novamente :/

02. Haruki Murakami

  Claro que o excêntrico japonês maratonista e antissocial ia aparecer aqui, Murakami me conquistou de forma assombrosa logo nas primeiras palavras do conto Sono. O final me deixou completamente encantado e logo passei para os romances, começando com O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação, que confirmou a excelência do autor em seu ofício, li também a coletânea Homens sem Mulheres e os romances Minha Querida Sputnik, Norwegian Wood (que, apesar de ser o mais famoso do autor, eu não gosto), Ouça a Canção do Vento & Pinball. 1973, que são as duas primeiras histórias escritas por ele, publicadas em um volume único aqui no Brasil. E o não-ficção Romancista como vocação.

03. Clive Staples Lewis

  C. S. Lewis foi considerado "o mais relutante dos convertidos" e depois de ler sua biografia a gente entende o porquê disso. Mas é inegável que ele é a prova viva (foi a prova viva, hoje é só a prova) de que o cristianismo nunca exigiu o suicídio intelectual, muito pelo contrário, reconhecer a existência de um ser superior que comanda a natureza e orquestrou o universo é a única resposta plausível para os questionamentos da existência. O autor é mais famoso pela sua saga fantástica As Crônicas de Nárnia, apesar de eu, particularmente, gostar mais de Até Que Tenhamos Rostos no que se refere a fantasia, li também Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz, Cristianismo Puro e Simples (que provavelmente é o meu favorito dele), A Abolição do Homem (que apesar de minúsculo é bem complexo, tanto que vou precisar reler para absorver melhor) e Os Quatro Amores.

04. Agatha Christie

  Quando li Assassinato no Expresso do Oriente jamais imaginei que a Agatha entraria para essa lista, também não acreditava nisso quando terminei O Natal de Poirot. Só quando li O cavalo amarelo é que passei a realmente gostar da autora, e de lá pra cá meu amor por ela só aumentou, li também Um Corpo na Biblioteca, Os Elefantes Não Esquecem, Um Brinde de Cianureto, E não Sobrou Nenhum (meu favorito) e O misterioso caso de styles que foi meu primeiro audiobook.

05. Brennan Manning

  Acabo de perceber que, até o momento, só dois autores dessa lista ainda estão vivos, Brennan Manning foi um padre que morreu em 2013 aos 79 anos, se não me engano, e os livros dele são simplesmente fenomenais. Dele já li O Anseio Furioso de Deus, O Evangelho Maltrapilho (meu favorito, até o presente momento), Colcha de retalhos, O Obstinado Amor de Deus (que li rápido demais e preciso reler) e estou terminando O Impostor que Vive em Mim, que, talvez, se torne meu favorito.

06. Max Lucado

  Fala que ele não parece aqueles pastores de filmes gospel. Enfim, Max Lucado sempre me chamou a atenção, mesmo quando não havia lido nada dele, não sei exatamente o porquê, mas é assim, hoje já li bastante coisa, inclusive tive uma bíblia de estudo onde tinha vários textos dele. De livros eu já li A Historia De Um Anjo, A Graça Bate a Sua Porta, Gente como a gente, Quando Os Anjos Silenciaram, Na Jornada com Cristo, O Fim da Ansiedade e Dias Melhores Virão.

07. Tammy Greenwood


  Mais conhecida como apenas T. Greenwood a autora teve dois livros publicados no Brasil Um Mundo Brilhante e Dois Rios que é o que fez com que essa autora entrasse para a lista, infelizmente ela não fez muito sucesso por aqui e não teve mais nenhum livro publicado em português, até comprei Boddies of Water para exercitar meu inglês e poder ler mais coisas dela, mas ainda não sou capaz de lê-lo.

08. Evie Wyld 

    Agora entramos na parte das que me conquistaram com apenas um livro, começando com Evie, ela só tem Onde Cantam os Pássaros publicado no Brasil, quando contatei a editora eles disseram que tem planos para trazer outros livros dela pra cá,  mas estão demorando demais para o meu gosto.

09. Jhumpa Lahiri 

  Essa, felizmente, tem outros livros no Brasil, mas são poucos, já tenho todos eles mas fico com medo de esgotar a obra, apesar de ser o que eu quero não quero que seja logo. Dela só li O Xará por enquanto.

10. Harlan Coben 

  Claro que ele não podia faltar nessa lista, Harlan Coben é um dos meus autores favoritos e dele já li vários livros, em ordem foram: O Preço da Vitoria, O Inocente(Até hoje um dos meus favoritos), Desaparecido Para Sempre, Sem deixar rastros, Não Conte a Ninguém(que acho que o autor acabou se perdendo no final, mas é muito bom), Cilada (provavelmente, o meu favorito), Seis Anos Depois, Quebra de confiança (outro favorito), Fique Comigo (minha maior decepção com o autor), O Medo Mais Profundo e Jogada Mortal e ele também é um dos 2 sobreviventes da lista original.

  Claro que há outros, Lucinda Riley,  Jodi Picoult e M. L. Stedman ainda são autoras que pretendo esgotar a obra, se tiver oportunidade também quero fazer isso com o King, mas já não é prioridade.
  E vocês? Quais são os autores que vão te falir?


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