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domingo, 1 de fevereiro de 2026

[Opinião] Criança 44 - Tom Rob Smith #566

Compre pela Amazon 

"Porque é fácil você ter certeza de que jamais vai roubar, estuprar ou matar, mas ninguém podia ter certeza de não ser acusado de agitação antissoviética, atividades contrarrevolucionárias e espionagem, porque ninguém, inclusive Liev, jamais saberia direito em que consistiam tais crimes."

  Há muitos anos venho ensaiando ler alguma coisa deste autor, mas o que estava no meu radar era um outro livro chamado A Fazenda. Entretanto, já faz algum tempo, passei a acompanhar o canal do Rodrigão1002 no youtube, e ele meio que encabeça uma seita em volta da trilogia que se inicia com este livro.... muito tempo depois, sobrevivendo a várias ameaças de expulsão dos grupos e ser chamado de herege, resolvi ler, enfim, o bendito livro (eu e mais uma galera, diga-se de passagem).
  Aqui conhecemos Liev, um agente soviético especializado em torturar e executar os inimigos do sistema... o bom e velho comunismo em sua verdadeira face,,, até que um dia é encontrada uma criança morta na cidade... Liev já tem trabalho, mas seus superiores o tiram do caso que está acompanhando para dar uma olhada nesse... em especial para contar à família sobre a morte da criança, que o governo considerou um infeliz acidente com o trem. Mas os pais estão convencidos de que se trata de um assassinato. Liev, num primeiro momento, insiste com os pais da vítima para convencê-los do engano, mas logo, todas as convicções do nosso protagonista começarão a ruir.
  Como na URSS ninguém é totalmente confiável, Liev passa por uma prova de sua fidelidade, ou é nisso que acredita, a princípio, quando sua esposa, Raissa, é acusada de ser uma espiã. Este é o verdadeiro estopim da mudança de convicções de Liev. Antes um leal agente do sistema, disposto a torturar e matar quem quer que lhe dissessem se tratar de um inimigo do regime, sempre ignorando os nomes de suas vítimas, já que isso os diminuía a algo inferior a humanos, tornando assim mais fácil a realização de suas funções. Agora Liev duvida de quase tudo, percebe a podridão do sistema ao qual dedicou a vida e passa a buscar por justiça verdadeira e descobrir quem vem matando crianças pela região, crimes estes que o governo nega existirem, já que na sociedade perfeita da URSS não acontecem crimes... e quando acontecem os esforços devem ser para abafar, e não solucionar.
  O livro é muito bem escrito, de forma simples e direta, mas sem deixar de lado certo rebusque na construção do texto, o autor constrói bem personagens e cenários e descreve emoções como poucos são capazes. A trama em si é muito bem elaborada, mas peca um pouco em sua resolução... o livro tem um prefácio que, a princípio, nada tem a ver com a história, servindo apenas para demonstrar a miséria que um povo se encontra. Mas este prefácio retorna para um momento de virada na história... e é ali que se encontra, a meu ver, o principal problema do livro.

Isso dito, abaixo trarei alguns spoilers, então só leia se realmente não se importar com revelações importantes ou se já tiver lido o livro. (Selecione para ler)

  No prólogo vemos dois irmãos tentando pegar um gato para que a família tenha algo para comer, mas ao se separarem um deles é atacado e acreditamos que foi levado pra servir de alimento.
  Liev aparece como alguém muito preocupado e realmente apaixonado pelos pais, o que até contrasta um pouco com sua personalidade impiedosa, ao mesmo tempo que faz sentido, uma vez que ele precisa ter algo para se apoiar (além da esposa que é outro caso complicado, mas neste ponto não vou tocar). Fato é que depois descobrimos que Liev, na verdade, é Pavel.... o menino desaparecido no prólogo do livro... ele realmente foi sequestrado para servir de alimento para o filho do casal que o atacou, mas ao chegar em casa eles encontram o filho morto e desistem de matar Pavel/Liev e ao invés disso usam o corpo do filho como alimento, inclusive para o garoto que estavam planejando cozinhar.... e ele cresce sabendo disso, lembrando disso e convivendo muito bem com isso, obrigado..... sério????? O cara desenvolve um amor (ou síndrome de Estocolmo) tão grande justo pelas pessoas que o tiraram de sua família e pretendiam assassiná-lo? Tudo bem que depois eles o adotaram como filho, mas né?

  Apesar disso é um livro frenético, que representa muito bem como era a vida de pessoas comuns (e outras nem tão comuns) dentro da ilusória ideia de igualdade na URSS, um mistério tenso, com personagens cativantes, que em vários momentos nos envolvem tanto que passamos até a esquecer das atrocidades cometidas. Deixando o leitor empolgado e ansioso pelas continuações, que pretendo encaixar logo.



Filho de mãe sueca e pai Inglês, Smith foi criado em Londres, onde vive hoje. Após graduar-se na Universidade de Cambridge em 2001, ele completou seus estudos na Itália, estudando redação criativa por um ano. Após esses estudos, trabalhou como roteirista. Sua primeira novela, "Criança 44", sobre uma série de assassinatos de crianças na Rússia stalinista, apareceu no início de 2008 e foi traduzido para 17 línguas. Foi premiado em 2008 Ian Fleming Steel Dagger Melhor Thriller do ano pela Associação Crime Writer's. O seguimento de crianças 44, "O Discurso Secreto" foi publicado em abril de 2009.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

[Opinião] Em Defesa de Jacob - William Landay #375

 Compre pela Amazon

Editora: Record

N° de Páginas: 444

Quote:
"Parei ao ler o nome de Jacob - diante da constatação de que aquelas últimas mensagens venenosas eram destinadas ao meu Jacob. Eu não estava preparado para a realidade da vida de Jacob, da complexidade de seus relacionamentos, das provações que enfrentava, da brutalidade do mundo no qual habitava."

Opinião:



terça-feira, 13 de dezembro de 2022

[Opinião] Stonehenge - Bernard Cornwell #368

 Compre pela Amazon

Editora: Record

N° de Páginas: 503

Quote:
"Fora um discurso muito longo para Hengall, e um dos raros em que revelara seu pensamento. Revele a alguém seus pensamentos, dissera uma vez, e estará lhe entregando sua alma. Mas ele não estava revelando nenhum segredo ao declarar sua aversão pela guerra. Hengall, o Guerreiro, odiava guerra. O negócio da vida, costumava dizer, era plantar grãos, não lâminaas. Não se importava em liderar guerras contra Forasteiros, porque eram estranhos e ladrões, mas detestava lutar contra as tribos vizinhas, porque eram primos e compartilhavam a língua e os deuses de Ratharryn."

Opinião:



terça-feira, 10 de novembro de 2020

[Opinião] Excalibur - Bernard Cornwell #314

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Grupo Editorial Record

N° de Páginas: 532

Quote:
"É melhor não saber do futuro. Tudo termina em lágrimas, e é só o que há”

Sinopse:
  Neste terceiro volume da série, iniciada com "O Rei do Inverno" e seqüenciada por "O Inimigo de Deus", o escritor imerge o leitor em uma Britânia cercada pela escuridão. E apresenta os últimos esforços de Artur pra combater os saxões e triunfar sobre um casamento e sonhos desfeitos. "Excalibur" mostra, ainda, o desespero de Merlin, o maior de todos os druidas, ao perceber a deserção dos antigos deuses bretões. Sem seu poder, Merlin acha impossível combater os cristãos, mais perigosos para a velha ilha do que uma horda de famintos guerreiros saxões. O livro traz vívidas descrições de lutas de espada e estratégias de guerra, misturadas com descrições da vida comum naqueles dias: longas barbas servindo como guardanapos, festivais pagãos, com sacrifícios de animais, e pragas corriqueiras, como piolhos. Tendo por narrador um saxão criado entre os bretões, Derfel, braço direito de Artur, "Excalibur" acompanha os conflitos internos de Artur, recém-separado da esposa, mas ainda apaixonado por sua rainha. Atacado por velhos inimigos, perseguido por novos perigos. Mas sempre empunhando a espada Excalibur, um dos Tesouros da Britânia legados aos homens pelos antigos deuses dos druidas. Cornwell mostra, ainda, como as ameaças vindas de todos os lados acabam fazendo com que Artur se volte para a religião, chegando a batizar-se como cristão. Todos os sacrifícios são válidos para salvar sua adorada Britânia e conceder-lhe a tão almejada paz.

Opinião:
  Não há muito que se possa falar deste livro sem dar spoiler dos 2 anteriores, sendo assim, esta será uma postagem bastante curta para não revelar muito do enredo de O Rei do Inverno nem de O Inimigo de Deus.
  Depois de suprimir o levante rebelde de Lancelot e ficar naquela de "o que fazer com Guinevere" começa finalmente a grande batalha entre a Bretanha e os Saxões, e é aí que finalmente posso dizer que gostei da Guinevere, a fúria com que ela luta é admirável. Derfel fica a cargo das negociações antes da batalha, propriamente dita, mas isso é só o primeiro quarto do livro.
  A forma com que o autor consegue nos manter cativados, mesmo depois de dois livros de mais de 500 páginas cada, aqui vamos conhecer o desfecho de vários dos personagens que acompanhamos aprendemos a amar (ou odiar) e o surgimento das primeiras lendas a respeito deles.
  Temos o desfecho do tempo presente também, com o Derfel idoso e a nova rainha Igraine.
   A trilogia sem dúvidas conquistou mais um fã ferrenho e o autor ingressou na lista daqueles que quero ler tudo que escreverem.
 






domingo, 19 de julho de 2020

[Opinião] Vidas Secas - Graciliano Ramos #289

Compre pela Amazon e ajude a mante o blog
https://www.skoob.com.br/vidas-secas-770ed1003.html

Editora: Record

Nº de Páginas: 160

Quote:
"O pequeno sentou-se, acomodou nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história. Tinha o vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca."


Sinopse:
  Obra-prima de Graciliano Ramos, "Vidas Secas" exibe o limite da incomunicabilidade e animalização do homem na família de retirantes que se desloca em movimento circular entre uma trégua e outra dada pela hostilidade da natureza.
  Vidas Secas é o livro mais popular de Graciliano Ramos. A história de uma família de retirantes, impelida pela seca, já foi chamada de desmontável. Ou comparada aos quadros de uma exposição, mas quadros talhados em madeira, fortes, duros, que de uma despojada beleza nos mostram Fabiano, sinhá Vitória, os dois meninos ou a cachorra Baleia. O estilo é certamente o mais puro e característico de Graciliano Ramos, escritor que se tornou o clássico moderno da literatura brasileira.

Opinião:
  Esse livro estava encalhado na minha estante há uns bons 5 anos, no mínimo.
  Comprei ele em um "sebo" aqui da minha cidade, na verdade um mercado que fazia um serviço parecido com sebo...
  Aqui conhecemos uma família de retirantes que fogem da seca no nordeste brasileiro, cada capítulo é meio que um episódio a parte, não totalmente independente dos demais mas que possuem uma concisão que faz com que esse livro tenha sido chamado de "desmontável", querendo dizer que não importava a ordem que você lesse que você consegue entender a história. Não concordo totalmente com isso... O liro tem uma sensação cíclica, com toda a certeza, mas desmontá-lo se torna impossível devido ao capítulo 9. O famigerado e famoso capítulo intitulado Baleia.
  Por mais que o final do livro tenha ligação com o começo, por mais que os capítulos pareçam cada um um conto com princípio meio e fim, do capítulo 1 ao capítulo 8 somos preparados para o que acontecerá no 9, eles constroem o peso desse acontecimento, e do 10 em diante o evento é sempre lembrado e assombra os personagens.
  Uma coisa muito interessante que eu vi foi a forma como o autor trata os personagens, Fabiano pelo nome, sua esposa por título e nome, os filhos apenas como meninos... eles são pouco mais do que uma bagagem do protagonista, que nem nome tem, apesar de ser igual, a sensação é bem diferente da sensação que Josh Malerman passa em Caixa de Pássaros com Malorie batizando as crianças de Menino e Garota. Já a cachorra parece ser o que mantém a família unida, é a representação da infância dos meninos, o limite da humanidade de Fabiano, e o seu nome irônico também carrega seu diversos significados, para citar algo que me deixou pensando: a esquelética cachorra chamada Baleia é uma ironia, eu vi como uma metáfora da esperança de uma vida melhor, já que mesmo com todas as dificuldades que a família enfrenta, eles carregam suas poucas coisas, sua família, e  cachorra, procurando um lugar melhor, onde todos terão fartura e abundância e, quem sabe, a cachorra passe a fazer jus a seu nome.
  Em suma, é um livro incrível, eu definitivamente não esperava algo tão carregado de significado, se você leu vamos conversar sobre quais metáforas você viu no livro e se você concorda com a ideia de "livro desmontável"
Foto -Graciliano Ramos de Oliveira

domingo, 27 de outubro de 2019

[Opinião] Um Conto Sombrio dos Grimm - Adam Gidwitz #257

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
https://www.skoob.com.br/um-conto-sombrio-dos-grimm-440778ed499448.html

Editora: Galera Record

N° de Páginas: 272

Quote:
"Afinal de contas, para encontrar a sabedoria mais iluminada é preciso passar pelas zonas mais escuras. E, nessa escuridão, não há nenhuma guia. Nenhuma guia, na verdade, a não ser a coragem."

Sinopse:
  João e Maria perambulam por oito fábulas e acabam provocando muitas risadas... e um pouquinho de choro também!

  João e Maria fugindo da própria história? Mas o que pode ter acontecido? Seus pais eram reis!! Os meninos tinham tudo que desejassem... não? Humm. Talvez a história não seja bem assim. Mas, então, qual a verdade? Descubra, acompanhando João e Maria em oito fábulas horripilantes. Em meio a muita aventura, os irmãos se deparam com bruxas, magos, caçadores com uma mira infernal, padeiros com fornos perfeitos para assar crianças... Tudo isso pode ser muito assustador, mas, diferente de outros contos de fada, é TUDO verdade! Ou, pelo menos, o mais próximo do que os próprios Grimm imaginaram.
   O livro foi considerado melhor livro do ano pela Publishers Weekly e foi escolha do editor pelo New York Times.
Um conto sombrio dos Grimm também recebeu resenhas positivas da Publishers Weekly e do School Library Journal.
Um audacioso livro de estreia que é tão inteligente como engraçado Publishers Weekly


Opinião:
  Desde que li Então você quer ser um Jedi? fiquei curioso para ler mais coisas do autor, porque achei o livro em questão hilário.
  Aqui o autor vai nos contar a história de João e Maria, mas de uma forma diferente, ele vai fazer com que os personagens passem por oito histórias dos irmãos Grimm, como se cada uma fosse um perrengue pelo qual os irmãos passaram, e ficou realmente muito legal, o autor faz as alterações necessárias nos contos para poder juntá-los em uma única história.
  O autor também faz intervenções sempre que acha necessários para expor sua opinião, nos preparar para algo sinistro que está prestes a acontecer ou soltar um "te avisei que algo sinistro estava pra acontecer".
  É um livro que mostra que os contos originais não são fofos e bonitinhos, mostra que as crianças muitas vezes não entendem os motivos dos adultos e que esses erram sim, muitas vezes, afinal são humanos, mostra que a falta de perdão envenena uma pessoa e que toda dificuldade passada deve ser usada como aprendizado para prepara o sofredor para os problemas vindouros.
  Apesar de ser um livro do qual se pode tirar muita coisa bacana, e ser também extremamente engraçado e divertido em grande parte da história, achei que ele acaba sendo um livro meio pesado para as crianças, talvez ele não seja, realmente, para crianças, já que nas mencionadas intervenções do autor ele repetidamente fala para tirar as crianças da sala, não ler em voz alta se houver crianças perto ou mesmo pedir para que se tiver alguma criança lendo ela pare, afinal dentre as coisas medonhas temos muito mais do que uma mulher maluca que mora em uma casa de doces e engorda crianças para devorá-las, temos crianças sendo decapitadas e passando, literalmente, pelo inferno.
  Como disse é um livro divertido, mas que não indico para crianças por ser bem sangrento e por vezes pesado. Ele faz parte de uma trilogia, o segundo, já lançado, se chama Outro Conto Sombrio dos Grimm, onde o autor fará João, de João e o pé de Feijão passar por outros contos dos irmãos Grimm e o terceiro, que ainda não chegou ao brasil se chama The Grimm Conclusion, que ao ler agora me parece que é também com João e Maria, então talvez o João do segundo livro também seja o mesmo João... enfim.
  É um livro para não ser levado muito a sério, mas que filtrado pode render lições bacanas, quero ler as continuações, em algum momento da vida, mas não tenho muita pressa, admito.
  Mas indico a leitura para todos que tenham um bom filtro, como disse o livro é divertido e engraçado em diversos momentos, além de ser uma leitura rápida.
https://www.skoob.com.br/autor/13506-adam-gidwitz






quarta-feira, 24 de abril de 2019

[Opinião] O Rei do Inverno - Bernard Cornwell #235

  Oi povo, então, essa é uma postagem um pouco diferente, eu gravei um vídeo, esbanjando amadorismo pra falar desse livro, deem uma conferida ;)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

[Breve Comentário] 3 Livros que não gostei

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog:
Objetos cortantes
Homens, Mulheres e Filhos
Ex-Heróis

  Talvez alguém esteja se perguntando o porquê de fazer uma única postagem para estes três livros, afinal, o que eles podem ter em comum? São de editoras diferente, gêneros totalmente desiguais e ambientados em tempos e lugares diferentes.
  Aparentemente a única semelhança seria que são... bem... livros.
  Mas não é apenas isso, os três também são livros que me decepcionaram em um grau não imaginado. Vamos a uma pequena sinopse de cada um deles.
  Objetos Cortantes conta a história de uma jornalista sem muito prestígio que é mandada para sua cidade natal para cobrir a história de um misterioso assassinato, o plot é muito bem montado, mas os personagens são rasos e não me cativaram nem um pouco, tive raiva de todos eles e descobri facilmente quem eram os "malvadões" da história.
  Homens, Mulheres e Filhos, ou, como costumo chamar: Pervertidos, loucas e doentes me parecia um drama familiar sobre comunicação e relacionamento entre pais e filhos. Mas... o livro começa dizendo que determinado personagem só conseguia pensar em certo orifício de uma outra personagem. E a partir daí a história se desenrola mostrando uma sociedade viciada em sexo, sem o mínimo pudor u senso de auto-preservação, mostrando o pior de cada ser humano, e o único personagem minimamente suportável, por que a gente se afeiçoa termina o livro mostrando que não tem o mínimo discernimento do que realmente é importante na vida.
  Ex-Heróis prometia um mundo pós-apocalíptico com zumbis e super-heróis, e ele realmente entrega isso, mas ele é cansativo, bizarro e com personagens mal descritos que parecem sempre o mesmo, o fato de mudarem de nome no decorrer da linha cronológica não linear não ajuda nem um pouco a você saber quem é quem. Além de seguir a clássica formula de histórias com intrigas e traições à la novela mexicana.Ainda assim foi o que mais gostei desses três.

  Mas o que exatamente classifica um livro como ruim? Objetos Cortantes seria os personagens rasos de motivações ilógicas e de ações previsíveis, mesmo que totalmente sem qualquer verossimilhança, Pervertidos, Loucas e Doentes por tratar todo ser humano, incluindo crianças, como cadelas no cio. e Ex-Heróis a trama previsível e confusa.

  Fato é que gosto não se discute, não gostei desses livros? Não, não vão mais ocupar espaço na minha estante, um troquei, um vendi e o outro dei pra minha sobrinha de 1 ano destruir, pois é tão terrível que não acho justo dar a alguém o desprazer de lê-lo (estou falando do livro dos pervertidos). Mas conheço gente que ama Objetos Cortantes, e entendo porque eles gostam, do mesmo jeito que entendo quem não gosta dos livros do King.

  Vamos ser felizes, todos mantendo seus umbigos cobertos, narizes limpos e baços saudáveis, pois assim como gostos, cada um tem os seus.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

[Opinião] Assassin's Creed: Unity - Oliver Bowden #168

Editora: Galera Record

N° de Páginas: 350

Citação:

Uma inocente? Então posso me solidarizar com seus apuros, porque eu, um dia, também fui uma inocente. Pensa que mereci tudo que aconteceu a mim? Raptada e mantida como prisioneira? Usada como uma meretriz. Pensa que eu, uma inocente, mereci ser tratada de tal maneira? Pensa que eu, uma inocente, mereço viver o restante dos meus anos na solidão e na escuridão, apavorada com a chegada dos demônios a noite? Não, não creio que pense assim. Mas, veja bem,a inocência não é o escudo que você deseja, não quando se trata da batalha eterna entre Templários e Assassinos. Inocentes morrem nessa batalha à qual você parece tão ansiosa para se unir, Élise de La Serre. Mulheres e crianças que nada sabem de Assassinos e Templários. Inocentes morrem o tempo todo... É isso que acontece em uma guerra, Élise, e no conflito entre Templários e Assassinos não é diferente.''

Sinopse:
  O caos toma conta de Paris. A outrora Cidade Luz está mergulhada numa era de escuridão e terror. Numa época em que a divisão entre ricos e pobres se torna extrema e uma nação inteira cai de joelhos sob os desmandos de seus líderes, dois jovens, irmão de coração - Arno Dorian e Élise de la Serre -, se unem na luta para trazer à justiça os assassinos do pai. Mas justiça pode ter um conceito particular...
  Enquanto Arno, que se sente culpado pela morte do pai de criação - o homem que o acolheu numa hora de grande necessidade -, busca redenção, Élise se deixa dominar pela sede de vingança. No entanto, o que sentem um pelo outro é mais forte do que antigos ódios... ou renovadas alianças.
  Unidos, assim como o povo que avança contra seus opressores, logo os dois se veem em meio a uma luta ainda mais sanguinária, a imemorial contenda entre Assassinos e Templários. Um universo com perigos ainda mais letais do que os dois poderiam sequer imaginar.

Opinião:
  Finalmente essa série voltou a ser incrível. Depois das imensas decepções que foram os livros Renegado e Bandeira Negra, Oliver Bowden nos presenteia com uma história que nos faz lembrar de Ezio Auditore.
  Esse é o sétimo livro da série Assassin's Creed, e conta uma história que se passa paralelamente (nem tão paralelamente, na verdade) a história do jogo que leva o mesmo nome. Enquanto no jogo acompanhamos a visão de Arno dos acontecimentos, no livro seguimos o ponto de vista de Élise.
  Arno é filho de um Assassino que foi morto na casa de Élise (provavelmente pelo pai dela) quando ele era criança e acabou sendo adotado pelo dono da casa. Enquanto ele crescia como quase um membro da família, ela estava destinada a ser Grã-Mestre Templária da França.
  Entre encontros e desencontros cada um segue o caminho que já sabíamos que seguiriam.
  Élise tem uma personalidade forte e não é uma grande entusiasta das convenções sociais, a forma como ela conduz a história, de maneira bem inconsequente, muitas vezes, é parte do que faz o livro ser tão bom.
   Em determinado momento Élise se encontra com Jennifer Kenway, a filha para quem Edward conta a história que lemos em Bandeira Negra, e descobrimos o que aconteceu com ele, além de relembrarmos o desfecho de Renegado, ou seja, pode pular esses outros dois livros sem culpa... são divertidos mas dispensáveis, na minha opinião.
  Se quer um livro com muita aventura, ação, mistério, conflito de interesses, questões morais, além de uma bela aula sobre a revolução francesa, tudo isso com a qualidade dos quatro primeiros livros da série. Leia esse, não irá se arrepender... tem até um romance no meio, mas é fácil ignorá-lo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

[Opinião] The Walking Dead: A Queda do Governador - Parte Dois - Robert Kirkman e Jay Bonansinga #122


Editora: Galera Record

N° de Páginas: 306

Citação:

Se existe um retrato mais indelével do fim do mundo, pessoa alguma entre as que olham em volta para o território da prisão abandonada naquele dia consegue pensar em qual seria. O amplo complexo que se estende por centenas de acres de pasto quase se move com os cadáveres despertos. De um ponto de vantagem tão distante, parecem vários pontinhos pretos em uma pintura pontilhista infernal, a horda farfalhante preenchendo cada canto e reentrância, milhares deles, muitos inclinando os rostos mortos na direção do céu desinteressado e emitindo berros e resmungos, como se fossem consumidos por dentro pela fome avassaladora, cancerosa e inescapável."

Sinopse:
  A franquia de zumbis mais celebrada da década está de volta. O quarto e último livro promete contar em detalhes o destino deste que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele convence a todos de Woodbury que a única forma de acabar com o mal é destruir todos os habitantes da prisão.

Opinião:
  Vou tentar ao máximo não dar spoilers dos livros anteriores, mas todo mundo sabe que o Governador perdeu um olho né, pois é, isso esclarecido vamos em frente...
  Agora finalmente entendemos a existência de Lily Caul nessa história e a finalidade do segundo livro, que foi apresentar alguns personagens que só agora tiveram alguma importância, como a própria Lily...
  O livro começa meio enfadonho, com os personagens se recuperando dos acontecimentos do final do volume anterior e até quase metade do livro a história se arrasta (parecendo estar ainda mais acabada do que o Governador), depois ele assume uma narrativa mais fluida, com acontecimentos mais interessantes e aí sim a coisa começa a andar.
  Como no volume anterior ele possui uma gama muito grande de cenas violentas sangrentas e cruéis, e sim, isso é legal... mas como história ele só não é mais fraco do que o segundo livro, os autores abusaram da existência dos zumbis, criando hordas do tamanho da população de um estado, ondas intermináveis e de perder de vista de cadáveres reanimados, e o pior, em momentos absurdamente oportunos, "Ah, não tá acontecendo nada? Vamos criar uma onda absurdamente gigantesca de mortos-vivos!".
  Mas as "falhas dos autores não param por aí, como todo mundo sabe (e eu já disse no começo) o Governador perde um olho, isso ainda no livro anterior, e nesse volume temos o seguinte trecho:
"O Governador fecha o olho direito e olha pelo cano da arma com o esquerdo, então atira." página 105
  E da forma que ele perdeu o olho seria totalmente impossível ele abrir ou fechar o mesmo, só pra constar.
  Mas nem tudo é ruim, é o livro que mais se encontra com os quadrinhos, mostrando o famoso ataque final do Governador à prisão por um ponto de vista diferente, só conhecia essa parte da história pelo seriado, que é bem diferente dos quadrinhos, quero ler os quadrinhos para comparar.
  Como já disse: Lily finalmente conquista o leitor, o Governador perde de vez a cabeça e está ciente disso, e cada personagem é muito bem encaminhado, tudo bem que grande parte deles, tudo bem que grande parte deles é simplesmente encaminhada para o estômago pútrido de um zumbi, mas enfim, o final não deixou a desejar, claro que gostaria de saber qual foi o fim dos poucos sobreviventes, mas de qualquer forma, não é muito difícil de imaginar...


terça-feira, 17 de março de 2015

[Opinião] Arkansas - John Brandon #121


Editora: Record

N° de Páginas: 332

Citação:
"'Quando as pessoas agem de forma exagerada a respeito da morte de alguém, significa que se sentem culpadas.' 'E do que eu sinto culpa?' 'Como é que eu vou saber?' 'Sempre fui bom com ela.' ' Não culpadas pela forma como trataram a pessoa, culpadas por terem uma vida e não saberem o que fazer com ela.'"

Sinopse:
  Swin passou a infância lendo os livros da vizinha, desejando ter um irmão e desprezando os adultos. Na faculdade, aprendeu a dar golpes para se virar, e resolveu sair de casa por não suportar o padrasto.
  Kyle nunca se entendeu bem com outros garotos. Quando tinha 17 anos, sua mãe morreu eletrocutada e ele passou a viver sozinho, sobrevivendo à custa de pequenos roubos.
  O caminho de Swin e Kyle se cruza quando são levados para trabalhar para Frog, um chefão do tráfico de identidade misteriosa. Quando um esquema dá errado, os dois se veem sozinhos novamente envolvidos em uma trama perigosa. Mas dessa vez talvez possam contar um com o outro. Em meio a viagens de carro pelo sudeste dos Estados Unidos, a esconderijos em velhos trailers e a chefes do tráfico excêntricos, os dois jovens iniciantes no crime viverão aventuras, romances e muitos perigos.


Opinião:
  Antes de mais nada gostaria de agradecer à editora pelo presente, nunca tinha ouvido falar do livro, e pelo que vi no Skoob, poucos ouviram, mas confesso que é um livro que eu compraria se visse dando sopa em uma livraria (e, provavelmente, me arrependeria depois), não só pela capa, que adorei, mas também pelo trecho presente na quarta capa, que é praticamente a primeira conversa entre Kyle e Swin.
  Já vou dizer de cara que a história do livro não é interessante, é exatamente o que a sinopse diz, dois caras que nunca se deram bem com ninguém, entraram para a vida de crimes e acabaram se conhecendo e se tornando amigos (comprovando o que Swin diz no trecho redigido na quarta capa), a narrativa é meio enfadonha, principalmente nos capítulos nos quais é contada a história de Frog, o misterioso grande marginal (que é um pereba), em que a narrativa se encontra em segunda pessoa, como se o leitor fosse o tal Frog, corajoso? Sim, inovador? Nem tanto, tiro no pé? Pode apostar!
  A narrativa em segunda pessoa em um livro é uma "ferramenta" que está sendo bem explorada de um tempinho pra cá, pelo que ando vendo, ela consegue introduzir o leitor na história e torná-la, de certa forma, mais dinâmica e interessante, mas isso só se for bem feita, como no caso de O Inocente, do Harlan Coben, quando o autor não consegue fazer isso direito torna a história cansativa e até um tanto repelente, como no caso desse livro, confesso que pulei alguns capítulos que eram narrados dessa forma.
  Não contente em contar a história de Kyle e Swin em terceira pessoa e o passado de Frog em segundo, quando a história de Frog alcança o mesmo período da de Kyle e Swin o autor começa a narrar em primeira pessoa, o que acabou sendo um tiro no outro pé.
  Mas apesar da narrativa deixar bastante a desejar o livro vale pelos diálogos, principalmente as falas do Swin, ele é um Porto-riquenho devorador de livros, irônico e com um humor negro de dar inveja, fiz várias marcações no livro, e todas são de diálogos, a muito, muito, MUITO tempo mesmo eu não lia um livro com diálogos tão bacanas, engraçados, divertidos e envolventes, alguém fala pra esse autor escrever roteiros pro cinema, porque mesmo a história não sendo lá essas coisas e a narrativa ser um porre os diálogos são os melhores do mundo, ou passam perto.
  O livro leva três estrelas, já que tirei 3 pela narrativa chata e uma pela história (o que faria só sobrar uma, eu sei, mas devolvi duas pelos diálogos), sim, a história tem momentos interessantes, mas não são muitos, vou deixar no Spoiler alguns momentos que achei interessantes, caso estejam curiosos e eu tenha deixado vocês com vontade de passar longe do livro.




Spoiler (selecione para ler):
Partes que realmente gostei da história:
A luta do sobrinho (que esqueci o nome) com Brigth
Os rapazes matando o tio do sobrinho supracitado, por causa da luta supracitada
Quando Jhonna revela que está grávida (embora já fosse previsível, devido ao subtítulo do livro)
As desculpas malucas que os rapazes inventavam para justificar o sumiço de Brigth, que já estava bem morto e enterrado a sete palmos (a conversa que eles tiveram enquanto enterravam o cara também é impagável)
E as "pesquisas" do Swin sobre a mania de magreza das mulheres, do tipo: "Você sabia que uma em cada quatro mulheres aceitaria... se em troca pudessem comer o que quisessem e continuar magras?" Os retruque que a Jhonna dá pra essas "perguntas" também são ótimos.

Tá que os últimos são diálogos, mas como disse o livro vale pelos diálogos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

[Opinião] Se Houver Amanhã - Sidney Sheldon #117

Editora: Record

N° de Páginas: 508

Citação:

A liberdade para Tracy não era mais simplesmente uma palavra abstrata. Era uma coisa concreta, uma condição física a ser desfrutada e saboreada. Significava respirara ar fresco, ter privacidade, não entrar em fila para comer, não ouvir campainhas. Significava banhos quentes e sabonetes perfumados, lingerie macia, bonitos vestidos, sapatos de saltos altos. Significava ter um nome em vez de um número."

Sinopse:
  Crimes perfeitos, como o roubo de um quadro Goya do museu do Prado, são um desafio para Tracy Whitney.
  Mas ela não é uma ladra qualquer: para se vingar dos homens que a colocaram injustamente na prisão, ela se torna uma especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. De Nova Orleans a Londres, passando por Paris, Madri e Amsterdã, ela desafia a Interpol com uma série de ações ousadas... E apenas um homem é capaz de detê-la.

Opinião:
  Vai ser extremamente difícil escolher os melhores do ano no fim desse.
  Em Se Houver Amanhã conhecemos Tracy, Uma bem sucedida funcionária de banco, noiva de um homem rico, e formidável, mas então tudo começa a dar errado, a mãe comete suicídio e ela é enganada pelas mesmas pessoas que enganaram a sua mãe.
  Tracy tem os traços marcantes das protagonistas do Sidney Sheldon, mas consegue ser a mais inteligente e apaixonante de todas, além do fato de não ligar tanto para o dinheiro (ou coito) como Nolle Page, de O Outro Lado da Meia-Noite.
  O autor nos mostra a transformação da personagem de uma forma convincente ressaltando o poder da determinação e a paixão pelo "trabalho".
  No decorrer do livro vários outros personagens nos são apresentados como Jeff Stevens, um golpista de berço, o qual tem uma importância fundamental para a história e cuja genialidade rivaliza com a de Tracy, um dos pontos altos do livro é ver ambos disputando e também se juntando para fazer todos os outros de bobo.
  Outro personagem de grande destaque é Daniel Cooper, um ser abominável, que conquista a antipatia de todos que encontra, inclusive a do leitor, e conforme o livro passa acumulamos mais e mais asco pelo personagem.
  De forma geral todos os personagens são muito bem construídos, até mesmo os que aparecem por não mais que um capítulo, a trama é muito bem feita e o livro tem um final espetacular, daqueles que você termina e se sente satisfeito, pensando "Já que tem que acabar, que bom que foi assim!"
  Sidney Sheldon não me desapontou e foi até um pouco além das expectativas que eu tinha para esse livro.

sábado, 18 de outubro de 2014

[Opinião] Um Capricho dos Deuses - Sidney Sheldon #95

Editora: Record

N° de Páginas: 399

Citação:
Somos criados para esperar um final feliz. Mas não existe nenhum final feliz. Há apenas a morte à nossa espera. Encontramos o amor e a felicidade que de repente nos são arrebatados sem qualquer motivo. Estamos numa espaçonave abandonada, deslizando a esmo entre as estrelas. O mundo é Dachau e somos todos judeus."

Sinopse:
  Nesta intrincada rede de ardil e mentiras, tecida com maestria, o leitor é fisgado na primeira página. Cientista política especializada em Leste Europeu, Mary Ashley é convidada para ser embaixadora dos Estados Unidos na Romênia. De início, ela fica reticente em aceitar a proposta, mas quando seu marido morre em um estranho acidente, ela vai para a Romênia na tentativa de aplacar sua dor com o afastamento. Distante e solitária em uma terra estranha, Mary vive emocionantes aventuras para ser uma boa embaixadora e ao mesmo tempo se manter viva - ela não demora a perceber que existe uma trama para assassiná-la...

Opinião:
  Definitivamente é o livro mais diferente que li do autor... sim ainda tem uma mulher como protagonista e sim, ainda temos viagens pelo mundo, política e muito dinheiro (sem falar em mortes... muitas mortes).
  Mary Ashley não fica muito atrás das outras protagonistas do autor, ela é bastante inteligente mas também comete vários erros e é bastante insegura... de todos os livros que li do autor até hoje (A Herdeira, O Plano Perfeito, Conte-me Seus Sonhos e O Outro Lado da Meia-Noite) a protagonista me lembrou um pouco a Elizabeth Roffe (protagonista de A Herdeira), que é uma das minhas personagens favoritas da vida (e o livro também) o que já é um grande elogio.
  O autor trata bastante do poder de políticos e de pessoas com recur$o$... temos um grupo intitulado Patriotas Pela Liberdade, que se reúnem usando codinomes, codinomes esses que são nomes de deuses da mitologia nórdica, e votam sobre assuntos de "interesse mundial", dependendo do resultado dessas votações eles recorrem a todo tipo de ações, inclusive assassinato, para resolver tais "problemas". Daí o nome do livro...
  É muito bacana ver todo o processo de investigação, convite e persuasão para que Mary aceitasse o posto de embaixadora (eu ainda acho que se diz embaixatriz), e todos os problemas que ela tem depois, a dificuldade de se familiarizar com o meio de trabalho, com um país diferente e regras que ela até então desconhecia, falando um pouco de mim: fui convidado e persuadido a entrar no meio político recentemente, me ofereceram apoio e quase certeza de que seria eleito vereador na próxima eleição, alegaram que eu sou exatamente o que os jovens da cidade precisam, se eu não tivesse recusado com veemência na ocasião com certeza teria desistido depois dessa leitura :p
  O livro foi escrito em 1987, o que explica algumas reações de certos personagens... por exemplo: quando um cara fica surpreso ao ver um balão sendo enchido com um cilindro de hélio... As armadilhas cradas pelo assassino contratado pelos "deuses" são engenhosas e incríveis... Outro ponto positivo do livro é o fato de algumas conversas em italiano, francês e romeno(que eu nem sabia que era um idioma) não estarem traduzidas, o que nos faz decifrar pelo contexto o que está sendo dito, eu achei isso demais...
  Consegui adivinhar quem era o maior criminoso com certa facilidade... mas se você pensa que o mistério do livro é só esse está muito enganado... tem várias coisas a serem reveladas nas últimas páginas... uma mais surpreendente que a outra.
  Tirei uma estrela pela parte da rotina da embaixadora(triz), que eu achei meio enfadonha e cansativa... mas recomendo fortemente o livro.

Um Comentário com Spoiler
O livro me ganhou, principalmente, pelo fato de a protagonista não se apaixonar pelo mulherengo egocêntrico a lá Larry Douglas (OOLDMN) e pelo fato de não haver tantas cenas desnecessárias quanto no último livro que li do autor

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

[Opinião] O Outro Lado da Meia-Noite - Sidney Sheldon #84


Editora: Record

N° de Páginas: 495

Citação:

Todos têm diversos conselhos úteis sobre como lidar com ferimentos. Há porém algumas feridas que não aparecem. Às vezes são profundas. Eu não quero dizer nada sério. Estou apenas falando nos horrores que qualquer soldado combatente vê. A menos que um homem seja um completo idiota, tais coisas hão de ter enorme efeito sobre ele."

Sinopse:
  A sensual Noelle é uma famosa atriz que sai dos bairros pobres de Marselha para o sucesso do cinema. A americana Catherine é uma profissional bem-sucedida mas totalmente insegura com os homens. O que duas mulheres tão diferentes poderiam ter em comum?
  O piloto e herói de guerra Larry Douglas, por quem as duas se apaixonam, formando um triângulo amoroso que desperta o ódio e o desejo de vingança do magnata grego Constatin Demiris, um homem que não esquece nem perdoa. De Washington a Atenas, passando pela Paris ocupada pelos exércitos nazistas, O outro lado da meia-noite é uma fascinante história de amor e ódio, paixão e terror.

Opinião:
  Por mais que, em certo momento, eu tenha achado mais do mesmo tenho que ressaltar que "mais do mesmo" de Sidney Sheldon é superior a quase tudo....
  Quando digo mais do mesmo me refiro ao fato de a história ter a assinatura dele: mulheres fortes inteligentes e determinadas, homens sem-vergonha e viagens pelo mundo.

terça-feira, 29 de abril de 2014

[Opinião] O Grande Gatsby - Francis Scott Fitzgerald #68

Editora:Boa pergunta, na capa está Atalaia e Record, já no Skoob diz que é Best Bolso, apesar de não ser Pocket.
N° de Páginas:156
Citação:
"E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."
Sinopse:
  Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.

Opinião:
  Ok, primeiramente queria dizer que o Nick, o narrador da história, deve ser muito frustrado, ele é apenas um espectador da história... isso é triste.
  O melhor do livro é, de longe, a escrita, a história é no máximo bacana, os personagens estão longe de ser um exemplo de boa conduta, uma história cheia de intriga e traição tipo novela da globo, sabe? e por isso não morri de amores pelo livro, já tinha visto o filme a algum tempo, mas como já disse o melhor do livro é a escrita (coisa que, óbvio, não existe no filme).
  Ele traz muitas reflexões boas. Algumas coisas que eu, particularmente, peguei, talvez não tenham sido percebidas por outras pessoas, assim como tenho certeza que deixei muita coisa passar desapercebida. O fato de Gatsby ter dedicado sua vida a realizar um sonho me diz que devemos lutar pelos sonhos, por mais malucos que sejam, mas também temos que ter consciência que nem todo mundo estará disposto a nos ajudar a realizá-lo, e também que o passado, apesar da frase que destaquei aí em cima, não volta, não importa o quanto lutemos e desejemos isso, quanto mais insistirmos em manter o passado vivo e querer trazê-lo para o presente mais vamos nos frustrar e machucar.
  Em resumo ele é um livro muito bom, nos faz pensar e, apesar de ser clássico tem uma narrativa fácil e deliciosa de ser lida.
as estrelas são vermelhas por causa do sangue :p

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[Opinião] The Walking Dead: A Queda do Governador Parte Um - Robert Kirkman e Jay Bonansinga #55

Não Contém Spoiler dos livros anteriores

Editora: Galera Record
N° de Páginas:265
Sinopse:
The Walking Dead: a Queda do Governador dá continuação à história de ação e horror. Personagens icônicos das tirinhas que deram origem à série de TV, como Rick, Michonne e Glenn vão finalmente fazer sua estreia no palco do pesadelo zumbi. E fãs poderão vê-los sob uma nova e assustadora luz.

Opinião:
  Alguns meses após os eventos ocorridos no fim de The Walking Dead: O Caminho Para Woodbury, temos Lilly, tocando sua vida na cidade normalmente, como o resto da população de Woodbury, em cruzadas para conseguir alimento, remédio e o que mais a pequena comunidade necessitar.
  Durante uma das famosas lutas patrocinadas pelo Governador, três estranhos chegam a cidade e o governador as lava para um pequeno tour, mais tarde descobrimos que esses personagens recém-chegados são Rick, Michonne e Glenn.
  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
  Esse com certeza foi o livro mais tenebroso, assustador e sangrento que li nos últimos tempos, ou seja, eu adorei, ele segue o mesmo estilo de narrativa em terceira pessoa dos outros dois livros anteriores, bem descritivo mas sem exageros, uma verdadeira obra de arte.
  Algumas coisas me incomodaram... como uma parte do livro em que fala: "o Governador a olhou com seu único olho..." antes da parte em que ele perde um dos olhos (e isso não é spoiler, tem um tapa-olho na capa do livro e todo mundo que conheça uma migalha da história sabe que em algum momento ele perde um olho), e também a enrolação para chamar os personagens mais conhecidos pelo nome e depois ainda ficar com "A mulher que se chama Michonne", "o homem que chamaram de Rick" e "o rapaz que dizem se chamar Glenn"... Gente... pra que isso? Apresente-os como personagens normais, em nenhum dos outros livros foram apresentados personagens assim, o Glenn ficou meio apagado mas a personalidade do Rick e da Michonne foram bem compatíveis com o que estamos acostumados, a da Michonne talvez até melhorada.
  Se desconsiderarmos o golpe de mestre da editora de dividir um livro em dois para poder faturar o dobro não tenho do que reclamar da edição...
  Ouso dizer que ele é ainda melhor que os dois anteriores, apesar das partes desnecessárias com os personagens "principais" do livro: Lilly Caul e cia. Não li até essa parte dos quadrinhos, mas pelo que eu sei deles, esse é o livro que mais converge na série (dos quadrinhos, não da TV).


e viva a propaganda gratuita \o/

Um Comentário Com Spoiler
Não sobrou muito governado para a parte dois :x

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