Editora: Novo Conceito
N° de Páginas: 336
Citação:
N° de Páginas: 336
Citação:
Fiquei rígido por um instante, com medo de estar fazendo a
escolha errada.
Quase como se pudesse ouvir meus pensamentos e estivesse
tentando silenciá-los, os dentes dela arranharam minha pele, seguidos por um
beijo firme.
Se era um erro, foi o melhor que já cometi.”
Sinopse:
Cade é um garoto bonzinho, ator, que ainda está lidando com
o fora que levou da melhor amiga por quem ainda é apaixonado. Sentindo-se
péssimo por ter que lidar com seus sentimentos não correspondidos e com a
felicidade da amada, ele decide ajudar uma garota que nunca viu na vida a fazer
uma encenação para os pais dela: durante 24 horas, Cade e Max vão fingir ser o
casal mais fofo do mundo. Depois que os pais de Max viajarem de volta para
casa, ela retornará para o seu namorado roqueiro e tatuado – e Cade continuará
sua vida solitária, tentando conquistar seu espaço como ator.
O problema é que, quando se finge bem demais, fica difícil
distinguir a realidade da fantasia...
Opinião:
Primeiramente gostaria de dizer... Olá!
Estou muito feliz por ter sido convidada pelo Rudi para ser
colaboradora do blog (mal sabe ele o bem que me fez esse convite) e desde o dia
em que aceitei, comecei a pensar em como começaria minha primeira postagem. Não
vou encher o saco de vocês falando sobre mim, mas basta dizer que amo livros,
amo ler, e vou me dedicar muito neste meu novo trabalho rsrs.
Bem... Voltando ao que interessa, assim que peguei o
“Fingindo” na mão fui pesquisar um pouco sobre ele e descobri que ele é um New
Adult e que faz parte de uma sequência. O primeiro livro chama-se Perdendo-me,
mas o foco da história são outros personagens. Portanto, assim que iniciei a
leitura não me senti perdida e nem nada. Sim... É um romance açucarado (como
diz o Rudi), mas a narrativa da autora é simples, fácil e agradável. Cora
Carmack tem aquele tipo de narração em que você lê dúzias de páginas sem nem ao
menos perceber, e o fato desta se alternar entre os pontos de vista dos
protagonistas não diminuiu a qualidade da escrita. Além do mais, ela realmente
convence quando descreve as cenas e, principalmente, as ações e emoções dos
personagens. Tudo fica bem claro em nossa cabeça, e essa característica me
agradou bastante.
O sexo, em nenhum momento, foi algo vulgar, e é por isso que
digo: se você está atrás de pornografia, dê meia volta, por que não encontrará
isso aqui. Obviamente existe uma narração precisa - mas não crua - o que deixou
explicito que a intenção da autora não era causar excitação, e sim compartilhar
um momento intimo e bonito de seus personagens conosco.
Contudo, ainda trata-se de um clichê, e o motivo do romance demorar
a se desenvolver é o de sempre. Creio que a frase “ele é bom demais para mim”
virou febre entre os escritores e tem sido complicado encontrar alguém que não
use isso para travar a história. Além de desenvolver seus personagens como
seres lindos, perfeitos e maravilhosos... Seria realmente bom ler mais livros com
pessoas normais. Um dente torto, olhos castanhos... mas, creio eu que se isso
acontecesse, o gênero perderia uma grande parte de seu público.
É uma pena.
Ao todo, foi uma leitura agradável. O tipo de livro que se
pega quando estamos entediados ou em meio a uma ressaca literária. Tudo flui
realmente bem, e Cade (apesar de toda a sua perfeição) é um personagem que
realmente merece ser lido. Já Max... Bem, ela é legal, mas sua autoflagelação
me causou tédio.
Carol, você recomenda
a leitura? A resposta é sim. Mas vá com calma, sem expectativas, pois
livros assim, quando superestimados, costumam causar grande decepção.
PS: Ouvi dizer que o primeiro livro não era muito bom, mas eu realmente gostei deste, e como a narração tem como foco outros personagens, creio que dar uma chance a “Fingindo” não seria uma má ideia.



