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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Leituras do Ano: As 10 Melhores e as 5 Decepções

  Oi povo, mantendo a tradição hoje vim falar quais foram os melhores do ano, pra mim, sem mais delongas, vamos lá.

  Começamos com um livro que, mesmo que eu esperasse gostar, conseguiu me surpreender Minha sombra cabe ali prova que um livro escrito às pressas, tendo um plano de fundo que pode ser considerado ordinário, pode ser um livro incrível.

  Já falei que o que me fez tomar a decisão definitiva entre assinar ou não a TAG foi a curadoria da Martha Medeiros, e assim que recebi o livro já comecei a lê-lo. O Xará é um livro muito real, melancólico como a vida, com alguns alívios, mas no geral melancólico. Um livro humano, com personagens realistas e convincentes, que permanecem comigo mesmo já tendo quase um ano que concluí a leitura.

  Já tinha gostado do Brennan com o livro que li dele em 2016, mal sabia eu que o melhor ainda estava por vir, O Evangelho Maltrapilho fala sobre diversos assuntos, mas seu foco principal é na graça divina, ele discorre sobre esse assunto tão difícil de entender e aceitar, e faz isso com maestria.

  2017 foi o ano do C. S. Lewis, e não poderia deixar esse ano acabar sem falar de Cristianismo Puro e Simples, o autor, mesmo com toda a erudição pela qual é conhecido, consegue colocar de forma simples e objetiva o que é o cristianismo, como ele mesmo diz, a visão de um leigo, que só fala o que experimentou por si próprio.

  A um tempo atrás nunca teria imaginado que Agatha Christie apareceria nessa lista, mas E não Sobrou Nenhum veio mostrar do que essa mulher é capaz, um livro que merece toda a fama que tem.

  Mais um livro da TAG que ganhou meu coração, mais uma vez o impactante nem é a história, mas os personagens criados e a forma que o Joseph Conrad escreve, apesar de Vitória ser uma história densa e demandar certo tempo para leitura, com certeza é uma história que vale a pena.

  Mais uma vez, C. S. Lewis. Com sua fantasia de secar a garganta, trazendo personagens com grandes traumas Até que Tenhamos Rostos traz uma história de amor, obsessão, perdão e auto conhecimento, sobre fé e devoção, tudo isso em uma fantasia sombria narrada por uma personagem inesquecível.

  Murakami aparece sempre por aqui, e esse ano ele quase não veio, mas Após O Anoitecer veio para me lembrar o porquê eu adoro o autor, com uma história com muito ritmo, misturando situações cotidianas com absurdos além da imaginação ele garantiu seu lugar entre os melhores do ano.

  Max Lucado estreia com louvor nessa lista, Gente Como a Gente é um livro bem humorado mas também extremamente profundo, que alçou o autor à lista de autores dos quais quero ler tudo (preciso fazer uma lista atualizada).

  Não queria repetir autores, mas não teve como... Colcha de Retalhos foi a primeira ficção que li do Brennan e me encantei com a forma dele contar a história, e também pela forma como a história que ele conta se encaixa na nossa história, acredito que na de quase todos, um livro curtíssimo, mas fenomenal.

Menções Honrosas



As 5 Decepções


  Como nem tudo são flores, sempre tem aqueles que esperávamos mais, certo?

  A visita cruel do tempo... o título é incrível, todo mundo falava maravilhas desse livro, mas ele não conseguiu me conquistar, a ideia de pequenas histórias, que mostram como as pessoas estão unidas umas às outras e de como o tempo não para, pra ninguém, é muito legal, mas os personagens não são carismáticos e a escrita da autora não me agradou.

  É com muita dor no coração que coloco Ciranda de Pedra aqui, não é que o livro seja ruim, ele não é, mas eu esperava muuuuuuito mais dele, não consegui criar empatia pela protagonista e acho que foi isso que fez com que eu me decepcionasse com o livro.

  Comecei achando Fábrica de Vespas legalzinho, poderia ser um livro bom, mas ele cumpre, bem demais, a ideia de ser intragável, ele se torna difícil de engolir e a explicação no final não me convenceu.

  Eu tinha certeza de que ia amar Viagem ao Centro da Terra, mas não, a história foi, para mim, extremamente enfadonha e enrolada, eu queria ação e ela nunca chegava, e quando chegava não durava tempo o suficiente para entreter.

   Claro que não podia faltar aqui o que acredito ser um dos piores livros que li na minha vida, A Longa Marcha, do Stephen King, que pela primeira vez só aparece na parte ruim dessa lista, nem vou me estender, leiam a postagem que fiz sobre o livro (clicando na foto dele) e entendam alguns dos motivos pra eu ter me decepcionado tanto com ele.

E foi isso povo, e vocês? Como se saíram nas leituras anuais?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Leituras do ano: as 10 melhores e as 5 decepções

  Oi povo, como de praxe vamos conversar sobre as melhores e piores livros do ano passado. Para ler minha opinião mais detalhada basta clicar na foto dos livros.

Os 10 Melhores

  Já está virando tradição o primeiro livro que leio no ano ser um dos melhores, dessa vez foi o Eu Vejo Kate, fiz parte de um booktour organizado pela Letícia, do finado Le Versos e Controvérsias, e foi um livro difícil de digerir, muito pesado e realista, que incomoda. Mas de uma maestria que eu nunca tinha visto antes, não sei se tenho estômago para relê-lo.

  Janeiro é um mês maravilhoso para leituras, Onde Cantam os Pássaros foi o segundo livro que li no ano e sem dúvida o melhor. Não é um livro fácil, demorei um pouco para entender o que estava acontecendo, e depois de terminar de ler demorei alguns meses para formar uma opinião definitiva sobre o que o final do livro significa... e ele é incrível.

  Haruki Murakami é meu autor favorito, e depois de pensar um pouco acho que o melhor livro que li dele esse ano foi O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação. Uma história envolvente e tocante, cheio de lições nas entrelinhas e mais um que não entendo totalmente o final, mas ele nos instiga a pensar e tirar nossas próprias conclusões, essa é uma das razões para o livro ser tão incrível.

  O que fica lá no topo dos favoritos, disputando o primeiro lugar com Onde Cantam os Pássaros é O Deserto dos Meus Olhos, do jovem autor nacional Leon Idris, que foi um grande achado nesse ano, mais uma vez é um livro complexo, que trata de viagem no tempo, mas não é bem isso, é muito mais complicado e profundo do que se pode imaginar ao ouvir a sinopse.

  Confesso que esse livro está aqui mais pela surpresa do que por ter sido assim TÃAAAAO incrível, obviamente gostei muito dele, mas fiquei em dúvida entre ele, O Sol é Para Todos e Sobre a Escrita, acabei escolhendo As Aventuras de Pi porque foi o que mais me impressionou, já que os outros eu tinha altas expectativas, e elas foram sim alcançadas, então eles ficam por aqui como menções honrosas.

  Claro que O Mundo Perdido, continuação de Jurassic Park, tinha que figurar aqui, não só pela incrível história, mas também por toda discussão sobre ética científica e ambiental levantada no decorrer das páginas. Ainda não falei dele aqui no blog, mas nas próximas semanas sai minha opinião sobre ele.

  Setephen King dominou essa lista ano passado e dá as caras esse ano novamente, O Vento Pela Fechadura é um spin-off de A Torre Negra, e sua história se passa entre o quarto e quinto livros da série, e talvez seja o melhor dela até agora (apesar de que As Terras Devastadas é realmente muito bom) aqui acompanhamos uma história, dentro de uma história, dentro de outra história, e conhecemos uma parte do Mundo Médio bem peculiar, e também a incrível saga de um garoto para salvar a mãe e vingar o pai.

  Pode parecer que estou me repetindo, mas na verdade esse O Mundo Perdido é bem diferente do outro, aqui temos a história que inspirou a série de TV, e não possui tantas discussões e lições de vida e ética, mas é uma deliciosa aventura, com alguns absurdos, mas ainda assim envolvente e divertida.

  Sempre vejo o pessoal que gosta do King falar que O Cemitério é seu melhor livro, não diria o melhor, mas com certeza ele é um livro incrível, que vai muito além do terror, mais uma vez não achei o terror grande coisa, achei ele hilário, em alguns momentos, na verdade. Mas acima de tudo é uma história tocante sobre o desespero advindo do luto.

  Para terminar, mais Stephen King, mas agora como assunto, e não como autor. Coração Assombrado é a biografia não-autorizada do autor que eviscera a vida dele (como toda biografia, dã), e conseguimos compreender um pouco melhor a obra dele estudando sua vida e seus traumas.

Menção honrosa

  Já falei de O Sol é Para Todos e Sobre a Escrita como menção honrosa, mas quero registrar também Deixados Para Trás, que só não entra na lista principal pois não é lá a coisa mais bem-escrita do mundo, mas a história é envolvente e o final, minha gente, que final.

As 5 Maiores decepções

  Esse ano tive várias decepções literárias, tanto que foi difícil selecionar as 5 piores, mas levando em conta a expectativa que eu tinha, as que ficaram mais aquém são:

  Mais uma vez, King. Doutor Sono tinha tudo para ser um livro incrível, eu não esperava outro O Iluminado mas com certeza esperava algo, pelo menos, bom. E não foi o que eu encontrei, o livro é cansativo e tem vários erros de continuidade e as personagens se baseiam em suposições que não fazem quase nenhum sentido.

  Se você acompanhou o blog esse ano sabe que esse livro ia aparecer aqui. As Luzes de Setembro talvez seja a maior de todas as decepções, Zafón é um dos meus autores favoritos e adoro o modo dele escrever, mas esse livro é fraco e irritante, e consegue ser cansativo tendo menos de 250 páginas.

  Outra grande decepção foi 2001: Uma Odisséia no Espaço, um livro onde não acontece nada e tem um final ridículo, nem merece que eu fale muito sobre u.u

  Homens, Mulheres & Filhos foi o pior de todos, pelo nome e pela capa eu achei que seria um drama familiar comovente, mas não passa de uma imoralidade sem fim.

  Assim como King, Murakami está nos dois lados da moeda nessa lista, e sinceramente, me preocupa o fato de tanta gente gostar tanto de Norwegian Wood. Vou explicar melhor o porquê disso na minha opinião, que vou publicar nas próximas semanas.

  E é isso pessoal, quais foram os melhores e piores livros que vocês leram em 2016? Deixem nos comentários como indicação, ou não, de leitura.

domingo, 3 de abril de 2016

[Leituras do Ano] As 5 Melhores e as 3 Decepções (Carol version)

E aí?
Quanto tempo, não?
Estou aqui, feliz da vida porque fui convidada pelo Rudi (que resolveu esfregar na minha cara que é meu chefe por aqui, e que não me paga nada por isso rsrs) a escrever minha própria lista de leituras do ano de 2015 \o/. Não preciso nem dizer como fiquei empolgada com isso... se vocês pudessem ver meu rosto com certeza saberiam... e logo fui para a minha estante, separar “meus preciosos”.
Minha lista não é muito longa, houve muitos livros que eu gostei – mais ainda que não curti tanto assim – mas sempre escolho como preferidos aqueles que permanecem na minha cabeça mesmo depois de muito tempo... o que me levou a escolher cinco exemplares como melhores, e três como piores.
Então vamos lá...
Os melhores são:


Quinto lugar: A síndrome E – Franck Thilliez


  O que me levou a ler esse livro não foi a sinopse, nem a capa ou alguma recomendação. Eu simplesmente comprei porque tinha uma superpromoção em um site, e se eu levasse cinco livros pagaria 50 pilas neles! Como não sabia qual pegar para compor os cinco, acabei com esse... e por Deus, não me arrependo.
Talvez vocês me achem inexperiente no mundo do suspense – e com razão – mas nunca li um livro com tanta tensão entre as linhas quanto nesse. Embora preferisse outro desfecho, não consegui deixar de me impressionar com a precisão da escrita do autor, além da forma como a sua narração me prendeu. Eu roía as unhas enquanto lia! E só por ele me deixar acordada a noite, tentando descobrir o mistério do filme antigo e assustador... ele merece o quinto lugar.


Quarto lugar: Toda Luz Que Não Podemos Ver - Anthony Doerr


  Eu amo romances históricos e tenho certa obsessão pela Segunda Guerra Mundial. Misturando isso ao fato de que o autor conseguiu a proeza de escrever personagens peculiares, inteligentes e instigantes, Anthony Doerr conseguiu me conquistar com sua narrativa. E por falar em narrativa... Meu Deus, que narrativa! Ele me abocanhou com seu jeito de escrever, e conforme eu lia, sentia que era parte das paredes da casa alta e estreita da Rue Valborel nº4, acompanhando Marie-Laure com os olhos enquanto a menina cega vagueava com sua bengala por aí, explorando as ruas de Saint-Malo. Outrora me sentia como se fosse um radio velho sendo manuseado por Werner, observando seu porte pequeno e cabelos brancos, enquanto sua inteligência o levava para um caminho sem volta ao ganhar uma vaga em uma escola Hitlerista.

Durante a leitura eu quase conseguia sentir o gosto da comida, o cheiro da fumaça. Via os corpos se amontoando pelas ruas através dos olhos dos personagens. Eu vi a guerra pelos olhos de um garoto alemão nazista, vi a guerra através dos sentidos aguçados da adorável Marie... E até hoje, tento me recuperar da profusão de sentimentos que a leitura me causou.

A capa é linda, o titulo é perfeito e a história é magnifica. Sem mais!


Terceiro lugar: Caixa de Pássaros - Josh Malerman


  O único livro que havia me feito ter medo de algo na vida real era O Cemitério de Stephen King (sim... por culpa dele tenho medo de gatos), pelo menos até eu ler este precioso aqui. Porque a atmosfera de terror que o autor injeta nas palavras com relação ao desconhecido é tão real, que até hoje, meses depois de ler, eu ainda sinto um arrepio na coluna quando me vejo obrigada a caminhar pelo escuro, sem poder enxergar nada.
Paranoica? Talvez... mas tente ler esse livro de madrugada como eu fiz, tente!

Segundo lugar: O Segredo de Jasper Jones – Craig Silvey


  Em uma monótona noite quente do ano de 1965, em Corrigan, Charlie Bucktin é despertado por batidas em sua janela. Para a sua surpresa, o visitante é Jasper Jones, o garoto visto como má influencia pela cidade, e que pede sua ajuda. Sem pensar, Charlie segue Jasper até uma clareira, e lá se depara com um terrível segredo que se vê obrigado a guardar.

Apesar do titulo retratar Jasper Jones, o livro é narrado em primeira pessoa por Charlie. É a partir do ponto de vista dele que vemos o desenrolar da história, e como se resolve o terrível segredo de Jasper, que acaba por ser o pano de fundo para o verdadeiro tema da história. Aqui o autor disseca o racismo, a intolerância... entre outras formas de preconceito.
Esse foi mais um achado das minhas andanças pela internet, e foram os sete pilas mais bem investidos da minha vida. Confesso que comprei sem pretensão nenhuma, e que o preço foi o maior atrativo, mas foi uma agradável surpresa ter tropeçado nele sem querer.


Primeiro lugar: Por lugares Incríveis – Jennifer Niven


  Eu não sei por que escolhi esse livro. Sério.
Ele me fez cair em depressão por umas duas semanas, terminei a leitura chorando horrores, mas ainda assim... ele acabou parando em primeiro lugar.
Mas por Deus, eu nunca me vi torcendo tanto por um personagem, e nunca me emocionei tanto lendo uma nota de algum autor. O tema é pesado, o livro em si é polemico, mas apesar de tudo, eu consegui encontrar beleza nele. Talvez o que me tenha levado a essa conclusão fora a verdade de que, por mais que se ame alguém, isso nunca vai ser o suficiente para esse alguém mudar. Você precisa fazer alguma coisa, agir de verdade, para salvar as pessoas.

Antes que eu (re) comece a chorar, vamos aos piores... Espero não ser apedrejada pelo que vou falar agora, mas vamos lá:

Terceiro lugar: A Namorada do Meu Amigo – Graciela Mayrink


  Sei o que você está pensando... são tantos os elogios para esse livro! E não é que ele tenha sido tão ruim assim – houve leituras nas quais me arrastei muito mais – mas como disse antes, sempre escolho, seja pro bem ou pro mal, aqueles livros que me fazem pensar neles por muito tempo. Talvez meu maior problema tenha sido a expectativa de que seria uma leitura ótima, animada por conhecer uma autora brasileira, mas o fato é que a decepção foi forte.
  Não consigo gostar da história. Minhas desculpas à autora, mas não consegui engolir o enredo.
 Em primeiro lugar, o personagem principal, Cadu, que é descrito pela autora como o nerd introvertido que não consegue chegar nas garotas, é na verdade o pior tipo de canalha e de nerd tímido não tem nada. Passa a história toda tentando justificar suas idiotices o que me levou a questionar se a autora estava subestimando a inteligência do seu leitor. Para piorar, o livro trás diversos trechos machistas, situações forçadas demais, e personagens rasos.
  Além do mais, qualquer livro que tente vender para mim um amor á primeira vista, vai ter que se esforçar muito para me fazer gostar dele. Na cena em que Cadu vê a namorada do amigo pela primeira vez, só faltou ser jogado purpurina nas páginas... Não. Desculpe, mas não deu para mim.
História fraca, previsível, e sinto dizer que, por mais de uma vez, beirando a infantilidade.
Por estes motivos, dou a ele a terceira colocação. 
  Comentário do carrasco explorador: Entendo a indignação da Carol, Cadu realmente ficou devendo bastante no quesito nerd tímido. Mas a história não foi feita, a meu ver, como uma figura do amor que permeia o coração humano. É uma história despretensiosa para distrair, e nesse quesito ela cumpre seu papel. O Cadu vai te incitar ira em alguns momentos, com certeza! Mas ainda curto o livro.

Segundo lugar: Todo Dia – David Levithan


  Juro que desisti desse autor. Sério.
  O primeiro livro seu que li foi Will E Will, escrito ao lado de John Green. Não vou mentir para vocês, eu realmente gostei da leitura, mas se o personagem escrito por ele já era extremamente chato lá... então imagine o “A” desse livro. Não entendeu? Vou explicar:
  Todo dia A acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Não há qualquer aviso sobre quem será ou onde estará em seguida. De uma menina a um menino, rebelde a certinho, tímido a popular, saudável a doente. A precisa se adaptar.
  Pelo menos até conhecer uma garota que não consegue esquecer... então A começa, de todas as formas, correr contra o possível para ficar junto dela.
  O que me fez comprar foi a premissa, que eu achei interessante. O autor explora aquela duvida adolescente de “quem eu sou”, mas de um modo bem diferente e peculiar. Juro que o projeto em si tinha tudo pra me fazer gostar, mas foi colocar no papel...
  A história se arrasta. Não existe outro modo de explicar. Às vezes eu tinha vontade de colocar agulha nos olhos da agonia que me dava por não acontecer mais nada além de A acordar no corpo de alguém e correr achar a garota por quem havia se apaixonado. O livro todo é isso, repetição após repetição, para no fim, depois de tanto sofrer... ele simplesmente acabar. Agora eu pergunto: qual o seu problema com finais, Sr. Levithan?

Primeiro lugar: Cinquenta Tons Mais Escuros – E. L. James

  Eu li o primeiro... com muito esforço... em Dezembro de 2014, e adoraria falar o quanto odiei esse, mas ele não se enquadra na lista, então vamos falar sobre a continuação mesmo, que até hoje tento entender o porquê de ter me dado ao trabalho de ler.
  Eu não fazia ideia do que esperar quando peguei o primeiro da trilogia, a internet se dividia entre um amor e ódio infinito, e cheguei à conclusão de que precisaria ler para tirar minhas próprias conclusões. O ponta pé inicial foi a indicação de uma amiga de uma amiga minha, que dizia ser incrível, que o personagem principal era “lindo”, que o amor todo era maravilhoso e toda essa baboseira.
  Nunca mais sigo uma indicação daquela garota, porque para achar o famoso Sr. Grey lindo e romântico, precisa ter algum nível de desequilíbrio... sem ofensas aos fãs.
  A história é mais do mesmo, a autora pinta uma mocinha que não vê beleza nenhuma em si mesma, mas que não pode ser vista por homem nenhum. Nos trás um homem rico, poderoso e doente, que fica completamente obcecado por essa mocinha sem graça e sem personalidade, e que beira a insanidade enquanto corre atrás dela.
  A história é bem machista, os parágrafos são muito infantis, os diálogos beiram o patético, e a narração fraca torna tudo ainda mais insuportável. Eu até tentei começar o terceiro, mas achei que podia tentar pagar meus pecados de alguma outra forma, então abandonei.
  Agora... O que mais me assustou durante a leitura foi que, no lado das criticas positivas, vi pessoas que desejavam um relacionamento assim. E a única coisa que eu consegui perceber naquele relacionamento, era que se tratava de um relacionamento abusivo. “ah Carol, mas a Anastasia aceita o Cristian do modo que ele é!” Isso só prova que ela é tão doente quanto ele.
  Meu consolo é que não paguei nenhum centavo por esse livro.

Bem... Então é isso. Desculpe a sinceridade e a franqueza, lembrando que se trata da minha opinião sobre as obras, e não uma verdade absoluta, afinal, gosto é que nem braço, cada um tem o seu... Certo?
Um beijo grande pra vocês, e a gente se vê!


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