sexta-feira, 21 de março de 2014

[Opinião] Eu Sou Malala - Malala Yousafzai

Editora:Cia das Letras
N° de Páginas:327
Citação:
"Comecei a entender que a caneta e as palavras podem ser muito mais poderosas que metralhadoras, tanques ou helicópteros. Estávamos aprendendo a lutar. E a perceber como somos poderosos quando nos manifestamos"167
Sinopse:
  Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz.
  Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou por seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012 ela quase pagou por isso com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus enquanto voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
  A recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para os salões das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a mais jovem candidata da história ao prêmio Nobel da paz.

Opinião:
  Quando vemos pessoas lutando por direitos que muito de nós dispensamos podemos ver quão afortunados somos.
  O livro começa com Malala nos contando do dia que foi baleada, mas depois volta ao tempo de sua infância, e até um pouco antes de nascer.
  O pai de Malala teve uma vida difícil mas conseguiu realizar parte de seu sonho, abriu escolas no vale para poder dar educação às crianças e diminuir, se possível à zero, o número de adultos analfabetos.
  Não quero revelar muito da história, mas vou deixar uma coisa clara desde já: é perfeita.
  Como já disse o livro é narrado pela própria Malala, e eu me senti como se estivesse sentado em frente a ela, em uma conversa de amigos onde ela me contava a história da sua vida, num país onde mulheres não tinham o direito de sair de casa (tem uma parte que eles visitam uma tia no litoral, mas apesar de viver no litoral, essa tia nunca havia visto o mar) uma criança luta pelo seu direito de ir a escola.
  Podemos ver como as pessoas podem ser seduzidas por pseudo salvadores, fanáticos religiosos.
  O povo paquistanês é totalmente muçulmano, e seguem o costume do Islã e Pachtum, quando o talibã chega eles azem o povo acreditar que são enviados de Alá (não exatamente isso, mas é praticamente a mesma coisa) e distorcem o que está escrito no livro sagrado deles, o Corão. Proíbem mulheres de saírem na rua, de estudar, de conversar com homens que não sejam marido ou filhos, mas Malala enfatiza que no Corão está escrito que todas as pessoas, homens e mulheres, devem estudar e conhecer os mistérios desse mundo. Sem falar nos atos de terrorismo, explodir escolas, matar mulheres que deixam o rosto exposto (brasileiras seriam extintas) matar pacifistas, cristãos e servidores públicos, dizendo que estavam agindo de acordo com os costumes islâmicos, mas Malala, através do código de conduta pachtum e do corão, nos mostra que isso era só mais uma mentira.
  Malala não concorda com todos os costumes do seu povo, eles ainda seguem a lei do Olho por Olho, Dente por Dente. Ela nos conta que existem famílias que estão em guerra a anos e nem sabem porque, mas ela tem certeza que é por alguma besteirinha.
  Malala é um exemplo de vida, de superação, esperança e bondade, que ela motive outros tanto quanto me motivou.

2 comentários:



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