sexta-feira, 29 de agosto de 2014

[Opinião] Mago e Vidro - Stephen King


Editora: Suma de Letras (Ponto de Leitura)

N° de Páginas: 1012 (ufa!)

Citação:

Assim cruzamos com os fantasmas que assombrarão mais tarde nossas vidas; sentam-se prosaicamente na margem da estrada como pobres mendigos e só os vemos pelo canto dos olhos, se é que conseguimos vê-los. A ideia de que estivessem ali à nossa espera raramente ou nunca passa em nossa cabeça. Contudo eles esperam e, quando passamos, juntam suas trouxas de memória e seguem atrás de nós, caminhando em nossas pegadas, pouco a pouco se emparelhando conosco."

Sinopse (com spoilers):
A odisseia de Roland de Gilead em busca da Torre Negra coninua. No quarto volume da série imaginada por Stephen King, novos perigos ameaçam o ka-tet de Rolando - formado por Jake, Eddie Dean, Susannah e Oi.
  Mago e Vidro retoma a eletrizante narrativa interrompida em As Terras Devastadas. Depois de enfrentarem a terrível ameaça do monotrilo Blaine, o último pistoleiro e seus seguidores desembarcam na cidade de Topeka, no Kansas, e retomam o Caminho do Feixe de Luz que leva à Torre Negra. Nesse momento, Roland conta aos companheiros a história de seu passado e a trágica perda de seu grande amor da juventude, a bela Susan Delgado.
  Prosseguindo em sua jornada, o ka-tet chega a um palácio de vidro onde encontra ninguém menos do que a antiga nêmesis de Roland: Marten Broadocloak, conhecido em outros mundos por diferentes nomes, como Randall Flagg e Walter Padick. O Grup, então, mergulha em um mistério que envolve magias e ameaças arrebatadoras, e descobre uma pavorosa verdade sobre o passado de Roland.

Opinião:
  Toca a músiquinha (aquela do Aleuluia, aleluia, aleluiaaleluiaaleluia...♫), eu finalmente terminei....
  Tenho uma explicação para ter arrastado tanto esse livro, e não vou jogar a culpa no número de páginas.
  O livro começa no exato ponto onde termina As Terras Devastadas, na verdade o primeiro capítulo é exatamente o mesmo capítulo que "finalizou" a história no livro anterior (nem preciso falar quão desnecessário é isso né) mas aí ela continua, eles chegam a Topeka (quase morreram pra isso mas enfim... eles quase morreram trocentas vezes já) e descobrem que acabaram indo para o nosso mundo de novo, mas para uma outra realidade, uma realidade onde uma doença estranha matou toda a humanidade, e ouvem o zumbido (chiado, chamado ou seja lá o que for) de lúminas.
"Seja como for, as lúminas não são naturais... São feridas na pele da existência, capazes de existir porque há coisas dando errado, coisas em todos os mundos." 137
   E é aí que Roland passa a contar uma aventura de sua juventude, quando seu ka-tet (um formado por muitos) era composto por outras pessoas, e nessa história conhecemos Susan, a bela moça por que Roland irá se apaixonar, a história começa com ela indo até a casa de uma bruxa para provar a castidade pois foi escolhida para ser a concubina do prefeito do baronato. A história flui muito bem, até o momento em que Roland e Susan começam a se... relacionar...
  No Posfácio o autor explica que teve muita dificuldade para escrever a parte amorosa da história, recebeu alguma ajuda e não sabe se ficou bom ou ruim, sabe que fez, não sei dizer se ficou bom ou ruim, mas romances me repelem com facilidade, e foi o que esse fez... foi exatamente nessa parte que eu empaquei, felizmente a história não fica unicamente nisso, ela também conta o desenrolar das intrigas entre os amigos de Roland e os homens do prefeito, além da decadência de caráter da tia de Susan (que nunca teve muito mas enfim) que passa a chamar, de forma pejorativa, a sobrinha de "Senhorita Ah-tão-jovem-e-bela", aproposito, diversas vezes o autor usa esse tipo de palavras-ligadas-por-hífen-para-falar-de-alguém-ou-algo. felizmente a parte romântica da história não dura o resto do livro, também no posfácio o autor diz "perdi todo o senso de perspectiva por volta da página 600" ainda bem que você perdeu, até os personagens falam que Roland parece ter "acordado" depois da página 600 e aí a história engrena de novo e vai até o fim num ritmo frenético e muito bacana, quis tirar duas estrelas por causa do romancezinho que o autor podia ter englobado grande parte na frase que usou depois "após dois minutos quentes que não interessam a essa narrativa."657 mas a história ficou tão bacana depois disso que tive de devolver uma. Outra coisa que pode incomodar algumas pessoas é os pequenos spoilers que o autor dá, ele sempre avisa que determinado personagem vai morrer, mas não com todas as letras, ele sabe introduzir na história, tipo: Fulano se despediu de Ciclano sem saber que seria a últimas vez que o veria com vida." ou "Beltrano saiu de casa, sem imaginar que jamais voltaria a atravessar aquela porta." 
  O autor fez diversas referências, e críticas, a vários outros livros, falou bastante de O Mágico de Oz e também interligou a história com outros livros dele mesmo, algumas referências tive o prazer de entender, mas outras fiquei meio perdido, o que me levou a decisão de que vou ler outros livros do autor antes de voltar ao Caminho do Feixe de Luz e ir em busca da Torre Negra com Roland e seu ka-tet.
  Sim, a história possui os momentos assombrosos e descrições sangrentas com os quais estamos acostumados nas obras do King, e devo dizer que o autor foi frequentemente pego por devaneios no decorrer da história, mas esse livro foi o que mais explicou o que aconteceu com o Mundo Médio e porque é tão importante chegar na dita Torre Negra.
 Tenho que dizer também que a capa é a que mais tem a ver com a história, cada elemento representado na capa está presente na história (até a montanha de crânios humanos).


6 comentários:

  1. Oi Rudi, tudo certo?
    Então, eu estou ensaiando para comprar A Torre Negra, mas nunca tinha lido uma resenha sobre algum livro da sga, que bom que encontrei ela aqui. Olha eu realmente estou com muitas expectativas para lê-lo, vamos ver no que dá, só vou esperar baixar minha lista de leitura e vou comprar o primeiro livro.
    Abraços e que a força esteja com você!
    http://www.paradageek.com/

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    1. Acho que vale a pena... não é a coisa mais sensacional que já li do King mas é divertido...
      eu já falei dos três livros anteriores, caso tenha interesse: O Pistoleiro, A Escolha dos Três e As Terras Devastadas
      Grande abraço!!!

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  2. Hello, Rudi! "ALELUIA" ♫ Aleluia pra mim também que estou tentando comentar sua resenha desde ontem (29.ago) e tudo me barra.

    Bom sou-daqueles-que-também-não-curtem-romancesinhos, mas sei que é necessário! E os romances de King sempre acabam em morte ou algo sobrenatural, dai eu acho legal :P Rs' Que-bom-que-ele-não-revelou-os-dois-minutos-quentes-que-sucederam. Tá, parei. Rs'

    Quero muito ler essa série! Ela me lembra de umas brincadeiras anormais que eu fazia meus irmão brincarem comigo quando viajavamos. Quero quero quero!

    Abçs, Rudi doidinho.

    http://gabryelfellipeealgo.blogspot.com.br/

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    1. Você não tem ideia da penitencia que foi pra mim conseguir colocar essa postagem no blog... a internet tava ó, uma bosta!
      Que tipo de brincadeiras anormais são essas? o.O

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  3. Aleluia!! rsrsrsrsr
    Quanto tempo lendo esse?
    E que mal tem em ter um pouco de romance no meio da história??? Você hein!?
    Abraços!

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    1. Apenas cinco meses... coisa pouca :p
      O mal de ter romance na história é que me trava... se não tivesse talvez eu tivesse lido ele em apenas 4 meses... ou até 3 :p

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