quarta-feira, 3 de junho de 2015

[Opinião] Bom Dia Sr. Mandela - Zelda la Grange

Editora: Novo Conceito

N° de Páginas: 404

Citação:

A integridade de Madiba se baseava no respeito. Respeito pelos amigos, respeito pelos inimigos, pelos que são mais pobres que você, os que se vestem pior e são menos educados, até mesmo para com aqueles que lhe prejudicam ou cometem erros. Mas também para com os mais poderosos, os mais ricos e os mais espertos que você."

Sinopse:
  Ela cresceu na África do Sul e fazia parte da população branca que apoiava o sistema de segregação racial. Poucos anos após o fim do apartheid, viria a se tornar uma assistente de confiança de Nelson Mandela, aprendendo a respeitar e a honrar o homem que sempre lhe disseram ser um inimigo.
  Zelda la Grange presta uma homenagem ao Nelson Mandela que conheceu - o professor que ensinou as mais valiosas lições de sua vida. Um homem que se recusou a ser definido pelo passado, que a todos perdoou e respeitou, mas que também sabia ser franco, direto e às vezes desconcertante. Enquanto ajudava seu país a renascer, Mandela libertava Zelda de um mundo dominado pelo medo e pela confiança, trazendo significado a sua vida. Agora, ela compartilha conosco seu aprendizado inspirador.

Opinião:
  Quando vi que a Novo Conceito ia lançar esse livro já solicitei ele e estava super ansioso para lê-lo, finalmente os correios colaboraram com a nossa parceria e, pela primeira vez, me entregaram os livros.
  O livro conta a história de, adivinhem, Nelson Mandela, pela visão da mulher que foi sua secretária por quase 20 anos, até o momento de sua morte, e mesmo com o tom carinhoso e pessoal que a autora usa ao se referir a Madiba não temos muitos detalhes sobre as ações do mesmo.
  No começo do livro a autora já diz que só vai escrever o que "é da conta do leitor" deixando claro que não teremos lavação de roupa suja no livro, felizmente. 
  O livro é quase uma autobiografia da autora, afinal, ela conta que nasceu quando o antigo presidente já estava na cadeia e passou a infância sendo educada a acreditar que os negros representava perigo para seu povo.
  Algo interessante é que, na minha imensa ignorância, acreditava que os negros eram minoria durante o apartheid e se tronaram maioria depois que a segregação foi... posso usar a palavra abolida? - Mas na verdade eles sempre foram a maioria esmagadora da população, o que torna ainda mais difícil entender como os brancos conseguiram menosprezá-los tanto.
  O livro mostra a batalha para unificar um país apartado pelo racismo, podemos ver, inclusive na autora, a mudança gradativa de valores e como o respeito é capaz de massacrar o preconceito.
  O livro nos mostra muito da cultura sul-africana mas não para por aí, a autora nos leva em suas viagens internacionais que fez com Mandela e disseca a cultura de cada país que visita. Transcrevendo algumas conversas do antigo presidente, como também alguns discursos podemos ver o quão genial era esse homem, o quanto cativava as pessoas a sua volta e quão determinado e batalhador ele era. Claro que ele não era perfeito, a autora deixa isso claro, apesar de dar poucos exemplos disso.
  Apesar de grandemente informativo, envolvente e até tocante em alguns momentos, tive que tirar uma estrela da classificação  do livro porque a autora foi meio vaga em alguns momentos, além de totalmente parcial, mas isso já era esperado, considerando que ela acabou se tornando uma amiga íntima do bem-humorado e levemente carente líder humanista. Digo que foi vaga porque ela não dá muitos detalhes sobre as ações do presidente enquanto presidente, fala dos inúmeros prêmios honorários conquistados por ele, mas não fala exatamente sobre o porquê de ele estar sendo homenageado, não que seja muito difícil de imaginar, afinal é uma história conhecida, mas acho que faltou uma certa consideração da autora pelos que não conhecem a história.
  Em suma é um livro totalmente parcial, que ensina bastante sobre a história, não só da África do Sul, mas sobre a história da humanidade e do quanto a intolerância e a ignorância podem prejudicar, não apenas o discriminado mas também quem discrimina, como diz na capa, é um relato emocionante e vale a pena ser lido.


2 comentários:

  1. Oi, Rudi! Tudo bem? Huuum... Não sei se leria esse livro. Ele é bem diferente dos livros que estou acostumado a ler. Tipo, é interessante e parece ser bem bacana, mas não sei, sabe? Entretanto, adorei a sua resenha e fico feliz em saber que os Correios finalmente decidiram colaborar com a sua parceria com a NC! haha

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Finalmente mesmo...
      Já chegaram outros três depois desse, no caso os que deveriam ter chegado em março :p
      Se tiver a oportunidade leia sim, não é a melhor biografia que li na vida mas enfim... é a história de um homem bastante interessante ;)

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