quarta-feira, 27 de julho de 2016

[Opinião] A Garota que Eu Quero - Markus Zusak

Editora: Intrínseca

N° de Páginas: 174

Quote:
Para além da cidade, ele me leva a uma escuridão que a princípio cheira a maldade. Ao chegarmos mais perto, entretanto, percebo que na verdade não é para a maldade que estamos andando. É para a morte. Apenas a afável morte, com toda a sua paciência."


Sinopse:
  Cameron Wolfe tem fome. Cansou-se de ser um maldito perdedor, meio risonho e meio carrancudo, sempre tentando impressionar. Ele finalmente conhece uma garota, e seu espírito foi inundado por palavras. Agora Cameron está determinado a provar que não há nada mais belo que um perdedor disposto a lutar.

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Opinião:
  E com essa leitura percebo que, realmente, não tenho mais paciência para os dramas adolescentes...
  O autor conseguiu a façanha de me deixar cansado da história por volta da página 20.
  Aqui conhecemos Cameron, o caçula de uma casa com 5 filhos. Sinceramente não sei qual dos irmãos é mais irritante. Provavelmente Cameron ganha esse título por estarmos o tempo todo na cabeça dele, mas sem dúvida Ruben é o mais desprezível...
  Vou apresentar os irmãos clichês para que vocês possam conhecer ao menos um pouco da história antes de cometerem o erro de criar muitas expectativas para essa história. O mais velho é Steve, Seteven, Stephen... algo assim. Um astro do futebol que é venerado pelos irmãos mais novos, uma espécie estranha de rebelde sem causa que dá vontade de dar um chacoalhão para que acorde toda vez que ele aparece na história, em sua defesa devemos dizer que ele é um pacifista e tem uma certa maturidade, em alguns momentos até invejável, no quesito auto-controle.
  Depois dele temos Ruben, Rubens... sei lá, todo mundo chama só de Rube mesmo... Um adolescente machista e boboca (alguém ainda fala boboca? Meus Deus!) que troca de namorada a cada semana sempre interessado mais na embalagem do que no conteúdo, um cafajeste de primeira daqueles que, sabe Deus o porquê, as meninas adoram.
  Temos a irmã, não sei exatamente em que momento da vida dos pais, praticamente inexistentes na história, ela surgiu... Mas ela só está lá pra ser outra adolescente bobinha que é tratada como objeto por homens sem um pingo de decência.
  E, enfim, chegamos ao Cameron, o caçula, com poucos amigos, depressivo e tímido que sofre por nunca ter "conhecido" uma garota ¬¬'
  A história é sobre o pseudo-amadurecimento do protagonista, ele se apaixona por um dos brinquedos (porque são assim que praticamente toda mulher é tratada pelo tal do Rube) do irmão e depois que o inevitável e já previsto "namoro" dos dois acaba eles começam a se relacionar. Octavia NÃO é uma menina normal, isso logo fica claro. Ela é zen demais, mesmo para uma personagem que seja criada com o rigor do budismo (o que não é o caso). E acompanhamos uma história de uma moça ensonando ao um guri sonso demais (mas confesso que bem sensível) os princípios do namoro, um cafajeste levando a surra que merece, e não aprendendo nada com isso, e a aceitação do irmão mais velho sobre quem é sua família.
  Um livro chato, extremamente cansativo, mas que tem lá suas qualidades, e não é a atmosfera melancólica e maçante que permeia todo o livro. Os pontos positivos ficam a cargo do relacionamento dos irmãos, que está sempre amadurecendo e se tornando algo mais forte e respeitável, mostrando que "família unida jamais será vencida" (credo, eu realmente escrevi isso, não tinha uma forma pior pra me expressar?)
  Outro ponto positivo que vale a pena ser mencionado é a mania de Cameron de escrever para... aliviar a mente, a cada intervalo de capítulo temos o que ele chama de "suas palavras" que são muito mais interessantes do que sua história, propriamente dita, inclusive o quote que separei é de um desses escritos.


4 comentários:

  1. Rudi, confesso que esses livros adolescentes também têm me cansado muito. Esses personagens "adolescentes em causa" me deixam com muita preguiça, sério. Se o autor criar um livros só com as palavras da Cameron talvez funcione melhor, não?! (risos)
    Parabéns pela sinceridade na resenha.

    Beijão,
    www.ninaesuasletras.com.br

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    1. Sem dúvida Nina, o autor tem potencial, isso é inegável (Eu Sou o Mensageiro e A Menina que Roubava Livros não podem ser menosprezados... mas esse

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  2. Comecei a ler esse livro, mas a historia não me envolveu. Parabéns pela opinião kk

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    1. A mim também não, mas como ele era curtinho me obriguei a terminar

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