quinta-feira, 24 de outubro de 2013

[Opinião] O Pacifista - John Boyne


Editora:Companhia das Letras
N° de Páginas:302
Citação:
"Não tinha refletido sobre nada. Pensava que tinha. Pensava que sabia o que estava fazendo e que a outra pessoa sentia o mesmo por mim. Estava enganado, é claro, redondamente enganado. Deixei as coisas escaparem totalmente ao controle. Depois, quando fui para lá e me juntei ao regimento e também a Will, é claro, percebi como tinha sido bobo. Porque, de repente, tudo, a própria vida, se transformou numa experiência extremamente intensa. Foi como viver em um plano diferente do de antes. Em Aldershot, não nos ensinaram a lutar, treinaram-nos para prolongar nossas vidas ao máximo. Como se já estivéssemos mortos, mas, se aprendêssemos a atirar bem e usar a baioneta com cuidado e precisão, pudéssemos ter uns dias ou semanas a mais."
Sinopse:
  Inglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres a Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra. Mas as cartas não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto. Enquanto reconta os detalhes sombrios de uma guerra que para ele perdeu o sentido, Tristan fala também de sua amizade com Will, desde o campo de treinamento em Aldershot, onde se encontraram pela primeira vez, até o período que passaram juntos nas trincheiras do norte da França. O leitor pode testemunhar o relato de uma relação intensa e complicada, que proporcionou alegrias e descobertas, mas também foi motivo de muita dor e desespero.

Opinião:
  Resolvi ler esse livro para dar mais uma chance para o tão renomado John Boyne,  já que me decepcionei um pouco com O Menino do Pijama Listrado, mas gostei menos ainda desse, ele não chega a ser um livro ruim, mas também não é um livro bom, tem muitos pontos positivos (sentimentos humanos, bizarros aos olhos de uns, cicatrizes de guerra...) mas acho que é a escrita do autor que não me agrada... não gostei muito do protagonista, não pelos sentimentos dele mas pelas atitudes... fingindo ser quem não era para poder se aproximar de quem lhe convinha, não querer contar a verdade para não se comprometer, ou não tomar parte de algo que o tire de sua zona de conforto (o que é um pouco estranho considerando que ele está lutando na primeira grande guerra) e uma atitude em especial que não vou nem comentar pois seria o maior spoiler do século (a atitude que me fez odiar o infeliz Tristan).
  O santinho do Will Bancroft também não é nenhum santinho, pode-se dizer que ele usou e abusou do Infeliz Tristan, não que o mesmo tenha agido muito diferente mas já xinguei ele no parágrafo acima então vamos em frente.
  Na verdade, agora... escrevendo aqui, acabo de perceber que eu gostei da história não gostei dos personagens, desses dois em especial, e do pai do Infeliz Tristan, gostei muito da Sylvia e da Marian, apesar de ambas serem bem diferentes uma da outra.
  O que me fez dar uma estrela a mais foi o último capítulo, porque apesar de o Infeliz Tristan ser, como ele mesmo diz, "o maior galinha-branca de todos" (lê-se, covarde) ele tem a decência de contar toda a verdade para a Marian, o capítulo intitulado perfeitamente como "A Vergonha Dos Meus Atos" conta com o Infeliz Tristan com seus oitenta e tantos anos em seu último (e tenso) encontro com Marian, sendo ele um renomado romancista que resolve publicar a história de sua vida, no caso, o livro que acabamos de ler... só a última página vale por todo o livro... essa história também me lembrou muito a história de Um Mundo Brilhante apesar de serem histórias completamente diferentes ( e eu ter gostado muito mais da outra) acho que eu liguei ambas pelo fato de ser uma boa história com personagens detestáveis.
   Só pra terminar... e repetir o que eu já disse... é uma boa história (boa e ponto) com personagens desprezíveis, não todos, mas alguns são realmente desprezíveis (sargento Clayton também é puro ódio)

2 comentários:

  1. Oi, Rudi!

    Cara, não tinha ouvido falar desse livro, quem sabe entre pra minhalistinha hahahaha
    Eu não li O Menino do Pijama Listrado, mas vi o filme. É bem emocionante e tudo mais, ainda quero ler pra ter minhas conclusões. Mas essa tua resenha ficou muito boa, já deu pra ter uma ótima ideia do que esperar do autor.

    Abraços, Diego.

    http://aculpaedovisconde.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. valeu Diego...
      já eu não vi o filme... só li o livro (cheio de expectativas) e tive uma pequena (talvez não tão pequena) decepção, não gostei muito do autor (embora tenha curiosidade para ler O Garoto do Convés e Noah Foge de Casa, vi um vídeo onde a vlogueira falava do John boyne da seguinte maneira "hoje eu tô aqui para falar mais um pouco sobre aquele autor que todo mundo ama" considerando que eu também abomino Khaled Hosseini, Garth Nix, Colleen Houck e Andrew Peters não sei se posso dizer muita coisa^^

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