domingo, 8 de novembro de 2015

[Opinião] A Divina Comédia: Inferno - Dante Alighieri

Editora: Itatiaia

N° de Páginas: 411

Apesar de ter lido várias passagens bacanas não marquei a parte e como o livro era da biblioteca e eu já devolvi não tenho nem como pegar uma específica, lembro de algumas mas não com as exatas palavras e me parece que estaria trapaceando se pegasse da internet, então dessa vez, extraordinariamente, não teremos nenhuma citação do livro além da mais conhecida: "Deixai toda a esperança, vós, que entrais."

Sinopse:
  Obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia exerceu grande influência em poetas, músicos, pintores, cineastas e outros artistas nos últimos setecentos anos. Dante, o personagem da história, narra, em forma de poema, uma odisséia pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Nessa viagem é guiado, no Inferno e no Purgatório, pelo poeta Virgílio, e no Céu por Beatriz, musa do autor em várias de suas obras.

Opinião:
  Não tinha intenção de ler esse livro, pelo menos não nos próximos, sei lá, dez anos. Mas como ganhei um outro de aniversário (depois mostro pra vocês) baseado nele, mais ou menos, resolvi ler ele primeiro.
  Esse primeiro volume compila apenas a jornada do protagonista, Dante (não sei se xará ou uno com o autor), pelo inferno e como ele chegou até lá, como só li esse volume só vou falar dessa parte da história, pretendo ler o segundo tomo que contém a passagem do personagem pelo purgatório e pelo paraíso também, quando o fizer venho comentar com vocês.
  O protagonista começa a história se achando em meio a uma floresta escura, não sabe como foi parar lá e nem como sair (pelo menos até onde eu entendi foi isso). E então aparece Virgílio, um outro poeta (eu disse que o protagonista é poeta? Enfim, ele é e toda a história é contada em forma de poesia) que diz que pode tirá-lo da floresta mas por um caminho um tanto... alternativo, e para sair da floresta eles precisam passar pelos nove círculo do inferno (que passeio agradável!) e lá eles conhecem os tormentos que esperam os adeptos de cada tipo de pecado.
  Tive mais dificuldade na linguagem poética do que nas expressões antigas, essa edição da Itatiaia contém infinitas notas de rodapé explicando o que certas expressões significavam, ou de onde surgiam, a que fazia referência e etc. Confesso que chegou uma altura (ali pela página 15) que desisti de ler as notas, e confesso que isso não dificultou muito minha compreensão da história, só quando eu boiava bonito é que recorria a elas.
  Não me conectei muito aos personagens por causa do tipo de narrativa, pelo menos acredito que foi por isso, não sou um grande conhecedor, ou apreciador, de poesia. Mas reconheço que ele conseguiu passar muito bem os horrores das torturas perpetradas contra os condenados, e na parte onde os demônios querem manter o protagonista preso lá foi descrita de forma que causou bastante tensão.
  É uma história interessante de se acompanhar, que nos faz pensar bastante em nossas ações e mostra que toda ação terá seu preço, seja ser constantemente arrastado pelo vento em um turbilhão de almas atormentadas por ter sido luxurioso, queimado até virar cinzas para renascer só para repetir o processo infinitamente  por ter sido herege ou passar a eternidade se afogando em um lago de estrume por ter sido por ter sido bajulador  (puxa saco para conseguir favores).
 

2 comentários:

  1. Tenho hiper vontade de ler esse livro. Fiquei bastante interessado, inclusive pelo último parágrafo de sua resenha - RsRs Mas espero me conectar á algum personagem.
    Saudades.

    http://gabryelfellipeealgo.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi Gabryel,
      Curti bastante livro, a forma como o autor criou diversos castigos para os diferentes tipos de pecado foi, no mínimo, interessante.

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