Editora: Alfaguara
N° de Páginas: 359
Quote:
Ele nunca fora muito sociável. No colégio, não mantinha amizades com mais ninguém além de mim. Eu não compreendia como, para alguém tão inteligente e dotado de tanto talento verbal, podia ser suficiente se concentrar no pequeno mundo formado por nós três, em vez de se expandir para um mundo mais amplo. Também não entendia a razão de ele me ter escolhido como amigo. Sou uma pessoa normal, que passa despercebida, do tipo que gosta de ler livros e ouvir música sozinho, sem nada de especial que pudesse, entre os outros desconhecidos, atrair a atenção de Kizuki a ponto de ele me dirigir a palavra. Mesmo assim, sintonizamos de imediato e nos tornamos amigos."
Sinopse:
Norwegian Wood é um comovente romance sobre a transição da adolescência para a vida adulta. Toru Watanabe tem 19 anos e vive uma rotina banal: estuda teatro na universidade, mora em um alojamento só para garotos e trabalha à noite em uma loja de discos. A vida, para ele, não apresenta grandes surpresas.
Até que o reencontro com a antiga namorada de seu melhor amigo, depois que este comete suicídio, muda seu destino. Ele se entrega à paixão por Naoko, sem saber ao certo se algum dia será correspondido. Já para a menina, que mal se recuperou do antigo trauma, a relação poderá ser fatal.
Entre encontros e desencontros, Toru conhece outra jovem, extrovertida e liberal: Midori. Ela é o oposto da discreta Naoko; usa saias muito curtas, é vibrante e declara sem reservas seu carinho pelo protagonista. A dúvida entre esses dois amores lança Toru em profunda angústia.
Opinião:
Sabe quando você tem um autor favorito, e resolve, enfim, ler o livro mais aclamado dele?
Sabe quando a sensação é a mesma de retirar o pote de sorvete do congelador e constatar que lá dentro só tem feijão? Pois é, essa é a prova definitiva que livro não é unanimidade, vi muita gente amando esse livro, e ele não passou de uma grande decepção para mim.
Claro que nem tudo são espinhos, a escrita do Murakami é inigualável, e o livro vale por causa disso. Mas é uma história depressiva em um nível angustiante, mas falando desse jeito ainda parece bom, pois A Guardiã da Minha Irmã é um livro triste e angustiante, mas aquele livro é bom.
Esse deturpa o amor, o personagem está perdidamente apaixonado por duas garotas completamente diferentes enquanto leva uma desconhecida pra cama por noite, e mesmo sabendo que uma delas precisa desesperadamente de ajuda e que a vida que está levando é comparável a uma cadela de rua no cio, ele não muda, inclusive piora no decorrer da história.
Pra ninguém falar que foi só por puritanismo que o livro me desagradou vamos focar em outros problemas: Posso ter me esquecido, mas o protagonista não comenta a existência dos pais, e passando pela vida do jeito que ele está passando, deveria ao menos se lembrar deles. Ele tem uma atitude idiota depois da outra, e por onde passa vai disseminado a depressão e angústia, alguém que leu esse livro chegou a contar quantos personagens cometeram suicídio, ou pensaram nisso.
É uma história triste, mas não daquelas que a gente simpatiza com os personagens e sente a dor deles, mas daquelas que faz você perder a fé na humanidade, pois os únicos personagens que tem uma conduta decente acabam se matando, ou se corrompendo no decorrer da narrativa... ou se corrompendo e depois se matando.
Apesar de nunca ter lido A Montanha Mágica ficou claro que o autor bebeu um pouco daquela fonte ao escrever sua história, pelo menos na hora de criar o hospital psiquiátrico onde Naoko vai parar, além de fazer várias referências a outros livros como O Grande Gatsby, que é o livro favorito do protagonista, e a músicas, vide o próprio título do livro.
É um livro fraco, e acima de tudo perigoso, se você estiver em uma fase difícil da vida, passe longe, ele pode sim servir de gatilho, ele é do tipo que mostra que o ser humano pode ser ao meso tempo incrivelmente sentimental e absurdamente vazio, pra terem noção do que quero dizer, em determinado momento uma personagem solta a seguinte frase:
"Funerais nós tiramos de letra. Estamos acostumadas. É só vestir preto e sentar com ar contrito que todos à sua volta se encarregam que a cerimônia progrida de forma adequada."Enfim, decepção define.
Sério, você é a primeira pessoa que eu vejo nesse mundo da literatura na internet falando mal de Murakami. Achei o máximo haha
ResponderExcluirAinda não li nada dele,mas com certeza vou passar longe desse aqui.
Oi Kelly,
ExcluirEu adoro Murakami, é meu autor favorito, mas esse livro... não sei o que ele tinha na cabeça quando escreveu, provavelmente pensamentos suicidas