quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Opinião] Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie #44

Editora:Nova Fronteira
N° de Páginas:223
Sinopse:
  Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime. 

Opinião:
  Não preciso falar que essa sinopse estraga um pouco a história né.
  Resolvi conhecer Agatha Christie pelo que dizem ser o melhor livro dela, não foi, nem de longe, um livro que me empolgou.
  A sinopse já revela todo o possível da história, então vamos partir para a opinião propriamente dita. Ele é um livro bem parado, até o trem ta encalhado (trens encalham? é isso mesmo produção?) na neve, o único acontecimento mesmo é a morte do cara mais chato do trem, a história é basicamente interrogatórios e revistas, o resultado é realmente inesperado, mas eu achei um tanto impossível e forçado.
  É um livro bom, mas muito longe de ser excepcional.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Maratona Literária \o/

  E aí galera, como todo mundo, ou quase, sabe, eu conheci o mundo dos blogs literários no ano passado mesmo, então não sei de muita coisa, um exemplo disso é que semana que vem vai acontecer a segunda maratona literária, e eu nunca tinha ouvido falar disso, mas pelo que eu entendi ela consiste basicamente em você se superar, ler mais do que você costuma ler, e tem prêmios, ou seja, é muito bom...
  A Maratona está sendo organizada por 6 blogs, se não me engano, são eles: Café com blá blá blá, Bookeando, Garota It, Leiturinhas, Por Essa Páginas e Psychobooks.
  Para uma explicação descente sobre o que é a maratona e para se inscrever é só clicar aqui.

  Minha média de leitura é de um a dois livros e meio por semana, então, já que é pra me superar vou tentar ler 4, eu separei 6, mas meu primeiro objetivo é ler 4, se eu conseguir passar disso, melhor ainda...
 ^^
Não sei direito a ordem na qual vou lê-los mas são esses:
  Quem poderia ser a uma hora dessas? (Lemony Snicket) eu não tenho ideia do que se trata a história, parece uma mistura de terror e comédia, vamos ver ^^.

  A Menina Que Roubava Livros (Makus Zusak) essa na verdade é uma releitura, como vai sair o filme no final desse mês resolvi reler o livro para poder xingar os produtores u.u

   Vingança da Maré (Elizabeth Haynes) acho que é o mais fino da leva, e é uma espécie de terror psicológico, tipo Atormentada, que eu gostei muito e devorei, então acho que vai fluir muito bem.

  Conte-me Seus Sonhos (Sidney Shedon) Claro que tinha que ter um livro dos maiores autores falecidos que já viveu (mas hein?) adoro romances policiais, e é um dos gêneros que eu leio mais rápido, sendo assim tinha que ter ao menos um. 

   O Exorcista (William Peter Blatty) Como vocês talveeez já tenham percebido, eu adoro uma boa história de terror, e eu só não li O Exorcista ainda porque odiei essa capa com todas as forças do meu ser.

  O Pistoleiro (A Torre Negra I) (Stephen King) vou aproveitar a maratona para começar a ler a obra prima do mestre...

 Lembrando que você pode se inscrever até domingo, dia 12, ou seja, amanhã.
  Meus métodos para ler mais vai ser abandonar um pouco os canais literários que eu assisto, apenas por essa semana, e também deixar meus seriados de lado...
  E é isso aí né... vambora ler.

[Opinião] Atormentada - Jeannine Garsee #43

Editora:Jangada
N° de Páginas:363
Sinopse:
  Uma adolescente com transtorno bipolar
                  Atividades paranormais num corredor escuro do seu novo colégio
         Uma jornada rumo à loucura...
                                             ... ou para além dela...

  Existe um corredor escuro no Colégio River Hills onde NUNCA se deve entrar SOZINHO. Ele é como um túnel que acaba numa piscina abandonada onde Annaliese se AFOGOU.
  Muitos alunos contam que, ao atravessar o túnel, sentem um CALAFRIO, cheiro de cloro e barulhos MISTERIOSOS. Para outros, a experiência é ainda PIOR.
  Quando Rinn consegue fazer contato com o FANTASMA, ele não se mostra nada pacífico. Então ela descobre por que e pede ao namorado, NATE, para ajudá-la.
  Mas o PLANO de Rinn pode ser perigoso. O fantasma não parece escolher suas VÍTIMAS ao acaso... E essa escolha não tem nada a ver com entrar no túnel sozinho...

Opinião:
   Não sei direito como começar, então vou simplesmente começar.
  O livro é narrado em primeira pessoa pela Corinne, ou Rinn, que se mudou com sua mãe depois do acidente que matou sua avó, na verdade mãe do seu padrasto, para uma cidadezinha do interior, ela toma muitos remédios por ter transtorno bipolar, e não possuía muitos amigos na sua antiga vida, bem, ela meio que se atracava com qualquer um que visse pela frente, mas amigos, propriamente ditos ela não tinha...
  Ela fez amizade, logo de cara, com as líderes de torcida da sua nova escola e já engatou um namoro com o que parece ser o cara mais bonito da cidade, que a propósito é seu vizinho. A mãe de Rinn morava nessa cidade quando mais jovem, e estudava na mesma escola que agora vai trabalhar e sua filha estudar. Mas na época em que estudava lá, uma das suas colegas foi encontrada morta na piscina, a polícia aceita a história que ela escorregou, bateu a cabeça e morreu afogada, e a gente tem que ficar com essa versão da história, já que não é especificada nenhuma outra. Mas Rinn mudou-se justamente para a casa onde essa falecida colega de escola da mãe morava, e onde a avó da mesma se enforcou a pouco tempo.
  Durante o dia das bruxas alguns cidadãos (sem cérebro nem coração) tem a tradição de parar na frente da casa e perguntas: Annaliese pode sair pra brincar? O que deve ter aumentado muito a tristeza da pobre avó suicida... um dia após o dia das bruxas uma das amigas de Rinn (que eu acho que era mais louca que a própria Rinn) decide fazer uma espécie de ritual espírita perto da piscina para contatar Annaliese, durante esse ritual a vela se apaga e um dos rapazes que estava com eles sai correndo, e quando Rinn liga uma lanterna e ilumina o rosto dos amigos vê que estão todos congelados em um grito silencioso... e a partir daí, as coisas começam a ficar muito tensas.
  No começo achei que fosse mais um sick lit normal, o que me decepcionou um pouco, eu gosto de sick lits mas eu esperava uma história de terror mesmo, e é exatamente isso que ela se torna depois de um tempo, em alguns momentos parece um livro do Stephen King, a narrativa é detalhista na medida certa, o suficiente para que possamos visualizar perfeitamente a cena, sem faltar nenhum elemento. E por um bom tempo, você não tem certeza se o dito fantasme realmente existe ou se é só piração da cabeça da protagonista, foi uma jogada de mestre contar uma história assim em primeira pessoa.
  Os pontos negativos são comuns nesse tio de história, um momento tenso cortado imediatamente pelo encanto de visualizar o namoradinho, ou por uma piadinha, mas isso nem me incomodou muito, pois os momentos realmente tensos não tem nada que quebre a ansiedade. E a conclusão da história é uma clichezão em histórias desse tipo de história, acho que a autora foi muito bem mas poderia ter feito uma conclusão melhor, ainda assim, é um ótimo livro para quem gosta de histórias tensas e aterrorizantes, que te prendem, te deixam apreensivo, ansioso e ainda consegue te fazer rir em alguns momentos.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

[Opinião] Bendito Assalto - Domingos Pellegrini #42

Editora:Editora Leitura
N° de Páginas:213
Citação:

"Se você derrubar trinta vezes, trinta vezes ela vai voltar a subir na parede... Porque o destino dela é virar mariposa, e ela sabe que só vai virar mariposa se encasular no alto, não no chão, né, onde qualquer um pode pisar, a chuva encharcar, formiga atacar."
Sinopse:
  A QUADRILHA: um bancário, um jornalista, um ator, uma esotérica - e suas paixões.
  O PLANO: um assalto sem violência, sem pistas e sem contar com os imprevistos.
  O RESULTADO: este romance.


Opinião:
  Um dos poucos livros nacionais que li, e... não sei muito bem o que achei :s
  A história foca principalmente em quatro pessoas, Mário: um bancário que é viciado em vinho e cocaína, Guto, um jornalista que sonha em abrir uma livraria, Toninho, um ator não muito bem sucedido que sofre por se apaixonar por héteros e Lara, que sonha em abrir uma loja de produtos naturais na praia e acredita em todas aquelas coisas que búzios, tarô, horóscopo e até um outro livro lá que não me lembro o nome.
  Mário acaba convencendo todos os outros com um plano simples demais e então começa a preparação para a execução do plano.
  A narrativa é... estranha, grande parte das falas não estão em formato de fala, é um texto tipo "ele nunca soube o que faria. E agora, o que será de mim, disse para quem quisesse ouvir" e em outras partes parece um roteiro de uma peça de teatro aparece o nome do personagem seguido da fala, e o jeito de contar a história não foi lá essas coisas também.
  O autor foi esperto ao colocar os depoimentos dos personagens, 2 anos depois do assalto, no meio da história, e também alguns fragmentos do tipo "dois anos depois, ela se lembraria disso e teria um sorriso triste no rosto" e sobre o narrador, na última parte da história, sair conversando com os personagens, e se tronar um narrador personagem, um escritor que quer escrever um livro com a história do assalto.
  A escrita do autor não me aradou muito, mas apesar disso a história é bacana, depois que o plano entra em ação pelo menos.


Já terminei o segundo livro do ano, e acho que amanhã eu venho falar dele.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

[Opinião] Cidades de Papel - John Green #41

Editora:Intrínseca
N° de Páginas:361
Citação:
"É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo."
[mentira] 
Sinopse:
  Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
  Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
  Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.


Opinião:
  Nunca pensei que diria isso de um livro do John Green mas.... que troço mais chato
  A história é basicamente o que está na sinopse, então não vou comentar sobre ela pra não aumentar a minha indignação.
  O livro é dividido em três partes "Os Fios", "A Relva" e "O Navio", cada uma com sua contagem própria de capítulos, e tem também o capítulo final, Agloe, que é a conclusão da história (avá, jura?), o primeiro capítulo é bom, simplesmente bom, depois a história se torna repetitiva e muuuito entediante, eu tentei muito, mas muito mesmo gostar desse livro, mas ele foi uma grande decepção, eu me senti lendo uma fanfic ruim da segunda parte de Quem é Você, Alasca? escrita por uma criança de 10 anos.
  A melhor parte, ou menos chata, é a terceira, O Navio, cujo nome só vai fazer sentido no capítulo final, nessa parte eles estão em um carro viajando as pressas para alcançar o grande objetivo do livro...
  O livro tem sim as partes cômicas que são a marca de John Green, mas são menos frequentes e de menor qualidade, tem partes obscenas demais pro meu gosto, e, apesar de eu não ser o exemplo de filho que coloca os pais em um pedestal, nem de longe, achei a história muito ofensiva nessa parte, ele praticamente fala: "Ah, meus pais me amam, então posso mentir a vontade que eles vão acreditar, é tão fácil enganá-los!", sem contar que os pais da história são totalmente retardados, temos os pais do Quentin, aparentemente especialistas na psique humana, mas incapazes de perceber a falsidade do filho. Os pais de Radar, Colecionadores compulsivos de papais noéis negros, sim, esse é o objetivo da vida deles, se não tiverem a maior coleção de papais noéis negros do mundo são capazes de se matar... e os pais de Margo, que são os mais perto da normalidade, cansaram de serem feitos de besta pela filha e decidiram que ela não entra mais em casa, mas isso já está também saindo da normalidade. John Green, oque aconteceu com pais bacanas (e normais) como os da Hazel e os do Colin?
  O que me tranquiliza é que esse não foi o último livro que nosso amigo verde escreveu, ACEDE veio dpois e é um zilhão de vezes melhor, caso contrário eu o veria como muitos veem Nicholas Sparks, aproveitando a fama para escrever qualquer coisa, coisas de baixa qualidade, só para continuar rico.
  E é isso galera, John Green, não me decepcione mais, por favor.
  Vou ar duas estrelas porque a viagem de carro foi até legal (apesar de conter três capítulos com apenas uma frase: "Eu durmo."

abraço galera... tomara que minha próxima leitura seja melhor

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