segunda-feira, 19 de maio de 2014

1° Capítulo [A Garota do Penhasco]

  Provavelmente você já encontrou uma espécie de folheto dentro de determinado livro que comprou, esse folheto trazia o primeiro capítulo de um outro livro, não são todas as editoras que fazem isso, eu já vi nos livros da Novo Conceito e também em um livro da Editora Jangada.
  O que vou fazer aqui é mais ou menos isso, vou transcrever o primeiro capítulo (na verdade a introdução) de um livro... acabo de me dar conta que isso talvez não seja muito lícito.... mas já que comecei esse vambora né... depois eu pesquiso pra ver se posso fazer isso.
  Hoje vou postar pra vocês a introdução de um dos melhores livros que li no ano passado, e que será o próximo a ser sorteado.

imagem retirada da internet

  Aurora

"Eu sou eu.
   E vou lhe contar uma história.
   As palavras acima são as mais difíceis de qualquer escritor, foi o que me disseram.
   Expressando de outra maneira: o modo como se começa. Plagiei do meu irmão mais novo a primeira tentativa de contar uma história. A frase de abertura dele sempre me impressionou pela simplicidade.
   Portanto, comecei.
   Devo avisar a você que não sou profissional nisso. Na verdade, não consigo me lembrar de qual foi a última vez que escrevi sobre o papel com uma caneta. Veja bem, sempre me expressei com o corpo. Agora que já não posso fazer isso, decidi comunicar-me através da mente.
   Não estou escrevendo isso com nenhuma intenção de apresentar para publicação. Receio que seja algo mais egoísta que isso. Estou na fase da vida que todos temem - a de preencher os dias com o passado porque há pouco futuro pela frente.
   Trata-se de alguma coisa para fazer.
   E acho que a minha história - a minha e a da minha família, que começou quase cem anos antes de eu nascer - é bem interessante.


Sei que todo mundo pensa o mesmo da própria história. E isso é verdade. Todo ser humano tem uma existência fascinante, com um grande elenco de personagens bons e maus.
   E quase sempre, em algum ponto ao longo do caminho, essa história é mágica.
   Deram-me o nome de uma princesa de um famoso conto de fadas. Talvez esse seja o motivo de eu sempre ter acreditado em magia. E à medida que fui ficando mais velha, compreendi que um conto de fadas é uma alegoria sobre a grande dança da vida de que todos participamos, desde o instante em que nascemos.
   E não existe escapatória até o dia em que morremos.
   Portanto, querido leitor ou leitora - posso me dirigir a você desse modo porque devo presumir que minha história tenha encontrado um público, já que você está aí - então, deixe-me contar-lhe.
   Uma vez que muitos personagens morreram muito antes de eu nascer, farei o melhor uso possível da imaginação para trazê-los de volta à vida.
   E enquanto permaneço sentada aqui meditando sobre a história que vou lhe contar, a qual chegou até mim depois de duas gerações, devo ressaltar que ela tem um tema proeminente. Esse tema, é claro, é o amor, e as escolhas que todos fazemos por causa desse sentimento.
   Muitos de vocês pensarão de imediato que me refiro ao amor entre um homem e uma mulher, e em grande parte é isso mesmo, sim. Mas há outras formas preciosas de amor que merecem consideração; por exemplo, a de um pai ou uma mãe por um filho ou uma filha. Existe também o tipo obsessivo e deletério, que inflige a destruição.
   O outro tem desta história é a imensa quantidade de chá que as pessoas parecem beber - mas estou divagando. Perdoe-me, é isso que fazem as pessoas que se sentem velhas. Portanto devo continuar.
   Vou guiar você o tempo todo e interromper quando achar necessário, para explicar algum aspecto com mais detalhes, pois a história é complexa.
   Para complicar ainda mais as coisas, acho que vou começar em um momento próximo ao fim da história, quando era uma criança órfã de mãe, aos 8 anos de idade. No alto de um penhasco sobre a baía de Dunworley, meu lugar favorito no mundo.
   Era uma vez..."

4 comentários:

  1. Adoro livros "monólogos".
    Quero ganhar o sorteio! =)

    Beijos,
    Blog | Youtube

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    Respostas
    1. Ele não é inteiramente monólogo, só nas "interversões" da Aurora, mas ele é muito bom... boa sorte ;)

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  2. Rudi, pra começar amei esse apelido - ou nome mesmo - lembro de A Menina que roubava livros! Ah, curti seu blog, soube dele através do Mais um página da Michelly!

    Enfim, eu gostei do que você fez - transcrever um capitulo inteiro de um livro -, e acabei por ler todo o primeiro capitulo desse livro que parece ser incrível, e sei que pra você foi pelo " um dos melhores livros que li no ano passado"

    Seguindo o seu blog! Aguardo sua visita lá no meu e que também goste!

    gabryelfellipeealgo.blogspot.com.br
    El Costa - Confins Literários

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    Respostas
    1. kkkk
      Valeu Gabryel, é abreviação de Rudimar :p

      Esse livro é realmente muito bom, longe de ser perfeito mas foi o livro que me fez acreditar naquela história de "Ah! O livro é grande mas você nem percebe, quando vê já acabou!"

      Adorei seu blog ;)

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