sexta-feira, 30 de outubro de 2015

[Opinião] Elevador 16 - Rodrigo de Oliveira

Editora: Faro Editorial

N° de Páginas: 60

Citação:
Mas negar o que acabara de presenciar seria estupidez, Mariana não fazia ideia se aquelas pessoas poderiam ser tratadas e assim voltar ao normal, mas o fato é que elas estavam se comportando como loucas, sem raciocínio e sem piedade, e ainda por cima devorando outros seres humanos.''

Sinopse:
  Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o corpo celeste passaria a uma distância segura de nós e todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer...
  Mas não podiam estar mais enganados.
  No dia em que o planeta estaria mais visível a olho nu, enquanto todo o mundo se preparava para observar o fenômeno, um grupo seguia para um compromisso chato: fazer hora extra num sábado.
  Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele para entre dois andares.
 As comunicações não funcionam, nem alarmes ou celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que em todo o mundo algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero e tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos. Mas eram olhos vazios, olhos do mal...

Opinião:
  Depois de ouvir maravilhas sobre a série As Crônicas dos Mortos e encontrar esse conto por um preço bem camarada na única livraria aqui da cidade minhas expectativas foram lá pro céu, tanto que nem me passou pela cabeça esperar que elas diminuíssem para só então ler o conto, mas fico feliz em dizer que não me decepcionei.
  Como a sinopse da edição já conta quase a história toda não vou me estender nesse ponto, vamos passar logo para as minhas impressões: O fato de o autor já entregar de bandeja o "o que" que faz com que as pessoas se transformem em zumbis me causou um certo estranhamento a princípio, ainda mais por esse "o que" ser um planeta, um imenso planeta vermelho batizado de Absinto (convenhamos que faria mais sentido se o planeta fosse verde, mas enfim...), isso pode fazer as coisas ficarem bem estranhas no decorrer da série, mas como o que temos aqui é um conto, aqui, especificamente, funcionou bem (mesmo não fazendo muito sentido).
  Outra coisa que me desagradou um pouco foi a insistência em reutilizar, por assim dizer, o mesmo zumbi única e exclusivamente porque ele afetará a protagonista por ter tido um relacionamento com ele enquanto o dito ainda estava vivo.
  Os pontos positivos da história são muitos, apesar da forçação de barra de um planeta transformar uma parcela dos humanos em zumbis, o autor sabe construir a narrativa a um ponto onde ele consegue fazer com que isso pareça plausível, os personagens são construídos enquanto a ação acontece, e você se apega a eles sem nem perceber, apesar de o conto ter apenas 60 páginas eu perdi a conta de quantas pessoas morrem, e sentimos a morte de cada uma delas pois o autor as torna tão humanas que não os vemos como simples personagens (exceto os que morrem pela aproximação do Absinto, esses a gente só se toca da existência quando eles caem mortos mesmo).
  A edição do livro é lin... er... caprichada, muito bem feita, a editora não se importou de ser apenas um conto e caprichou como se fosse uma verdadeira edição de colecionador (só faltou a capa dura e as ilustrações).
  Em suma é um conto que nos deixa intrigados e preocupados com a série a qual pertence, mas que também mostra o talento do paulista fã de Romero que apesar de seus raros deslizes (usando frequentemente uma linguagem consideravelmente formal e soltando um "tomado pelo capeta" em determinado ponto) sabe construir personagens e conduzir uma história.

2 comentários:

  1. Só terror esse mês? Era o clima de hallowen?
    Capinha sinistra né... Nunca li um de terror mesmo, não sei se tenho coragem...
    abçs!!

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    Respostas
    1. Pois é Gih,
      Kkkk eu curti a capa😜

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