terça-feira, 19 de abril de 2016

[Marca Texto] O Deserto Dos Meus Olhos - Leon Idris

  Oi povo,
  Já a um tempo estava louco para ler esse livro, e quando assinei o dito Kindle Unlimited já o baixei para ler, quando comecei a ler o autor disse que sairia a versão física então parei de ler o ebook e garanti a minha versão impressa do livro, quando ele chegou (devidamente autografado) recomecei a leitura. Não vou falar muito sobre o que estou achando, isso é assunto para quando eu der minha opinião geral sobre ele, ao finalizar a leitura, por hoje vamos apenas refletir um pouco.




"Nenhum praticante de meditação gosta de admitir que é inevitável cochilar na maioria as vezes que se utiliza o método. Eles preferem dizer que quando aparentam estar dormindo (neste caso, quando ressonam, quase roncam, e a cabeça começa a pender), estão, na verdade, no profundo e almejado estado da prática.[...] durante as décadas em que me dediquei ao budismo [...] É sempre durante a vipassana que encontro o estado mais profundo, geralmente quando desperto num susto e com a sensação de ter ouvido meu próprio ronco."



  Apesar de eu ter rido muito neste trecho não é sobre o teor cômico dele que quero falar, e sim sobre a nossa mania de nos enganar.
  Quantas vezes levamos nossas vidas de qualquer forma e, de tempos em tempos, cobrimos a bagunça com um glacê de organização, quem vê de fora enxerga tudo perfeito, mas você sabe que não é bem assim.
  Não são poucos os que vivem de aparências, todos fingimos ser melhores do que realmente somos em algum momento, mas esse fingimento deve servir como incentivo para que melhoremos, se eu posso fingir ser melhor, posso, e devo, me tornar melhor.
  Não adianta esconder minha bagunça e ócio na presença do chefe e levantar os pés e não fazer nada quando ele não está. Não adianta sair escondido em aventuras extra-conjugais ou afins se apoiando no velho "o que os olhos não veem o coração não sente".
  Rebatendo o ditado acima com um tão velho quanto, mas não tão apreciado: "O caráter de um homem não se mede pelo que ele faz em público, mas pelo que ele faz quando ninguém está olhando."
  Integridade e dignidade, além do caráter, são os bens mais preciosos do ser humano, infelizmente eles vêm perdendo o valor a cada dia.


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