quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sobre metas

  Olá povo,
  Hoje vim ver com vocês como foi meu ano, em relação as metas que compartilhei aqui no fim do ano passado (nessa postagem)

           A primeira meta era referente ao número de livros, era 50, no presente momento já li 52 \o/ e acho que consigo terminar mais dois até domingo.

          Outra meta era terminar algumas séries, selecionei A Torre Negra, Os Deixados Para Trás e Os Legados de Lorien... não concluí nenhuma. Não li nenhum da Torre Negra, li só Comando Tribulação da Série dos Deixados Para Trás, e nem fiz postagem sobre, li O Poder dos Seis (esse tem postagem) e metade de A Ascensão dos Nove do Legados.

         Outa meta era começar a trilogia Mundo de Tinta da Cornélia Funke, só peguei os livros da trilogia para me desfazer deles.

          Também me propus a usar fotos próprias para ilustrar o blog, até fiz isso, mas não levei adiante e também mudar o nome do blog, isso eu fiz.

       
         Duas listras vermelhas para mostrar o tamanho da falha nessa meta, separei um livro pra cada mês e... bem.
  Janeiro era o mês de Cem Anos de Solidão, dediquei janeiro inteiro, praticamente, e insisti até outubro, acho, mas não consegui chegar nem na metade do livro... não era pra mim.
  Fevereiro era O Lobo de Wall Street, provavelmente foi o mês que eu passei o livro pra frente.
  Março era pra ter lido Os Pilares da Terra, só tirei ele da estante esse ano para limpá-la.
  Abril era pra concluir Precisamos Falar Sobre o Kevin, não fiz questão, outro livro que não é pra mim.
  Maio era pra ler Corajosos, que está ali na estante, ainda lacrado.
  Junho era pra ler A Sombra do Vento, comecei a ler esse livro, é um dos que estão em andamento, mas comecei bem mais recentemente do que junho.
  Julho achei que finalmente ia ler Deus Não Abandona, outro que só saiu da estante para que eu pudesse tirar o pó dela.
  Agosto ia concluir Golem e o Gênio, troquei ele no Skoob muito antes.
  Setembro ia voltar a ler Sidney Sheldon com A Ira dos Anjos... não li.
  Outubro ia finalmente ler Memórias de Uma Gueixa, nem vou tentar me justificar.
  Novembro era pra ter lido Um Mundo à Parte, no meio do ano decidi trocar por outro livro da autora, mas não li nenhum dos dois.
  Dezembro ia finalmente ler Doze Anos de Escravidão... já sabem né.

       Outra meta era comprar menos livros do que em 2016, uma meta fácil de cumprir, considerando o consumo desenfreado que tive naquele ano.

        Por último disse que ia me tornar assinante da TAG, fiz, desfiz, fiz de novo, desfiz mais uma vez, e agora refiz... 

  Enfim, já vimos que não lido bem com TBRs, então vou me abster de fazer isso novamente. E vocês? Cumpriram suas metas?



segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Meu cacos

 
  Tem sido um tempo indescritível.
  Tenho aprendido muito.
  Tenho mudado muito.
  Alguns dias são mais fáceis,
  Alguns eu torno mais difíceis.

  Eu era um vaso com defeito.
  O que era despejado em mim não me enchia e não era transportado a outros.
  Achei que o processo de restauração era dolorido e demorado.
  Pedi o controle, na ilusão de conseguir fazer melhor.
  O vaso que eu era rolou.
  Foi para o chão.
  Se eu achava o raspar das arestas dolorido.
  Imagina como foi o impacto com o chão.
  Mas me ajudou a entender que não depende de mim.
  Me ajudou a aceitar.

  É seu aniversário (na falta de Uma data mais precisa)
  E a única coisa que posso te oferecer hoje são os cacos do que eu era
  Molde e refaça da forma que achar melhor.
  Aprendi a aceitar.
  Aprendi que não há ninguém que possa fazer melhor.


sábado, 23 de dezembro de 2017

O Processo


"I'm holding on. Why is everything so heavy?"
Linkin Park 

  Essa é daquelas...
  Não tenho certeza se é o início de uma nova crise, espero que não.
  Pelo menos não daquele tipo de crise.
  Vejo qual é o problema, um pequeno salto pode resolver isso, mas meu medo me tranca em uma caixa invisível, não sei como sair, ou sei?
  Sei o que lança o medo fora, mas me falta forças para aceitar,
  Conscientemente sei onde está o erro.
  Mas não tenho forças suficientes para repará-lo.
  Sei que não depende de mim,
  Mas não aceito que não dependa.
  Estou intoxicado pela dependência, por achar que preciso do que sei que não preciso.
  E essa luta entre o saber e o aceitar não parece ter fim.
  Já vi amigos completando essa parte do processo.
  Quis pegar um atalho.
  Não foi uma boa ideia.
  O processo inclui o caminho,
  Tentar encurtá-lo só o prolonga.
  Trapacear só torna mais difícil.
  E essa é a mais nova participante da guerra entre o saber e o aceitar.
CONTINUO SEGURANDO O QUE ME PUXA PRA BAIXO, POR QUÊ?
  Sei (em parte) o que está errado.
  Sei que meu modo de pensar precisa mudar (em aspectos)
  Sei também que não consigo fazer isso pessoalmente.
  Mas não consigo aceitar a falta de controle sobre isso.
  Sei que basta eu largar.
  Sei que tem Alguém apenas esperando que eu faça isso.
  Ele vai cuidar dessa parte.
  Mas o tratamento dói.
  Queria ser agente de cura, mas me descobri enfermo.
  Queria ser um bom representante para os que me cercam, mas descobri que não sou capaz.
  Sei que um dia serei.
  Mas é outra coisa difícil de aceitar.
  Por que não estou pronto agora?
  Queria ter passado por isso tudo antes.
  Queria que já tivesse terminado.
  Não sei se deveria escrever tudo isso.
  Isso vai mais contra o que eu quero fazer do que no sentido para o qual quero apontar.
  Mas o processo faz parte.
  Sei disso.
  Só é difícil aceitar.


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

[Opinião] Após o Anoitecer - Haruki Murakami

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Alfaguara

N° de Páginas: 204

Quote:

Será que as lembranças não seriam o combustível de que os homens precisam para viver? Se essas lembranças são ou não realmente importantes para a manutenção da vida, não vem ao caso. Elas podem ser apenas um combustível. Seja uma propaganda de jornal, um livro filosófico, uma foto pornográfica ou um maço de notas de dez mil ienes, tudo não passa de papel na hora de queimar, não é mesmo? O fogo não queima tudo questionando 'Nossa! Isso é Kant' ou 'Isto é a edição vespertina do Yominuri' ou 'Puxa! Que peitos!', concorda? Para o fogo, tudo não passa de papel. É a mesma coisa com a memória. As lembranças importantes, as mais ou menos importantes, ou até as que não têm importância nenhuma, tudo, indiscriminadamente, é apenas matéria de combustão."

Sinopse:
  Mari Asai é uma garota solitária que abandona a casa dos pais para enfrentar a noite nas ruas de Tóquio. Sua irmã, Eri, modelo de revistas femininas e jovem de sucesso, vive uma situação diferente: dois meses antes, deitou-se para dormir e nunca mais acordou. Enquanto jaz imóvel em sua cama, estranhos eventos acontecem.
  Com maestria, Murakani mescla a jornada das irmãs às de outros personagens inesquecíveis: Takahashi é um músico jovem que procura sentido para a vida; Shirakawa, empregado numa empresa de tecnologia, vara as noites trabalhando e esconde uma segunda personalidade, brutal; Kaoru, gerente de um motel, tenta ajudar uma prostituta que foi espancada e, no processo, acaba se envolvendo com a máfia chinesa.
  Enquanto os ponteiros do relógio avançam em tempo real madrugada adentro, as diferentes histórias narradas por Murakami se entrelaçam, se dividem e se fundem, num misterioso e belo romance sobre as complexas relações de amor.

Opinião:
  Depois de me decepcionar com Norwegian Wood e ficar insatisfeito com Ouça a Canção do Vento e também com Pinball 1973, foi bom pegar um livro que me lembrasse porque gosto do autor.
  O autor narra seu livro nos transformando em um pequeno ponto flutuante que o segue enquanto ele nos mostra o que acontece a nossa volta, apresentando os personagens e as protagonistas: as irmãs Asai.
  Mari saiu de casa para passar a noite lendo em uma lanchonete, e sua irmã está dormindo, a muito tempo.
  Um rapaz, Shirakawa, entra na lanchonete onde está Mari e puxa conversa com ela, dizendo que a conhece, mas na verdade quer falar sobre a irmã, a bela e popular irmã, Eri, a conversa se arrasta um pouco e depois de algum tempo do rapaz ter ido embora uma desconhecida entra no lugar e vai de encontro a Mari pedindo ajuda. E chega de revelar o enredo do livro.
  A Narrativa em primeira pessoa do plural (acho que posso classificá-la assim) é feita de forma magistral, é tudo muito bem explicado e nos sentimos verdadeiramente assistindo os acontecimentos, a descrição física dos personagens e a aparência dos lugares são gravados na mente do leitor de forma absurda, consigo visualizar os cenários da história de forma assombrosamente vívida.
  A história se passa toda em uma noite, e mostra que a vida continua, em algum lugar sempre haverá uma aventura se desenrolando enquanto você dorme. A forma como o autor cria vários núcleos e subtramas é muito interessante, e como ele consegue conectar todos eles é genial.
  Como praticamente tudo que ele escreveu o livro te dá aquela sensação de que tem algo mais na história do que está sendo narrado, de que nem tudo é o que parece, que algumas coisas são simbólicas, tanto para a história como para a vida real, mesmo que sejam fatos concretos na narrativa.
  Um dos principais pontos de reflexão é sobre o sono inacabável de Eri, é até comentado na história do desejo de se retirar do mundo, de desistir da vida, e faz sentido, mas acho que também pode ser uma metáfora para as pessoas com preocupações vãs, que focam em coisas que não tem futuro, ou que não dão importância ao que realmente tem importância, e levam a vida de modo sonolento, sem produzir nada, sem aproveitar nada.
  O final do livro, escrito de forma linda, de encher os olhos, nos deixa pensando também se o sono não representa um esgotamento emocional onde ela precisa de ajuda, onde apenas com alguém para carregar o fardo seja possível se reerguer.
  É uma história sobre amizade, amor familiar e pelo próximo, que mostra que devemos lançar mão de toda habilidade que podemos ter para auxiliar os que precisam, e sobre manter os olhos abertos, pois nunca conhecemos realmente o outro, mas isso não deve nos impedir de estender a mão.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Haruki Murakami: Ordem de publicação

  
  Como muitos de vocês sabem, Murakami é meu autor favorito.
  E estava eu, procurando internet afora, uma lista com a ordem de publicação da obra do cara, e simplesmente não encontro! Encontrei apenas em inglês, e pensei, por que não ser o primeiro a trazer essa lista para o Brasil?
  Assim sendo, vamos lá.

  1°- Ouça a Canção do Vento (風の歌尾きけ Kaze no Uta o Kike) 1979
  A primeira história escrita pelo autor, foi escrita originalmente em inglês (Hear The Wind Sing), ele fez isso para facilitar o processo de escrita, seu vocabulário era muito mais limitado em inglês do que em japonês, o que tornaria mais fácil, pra ele, fazer uma história consistente, sem se perder em termos por demais eruditos (já começou humilhando cedo).
  O livro, que é mais uma novela, foi publicado aqui no Brasil em 2016 pela Alfaguara em uma edição com capa dura e corte colorido, na mesma edição se encontra outra história sobre a qual já falaremos. Já li essa história, e apesar de ser possível reconhecer os traços característicos do autor ela fica bem aquém das outras coisas que já li dele. É a história de um jovem que está com seu melhor amigo em um bar relembrando a vida, quando no rádio toca uma música que uma ex-namorada pediu e dedicou a ele, e a história se desenrola com ele tentando encontrar a moça.

2° - Pimball, 1973 (1973ー年のピンボルト Sen-Kyūhyaku-Nanajū-San-Nen no Pinbōru) 1980
  Essa é a história que foi publicada em um único volume com a Ouça a Canção do Vento, e tudo que falei daquela se aplica a essa, inclusive o melhor amigo o protagonista da primeira história reaparece aqui, ele é fundamental para a história? Não, mas é interessante rever ele, no mesmo bar da primeira história.
  Mas no que consiste essa história? Nosso protagonista é um fissurado por Pinball, mais especificamente uma determinada máquina, antiga, de 1973, já fora de produção, que fica em um bar. um belo dia o dono do bar se desfaz da máquina e começa a saga do nosso protagonista atrás da dita cuja. Muita coisa absurda acontece no processo, destaque para as gêmeas que aparecem no apartamento do protagonista sabe Deus de onde e depois de viverem com ele por um tempo voltam para lá, tudo sem nenhuma explicação.

3°- Caçando Carneiros (羊尾めぐる母権 Hitsuji o Meguru Bōken) 1982
  Publicado no Brasil em 2014 já faz parte da minha coleção (fiz questão de agarrar tudo que já foi publicado do autor aqui no Brasil, vai que esgota) mas ainda não li (como grande maioria, tem que economizar, né!), não sei exatamente do que se trata (a capa já faz um super sentido) mas dando uma olhada superficial na sinopse é sobre um personagem que não é nomeado que tem sua vida transformada depois de receber uma carta misteriosa.

4°- 世界の終りとハードボイルド・ワンダーランド; Sekai no owari to hādo-boirudo wandārando 1985

  Esse é o primeiro dessa lista que ainda não foi publicado no Brasil (Alfaguara, faz favor, né)
  Ele conta duas histórias alternando os capítulos, uma intitulada Fim do Mundo, e a outra... alguma coisa País das Maravilhas, em tradução bem porca.
  
5°- Norwegian Wood (ノルウェイの森 Noruwei no Mori) 1987
  Interessante que o livro foi publicado em dois volumes no Japão, e nem é um livro tão grande.
  Publicado no Brasil em 2008 esse é um dos mais famosos do autor por aqui, e o que eu menos gosto dentre os que já li, não vou me estender pois já tem postagem específica dele aqui no blog, você pode ler clicando aqui.

6°- Dance, Dance, Dance (ダンス・ダンス・ダンス Dansu Dansu Dansu) 1988

  Traduzido em 2015 é tido como uma continuação de Caçando Carneiros.
  A história é um thriller que acompanha um escritor freelancer que aceita todo tipo de matéria com a esperança de se reintegrar a sociedade e superar velhos traumas, ele tenta reencontrar uma antiga namorada que está desaparecida mas as coisas não saem bem como o esperado.

7°- 国境の南、太陽の西 Kokkyō no Minami, Taiyō no Nishi 1992
  Mais um que a Alfaguara ainda não trouxe para cá, e logo o que foi publicado no ano do meu nascimento.
  O título seria algo como "Ao sul da fronteira e a oeste do sol", parece se tratar da vida pacata e monótona de um fazendeiro, mas se conheço o autor ele vai enfiar um realismo fantástico no meio e o negócio vai ficar bizarro.

8° - The Elephant Vanishes - 象の消滅 Zō no shōmetsu 1980-91 (publicado em 93)

  Alfaguara! Ai, ai,ai
  Essa é uma coletânea com 17 contos escritos pelo autor, alguns com ligação a outros livros, inclusive o primeiro conto tem ligação com o próximo livro dessa lista, em 2015 a Alfaguara lançou Sono, um dos contos da coletânea num formato único, foi meu primeiro contato com o autor, você pode ler sobre esse conto clicando aqui.

9°- Crônica do Pássaro de Corda (ねじまき鳥クロニクル Nejimakitori Kuronikuru) 1994-95
  O mais recente lançamento da Alfaguara, acho que foi mês passado que foi lançado, e também o maior livro do autor já trazido pro Brasil, com suas quase 800 páginas.
  Mais uma vez temos um protagonista com a vida corriqueira sem nada de muito interessante, um homem casado, sem filhos que depois que seu gato desaparece começa uma busca que vai muito além do objetivo de encontrar o gato, antigos problemas ressurgem e ele vai precisar enfrentar fantasmas que enterrou a muito tempo.

10° - ポ-トレイト・イン・ジャズ Pōtoreito in jazu 1997
  Só posso supor que é sobre música, não consegui qualquer informação sobre ele, além da existência

11°- Minha Querida Sputnik (スプートニクの恋人 Supūtoniku no Koibito) 1999
  Também publicado aqui em 2008, Minha Querida Sputnik traz a questão da importância de compartilhar a jornada da vida, de conhecer a fundo as pessoas e seus traumas para que se possa auxiliá-las no que for possível, é um dos livros mais sensíveis que li do autor, e você pode ler mais sobre ele clicando aqui.

12°- アンダーグラウンド Andāguraundo 2000
  Também não traduzido para o Brasil, o livro que seria algo como "de baixo" foi escrito em 1995 e se trata do atentado ocorrido no metrô de Tóquio em 95

13°- 神の子どもたちはみな踊る Kami no Kodomo-tachi wa Mina Odoru 2000

  Outra coletânea de contos que a Alfaguara está enrolando para trazer para cá.
  Com um nome que seria algo como "Todos os filhos de Deus Podem Dançar" a coletânea traz 6 contos escritos entre 99 e 2000 (incluindo um com o bizarro título que seria algo como "Super-sapo salva Tóquio").

14°- Kafka à Beira-Mar (海辺のカフカ Umibe no Kafuka) 2002
    Também em 2008 (foi o ano de descoberta do autor para o Brasil) foi traduzido esse que é o que ganhou a capa mais bonita, com suas quase 600 páginas o livro, que também tem o nome de uma música (assim como Norwegian Wood), traz um grupo de protagonistas que não se sentem parte da sociedade capitalista moderna.

15°- バースデイ・ストーリーズ Bāsudei sutōrīzu (Birthday Stories)2002
   Outra coletânea de contos, também sem publicação no Brasil.
   Mas essa tem um diferencial, não são contos escritos pelo autor, ele formou a coletânea com contos de outros autores (que eu, particularmente, desconheço) fez uma introdução e escreveu um conto para colocar na coletânea também, os temas abordados são, adivinha, aniversários! mas todos os contos possuem uma atmosfera melancólica e sombria.

16°- Após o Anoitecer (アフターダーク Afutā Dāku) 2004
  Em 2009 a Alfaguara lançou Após o Anoitecer, que foi o que li mais recentemente, não vou me aprofundar nele porque, se tudo der certo, ainda amanhã sai minha opinião sobre.

17°- めくらやなぎと眠る女 Mekurayanagi to nemuru onna 2006


  Mais uma coletânea de contos e adivinha, mais um livro não traduzido, esse contém 24 contos escritos entre 1980 e 2005, o título seria algo como "espelho cego e mulher sonolenta"

18°- Do que eu Falo Quando Falo de Corrida (走ることについて語るときに僕の語ること Hashiru Koto ni Tsuite Kataru Toki ni Boku no Kataru Koto)

  Trazido para o Brasil em 2010, o livro é um não ficção onde o autor vai falar do seu amor pelas maratonas, ainda não li, mas provavelmente é o próximo dele que vou pegar.

19°-1Q84 (いちきゅうはちよん Ichi-Kyū-Hachi-Yon) 2009-10
  Esse, na verdade, é uma trilogia, não um único livro, chegou ao Brasil em 2012 em um lindo Box.
  É considerado a obra-prima do autor, uma distopia que une 1984 com universos paralelos, e é uma leitura que pretendo fazer em 2018.

20°- O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação (色彩を持たない多崎つくると、彼の巡礼の年 Shikisai o motanai Tazaki Tsukuru to, kare no junrei no toshi) 2013
  No ano seguinte à publicação original no Japão esse livro de nome gigantesco chegou aqui, foi meu segundo contato com o autor e o primeiro romance dele que li, e só confirmou o amor que tenho por ele, dentre os que li é o meu favorito, você pode conferir a minha opinião mais detalhada clicando aqui.

21°- Homens Sem Mulheres (女のいない男たち Onnano i nai otokotachi) 2014
  Essa é a única coletânea de contos do autor que temos no Brasil, traduzida em 2015, traz contos que tem como tema a solidão de homens, seja por serem rejeitados, viúvos ou traídos, fala sobre a importância da mulher na sociedade e na vida de todos, seja essa mulher uma mãe, uma esposa ou uma amiga, você pode ler minha opinião com mais detalhes clicando aqui.

22°- ふしぎな図書館 Fushigi na toshokan 2014
  O que eu sei sobre esse livro: quase nada
  É um livro infantil, com menos de 100 páginas que se passa em uma biblioteca.

23°- Romancista Como Vocação (職業としての小説家 Hokugyo Toshite no Shosetsuka)2015
  Acreditem se quiserem, não encontrei a capa japonesa desse livro na internet, enfim, esse também foi lançado aqui nesse ano, também é um não ficção onde o autor vai falar sobre sua vida de escritor, aparentemente aposentado, já que faz dois anos que não sai nada novo dele, pelo menos que eu pude encontrar.

  E é isso meu povo, o cara tem 23 livros lançados, dos quais apenas 13 foram trazidos para o Brasil, isso contando a trilogia 1Q84 como um livro só, esse também é um dos motivos que torna extremamente complicada a leitura da obra dele por ordem de publicação, a não ser que você leia em Japonês (tenho quase certeza que em inglês tem todos, mas não posso garantir), se assim como eu você conhece só meia dúzia de palavras, nos resta esperar que a Cia das Letras (dona do selo Alfaguara) lance logo os outros livros do autor nessa terras tupi-niquins.
  Ah, sim... Esse foram todos os livros que encontrei, mas o autor também é um famoso ensaísta, e não encontrei nenhum livro de ensaios, provavelmente existem outros livros que não consegui descobrir.




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