sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Degraus



  Já dizia Miley Cyrus antes do despirocamento: There's aways gonna be another mountain.
  Achei que tinha chegado ao topo da escada, mas descobri com uma curva que aquele era só o fim do primeiro lance, não sei quantos são, mas algo me diz que é muito mais do que imagino.
  Os novos degraus são grandes, parecem ser intransponíveis, estou agarrado a um deles, mas parece ser revestido de porcelana lisa, inclinada, e minhas mãos estão suadas.
  Katniss já dizia: Alguns passos você precisa dar sozinho, talvez isso seja o que mais me assusta no momento, sei onde preciso ir, sei onde devo pisar, mas sei também que ninguém pode fazer isso por mim.
  Já disse e repito, crescer dói, principalmente se você adiou o processo até não poder mais, correr atrás do tempo perdido, avançar em um mês o que devia ter avançado em um ano... não é simples, empurrar os problemas com a barriga sempre vai deixá-los a nossa frente, sentar no degrau só vai te ensinar que você nunca vai sair do lugar se continuar sentado.
  A vida é conservadora, adepta das coisas mais antigas, sua escada não é rolante, exige esforço, e nem sempre existe uma grande recompensa, provavelmente só outro lance de escada, e assim vai, até chegarmos onde precisamos. O fim da escada? Talvez, mas depois de nós alguém continuará subindo, a escada nunca termina, nós é que terminamos.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

[Opinião] O Xará - Jhumpa Lahiri

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Biblioteca Azul (edição exclusiva TAG Experiências Literárias)

N° de Páginas: 336

Quote:

  O rosto se transforma; Ashoke nunca viu uma coisa mais perfeita. Imagina a si mesmo como uma personagem escura, granulada, borrada. Como um pai para seu filho. Outra vez ele pensa na noite em que quase morreu, a lembrança dessas horas que lhe marcaram para sempre tremula e desaparece em sua mente. Ser resgatado das ferragens daquele trem foi o primeiro milagre de sua vida. Porém aqui, agora, repousando em seus braços, pesando quase nada, mas mudando tudo, está o segundo."

Sinopse:
  Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes begalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar.
  Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional -, Gógol Ganguli vai buscar no embate com o próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.

Opinião:
  Já falei aqui no blog sobre minha assinatura da TAG, queria me associar mas ficava postergando, quando vi que a curadora do mês de fevereiro (longínquo inicio de ano) seria (foi, no caso) Martha Medeiros resolvi me associar de vez, e o livro escolhido pela minha querida gaúcha foi esse.
  Esse foi, salvo engano, o primeiro livro de autor indiano que li na vida, e consequentemente, meu primeiro contato "mais próximo" com a cultura do país, e eu adorei.
  É até difícil falar desse livro, mesmo se eu tivesse lido ele recentemente, o que não é o caso, felizmente é um livro marcante, e me lembro bem dele.
  Enfim, qual é o plot da história? Temos um casal indiano que se muda para os EUA para que o marido possa trabalhar como professor naquele país, lá eles tem um filho, que é o nosso protagonista, apesar de eu ter me identificado e torcido pelo pai, Ashoke.
"Ele volta para o Globe, ainda andando de um lado para o outro enquanto lê. Um leve mancar faz o pé direito arrastar-se quase imperceptivelmente a cada passo. Desde a infância ele tem o hábito e a capacidade de ler enquanto anda, segurando um livro na mão a caminho da escola, de um cômodo para o outro na casa de três andares dos pais em Alipore, ou enquanto subia e descia as escadas de argila vermelha. Nada o tirava da leitura. Nada o distraía. Nada o fazia tropeçar. Na adolescência leu toda a obra de Dickens. Leu autores mais novos também, Graham Greene e Somerset Maugham, todos comprados em sua banca favorita na rua College, com dinheiro que ganhava no pujo. Mas ele gostava dos russos mais que tudo.[...] Uma vez, um jovem primo tentou imitá-lo, caiu da escada de argila vermelha na casa de Ashoke e quebrou um braço. A mão de Ashoke sempre esteve convencida de que seu filho mais velho seria atropelado por um ônibus ou um bonde, com o nariz enterrado em Guerra e Paz. Que ele estaria lendo um liro no momento de sua morte."
  Também tenho o costume de ler enquanto caminho.
  Enfim, na cultura bengali é comum que as crianças recebam dois nomes, um "nome bom" que é o nome oficial, que constará no documento, e um "nome de criação" que é um apelido carinhoso pelo qual ele será chamado dentro da família, e apenas dentro da família. A cultura deles também valoriza e respeita muito os patriarcas e matriarcas da família (temos muito que aprender com eles) e mesmo vivendo nos Estados Unidos o casal Gaguli estava esperando uma carta da avó de um deles (tenho quase certeza que dele, mas minha memória já está meio balançada) com o "nome bom" que ela escolheu para o bebê que estava pra chegar, o nome de criação já estava escolhido, Gógol, em homenagem ao autor favorito do pai do menino, que tem toda uma história que o une aos escritos do russo, muito bacana e tocante, o livro valeria só por ela... mas a carta se perde no trânsito, e quando resolvem que o nome deverá ser dito por telefone já que não daria tempo de outra carta ser enviada... a dita avó morre.
  O que resta é batizar o menino com o "nome de criação" e esse é só o primeiro problema na tentativa de manter a tradição de seus antepassados.
  O tema principal do livro é, sem margem para questionamentos, a questão da identidade de cada um, o que define você? Seu lugar de nascimento? Sua educação escolar? Seus antepassados? Aprendi recentemente que não é nada disso, mas esse é um assunto para outro momento, mas uma coisa ainda acredito, deve-se ter respeito pelas suas raízes, coisa que nosso personagem não tem muita, mas também precisamos ver o lado dele, está em um tempo e uma terra diferente, que contrasta drasticamente com os costumes e a cultura de seus pais, que também falham em deixar que seu filho siga sua vida e encontre seu lugar no mundo.
  A escrita da autora é de uma delicadeza ímpar, não é a mais fluida do mundo, o livro demora pra passar, mas não por ser maçante, longe disso, é uma leitura que clama ser saboreada, que convida o leitor a refletir, criar empatia, coisa fácil nesse caso, os personagens são magistralmente desenvolvidos e vívidos, a autora é extremamente convincente.
  Em suma, é um livro envolvente, daqueles que te agarram e que te introduzem na história como poucos fazem, te faz rir com e dos personagens, e também te faz chorar... muito... várias vezes. e sobre o final, não quero estragar a leitura de ninguém, mas dá um dorzinha no coração, um sentimento de foi tudo em vão, é isso, essa é a vida, dura e cruel. Ele é melancólico, mas sem ser pedante, ele não é forçado, é extremamente sensível e cru.
  Sobre a edição da TAG nem tem o que falar, certo? Revisão perfeita, capa caprichada (e dura) diagramação extremamente agradável e autógrafo na folha de rosto XD

Eu sei o que vocês estão pensando, não é só a escrita da mulher que é linda

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Percebi


  É sabido que sempre existe o dia mal.
  Não é esse meu caso, hoje!
  Estou em um processo, todos estamos, por mais que neguemos ou não percebamos.
  Meu processo está sendo de amadurecimento.


  Percebi que o caminho percorrido não se compara a trilha à frente.
  Percebi que não sou tão bom quanto acreditava.
  Percebi que há muita verdade sendo dita, mas muito mais sendo retida.
  Percebi que quase nunca os olhos concordam com a boca, e que os olhos costumam ser mais sinceros.
  Percebi que a sanidade nunca está em 100% e que a bonança nunca dura para sempre.
  Percebi que crescer dói, não fisicamente, mas emocionalmente.
  Percebi que o que eu achava ser rocha, era areia.
  Percebi que não acredito mais em elogios, mas as vezes acredito.
  Percebi que é fácil se iludir, difícil é identificar quando o está fazendo.
  Percebi que tudo que percebi pode estar errado.

  Percebi-me dependente de afirmações alheias.
  Percebi que não confio em mim mesmo.
  Percebi que preciso de desintoxicação.
  Percebi que toda a desconfiança pode ser só coisa da minha cabeça.
  Mas pode não ser.
  Percebi que mesmo assim tenho com quem contar.
  Percebi que há algo maior em que me apoiar.
  Percebi que sempre fui meio paranoico.
  Percebi que é hora de mudar.


Lidos em Novembro de 2017

  Oi povo,
  Como estou meio assim com as opiniões acho que nada mais justo que fazer, pelo menos, um post com as leituras do mês, certo? E como eu li muito mais quadrinhos do que livros vou começar com eles.
  O primeiro quadrinho que li em novembro foi o primeiro volume da nova coleção Tex Gold da Salvat e com ele já decidi que vou fazer a coleção completa, falirei? Falirei, mas falirei feliz, infelizmente já perdi o segundo volume ¬¬' (aceito presentes) e depois de ler outras coisas percebi que essa foi a história mais sem graça que li do personagem, ou seja, meu amor só aumenta. Fiz um enquadrando usando esse encadernado como desculpa, mas na verdade falei bem pouco da história em si, falei mais sobre o personagem.

  Depois descobri meu verdadeiro amor, outro quadrinho italiano, mas dessa vez ao invés de faroeste temos uma história de suspense investigativo, ou melhor, duas histórias, a Mythos possui essa publicação bimestral onde ela lança duas histórias da Julia, uma criminóloga. Nessa edição temos Os Bastidores, uma história onde o diretor é encontrado morto no set de filmagem de um filme e A Oportunidade, uma senhora história sobre um cara que acaba com uma maleta que alguns criminosos estão atrás, ele se aproveita disso para arrancar dinheiro dos criminosos e meio que fazer tudo que sempre quis fazer e nunca pôde, mas talvez não seja uma ideia muito boa manter a dita maleta por perto.

  Quando fui na banca pegar o segundo volume da coleção da Salvat já não o encontrei, já tinha chegado o número 3, enfim, peguei ele, já tinha perdido o segundo não ia perder também o terceiro, certo? e gente, que volume, até agora é minha história favorita do texano, e com larga vantagem para o segundo colocado, tá que não li lá muita cosa ainda, mas mesmo assim, a história se passa na Argentina, onde Tex e seu filho vão resolver alguns problemas e impedir que estoure uma guerra entre o exército e os índios, a história é ótima, a arte é incrível, só amor por esse encadernado.

  Quando comprei o terceiro volume na baca um senhor me perguntou se eu gostava de Tex, eu disse que o que eu li eu gostei, ele me convidou para a ir a casa dele dar uma olhada na sua coleção de cerca de 700 (!?) revistas, claro que fui, e fiquei babando, quando cheguei lá ele tinha duas pilhas em cima da mesa e disse que eram as repetidas, quase 60 (*o*) e perguntou se eu queria, obviamente disse que sim, grande maioria era Tex, um pouquinho de Zagor, Julia e Mágico Vento, o qual falaremos melhor adiante, talvez eu faça um "Novos Livros Velhos" pra mostrar tudo que eu trouxe de lá, mas enfim, dentre tudo isso tinha alguns volumes (incluindo o primeiro) de Tex Edição em Cores, que é a publicação em cores das histórias do personagem em ordem cronológica (x.x) e o mais legal é que no começo ao invés de ser um ranger Tex era um famoso criminoso muito procurado, ele era um verdadeiro anti-herói, fazia justiça com as próprias mãos e isso não costumava agradar a polícia, na verdade não fazia nada muito diferente do que faz hoje, mas enfim... e o bacana é que as histórias eram contínuas, não eram apenas arcos fechados, um arco emendava no outro e assim ia.

  Como disse tinha umas do Zagor lá também, e fui todo empolgado conhecer o personagem, já que de Tex e Julia eu já tinha ficado devoto, mas me decepcionei um tantinho, também é velho oeste, também tem índios, mas não sei, falta algo, essa, em questão, é um história bem marromeno, é bem humorada e até interessante, mas sei lá, não fui muito com a cara do personagem.


  Também falei de um tal de Mágico Vento, certo? Pois bem, pela capa e pelo nome eu já imaginei que se tratava de, adivinha? Índios e faroeste, mas também vi que tinha um toque fantasioso, peguei um pra ver o que eu achava e MEUS AMIGOS, isso sim, é a melhor coisa que a Bonelli Comics poderia ter feito, o primeiro que li é uma história fechada, onde ao levar os cavalos da aldeia para uma ilhota no rio a tribo, e os cavalos, são atacados por algo e descobrem que existe um monstro no rio, de onde veio esse monstro? É simplesmente obra de, trazendo ao nosso linguajar, certo anjo caído, Mágico Vento, nosso protagonista, consegue adentrar em uma caverna no fundo do rio onde encontra o ninho do monstro e enfrenta o tal espírito mal com a ajuda do Grande Espírito, mas também descobre, olha só, que o monstro que devorava cavalos e homens como se fossem aperitivos era um filhote, o segundo volume que li é o meio de uma história, então nem vou comentar muito sobre, é uma história de guerra, profecias e força da união. o terceiro é também uma história fechada onde um camarada de Mágico Vento cuja aparência justifica seu apelido de Poe conta para uma mulher com síndrome do pânico uma vez que Mágico Vento ajudou uma outra jovem com a mesma doença a fugir de um certo monstro, acho que foi a história que eu mais gostei. (Ah, organizei errado as fotos, na verdade li a do monstrengo e da moça por segundo e a da guerra e profecia por último) Mágico Vento, infelizmente, não está mais em publicação, mas a Mythos lançou um encadernado de luxo com as primeiras edições (QUERO!!!) e, queira Deus, vai lançar outros até completar a história.

Livros

   Comecei Novembro terminando Quando os Anjos Silenciaram, do Max Lucado. Apesar da capa lembrar dos Weeping Angels de Doctor Who o livro não tem nada a ver com isso, na verdade o autor analisa a última semana de Cristo antes da crucificação, mostrando cada evento e o que cada um deles representou em um nível mais profundo, não se tornou meu favorito do autor, Gente Como a Gente ainda ocupa o primeiro lugar no pódio, mas esse também é maravilhoso, e deveria ter sido melhor revisado ¬¬'.

  Vi um vídeo do Jonas Madureira onde ele faz um paralelo entre a obra de Dostoiévski com a vida de Cristo e do cristão, e lá ele recomenda esse livro Poder Através da Oração, do E.M. Bounds e ainda falou onde encontrá-lo, a editora disponibiliza o e-book para download gratuitamente (site da editora). É um livro que, apesar de curto, dá várias sacudidas em nós, nos coloca contra a parede e mostra o quanto estamos longe da excelência.

  Pra encerrar o mês li Uma Confissão, do Tolstói. Outro livro forte, que expõe uma realidade que muitos de nós ignoramos, a busca pelo sentido da vida, pela razão de estarmos aqui e a constatação de quão vazia e sem sentido pode ser a fama.

  Enfim, contando os três livros e os oito quadrinhos que li, foi um ótimo mês, ainda mais se considerarmos que só não curti um dos quadrinhos e todos os livros foram de quatro estrelas pra cima. E voc~es, o que leram em novembro?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sobre a Passagem do Tempo

  Não quero falar muito, as imagens falam por si só, mas apenas para situar, um casal resolveu tirar fotos iguais todos os meses para mostrar a ação do tempo no jardim.









terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Aquisições #14 [Me recuso a juntar dos meses anteriores u.u]

  Oi povo,
  Esse ano estou beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem mais controlado na compra dos livros do que ano passado, onde onde eu estava totalmente louco, ainda assim continuo comprando mais do que consigo ler, felizmente passei meses sem comprar nenhum sequer, mas tem uns perdidos, muito e-book e alguns quadrinhos, inclusive vários quadrinhos que adquiri esse mês talvez apareçam em um futuro "Novos livros velhos" por aqui, mas hoje vim mostrar apenas os livros que comprei em novembro, e uns nesse comecinho de dezembro.
   Então: foram sete livros divididos em duas compras, uma na semana da Black Friday e uma que fiz em uma viagem da qual voltei ontem, na verdade anteontem, mas só cheguei em casa ontem, enfim...
   Uma das compras da Black Friday foi Silêncio, do Shusaku Endo. livro que vi a Thais do canal Pronome Interrogativo (que chamo de "Quem?" ou "Onde?") falando a um tempo atrás e me interessei bastante porque: 1°- É japonês :p e 2°- É sobre o martírio de missionários católicos no Japão. Tem filme também, inclusive o prefácio do livro foi escrito pelo Scorsese, diretor do filme.
   Brennan Manning é outro autor que entrou para a minha lista de "Autores dos quais quero ler tudo", inclusive preciso postar uma versão atualizada dessa lista... futuramente. Enfim, dentro os livros dele que tinha lá na Amazon escolhi O Pródigo, tenho quase certeza de que é uma ficção, li Colcha de Retalhos dele, meu único ficção do autor, até o momento, e adorei, não vejo a hora de conferir esse também (pena que foi lançado por uma editora diferente dos demais :/)
   Falando em Brennan Manning comprei também O Obstinado Amor de Deus, um livro que meu pastor vive falando, fiz uma besteirinha nesse caso, deixei de comprá-lo por catorze e pouquinho na internet pra comprar por trinta e tantos na livraria (T.T). É um livro curtinho e já o li, não se tornou meu favorito do autor, mas se encaixou perfeitamente no momento que estou vivendo.
   Outro livro que estava querendo a um tempinho era Uma Confissão do Tolstói, é um livro extremamente curto e pode ser lido em uma sentada tranquilamente, apesar de ser meio tenso, o final é um alívio, porque o clima do livro praticamente inteiro é desesperador dá vontade de criar uma máquina do tempo pra voltar ao passado encontrar o autor dar um abraço nele e falar: "calma, vai passar" enquanto afagamos a cabeça dele.
 Desde que eu soube, graças ao blog da Kelly, que a Thomas Nelson iria relançar os livros do C.S. Lewis em edições especiais fiquei bobo querendo, até o momento eles lançaram 5 (Cristianismo Puro e SimplesA Abolição do HomemCartas de um Diabo a Seu Aprendiz que eu já li, mas também já passei minhas edições pra frente pra poder colecionar essas) e me disseram que tem várias surpresas para 2018 (será uma nova edição de Nárnia?) dentre os que não li estava O Peso da Glória, livro sobre o qual nunca vi ninguém comentando absolutamente nada, mas o título super me atraiu.
   Outro que eles também lançaram é Os Quatro Amores que era um dos que estava louco para ler, estou lendo a biografia do autor e lá foi dado uma esplanada de sobre o que o livro trata e fiquei mega curioso. Essas edições tem tudo o que mais amo em edições de livros: capa dura, alto relevo, corte colorido, diagramação perfeita, só faltou sobrecapa.
  E pra finalizar, comprei também Os Pássaros, do Frank Baker, também com uma edição maravilhosa, não sei muito sobre o livro, uma moça pra quem eu vendi alguns livros disse que é um livro incrível, sei que é uma coisa mais psicológica do que de ação mesmo, ansioso pra descobrir.

  Viu que bonitinho, de 7 comprados já li 2 e comecei outro (essa parte não deveria ter feito, já estou falhando com o negócio de não ler mais de 20 livros de uma vez), se tivesse feito isso a vida inteira não estaria com tanta coisa não lida aqui. E vocês? o que compraram nesse mês de ofertas tentadoras?


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

[Opinião] Minha Sombra Cabe Ali - Leon Idris

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Publicação independente

N° de Páginas: 240

Quote:
As pessoas são textos em busca de abreviação. Elas começam dizendo mais do que precisam, depois se dão conta de que podem dizer menos."

Sinopse:
  Um retorno à cidade de Cristina, interior do sul de Minas Gerais, faz ressurgir lembranças e uma voz que ninguém pôde ouvir.

"Eu queria ter o brio de um filósofo ou a inocência da mocidade para voltar a ver na finitude uma curva, um nó do tempo. Assim, a agonia poderia descansar e a memória deixaria de ser um lugar tão impiedoso às revisitações.
Caso alguém tenha descoberto esta escritura é porque cumpriu-se um desejo. Toda palavra quer romper o papel e ser lida, quer trair quem a colocou aqui e correr em direção a outros olhos, que possam entendê-la melhor e ver sentidos além dos planejados. Quem tira a palavra do silêncio não sabe do que ela é capaz. Há quem diga que ela pode sempre menos do que pensamos, que ela nunca alcançará a realidade plenamente. Mas a palavra quer sempre mais do que nós podemos dar."

Opinião:
  Nota mental: não esperar vários meses pra vir falar de um livro por aqui.
  Se eu ler algo enquanto o Hiattos estiver em hiato vou deixar sem postagem, ainda que existem livros onde vários detalhes continuam bem vívidos na memória mesmo depois de um bom tempo, e felizmente esse é um deles.
  Esse livro é uma auto ficção, onde o autor pega uma viagem que fez a Cristina, cidade onde passou a infância e começa a criar, ele conhece alguns parentes distantes e logo é confrontado por um mistério, ao rever a casa de seu avô, um cômodo secreto guardando objetos misteriosos, logo os membros da família se empenham em descobrir o que está tão bem guardado.
"Caso alguém tenha descoberto esta escritura é porque cumpriu-se um desejo. Toda palavra quer romper o papel e ser lida, quer trair quem a colocou aqui e correr em direção a outros olhos, que possam entendê-la melhor e ver sentidos além dos planejados. Quem tira a palavra do silêncio não sabe do que ela é capaz. Há quem diga que ela pode sempre menos do que pensamos, que ela nunca alcançará a realidade plenamente. Mas a palavra quer sempre mais do que nós podemos dar."
  Lá os personagens encontram um livro e um diário, e a partir daí somos jogados vários anos no passado e os personagens começam a acompanhar a vida de um antepassado recente, suas lutas, trabalhos, amores e desafios. Essa parte é muito envolvente e quero realmente que tenham o prazer de se deliciar a cada página com a forma que o autor (que já era um dos meus favoritos) narra essa história, não apenas por saber empregar termos eruditos e formar passagens belas, mas pela imaginatividade, e a capacidade de criar cliffhangers em situações cotidianas, em conseguir dar uma bela virada de mesa onde nem sequer percebíamos que havia uma mesa para ser virada.
"Por outro lado, será que alguém tem o privilégio de descer a esse mundo se que já esteja às suas costas uma terra prenhe de cadáveres. Uma lágrima precede cada sorriso, não vemos as árvores caídas, com suas raízes levantadas do chão. Não sentiremos as feridas que a luz não alcança. Nenhum de nós dá voz ao pó, que nos ameaça sufocar em eterna penitência."
  Acredito que a mensagem principal, a mais visível, por assim dizer, porque há vários ensinamentos mesmo nas entrelinhas, é que estamos onde estamos, em boa parte, pelo esforço de quem veio antes, e devemos reconhecer isso, a vitória da qual desfrutamos hoje é da luta que foi travada pelos nossos pais e avós antes mesmo de nascermos, e devemos continuar lutando para que quem vier depois também tenha o que desfrutar, somos ramos de uma árvore, e devemos sempre lembrar da importância da raiz e do caule.
"O tempo e a lembrança produzem carunchos que se localizam somente naquelas lembranças de que tentamos esquecer, e ali nos corroem, como se nos clamassem, pedindo que não nos esqueçamos. Não nos esqueçamos! É só isso o que pedimos a nós mesmos, secretamente. Talvez a memória não nos assombre se atendermos a esse pedido."
  É um livro fenomenal, e mesmo assim não é a melhor coisa que o autor já escreveu, ele escreveu meio que às pressas para poder participar de um concurso, enquanto O Deserto dos Meus Olhos foi escrito em, se não me engano, quatro anos, esse foi escrito em poucos meses, mas não tem nenhuma característica de uma história escrita às pressas, pelo contrário, é uma história fluida que parece ter sido concebida com muito tempo de estudo.
  Leon Idris é um jovem com um futuro brilhante no meio da literatura nacional, ele tem alguns contos publicados também, você pode dar uma olhada clicando aqui ou aqui.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

[Enquadrando] Tex: O Profeta Indígena

HQ ♦ Salvat ♦ Sergio Bonelli ♦ Tex ♦ Onde Comprar


  Tex provavelmente é o mais famoso personagem dos quadrinhos italianos, e um dos mais antigos dos quadrinhos mundiais, apesar disso essa é apenas a segunda história que leio do personagem.
  Tex é lançado no Brasil de forma ininterrupta a mais décadas do que eu tenho de vida, e normalmente os fãs são assustadoramente fervorosos.
  Mas por que é tão pouco conhecido, ou pouco lido, não se vê muita gente falando sobre Tex na blogosfera. Ele é um quadrinho meio fora da curva, não segue o padrão de irrealidade dos quadrinhos que fazem mais sucesso em nosso país, são histórias mais realistas, estilo bang-bang ambientado no velho oeste americano.
  Tex Willer, também conhecido como Águia da Noite pelas tribos indígenas é um ranger do Texas (lembra dos filmes de Chuck Norris?) que tem seu grupo formado por Kit CarsonKit Willer e Jack Tigre.
  Outro motivo que faz com que Tex seja pouco conhecido e comentado nessas terras tupi-niquins é o fato de ser lançado aqui pala Mhytos Editora, uma editora não muito conhecida (apesar de lançar também personagens como Konan e Hellboy) e que pratica preços abusivos em suas publicações, a coleção da Salvat vai dar continuidade a uma coleção que a Mythos lançava, o encadernado é colorido e em capa dura (além de formar um painel quando juntar todas as lombadas), parecido com as edições da Mythos, enquanto a Salvat vende pelo preço habitual de R$39,90, a Mythos tinha como preço de capa R$79,90 e esse é o preço comum deles, as edições de J. Kendall: As Aventuras de Uma Criminóloga também são lançadas pela Mythos, formato pequeno de qualidade bastante inferior, saem por mais de R$20,00 o volume.
  Então, se querem conhecer o personagem e colecionar boas histórias aproveitem a coleção da Salvat.
  Mas agora vamos falar sobre a história: Um recluso Hualpai tem uma visão onde o Grande Espírito aparece para ele na forma de um grande urso negro e lhe incumbe da missão de juntar as tribos para uma guerra contra o homem branco, e ele logo coloca seu plano em prática para incitar os indígenas à guerra, Tex é avisado por Dois Troféus, um xamã que não aceita se unir para a destruição do homem branco.
  Uma coisa bacana é que apesar de ser ambientado no velho oeste e eu ter lembrado constantemente do livro-documentário Enterrem Meu Coração na Curva do Rio, nosso protagonista não expõe nenhum tipo de preconceito em relação aos índios, ele quer impedir uma guerra, e como todo bom bang-bang ele acaba matando alguns inimigos (vários, na verdade).
  É claro que as histórias são visadas em colocar os texas rangers como heróis, o que na vida real não era exatamente assim, como pode ser visto no livro supracitado. Mas é um bom divertimento, além de mostrar o perigo de líderes fanáticos capazes de manipular as massas.

Talvez te Interesse...


  O grupo de Tex, como já disse é formado por quatro homens, na foto acima podemos vê-los, da esquerda para a direita: Jack Tigre, um índio Navajo que luta pelo bem comum e paz entre os "pards" e os índios ao lado de Tex, mesmo não fazendo parte dos texas rangers; Kit Willer, filho de Tex com uma mulher navajo chamado Lilith, foi criado entre os navajos, que o chamavam de "Pequeno Falcão", depois de perder a mãe se juntou aos Rangers para seguir os passos do pai, mesmo que este não quisesse essa vida para o filho, foi batizado com o nome de Kit em homenagem ao padrinho, que ele chama de tio; o próprio Tex e Kit Carson, o veterano que se tornou parceiro de Tex quando esse entrou na força policial conhecida como texas rangers.

Sinopse da Edição

Manitary é um jovem profeta pele-vermelha que, "guiado" pelo Grande Espírito, quer reacender o orgulho dos Hualpais. Tomado por esse sonho impossível, ele desencadeia um inferno, reunindo em um único exército todas as tribos do deserto, a fim de derrotar e expulsar para sempre os homens brancos das terras do Sudoeste, que outrora pertenceram aos nativos. Mas, em seu caminho, Manitary encontra Tex Willer e seus Pards, decididos a tudo para impedir que uma suposta profecia maluca se transforme em uma carnificina inútil.


____________________________________________________________________

Como estou usando postagens comuns para dar avisos, aqui vou postar o resultado da enquete da última postagem, sobre os livros que serão "resenhados" no blog, será na ordem do mais votado para o menos.

 E é isso!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...