domingo, 29 de janeiro de 2017

[Opinião] A Caçada - Andrew Fukuda


Editora: Intrínseca

N° de Páginas: 287

Quote:
Fico aqui sentado me divertindo por dentro. Tudo que o Diretor diz sobre os epers tem um tom de verdade e autoridade, mas desconfio que não passe de especulações e baboseiras. Imagino que seja fácil errar tão feio quando se trata de epers, desviar rapidamente da verdadeira pesquisa científica para teorias sem o menor fundamento. Afinal, se os papéis fossem invertidos e fossem as pessoas que tivessem sido extintas, as teorias provavelmente seriam carregadas de exageros e distorções: em vez de dormir em suportes, eles dormiriam em caixões; como criaturas da noite, seriam tão invisíveis ao olho humano que, mesmo na frente do espelho, não teriam reflexo; pálidos e macilentos, seriam tomados como seres fracos e benignos capazes de coexistir pacificamente com os epers, de se controlar para não devorá-los e sugar-lhes o sangue; todos seriam sempre incrivelmente bonitos e teriam cabelo perfeito. Provavelmente haveria puras invenções também: a capacidade de nadar a uma velocidade vertiginosa debaixo d'água; e ideias risíveis e ridículas de romance entre pessoas e epers."

Sinopse:
  Gene é diferente. Ele não tem a força e agilidade de seus colegas da escola, é imune à luz do sol e não sente uma sede insaciável por sangue. Gene é um "eper", um dos últimos humanos do planeta, e vive disfarçado no meio das pessoas normais. Ele usa presas falsas, raspa todos os pelos do corpo, faz o possível para esconder seu cheiro e jamais abandona seu disfarce. Sabe que não deve chamar a atenção em um mundo em que até mesmo um pequeno deslize pode ser fatal.
  Mesmo vivendo sozinho há anos, ele ainda escuta as palavras de advertência do pai: Não faça amigos; não pegue no sono durante a aula; não pigarreie; não gabarite as provas, embora sejam um insulto à sua inteligência. Não durma na casa de colegas; não cantarole nem assobie. E ainda: Nunca esqueça quem você é. Gene leva a vida de acordo com essas regras, determinado a sobreviver a qualquer custo.
  No entanto, quando ele é sorteado para participar da Caçada Eper - uma oportuidade única de devorar os últimos epers do planeta -, seu frágil mundo desmorona. Sob os holofortes e sendo forçado a conviver com os outros caçadores, ser descoberto parece apenas uma questão de tempo, e continuar vivo pode significar a perda de sua humanidade.
Opinião:



  Antes de começar vamos deixar uma coisa bem clara, o livro é ruim, muuuito ruim.... mas é divertido =)
  Na história conhecemos Gene, um dos últimos humanos do planeta, como diz a sinopse. E ele vive como uma das "pessoas" que são a raça dominante atualmente.
  Essas pessoas são um tipo de vampiros, mas no livro são tratados como a próxima etapa na escala evolutiva, não sabemos de onde surgiram nem como se tornaram a raça dominante. Ficamos sabendo como eles são: Sem expressões faciais, demostram contentamento coçando os pulsos, tem uma educação extremamente atrasada, não riem, não suam, não demonstram qualquer tipo de sentimento, não possuem pelos no corpo, se transformam em poças de pus de expostos ao sol e não podem ficar submersos.
  Gene finge ser como eles, comendo animais crus e fazendo de tudo para evitar suar, deixando de ir a escola nos dias muito quentes, e praticando natação como único esporte, a natação deles consiste em andar dentro d'água em uma profundidade que permita manterem a cabeça acima da superfície.
  Existe um grande evento chamado Caçada Eper que ocorre sempre que a popularidade do Soberano está baixa, ele solta alguns humanos e sorteia algumas "pessoas" para que cacem e se fartem com eles, eles simplesmente não conseguem se controlar e agem de forma feroz e animalesca quando estão perseguindo algum ser humano.
  Daí pra frente é totalmente previsível, temos um romance impossível pois ela é uma vampira, e depois descobrimos que na verdade não é, ele é sorteado para a Caçada, todo mundo descobre quem ele realmente é, ele foge, e depois disso vamos para a continuação, intitulada As Presas.
  Porque acabei gostando do livro, apesar de ele ser uma fantasia distópica adolescente com vampiros (se eu soubesse que era isso jamais teria comprado), ele é bem escrito e não tem grandes pretensões.
  Em suma, é entretimento, não de grande qualidade, mas que entretém.




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

[Opinião] A Autobiografia Interativa - Neil Patrick Harris

Editora: Paralela

N° de Páginas: 304

Quote:
Harper tem uma grande personalidade. Se ela não conseguir o que quer, pode gritar do fundo dos pulmões com uma ferocidade que sugere uma futura carreira no teatro musical. Quando tem três anos de idade, você a pega cantando 'Wrecking Ball', da Miley Cyrus, uma canção que ninguém devia cantar até estar pelo menos morto"

Sinopse:
  Neil Patrick Harris conquistou a todos graças ao impagável Barney Stinson, do seriado How I Met Your Mother, sucesso no Brasil e no resto do mundo. Para o peronagem, a vida é sempre divertida e, como adora repetir, lendária.
  Este primeiro livro do premiado e querido ator americano também é. Em vez de contar sua trajetória de maneira tradicional, Neil Patrick mistura realidade, ficção, muito humor e até mágica! E o melhor: você, leitor, é quem escolhe para onde a história vai. Ele combina episódios de sua vida, comentários afiados sobre o dia a dia das celebridades e bastidores de Hollyood. Como acaba? Você decide.

Opinião:
  É sempre bom ler algo despretensioso e divertido de vez em quando, e foi pensando nisso que peguei esse livro para ler.
  Ele cumpre bem o seu objetivo, muito bem, inclusive.
  Não há muito o que falar da história, nossas escolhas definem o rumo da história, mas fica claro quando vamos para o lugar errado, é fácil identificar quais passagens são reais e quais não, até porque as partes inventadas são totalmente absurdas.
  A escrita do autor é bem-humorada e flui rapidamente.
  Acho difícil alguém não gostar da leitura, a não ser que queira algo mais sério e profundo, mas acho difícil alguém pegar o livro acreditando que seria assim.


domingo, 22 de janeiro de 2017

Minha primeira caixinha da TAG


  Pois é povo, como disse quando o blog retornou, um dos meus projetos esse ano era me tornar um assinante da TAG,
 Estava em dúvida se assinava ou não, aí vi que a curadora do mês de fevereiro seria minha amada Martha Medeiros, esse foi o ponta-pé que faltava para que eu tomasse minha decisão. 
  Obviamente minha caixa de fevereiro ainda não chegou, mas uma outra vantagem que os assinantes tem é o acesso à loja da TAG, que além de produtos exclusivos oferece também os kits anteriores. e em um desses kits veio um livro que a muito eu queria ler, mas nunca encontrei para comprar. e Foi esse kit que pedi.
  Pensei em gravar um vídeo abrindo a caixa, mas como é uma edição que não é um mistério, resolvi deixar os vídeos para as caixinhas nas quais eu não saiba o que vem. Mas tirei umas fotos ^^






  E é isso, em breve (mais ou menos) teremos postagem específica sobre O Vermelho e O Negro por aqui ;)


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[PLMC] Extra - Yiyun Li




  O referido conto está no livro Tempo De Boas Preces, que, confesso, comprei por causa da capa e do título, nem sabia que se tratava de uma coletânea de contos.





  A história é bem simples, temos Vovó Lin, uma mulher com cerca de 50 anos que não  percebeu a passagem do tempo.
"Vovó Lin se torna esposa, mãe e avó. Não consegue mais lembrar em que ano de sua vida deixaram de chamá-la de Tia Lin para chamá-la de Vovó Lin; as pessoas pensam que as mulheres solteiras envelhecem mais depressa. Mas isso não tem mais importância, porque ela se sente bastante qualificada para aquela sua posição."




   Vovó Lin acaba em um casamento arranjado com um homem bem mais velho, pois ele necessita de cuidados e atenção que seus filhos não estão dispostos a dar, ela acaba se afeiçoando ao homem, mas não tem uma vida de casada com ele, seria mais uma vida de enfermeira. Quando o homem morre os filhos mexem os pauzinhos para que ela não receba a parte da herança que caberia a ela como esposa do falecido, além de colocarem-na no olho da rua.


  desamparada, sem família, trabalho, dinheiro nem oportunidade, ela vai migrando de emprego a emprego, fazendo de tudo e jamais sendo reconhecida.

"'A felicidade do amor é um meteoro que passa chispando; a dor do amor é a escuridão que vem a seguir.' Uma menina passa por Vovó Lin na rua cantando sozinha com uma voz melodiosa. Vovó Lin tenta alcançá-la; mas esta avança depressa demais, e a canção também. Vovó Lin põe a bolsa de lona no chão para recuperar o fôlego, ainda segurando na outra mão a marmiteira de aço inox. Todas as pessoas na rua parecem saber aonde suas pernas as estão levando. Vovó Lin se pergunta quando deixou de ser uma dessas pessoas."
  Como você deve ter percebido é uma história triste, onde também podemos ver o preconceito que domina a sociedade, como pré-julgamos as mulheres de forma geral, mas principalmente quando são de uma idade um pouco avançada, solteiras e pobres. O conto me fez pensar bastante o quanto as pessoas se aproveitam de outras, ah, você está trabalhando nessa loja então vou experimentar todas as calças e depois você dobra tudo de novo porque não vou levar nada... trabalhando no comércio vejo muito disso.
  Até que ponto estamos sendo justos com o próximo, será que não temos maturidade o suficiente para desenvolvermos um pouco de empatia?
  Adorei a escrita da autora, mal posso esperar para ler o restante dos contos.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Considerações sobre essa sexta-feira 13 [agora não sei se é a quarta ou a primeira]

  Esse será um post rápido e sem ilustrações, já que estou no tablet e fica complicado pra ilustrar o post.
  Enfim, várias notícias nessa sexta13. Primeiramente: são nove da noite e faz pouco mais de uma hora que percebi que hoje era uma sexta-feira 13
  Estou irritado, muito irritado... a Carol, que escreve, eventualmente, ali para o blog foi atropelada essa semana, felizmente ela está bem, mas combinei com um amigo, que, por acaso, é o namorado dela, de irmos ver ela ontem, mas algumas ações de terceiros tornaram impossível a minha saída de casa.
  Essa data também está marcando o falecimento do Leitor Antissocial, nasce hoje o HIATOS (com 2 Ts apenas no endereço porque o normal não estava disponível).  Por que mudei o nome? Ele já não conduzia tanto comigo e com a proposta que quero desenvolver aqui. É o novo nome é também uma brincadeira para os meus sumiços, claro que devido à mudança de endereço vários links agora não funcionam, estou arrumando isso, acho que até o aniversário do blog, em Julho, ja estará tudo ajeitando.



É é isso,
Agora vou assistir Desventuras em Série, caso contrário corro o risco de apanhar de um amigo meu amanhã.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Leituras do ano: as 10 melhores e as 5 decepções

  Oi povo, como de praxe vamos conversar sobre as melhores e piores livros do ano passado. Para ler minha opinião mais detalhada basta clicar na foto dos livros.

Os 10 Melhores

  Já está virando tradição o primeiro livro que leio no ano ser um dos melhores, dessa vez foi o Eu Vejo Kate, fiz parte de um booktour organizado pela Letícia, do finado Le Versos e Controvérsias, e foi um livro difícil de digerir, muito pesado e realista, que incomoda. Mas de uma maestria que eu nunca tinha visto antes, não sei se tenho estômago para relê-lo.

  Janeiro é um mês maravilhoso para leituras, Onde Cantam os Pássaros foi o segundo livro que li no ano e sem dúvida o melhor. Não é um livro fácil, demorei um pouco para entender o que estava acontecendo, e depois de terminar de ler demorei alguns meses para formar uma opinião definitiva sobre o que o final do livro significa... e ele é incrível.

  Haruki Murakami é meu autor favorito, e depois de pensar um pouco acho que o melhor livro que li dele esse ano foi O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação. Uma história envolvente e tocante, cheio de lições nas entrelinhas e mais um que não entendo totalmente o final, mas ele nos instiga a pensar e tirar nossas próprias conclusões, essa é uma das razões para o livro ser tão incrível.

  O que fica lá no topo dos favoritos, disputando o primeiro lugar com Onde Cantam os Pássaros é O Deserto dos Meus Olhos, do jovem autor nacional Leon Idris, que foi um grande achado nesse ano, mais uma vez é um livro complexo, que trata de viagem no tempo, mas não é bem isso, é muito mais complicado e profundo do que se pode imaginar ao ouvir a sinopse.

  Confesso que esse livro está aqui mais pela surpresa do que por ter sido assim TÃAAAAO incrível, obviamente gostei muito dele, mas fiquei em dúvida entre ele, O Sol é Para Todos e Sobre a Escrita, acabei escolhendo As Aventuras de Pi porque foi o que mais me impressionou, já que os outros eu tinha altas expectativas, e elas foram sim alcançadas, então eles ficam por aqui como menções honrosas.

  Claro que O Mundo Perdido, continuação de Jurassic Park, tinha que figurar aqui, não só pela incrível história, mas também por toda discussão sobre ética científica e ambiental levantada no decorrer das páginas. Ainda não falei dele aqui no blog, mas nas próximas semanas sai minha opinião sobre ele.

  Setephen King dominou essa lista ano passado e dá as caras esse ano novamente, O Vento Pela Fechadura é um spin-off de A Torre Negra, e sua história se passa entre o quarto e quinto livros da série, e talvez seja o melhor dela até agora (apesar de que As Terras Devastadas é realmente muito bom) aqui acompanhamos uma história, dentro de uma história, dentro de outra história, e conhecemos uma parte do Mundo Médio bem peculiar, e também a incrível saga de um garoto para salvar a mãe e vingar o pai.

  Pode parecer que estou me repetindo, mas na verdade esse O Mundo Perdido é bem diferente do outro, aqui temos a história que inspirou a série de TV, e não possui tantas discussões e lições de vida e ética, mas é uma deliciosa aventura, com alguns absurdos, mas ainda assim envolvente e divertida.

  Sempre vejo o pessoal que gosta do King falar que O Cemitério é seu melhor livro, não diria o melhor, mas com certeza ele é um livro incrível, que vai muito além do terror, mais uma vez não achei o terror grande coisa, achei ele hilário, em alguns momentos, na verdade. Mas acima de tudo é uma história tocante sobre o desespero advindo do luto.

  Para terminar, mais Stephen King, mas agora como assunto, e não como autor. Coração Assombrado é a biografia não-autorizada do autor que eviscera a vida dele (como toda biografia, dã), e conseguimos compreender um pouco melhor a obra dele estudando sua vida e seus traumas.

Menção honrosa

  Já falei de O Sol é Para Todos e Sobre a Escrita como menção honrosa, mas quero registrar também Deixados Para Trás, que só não entra na lista principal pois não é lá a coisa mais bem-escrita do mundo, mas a história é envolvente e o final, minha gente, que final.

As 5 Maiores decepções

  Esse ano tive várias decepções literárias, tanto que foi difícil selecionar as 5 piores, mas levando em conta a expectativa que eu tinha, as que ficaram mais aquém são:

  Mais uma vez, King. Doutor Sono tinha tudo para ser um livro incrível, eu não esperava outro O Iluminado mas com certeza esperava algo, pelo menos, bom. E não foi o que eu encontrei, o livro é cansativo e tem vários erros de continuidade e as personagens se baseiam em suposições que não fazem quase nenhum sentido.

  Se você acompanhou o blog esse ano sabe que esse livro ia aparecer aqui. As Luzes de Setembro talvez seja a maior de todas as decepções, Zafón é um dos meus autores favoritos e adoro o modo dele escrever, mas esse livro é fraco e irritante, e consegue ser cansativo tendo menos de 250 páginas.

  Outra grande decepção foi 2001: Uma Odisséia no Espaço, um livro onde não acontece nada e tem um final ridículo, nem merece que eu fale muito sobre u.u

  Homens, Mulheres & Filhos foi o pior de todos, pelo nome e pela capa eu achei que seria um drama familiar comovente, mas não passa de uma imoralidade sem fim.

  Assim como King, Murakami está nos dois lados da moeda nessa lista, e sinceramente, me preocupa o fato de tanta gente gostar tanto de Norwegian Wood. Vou explicar melhor o porquê disso na minha opinião, que vou publicar nas próximas semanas.

  E é isso pessoal, quais foram os melhores e piores livros que vocês leram em 2016? Deixem nos comentários como indicação, ou não, de leitura.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

[Opinião] Divã - Martha Medeiros


Editora: Alfaguara

N° de Páginas: 214

Quote:
Não chego a temer a loucura, no fundo ab gente sabe que ninguém é muito certo. Eu tenho medo é da lucidez. Tenho medo dessa busca desenfreada pela verdade, pelas respostas."

Sinopse:
  Mercedes é uma mulher com mais de 40 anos, casada, mãe de três filhos, professora e artista plástica nas horas vagas, que recorre à ajuda de um psicanalista num momento crucial de sua vida: apesar de ter cumprido muito bem o papel que a sociedade esperava que desempenhasse, ela sente um vazio inexplicável. Deitada em um divã, vai em busca de emoções e desejos até então adormecidos.
  Neste livro, Martha Medeiros cria, com extrema delicadeza e humor, uma mulher de váriaos matizes, que precisa se confrontar com todas as suas versões para aproveitar a liberdade que só a idade madura proporciona.
   Divã ganhou adaptações para teatro e cinema, com Lila Cabral como protagonista, e se tornou um grande sucesso de público e crítica.

Opinião:
  Vi uma entrevista da autora onde ela dizia que não se acha uma grande romancista e um dos sonhos dela é saber escrever ficção melhor do que ela sabe.
  Se você acompanha o blog a um tempo, sabe do meu declarado amor por essa gaúcha, que até então só conhecia por suas crônicas. E a meu ver a ficção dela não é ruim, talvez um pouco mecânica, se é que posso usar essa palavra, e seu romance pareceu muito uma coletânea de crônicas, eu adoro a forma como ela escreve, então isso não me incomodou.
  O livro é um monólogo, nossa protagonista está fazendo análise, mas parece mais que ela está se analisando, na verdade fazendo uma autoanálise, ela altera suas seções com desabafos melancólicos, críticas ferrenhas ao modo de vida dela mesma e das pessoas que as cercam e discursos reflexivos, acho que o analista saia das seções se sentindo bem melhor.
    Mercedes não é um exemplo a ser seguido, e passou longe de ser uma personagem carismática, a autora quis colocar todas as crises possíveis na personagem no decorrer da história e ela meio que engloba toda e qualquer pessoa que vá ler o livro, o que, até certo ponto, é uma boa característica, mas o livro não funciona muito bem como um romance, pelo menos não funcionou para mim.




  Mas é claro que a autora esbanja sabedoria e experiência de vida nas páginas, então decidi encarar como mais uma coletânea de contos e foi tudo lindo.
  A edição da Alfaguara está de parabéns, pra variar, a leitura é fluida, mas se torna ainda mais pela excelente diagramação, obviamente feita para tornar o livro um pouco mais grosso, com vasto espaçamento e letra gigantesca.




  Em suma, não morri de amores pelo livro, mas aproveitei a leitura de uma forma diferente da que eu esperava.

Apesar de não ter sido tão excepcional no que se propôs ele é bastante reflexivo e envolvente


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