quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Leituras do Ano: AS 10 melhores, as 5 decepções e as 2 surpresas

  Oi meu povo... mais um ano se acabando né. Conseguiram atingir a meta de leitura de vocês? eu não :/ ficaram faltando uns 23 livros para chegar ao número que eu queria (100), mas enfim...
  No decorrer do ano, sempre que eu lia um livro muito bom ou muito ruim eu pensava se ele entraria nessa lista, em determinado ponto do ano resolvi colocar algo mais além de "As 10 melhores e as 5 decepções" aí surgiram as duas surpresas, assim sendo decidi por esse título estupidamente grande e muito pouco criativo :p
  Diferente do ano passado, não vou fazer uma choradeira do tamanho do mundo reclamando do ano que passou, esse ano me trouxe muita coisa boa, muitas ruins também mas pra que ficar lembrando do cheiro do cachorro morto né?!
  Sem mais delongas vamos às listas de retrospectivas:

As 10 Melhores Leituras de 2014



Só pra constar... estão na ordem que foram lidos e para ler minha opinião mais detalhada é só clicar na foto do livro.

    Atormentada foi o segundo livro que li no ano, e ele foi incrível, por mais que, em alguns momentos, tenha estragado o clima tenso da história, algumas cenas me causam arrepios até hoje, juntando a história bacana com a narrativa em primeira pessoa da protagonista comprovadamente meio maluca, a autora nos assusta ao mesmo tempo que nos deixa na dúvida se tudo aquilo realmente está acontecendo ou se é só loucura da protagonista.





 Depois veio o incrível Conte-me Seus Sonhos do carinhosamente conhecido (por mim) como vovô SS. O livro foi indicação de uma amiga (Lila) antes mesmo de eu conhecer o autor, meu favorito dele continua sendo A Herdeira (que se eu encontrá-lo por menos do valor de 3 semanas de trabalho durante 2015 eu sorteio ele no lugar desse, já que fiz o contrário esse ano
  Enfim... é um livro envolvente, que traz como plano de fundo uma doença psicológica muito pouco explorada na literatura e muito pouca conhecida (até onde eu sei).




   Depois veio A Guardiã da Minha Irmã, da Jodi Picoult, já havia assistido o filme várias vezes, achava ele demasiadamente triste, o que não me impedia de continuar assistindo sempre que havia oportunidade, então ouvi que no filme haviam mudado o final da história, o que deixou a autora revoltada, então resolvi ler a história original e, não foi apenas o final que mudaram, mantiveram a essência da história mas o livro e o filme é beem diferente, e na verdade, o filme é melhor, mas mesmo assim o livro é incrível, triste, deprimente, emocionante e tocante, mas, acima de tudo, ele é lindo.

  Então veio Por Toda a Eternidade, da Kristin Hannah, uma história complexa e extremamente realista, retratando uma relação familiar e de amizade comoventes, foi incrível.


  Mitch Albom foi outro autor que conheci esse ano, e apesar de O Guardião do Tempo ter sido um dos melhore livros que li em 2014 o autor não foi para o pódio de autores favoritos.
  Um livro que fala sobre o valor do tempo, como o desperdiçamos e depois queremos todo ele de volta, com uma narrativa sensível e bela.


 Provavelmente o melhor de todos, Eu Sou Malala, da Malala Yousafzai não parece grande coisa a primeira vista, na realidade, quando eu comprei o livro eu nem sequer sabia da história, que aparentemente repercutiu pelo mundo todo, vi o subtítulo "A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo talibã." e quis conhecer a história, que rapidamente me conquistou e cativou, é incrível ver a luta de Malala pelo direito à educação, ver tudo o que ela fez contado por ela, como se não fosse nada, ela mostra que mesmo que o medo do talibã tenha cegado seu povo, ela ainda enxerga. É simplesmente incrível.


  Uma bela história sobre segredos, perdas, racismo e redenção, com a narrativa incrível da autora (sim meu povo, entendam, T. Greenwood é uma mulher), com personagens construídos de forma maravilhosa e uma história que mesmo não tendo muita ação nos prende e cativa, Dois Rios não poderia ficar de fora dessa lista de forma nenhuma.


  Minhas palavras não são suficientes para descrever quão incrível é Marina, do Carlos Ruiz Zafón, um livro lindo e assustador ao mesmo tempo, escrito com um talento sem igual, juntando mistério, terror e drama.
  Foi o primeiro livro que li do autor e já o alavancou a posição de (um dos) autor(es) favorito(s).


   Esse ano eu também entrei no mundo das crônicas, algo que, basicamente, só conhecia de nome, e fiquei simplesmente encantado, Assim como Zafón, Martha Medeiros, através de A Graça da Coisa, se alçou ao nível de autor amado.


  Claro que não podia faltar um Harlan Coben nessa lista, Seis Anos Depois merece toda a propaganda que a editora fez e mais um pouco, o livro é incrível e mexe bastante com o psicológico do leitor enquanto faz o mesmo com o dos personagens.

As 5 Maiores Decepções Literárias de 2014


  Tive meu primeiro contato com Agatha Christie e... que decepção, eu esperava uma história onde acontecesse alguma coisa além de diálogos e mais diálogos e o detetive tivesse a intuição divina e resolvesse tudo sem nem sequer uma pista concreta.

  Logo que terminei o livro da Agatha quis conhecer o "incrível" modo de Lemony Snicket contar histórias, e mais uma decepção, uma história, na melhor das hipóteses, tosca, com um humor forçado e muito, muito fraco.

  É incrível que os três primeiros livros da lista de decepções sejam, respectivamente o terceiro o quarto e o quinto livros durante o ano, Vingança da Maré prometia ser um Thriller psicológico envolvente e tals... mas acabou sendo uma história até bacaninha, mas nada do que prometia ser. e por isso foi uma decepção, muita sede ao pote, mas não era água que ele continha :/

  O livro não é ruim, mas mais uma vez ele figura nessa lista por não ser o que prometia ser, ele prometeu ser uma empolgante história policial, mas é um romancesinho besta, fresco e cheio de mimimi, e vocês sabem minha relação com romancesinhos melosos né?!

  Momento me apedrejem (sempre tem que ter um né) Comprei o box de Maze Runner, com os 5 livros da coleção e mais um pôster do filme, comprei porque todo mundo dizia ser incrível e maravilhoso e tals, mas achei a narrativa muito bobinha e a história, apesar de ser uma ideia bacana, fica forçando um mistério tão efêmero que me desanimou pra caramba, vou me forçar a ler os outros livros da série, mas só porque já comprei mesmo e também porque o final do livro foi até legal.

As 2 Maiores surpresas de 2014


  Prometia, também, ser um envolvente suspense policial, mas não foi isso, no lugar disso, o que eu encontrei foi um incrível drama familiar escrito com bastante sensibilidade e de forma incrível.


  Uma história incrível, que me surpreendeu por ser tão bem escrito e mesmo sem ter muitos acontecimentos conseguiu me prender e ser mais, muito mais do que o esperado.



  E é isso meu povo, espero que tenham gostado dessa retrospectiva e continuem comigo durante esse próximo ano ;)
  Um feliz ano novo pra todos e que 2015 traga tudo o que 2014 não pôde trazer.

domingo, 28 de dezembro de 2014

[Opinião] Seis Anos Depois - Harlan Coben

Editora: >Arqueiro>

N° de Páginas: 267

Citação:

Você sabe o que é ter esperança?[...] É a coisa mais cruel do mundo. A morte é melhor. Quando se morre, a dor para. Mas a esperança põe a pessoa lá em cima e depois solta, deixando que caia no chão duro. Protege nosso coração com as mãos e depois esmaga com um soco. Várias e várias vezes. Nunca para. É isso que a esperança faz."

Parte da sinopse:
  Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas.
  E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la.
  Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos.

Opinião:
  Quantas vezes você já pensou em juntar todas as suas coisas favoritas em um só lugar? Ou quantas vezes não quis pegar os elementos que tornam uma história boa, colocar todos eles em uma história só e ainda trazer algo novo, que mantenha tudo isso junto e torne ainda melhor? Foi exatamente isso que H.Coben fez aqui. Consegui perceber similaridades com várias outras histórias incríveis, lendo o livro me lembrei de Feche Bem os Olhos, do John Verdon; O Nome do Vento, do Patrick Rothfuss; Não Conte a Ninguém e Cilada, do próprio Coben entre várias outras coisas, mas são semelhanças sutis, uma história onde o cara tenta encontrar uma mulher mas não consegue (O Nome do Vento), a semelhança que o livro tem com Cilada não pode nem ser citada(Spoiler), mas é tão sutil (ou mais ainda) do que a semelhança que tem com O Nome do Vento.
  A história já começa com Jake vendo Natalie se casar com outro homem, fazendo ele prometer que não tentará se comunicar com ela nem incomodará o casal e aí temos um hiato de seis anos. Quando Jake descobre que o homem que se casou com Natalie morreu, ele vai até o enterro e encontra a viúva que, surpresa! Não é Natalie.
  Ele então refaz os passos de seis anos antes tentando encontrar sua amada, mas ninguém reconhece ele, ninguém se lembra dela, e o lugar onde a conheceu nem sequer existe. Nesse momento eu passei a duvidar da sanidade do Jake, comecei a pensar que Natalie nada mais era do que fruto da imaginação carente de um homem de 1,98 m e mais de 100 kg. E não sou o único, vários personagens começam a pensar a mesma coisa, mas ainda tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte antes da história ter um desfecho.
  Mais uma vez o autor não exagerou nas reviravoltas, não se perdeu no looping vertiginoso que foi o final de Não Conte a Ninguém, a história se amarrou muito bem sem precisar ficar desfazendo o final já feito, e a cada página o autor nos encanta e revela um novo segredo.
  Foi a história policial que mais me pareceu possível, sempre que leio algo do gênero fico pensando se aquilo realmente poderia acontecer, e quase todas me convencem, até certo ponto, mas a única que não me pareceu exagerada em momento algum, que aconteceu da forma mais realista possível com certeza foi essa... estou com um sério problema... vou terminar falando a mesma frase que abriu a Opinião sobre Cilada: Ele não conseguiu manter seu posto no pódio por muito tempo, esse é, sem dúvida, o melhor livro do autor que li até hoje, e com larga vantagem...
  

  É a história mais romântica que leio do autor, e não é nenhum segredo que não sou um grande fã de histórias românticas, mas ele conseguiu me fazer gostar dessas, quase (com ênfase na palavra) não tem mimimi, e de uma forma geral o romance foi muito bem construído, assim como a parte do suspense e mistério.
  Não teremos um comentário com spoiler dessa vez porque ele ficaria ridiculamente gigantesco.

Aviso

  Últimos vencedores de sorteios:
  Venho pedir perdão pela demora no envio dos prêmios, já está fazendo quase dois meses que comprei os livros e o Submarino ainda não entregou, assim que eles chegarem eu envio

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

[Opinião] Caiu do Céu - Heidi W. Durrow


Editora: Leya

N° de Páginas: 276

Citação:
 Nem o fogo, nem os segredos, nem o silêncio podem impedir uma família de ser lembrada. Desde que exista alguém que sobreviva para contar."

Sinopse:
  Após uma fatídica manhã no terraço de um prédio em Chicago, a jovem Rachel torna-se a única sobrevivente de uma tragédia familiar e é forçada a se mudar para uma cidade estranha, tendo como tutora sua severa avó. Rachel, que até então havia sido criada como uma menina branca, agora se vê em uma comunidade completamente diferente. E, ao mesmo tempo que sua mente adolescente tenta entender a morte de sua mãe, ela também continua se perguntando por que tem de ser definida pela cor de sua pele e qual justificativa existe para que rótulos digam mais sobre o que ela é, em um mundo que insiste em classificá-la ora como negra, ora como branca.

Opinião:
  Eu sei que disse que só ia falar dos livros da maratona no final da mesma, mas como eu li esse em dois dias eu pensei "Ah, dá tempo", tudo bem que vou deixar programada e vocês só vão ver isso depois do natal, mas enfim...
  Queria começa dizendo que a história é meio confusa, apesar de envolvente e interessantíssima, temos vários pontos de vista, o de Rachel, em primeira pessoa, e essa é a parte que nos deixa mais confusos, afinal de contas, ela também está confusa, e muito, durante o livro todo praticamente. o de Nella, a mãe de Rachel, que são entradas de um diário, á que quando o livro começa ela já está morta. o de "Jamie, que na verdade é James e agora virou Brick" (sente o drama) que é um garoto (o personagem mais bacana da história) que morava no mesmo prédio que Rachel, e o de Laronne, a antiga patroa de Nella que quer descobrir o que aconteceu, ou melhor, como aconteceu. Os dois últimos escritos em terceira pessoa.
  Nella é (era) dinamarquesa, loira de olhos azuis, que se casou com Roger, um negro alcoólatra, o que faz com que seus filhos sejam mestiços, Rachel tem a pele clara, mas não exatamente branca, cabelo cacheado (até metade, depois vira pixaim) e os mesmos olhos azuis da mãe, em Chicago, ela e os irmão sofrem preconceito por serem negros, e depois que vai morar com a avó, ela sofre preconceito por ser branca.
  Não é muito difícil imaginar o que realmente aconteceu no alto do prédio, principalmente se você ler a sinopse, o que só fiz agora a pouco, no começo só sabemos que Rachel esteve no hospital e ficou surda de um ouvido por causa do "acidente", mas o livro, além da questão de preconceito, problemas de adaptação e vícios, traz também um pequeno mistério "O que realmente aconteceu no alto do prédio? E como aconteceu?" durante o livro a autora vai nos deixando pistas, algumas que facilitam e outras que só complicam nosso raciocínio, mas quando ela explica já temos uma ideia, que está quase totalmente certa, ainda assim, quando ela finalmente narra o acontecimento, ela o faz de forma tão linda, que apesar de ser trágico você consegue enxergar e, por um momento, achar bonito.
  A narrativa da autora é bastante delicada, como uma fina taça de cristal, bonita, que lhe permite saborear algumas coisas mas que você tem medo de destruir se manusear muito rápido (o que não me impediu de ler o livro em dois dias). O final é meio "tá, aham... ué? Acabou?" não ficam pontas soltas, a autora fala meio por cima (como faz com tudo na história) o que vai acontecer depois do final, mas ainda assim fiquei com uma sensação de incompletude. A autora ganhou pontos comigo, entre outras coisas, por não nos dar nada mastigados, por nos forçar a interpretar a história, em mais de um momento tive que voltar algumas folhas e ler novamente para entender como aquilo aconteceu.
  Tenho que comentar aqui: Em uma parte do livro, Rachel está conversando com um garoto e estão falando sobre viajar pelo mundo, e vão falando nomes de países até que o garoto solta "Brasil, lá seria perfeito pra você, você sabia que no Brasil todo mundo é mulato, igual a você?" tantinho desinformado o guri né?!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Opinião] Cântico de Natal - Charles Dickens

Editora: Verbo

N° de Páginas: 92

Citação:

 A vida de cada homem prenuncia um certo fim que chegará irremediavelmente se o ser humano persevera no seu caminho [...] Mas quando esse ser se afasta desse tipo de vida, o fim muda certamente. Diz-me se aquilo que me vais mostrar é a realidade a que não se pode fugir, ou aquela que pode vir a suceder."




Opinião:
  Ah, Rudi, cadê a sinopse? Sério que você não sabe sobre o que é a história?
  Finalmente, FINALMENTE, consegui ler algo integral do Dickens, mesmo que tenha sido só um conto, pra quem não sabe é aquela história do Ebenezer Scrooge, que tem trocentas adaptações (incluindo a absurda, mas muito divertida, "Minhas Adoráveis Ex-Namoradas")
  Em primeiro lugar, não sei porque as linhas estão ficando tão separadas ¬¬' Mas voltando ao assunto previamente estabelecido: a narrativa do Dickens é incrível, mesmo não sendo a mais fácil, ela é gostosa de se ler, é aconchegante, mesmo não tendo quase nada do humor que vi em As Aventuras do Sr. Pickwick, essa história é mais reflexiva, totalmente previsível, mas mesmo assim não deixa de encantar, já que o melhor, e mais tocante da história é justamente a narrativa.
  A história traz várias mensagens, não só a mudança de vida pela qual Scrooge passa, mas o perdão liberado pelas pessoas que sofreram com sua antiga conduta, é tocante e alguns momentos e perturbador em outros, um conto lindo, que merece ser lido e relido sempre que possível.
"Scrooge semiergueu-se, mas deu de caras com o visitante sobrenatural que as havia puxado para trás, tão perto dele como eu estou de ti, leitor. E deves lembrar que, em espírito, estou mesmo ao teu lado."
  Em diversos momentos o autor conversa com o leitor, faz com que participemos da história tanto quanto ele, ele não está apenas contando uma história, está conversando conosco sobre um acontecimento, do qual nenhum de nós teria como ter presenciado, a menos que o próprio narrador fosse outro fantasma.
  Mas é isso minha gente, espero, realmente que tenham gostado, e me contem qual é a adaptação que mais gostam desse conto e se já leram o original ou qualquer coisa do Dickens, um feliz natal a todos "E tal como o pequeno Tim comentava: Deus nos abençoe, a todos!"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resultado: Melhores do Ano #10

  Então minha gente, acabei de fazer o último sorteio do ano, e adivinha quem ganhou?
  Não foi a pessoa que tinha mais chances, mas também não foi a que tinha menos, o resultado é esse aí ↓↓↓


  Tícia, 3 dias pra me enviar o endereço ;)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Maratona de Verão

   Oi meu povo, hoje eu vim aqui pra falar pra vocês que vou participar da Maratona Literária de Verão, para saber detalhes sobre a maratona assistam ao vídeo do Victor clicando aqui.
   Minha ideia inicial era fazer um vídeo, mostrando o que pretendo ler, mas por motivos de: gente em casa, falta de iluminação (como podem perceber pela foto abaixo) e sem lugar propício para gravar vou fazer assim mesmo, em post.




  Vi muita gente separando mais de 10 livros e definindo quais vão ler em qual semana e tals, como meus planejamentos raramente dão certo resolvi separar os livros e ler eles na ordem que me der na telha.
  Separei nove porque é o número que conseguia ler no começo do ano, bons tempos, e é mais do dobro do que ando lendo... meus critérios foram:
  4 de autores que conheço + 4 de autores que não conheço + um livro abandonado = 9 livros

 Dos autores que conheço escolhi:

   À Espera de Um Milagre (Stephen King) - 399 páginas
  Seis Anos Depois (Harlan Coben) - 267 páginas
  O Palácio da Meia-Noite (Carlos Ruiz Zafón) - 271 páginas
e Assassin's Creed Unity (Oliver Bowden) - 350 páginas

  O primeiro porque adoro o filme e o autor, o segundo adoro o autor e é curto :p O terceiro porque nunca demorei mais de um dia para ler um livro do Zafón, que são incríveis, e o quarto porque, é o sétimo livro da série (que já foi melhor, diga-se de passagem), o primeiro com uma mulher protagonista e sobre a revolução francesa (já estou meio decepcionado por ser em formato de diário, não deu certo com Renegado, porque esse cara insiste? ¬¬' )

Dos autores que desconheço:

  As Aventuras de Pi (Yann Martel) - 371 páginas
  Caiu do Céu (Heidi W. Durrow) - 276 páginas
  O Ladrão de Raios (Rick Riordan) - 385 páginas
  Private: Suspeito N° 1 (James Patterson) - 219 páginas

  O primeiro porque comprei em uma promoção por três reais e o filme ganhou Oscar e tals e eu sei pouco sobre a história (mesmo que uns filhos de Deus já tenham me contado o final). O segundo comprei por impulso, só sei que é sobre racismo e me parece fofo, dramático e comovente, tudo ao mesmo tempo. O terceiro porque sei que será engraçado, e quero ver de que lado (os que amam ou odeiam) vou ficar em relação ao autor, e o quarto porque é policial e quero ver se esse carinha é bom mesmo ou só tem fama (sei que é o terceiro da série, mas cansei de tentar comprar os outros dois).

E o livro abandonado:

  Deus Não Abandona (Vanda Amorim) - 254 páginas

  Abandonei ele em Fevereiro de 2013, antes de sonhar em criar o blog, é sobre o sequestro de uma criança e a luta do padrasto para trazê-la de volta pra casa em segurança.

  E é isso meu povo, a maratona começa dia 22/12 e vai até 19/01 então vocês sabem que o blog irá mais devagar entre esses dias né? Vou ver se deixo umas postagens prontas e programadas pra não criar aranhas aqui, e só vou falar sobre os livros no final da maratona ok?

  Grande abraço pro6 e até a próxima.

  PS: quase 2800 páginas?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

[Opinião] O Nome do Vento - Patrick Rothfuss

Editora: >Arqueiro>

N° de Páginas: 648

Citação:
 Foi logo depois do almoço. Ou melhor, teria sido depois do almoço, se eu houvesse comido alguma coisa. Eu estava mendigando no Círculo dos Mercadores e, até aquele momento, o dia me rendera dois pontapés (de um guarda e um mercenário), três safanões (de dois carroceiros e um marinheiro), um novo xingamento concernente a uma improvável configuração anatômica (também do marinheiro), e uma cusparada de um senhor muito pouco carinhoso, de ocupação indefinida."

Sinopse:
  Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinate universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se encontram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
  Da infância numa trupe itinerante, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia. O Nome do Vento acompanha a tragetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender a arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - o lendário e misterioso grupo que assassinou sua família.
  Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
  Pouco a pouco, o passado de Kote vai sendo revelado, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril [Interrompemos essa sinopse para um comentário deveras irrelevante: que mané amante viril o que? Sua destreza com as mulheres não é muito maior que a minha]herói salvador, músico magistral, assassino infame [Também não].

Opinião:
  Sabe toda a fama desse livro? Não chega aos pés da fama que ele merece.
   A história começa na Hospedaria Marco do Percurso, com seu pacato proprietário, mas algo indica que esse proprietário nem sempre foi tão pacato assim, e depois de descobrir que ele é o protagonista de muitas histórias famosas, um cronista insiste para que ele lhe conte sua história, o que ele concorda relutantemente a fazer, mas diz que precisará de pelo menos três dias para isso, e então somos introduzidos na história da vida de Kvothe.
  Não vou falar nada sobre a vida dele contada porque é muito legal você ir lendo e descobrindo as coisas, ver o amadurecimento do personagem como pessoa artista e simpatista. Uma coisa que você precisa saber sobre a vida de Kvothe, tudo que é possível dar errado, por mais improvável que seja, vai dar errado, me deu muita pena dele no começo do livro, aí ele foi me cativando e comecei a sofrer com ele e não ficar de longe olhando e pensando: "tadinho!"
  O livro traz incontáveis lições, desde a luta para conquistar os sonhos e a velha história de que Dias Melhores Virão.
  A narrativa é agradável e consideravelmente de fácil compreenção, pode ser difícil pegar o embalo no começo porque se trata de um outro mundo, e o autor fez questão de criar esse mundo nos seus mínimos detalhes, o que nos introduz de maneira incrível na história.
  Não é segredo pra ninguém que não simpatizo muito com histórias fantásticas, mas até encaro quando se trata de um outro mundo, onde a magia o coisa e tal acontece em um universo diferente do nosso, e é o que acontece aqui, além de a fantasia não ser exagerada, o que ajudou bastante a me envolver com o livro.
  Na verdade, nada aqui é exagerado (a não ser a letra, é exageradamente pequena) o livro tem de tudo, fantasia, drama, aventura, romance, suspense e mistério, em doses intercaladas e tão bem dosadas que são capazes de agradar quem gosta de determinado tipo de coisa sem aborrecer os que não gostam.
  Demorei cerca de 5 meses para ler o livro, mas as últimas 400 páginas li em cerca de uma semana. Esse, com certeza, é um livro que agradará a praticamente todos, daqueles que você termina e chora por não ter a continuação, mesmo sabendo que ela tem quase mil páginas com uma letra minúscula e que o terceiro livro ainda não foi lançado, o final reserva uma grande surpresa, te deixando curioso sobre persoagens que ao início da leitura pareciam apenas um peso morto.
  Pra terminar que dizer apenas mais uma coisa:

Alguém, pelo amor de Deus me dá a continuação!!!!!!!!!!!!!!

 
  PS: Confesso que negligenciei o livro e larguei ele por um bom tempo quando vi que estava chegando no final, não queria que terminasse.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Desafiando Temas: Medo


    Medo: (ê) s. m. 1. Perturbação do ânimo preocupado com um perigo real ou aparente. 2. Receio de ofender, de causar algum mau. 3. Temor, apreensão, receio.

   Muita gente aproveita o mês de outubro para fazer espaciais sobre terror, o que faz sentido se levarmos em conta o dia das bruxas e coisa e tal, já eu sou fascinado pelo gênero e um bom thriller jamais será dispensado, quem não gosta de histórias de terror que inspiram certo medo na gente.
   Eu sou uma pessoa dificilmente impressionável, assim sendo uma história precisa ter muito mais que sangue, desviceração e desmembramento pra me causar apreenção, agora ossos quebrados é outra história, nunca quebrei um osso e esse é um grande medo que tenho, tenho agonia quando vejo um filme, foto ou vídeo onde o membro fica contorcido de forma inatural por causa de uma fratura.
  Gosto de histórias de terror porque são interessantes acima de tudo, e divertidas, não vejo a menor graça em histórias de violência gratuita onde só se importam em mostrar sangue e tripas, a história tem que ter um fundo coeso, mesmo que irreal, um exemplo disso é a franquia de filmes Premonição (Final Destination) onde, em cada filme, um desastre acontece, mas alguém, sabe Deus o porquê, prevê a catastrofe e "salva" um pequeno grupo de pessoas, e no decorrer do filme a morte vai atrás dos que tiveram a audácia de fugir dela.
  Não acho os filmes particularmente assustadores, mas gosto da ideia da história e vou falar um pouquinho de cada um aqui:




  O primeiro filme, lançado em 2000, traz um grupo de adolescentes que vai viajar para Paris numa espécie de escursão escolar, são os típicos colegiais dos anos 90. Mas antes do avião decolar um aluno vê o avião explodindo, uma briga ocorre e alguns alunos e uma professora são tirados do avião, que explode logo depois de decolar, fazendo de Alex (o adolescente que teve a visão) suspeito de ter causado o acidente. Quando os sobreviventes começam a morrer Alex percebe que a morte veio reivindicar os que eram seus por direito.
  É o filme onde é mais complicado entender os sinais e onde o protagonista fica mais perturbado no decorrer da história.





    Com o melhor desastre inicial da franquia temos o segundo filme, lançado em 2003, onde os sobreviventes não se conheciam, o que não impediu o entrosamento dos atores fazendo tudo parecer incrivelmente real, o filme é um exelente complemento para o primeiro onde a ordem das mortes não parece estar certa e além de buscar um modo de impedir a morte, os sobreviventes também buscam uma explicação pra tudo o que está acontecendo.
  O filme traz de volta Clear Rives, a única sobrevivente do primeiro filme e mostra como os sobreviventes tem alguma forte ligação com os (ex) sobreviventes do primeiro filme.
  O filme acontece exatamente um ano após o acidente do seu antecessor.






  Em 2006 lançaram o que, pra mim, ficou sendo o melhor filme da franquia, mesmo contendo erros graves de enredo, Premonição 3 leva, com louvor, o topo do pódio. O filme traz, novamente, adolescentes, formandos na verdade, como protagonistas, o acidente acontece em uma montanha-russa, onde o namorado e a melhor amiga de Wendy (a melhor protagonista de todas) morrem. Não tem tantas referências ao primeiro filme, como no anterior, mas são mencionados, juntamente com outras catástrofes que foram, de alguma forma previstas.
  Os erros de enredo aos quais me refiro são: Em um momento os personagens estão super abalados, pelo acidente e pelas mortes, no momento seguinte parece que nada aconteceu e então voltam a mergulhar na depressão novamente, Wendy é a que menos peca nisso, mas existem erros que centram na personagem dela também, como o fato de ficar constantemente falando da sua mania de ser mandona controladora e tals, e não demonstrar isso praticamente nunca.





  Já em 2009 lançaram o pior filme da franquia, uma ofensa aos demais, o primeiro a trazer um adulto como visionário (o cara que tem a visão, sabe?), e também o primeiro a ser gravado em 3D (erro dantesco), além das mortes terem ficado forçadas, absurdas e falsas, eles forçaram formas do 3D dar algum efeito "bacana" às mortes que resultou num fiasco total, com acidentes impossíveis (a morte do hospital é ridícula, mas nem tanto quanto a da oficina), mortes absurdas onde tiram o esqueleto de personagens (de novo na oficina, quem assistiu sabe do que estou falando) ou desintegram totalmente ele depois de um atropelamento, além de aumentar a potência de sugadores de piscina para a enésima potência.
  Os quatro amigos protagonistas são uma vergonha a parte, a melhor personagem é Lori, esposa do tapadinho que tem as visões, o protagonista, como já disse, é tapado, a amiga é uma louquinha estérica num momento e "não acredito em mais nada" no seguinte, nem vou perder meu tempo falando do outro, a única personagem a sentir alguma coisa com as mortes dos outros é, de novo, a Lori, os outros até fazem o mínimo para impedir mas depois que fracassam simplesmente esquecem que a dita pessoa existiu.





    Em 2011 foi lançado o quinto filme, que assim como o quarto tinha a intenção de fechar o ciclo (mas como já disse, o quarto filme é uma nhaca e seria desastroso fechar uma bela franquia com um filme podre), a diferença é que, de uma forma geral, o quinto filme é muito bom, o acidente inicial acontece em uma ponte, e os sobreviventes são funcionários de uma empresa que estavam a caminho de uma gincana, os personagens são convincentes e bem construídos, e sofrem com as mortes dos colegas como qualquer ser humano não psicopata (nem personagem do quarto filme) sentiria. O filme possui a morte mais tosca da franquia e também a mais agoniante (lembra o que eu falei lá em cima sobre ossos quebrados? Pois é!)
  O Elenco é incrível:
  E possui inúmeras referências aos outros quatro filmes, mesmo acontecendo, cronologicamente, antes de todos eles.
  O legista/coveiro/homem negro sinistro dos dois primeiros filmes está de volta e explica uma forma de enganar a morte, que é trocar a sua vez com a de outra pessoa, o que gera um pouco de ação no filme também, as pessoas fugindo da morte e também causando-a.











  Há inúmeros boatos que, devido ao enorme sucesso alcançado com o quinto filme, a franquia contará com mais dois, que serão gravados juntos e se complementarão, data de estréia ou qualquer outra coisa não foi definida ou divulgada, e não há nada que confirme os boatos dos próximos filmes, mas o que não faltam são especulações sobre o acidente inicial, elenco e afins, com vários cartazes feitos por fãs e até trailers montados pelos mesmos.




  Outro forte boato é que o sexto filme, antes mesmo de sua abertura, mostraria a morte de Kimberly Corman e Thomas Burke, os únicos sobreviventes do segundo filme, cuja a morte aparece em um jornal no final do terceiro filme (numa versão interativa do DVD, na versão normal o jornal apenas aparece pra mostrar que existe mas é impossível ler alguma coisa), jornal que interliga todos os acontecimentos do segundo filme, fechando o ciclo.








  Há também uma série de livros com a história dos três primeiros filmes, além de 7 com histórias inéditas, até onde minha pesquisa foi, nenhum deles foi traduzido para o português, mas para os que se interessarem são:

  Além de quadrinhos que podem facilmente ser encontrados online, existem sites e blogs dedicados exclusivamente à franquia, um muito bom (mas que não é atualizado desde 2010) é o Rest In Pieces Brasil (descanse em pedaços, nome muito propício e conveniente se tratando do que se trata :p )

  Enfim, fugi totalmente do objetivo da postagem, mas fazia tempo que queria falar desses filmes aqui, pois é uma das minhas franquias favoritas, você já assistiu algum? O que achou?

PS: deixei os sinais e o 180 fora da postagem para não ficar absurdamente extensa e pra que quem for assistir pegue por si mesmo.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Desafiando Temas: Céu


 Céu,
usando nuvens como véu
azul e brilhante
a iluminar nosso semblante

de onde vem a chuva e um sol de rachar
e, simbolicamente, onde um dia irei morar.

££££££££££££

  Tentativa ultra mega power fail de criar um poema, culpem a Nina, a Letícia e o Jeferson pelo sentimento de vergonha alheia que devem ter sentido ao ler isso (eles fazem parecer tão fácil)


Desafiando Temas: Ambições/Sonhos Futuros


  Sabe as duas perguntas favoritas de tia velha? "Como vai na escola?" e "O que quer ser quando crescer?" Tenho pavor dessa segunda, tenho 22 anos (com cara de 21, corpo de 30 e disposição de 80), 1,84 m e a pergunta "O que quer ser quando crescer?" continua me assombrando, recentemente foi que decidi qual carreira quero seguir, mas é algo que não vejo acontecer muito em breve também.
  É fato que é nescessário planejamento para o futuro, definir metas, lutar por nosso sonhos, mas diferente de meta, que é algo que nos propomos a fazer a curto ou longo prazo, sonho é algo que queremos alcançar, realizar, fazemos planos para realizar esses sonhos, mas como diz a Bíblia: "O coração do homeme pode fazer planos, mas a resposta dos lábios vem de Deus." Não me pergunte a referência, sou péssimo nesse tipo de coisa.
  Tenho alguns sonhos: Ser fluente em inglês (tá looooonnge), viajar pra Austrália e para Galápagos, entre muitos outros que não convém deixar públicos, não consigo me ver casado e com filho(s), acho que é algo que nunca vai acontecer. Vejo os últimos anos da minha vida de três formas: Serei um velho bobalhão, que vive tentando arrancar risadas dos que o cercam (coisa que faço meio que inconsientemente hoje em dia), um velho rabugento que tera como principal frase "Eles não aguentam a verdade" ou algo totalmente inesperado, que não consigo sequer imaginar.
  Claro que existe a possibilidade de os últimos anos da minha vida já terem passado e eu estar a menos de um do final da minha vida terrena... mas prefiro não pensar nisso.
  E você? Como você se vê daqui 20, 40, 60 anos? Conta pra mim (não me deixa no vácuo falando coisas "profundas", sqn, aqui sozinho.)


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