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quarta-feira, 17 de maio de 2023

[Opinião] A Casa Soturna - Charles Dickens #512

Compre pela Amazon 

Editora: Nova Fronteira
 
N° de Páginas: 794
 
Quote:
"Os advogados misturaram tudo em tamanha confusão, que os méritos originais da causa há muito desapareceram da face da terra. Trata-se de um testamento, e dos legados de um testamento... ou era disso que se tratava antigamente. Agora nada mais resta senão custas. Estamos sempre aparecendo e desaparecendo, prestando juramento, sendo interrogados, cruzando e descruzando petições, discutindo, selando, movimentando, encaminhando, relatando e dando voltas em torno do lorde Chanceler e de todos os seus satélites, e todos por igual valsando em torno das custas, até ficarmos reduzidos ao pó da morte. Essa é a grande questão. Tudo mais, em virtude de certos meios extraordinários, se esvaneceu. Sim, era a respeito de um testamento, quando ainda era a respeito de alguma coisa. Certo Jarndyce, numa maldita hora, conseguiu fazer grande fortuna e fez também um grande testamento. No discutir-se como os legados do tal testamento deveriam ser administrados, a fortuna deixada pelo testamento  foi-se dissipando; os legatários constituídos pelo testamento estão reduzidos a tão miserável condição que estariam suficientemente punidos se tivessem cometido o enorme crime  de receber uma herança, e o próprio testamento se tornou letra morta. De um extremo a outro da deplorável causa, todos precisam ter cópias sobre cópias de tudo que se tem acumulado em torno dela, capazes de encher uma carroça de autos(ou deve pagá-las sem possuí-las, o que é usual, pois ninguém as quer); e tem de entrar e sair de tanta coisa, em meio de tão infernal contradança de custas, honorários, asneiras e corrupção, como nunca foi sonhada nas mais horrendas visões do Sabá das Bruxas. A Justiça faz perguntas  à Lei; em troca, a Lei faz perguntas à Justiça; e a Lei acha que não se pode fazer isso, a Justiça acha que não se pode fazer aquilo; qualquer delas só sabe dizer que não se pode fazer nada sem o solicitador tal informar, e o advogado tal comparecer representando A, e o solicitador  tal informar, e o advogado tal comparecer em nome de B, e assim por diante, pelo alfabeto inteiro, como na história da Torta de Maçãs. E dessa forma, durante anos e anos, durante vidas e vidas, tudo continua, constantemente começando e recomeçando, sem que coisa alguma tenha fim. E não podemos sair do processo de forma nenhuma, porque nos fizeram parte dele, e temos de ser parte dele, quer gostemos, quer não."

 
Opinião: 
  Pelo "pequeno" trecho que destaquei acima você pode ter uma ideia do intrincado plano de fundo dessa história. Apesar do livro ser muito mais do que o eterno processo judicial Jarndyce e Jarndyce todas as personagens estão, de alguma forma, envolvidas e tendo suas vidas afetadas pelo tal processo, e são muitas personagens, uma quantidade ridícula de personagens, eu não contei nem fiz lista, mas indico ( a parte de fazer lista) mas já vi gente dizendo que passa de cem personagens, e eu acredito.
  Enfim, começamos vendo um pouquinho, muito pouco mesmo, sobre o tal do processo antes de sermos apresentados a nossa protagonista, uma garotinha chamada Ester, órfã criada pela sua madrinha uma mulher... amarga... e que nada tem a ver com o tal do processo, pelo menos é nisso que vamos acreditar por boa parte do livro. Com a morte da dita madrinha depois de falar com todo o carinho para Ester que ela e sua mãe são a desgraça uma da outra Ester é levada para receber educação e depois passa o tempo na casa de uma mulher que conhecemos com sra. Jelleby, essa mulher vive em função de escrever cartas, fazer petições e uma burocracia sem fim para, segundo ela, ajudar a África, mas não faz nada de concreto, inclusive fica tão presa nessa neura, teoricamente humanitária, que nada mais importa, nem sua infeliz família nem as crianças das quais, supostamente cuida, nem a sua casa que é um verdadeiro chiqueiro mantido em pé por infinitas gambiarras.
  Para a sorte de Ester ela não fica muito tempo morando nessa... er... casa, apesar de voltar lá em outros momentos no futuro, ela é levada para conhecer seu tutor, o cara que por alguma razão desconhecida a tirou da casa onde morava e a deu educação e sustendo, João Jarndyce. Acho que é um bom momento para reclamar das escolhas do tradutor, além de ter feito o bom humor do autor quase desaparecer por completo da obra essa ideia de traduzir os nomes das personagens causa muita estranheza, ainda mais com os sobrenomes peculiares que eles possuem.
  João Jarndyce é o único Jarndyce que vamos conhecer no livro, ele então denomina Ester como a dama de companhia de uma prima sua que também está sob seus cuidados, Ada, além dela um outro primo também vai morar na casa de João Jarndyce, a tal Casa Soturna do título, inclusive, esse chama-se Ricardo, e logo ele e Ada se apaixonam. Ester fica muito amiga de Ada e por ser extremamente responsável logo vira uma espécie de governanta da casa também.
  A Casa Soturna também é frequentada com frequência por um cara extremamente irresponsável, tratado como uma criança em corpo de adulto por João Jarndyce que vive atolado em dívidas que outros precisam pagar porque ele nunca aprendeu a lidar com dinheiro, e nunca fez questão, esse cara acaba tendo certa influência sobre Ricardo, que não demonstra muito interesse em trabalhar pois, na cabeça dele, o eterno processo que está se arrastando e ficando mais complicado por gerações vai magicamente se resolver e ele será um homem rico que não precisará trabalhar.
  Tudo isso vemos através da narração da própria Ester, ainda temos um outro narrador em terceira pessoa, que não é um narrador personagem, mas vai passear por todos os outros vários núcleos de personagens e deixar pistas de como todas essas histórias, uma mais bizarra e intrincada que a outra vão se cruzar e amarrar todas as pontas.
  Uma outra personagem que vale a pena falar, além de Lady Deadlock, que é importante pra caramba mas vá ler o livro pra saber dela, é uma senhorinha que vai todos os dias ao tribunal para acompanhar o eterno processo, ela é hilária (ou foi feita pra ser, já que a tradução mascara toda e qualquer comédia) e tem diversas gaiolas com pássaros em casa que comprou para libertá-los quando o processo finalmente for concluído, mas o que acontece é que os pássaros morrem de velhice e ela precisa comprar novos, já que o processo é eterno.
  Se fosse pra definir o livro com apenas uma palavra eu diria desafiador, ele não é uma leitura rápida, li ele em pouco mais de dois meses, mas já tinha lido cerca de metade dele ao longo de anos, mas precisei retornar ao início. Muito disso atribuo a tradução, com certeza se tivéssemos uma nova tradução esse seria um livro muito mais divertido e tranquilo de se ler. Apesar de que é consenso de que este não é um livro tão engraçado como os demais do autor, mas ele tem seus momentos.
  A mensagem principal do livro, quem sou eu pra definir, né? Mas eu diria que é mais ou menos o que vemos em O Deserto dos Tártaros, ficar com a vida estagnada esperando algo que, talvez e muito provavelmente nunca chegue... mas o livro vai muito além disso, cada um dos zilhões de personagens tem seus próprios dramas com suas próprias resoluções. É um novelão delicioso, desafiador, longo, lento, mas maravilhoso. Não recomendo como uma porta de entrada na obra do autor, mas se você já conhece ele, muito provavelmente você já adora, então vai pra essa leitura sem medo de ser feliz, sem pressa e degustando. Acho que é um dos livros que mais me orgulho de poder dizer que li.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

[Opinião] Grandes Esperanças - Charles Dickens #376

Compre pela Amazon 

Editora: Penguin Companhia

N° de Páginas: 655

Quote:
"Quanto a mim, creio que minha irmã imaginava que eu era um jovem criminoso que um parteiro da polícia havia detido (no dia de meu nascimento) e entregado a ela, para que lidasse comigo nos termos da majestade lesada da lei. Sempre fui tratado como se houvesse insistido em nascer, em oposição aos ditames da razão, da fé e da moral, e ignorando os argumentos de meus melhores amigos."

Opinião:



sábado, 20 de junho de 2020

[Opinião] David Copperfield - Charles Dickens #284

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Cosac Naify

N° de Páginas: 1312

Quote:
"Poderia eu dizer que o seu rosto se foi - mudado como tenho razão para lembrar, morto como sei que está - se ele volta a surgir diante de mim neste instante, tão nítido como qualquer rosto que eu possa escolher olhar numa rua cheia de gente?"
Sinopse:
  Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros. Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio do livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu filho predileto. A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.
Opinião:
  Nada que eu seja capaz de falar vai poder passar próximo de tantos sentimentos, sensações e acalento que esse livro me proporcionou, e provavelmente não serei o único que você verá falando isso.
  Foi uma extensa jornada? Foi, e como... foram três anos de leitura. Você talvez se espante, mas foram três anos em que estive muito bem acompanhado, obrigado! E óbvio que não li ele direto, me limitava a um ou dois capítulo por mês, no final de novembro faltavam cerca de 400 páginas, ainda, mas resolvi terminá-lo.
  Por volta de 2013 ou 2014 eu li uma versão adaptada dessa história, onde ele condensaram a vida do David em menos de 400 páginas, ou seja já conhecia alguns rumos da história. O personagem Steerforth, por exemplo, nunca tinha tido "o prazer" de conhecer, mas o detestei logo de cara, por maior que fosse a amizade e devoção do protagonista por ele eu só sentia vontade de socar o cara sempre que ele aparecia.
  Me lembrava vividamente de quão insuportável era a Dora e quão odiosos eram Uriah Hepp (só de mencionar o nome me dá náuseas) e os irmãos Murdstone, mas eu não imaginava que a história completa era ainda pior.
  Na realidade quando Uriah apareceu pela primeira vez eu fiquei com os pés atrás com ele, ele parecia muito polido e humilde (como ele mesmo diz, exaustivamente), mas acredito que por ter ficado com asco dele guardado em meu subconsciente pelo que ele faria depois (e eu já não lembrava) estava me avisando para não confiar nele. Fato é que ele será o grande vilão do livro, e, usando as palavras de Tati Feltrin, é uma das criaturas mais xexelentas de toda a literatura.
  Enfim, do que trata a história todo mundo sabe, certo? Não vou aqui me ater a isso.
  Como disse no começo não há nada que eu seja capaz de falar que faça jus a quão incrível é esse livro. Adoraria fazer uma postagem a altura dessa obra, enaltecendo-a o tanto que ela merece... mas não sou capaz...
  A única coisa que posso dizer é, leiam. Ele se tornou o meu livro favorito, e nunca vi alguém que tenha lido e não tenha gostado.
  A Michelly (canal dela aqui) tem um clube onde ela fala com propriedade e capacidade sobre alguns grandes livros, e em algum momento desse ano ela vai ler essa coisa maravilhosa, super indicio que participem.

Foto -Charles John Huffam Dickens

terça-feira, 19 de maio de 2020

[Opinião] A Casa Assombrada - Charles Dickens #276



Editora: Folha de São Paulo
N° de Páginas: 96

Quote:
"Ai de mim, ai de mim! Amigos,nenhum outro fantasma assombrou o quarto do menino desde que o ocupei, exceto o fantasma da minha própria infância, o fantasma da minha própria inocência, o fantasma da minha própria crença etérea.  Mais de uma vez persegui o fantasma: jamais esse meu passo de homem alcançou-o, nunca mais esse meu coração de homem manteve sua pureza."

Sinopse:
  A Casa Assombrada saiu em 1859, como primeiro número natalício de All the Year Round. A edição original, quase um romance por sua dimensão, constava de oito capítulos. 
  O introdutório, uma espécie de "moldura", é intitulado Os Mortais na Casa: o eu narrador fala de uma casa de campo inglesa, alugada por seis meses por bom preço justamente por sua fama de ser infestada de fantasmas.
  Mas ele, incrédulo e cético, convoca alguns amigos de confiança comprovada para dissipar a lenda, colocando cada um deles em cada um dos sete quartos da casa, segue-se, assim, sete capítulos, cada um com o título do fantasma residente em cada quarto, mais uma paginazinha de conclusão.
  Mas nem todos os capítulos foram escritos por Dickens: atraídos por sua fama e sucesso, vários escritores mais ou menos bem sucedidos de Ghost stories apresentam-se para escrever cada um dos capítulos, tanto que o próprio Dickens qualifica honestamente o "Extra Christmas Number" da revista como "conducted" (ou seja, dirigido, coordenado) por ele, evientemente declinando de uma autoria que não lhe pertencia in toto.
  Após algum tempo, porém, a vaidade autoral deve ter se feito sentir, e então saiu uma nova edição do conto, dessa vez reduzido a dois capítulos: Os Mortais na Casa e O Fantasma no Quarto do Mestre B., os únicos escritos de seu punho (à parte a paginazinha conclusiva) na edição de 1859.

Opinião:
  Esse é um daqueles livros - na verdade é um conto, mas como li ele em uma edição que só tinha ele vou tratá-lo como um romance - que você termina sem saber exatamente o que achou...
  Começamos a história conhecendo John, que aluga um velho casarão por um precinho camarada, já que é considerado um casarão assombrado. Para colocar a lenda abaixo o protagonista chama então sete amigos para ocuparem todos os quartos da casa, ele teve cuidado de chamar pessoas que eram tão céticas quanto ele, mas talvez isso não tenha sido suficiente...
  A história é basicamente isso, o primeiro capítulo, onde conhecemos os ditos amigos e vemos a distribuição dos quartos é muito bacana, Dickens tinha uma forma única de escrever e tudo que eu leio dele eu sinto como se me transportasse... já o segundo capítulo, é meio estranho... ele é também brilhantemente escrito, mas ele pesa o pé no pedalzinho do absurdo, sei que é uma história de fantasmas (e Dickens era ótimo escrevendo esse tipo de coisa, Um Conto de Natal é maravilhoso), mas eu achei que aqui ele viajou demais e minha suspensão da descrença não conseguiu acompanhar muito bem....
  Ah, sim. Esse livro faz parte de uma coleção muito bacana lançada pela Folha de S. Paulo, com contos de grandes escritores publicados em edições bilíngues, então sim, aqui temos uma edição bilíngue, mas por ser um livro do século XIX o inglês dele é bem complicadinho, felizmente podemos acompanhar o texto em português. Mas mesmo sendo uma edição até simples ela possui orelhas e páginas amareladas, mas o melhor são as notas de rodapé, que nas páginas com o texto em inglês explicam expressões e phrasal verbs para quem não é fluente no idioma... like me, for exemple.
  São edições bastante didáticas e muito interessantes, perfeitas para quem quer exercitar o inglês além de ser uma ótima oportunidade de conhecer contos clássicos.

domingo, 17 de abril de 2016

Desafio Livrada 2016

  Oi povo,
  Não sei se é do conhecimento de todos, mas o Yuri do blog/canal Livrada promove, todos os anos um desafio literário para o ano. E esse ano eu resolvi participar, mesmo não acompanhando o trabalho do Yuri.
  Vou deixar o vídeo do desafio desse ano abaixo para que vocês entendam bem como funciona e depois vou deixar as minhas opções de leitura para cada categoria, não que eu vá cumpri-las a risca, são só opções.

01. Um Prêmio Nobel

  Tive dúvidas sobre esse, e sobre muitos outros também na verdade, mas decidi ler algo do Gabriel García Marquez, tenho dois livros dele aqui e talvez eu leia ambos.




02. Um Livro Russo

  A muito tempo tenho vontade de conhecer a literatura russa, mas vivo adiando por medo. Tenho alguns livros escritos na União Soviética aqui e provavelmente vou ler algum deles.

A Morte de Ivan Ilitch
Ivan, O Terrível
Crime e Castigo
O Jogador

03. Um Cânone da Literatura Ocidental

  Agora eu preciso de ajuda... Não sei exatamente o que escolher, a definição que encontrei é um livro que tenha acrescentado algo à cultura do ocidente, acredito que seria algo considerado um clássico. Posso estar errado, mas enfim. De qualquer forma minha escolha já foi lida e é:



  É um livro que adorei, inclusive logo, logo sai minha opinião sobre o livro.












04. Uma novela

  Posso estar errado, mas acredito que esse livro se trata de uma novela.

05. Um livro que não sabe porque tem

  Agora as opções são vastas.


06. Um autor do seu Estado

  Tenho algumas opções pra esse tópico também, mas é quase certeza que lerei:

07. Um livro publicado por uma editora independente

  Editora independente seria uma mais pequena, não as manda-chuvas Novo Conceito, Arqueiro, Intrínseca e afins. e para isso escolhi:

08. Uma ficção histórica

  Lá vai mais três opções:

09. Um livro maluco

  Aí fica difícil, como vou saber se um livro é maluco antes de lê-lo, assim vou selecionar um que já li, claro que esse ano:

10. Um livro que todo mundo já leu menos você

  Quero ao menos começar essa série esse ano.

11. Um autor elogiado por um escritor que você gosta

  Poderia ser o primeiro, elogiado pela Martha Medeiros, mas na verdade é o livro que é elogiado, então vamos para o segundo, que ainda não li e é elogiado pela Gillian Flynn.

12. Um livro bobo

  Também tenho duas opções que dispensam explicações. Além da série Diário de Um Bana que meu primo me emprestou.

13. Um romance de formação.

  Apesar de ter algumas opções quero colocar 2 livros que ainda não tenho mas quero muito ler ainda esse ano.

14. Um livro esgotado

    Escolhi esse porque tirando o meu eu nunca nem sequer ouvi falar dele:
Os Segredos da Torre de Nesle

15. As Aventuras do Bom Soldado Svejk

  ... Né?!

  E vocês? Vão participar do desafio? Torçam pelo meu sucesso.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Opinião] Cântico de Natal - Charles Dickens #104

Editora: Verbo

N° de Páginas: 92

Citação:

 A vida de cada homem prenuncia um certo fim que chegará irremediavelmente se o ser humano persevera no seu caminho [...] Mas quando esse ser se afasta desse tipo de vida, o fim muda certamente. Diz-me se aquilo que me vais mostrar é a realidade a que não se pode fugir, ou aquela que pode vir a suceder."




Opinião:
  Ah, Rudi, cadê a sinopse? Sério que você não sabe sobre o que é a história?
  Finalmente, FINALMENTE, consegui ler algo integral do Dickens, mesmo que tenha sido só um conto, pra quem não sabe é aquela história do Ebenezer Scrooge, que tem trocentas adaptações (incluindo a absurda, mas muito divertida, "Minhas Adoráveis Ex-Namoradas")
  Em primeiro lugar, não sei porque as linhas estão ficando tão separadas ¬¬' Mas voltando ao assunto previamente estabelecido: a narrativa do Dickens é incrível, mesmo não sendo a mais fácil, ela é gostosa de se ler, é aconchegante, mesmo não tendo quase nada do humor que vi em As Aventuras do Sr. Pickwick, essa história é mais reflexiva, totalmente previsível, mas mesmo assim não deixa de encantar, já que o melhor, e mais tocante da história é justamente a narrativa.
  A história traz várias mensagens, não só a mudança de vida pela qual Scrooge passa, mas o perdão liberado pelas pessoas que sofreram com sua antiga conduta, é tocante e alguns momentos e perturbador em outros, um conto lindo, que merece ser lido e relido sempre que possível.
"Scrooge semiergueu-se, mas deu de caras com o visitante sobrenatural que as havia puxado para trás, tão perto dele como eu estou de ti, leitor. E deves lembrar que, em espírito, estou mesmo ao teu lado."
  Em diversos momentos o autor conversa com o leitor, faz com que participemos da história tanto quanto ele, ele não está apenas contando uma história, está conversando conosco sobre um acontecimento, do qual nenhum de nós teria como ter presenciado, a menos que o próprio narrador fosse outro fantasma.
  Mas é isso minha gente, espero, realmente que tenham gostado, e me contem qual é a adaptação que mais gostam desse conto e se já leram o original ou qualquer coisa do Dickens, um feliz natal a todos "E tal como o pequeno Tim comentava: Deus nos abençoe, a todos!"

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[Vídeo] Lidos em Agosto de 2014 + Divagações

 Olha só, depois de um longo e tenebroso inverno (acreditem, foi um longo e no mínimo rigoroso inverno) eu volto com o vídeo de leituras do mês... pra ele não ficar com horas de duração vou mostrar só os de Agosto, mas se quiserem ver o que eu achei de alguns livros (não falei de todos eles) que li em Junho e Julho vou deixar também os links das postagens nas quais falei deles...
Junho:
Eu Sou o Mensageiro - Markus Zusak
Dinossauros Entre Nós: Não falei dele mas só digo que foi uma grande decepção... se quiserem uma opinião mais detalhada eu faço uma postagem pra ele.
Insônia - Stephen King: Parece que eu tinha lido a tanto tempo mas faz só 3 meses...
Não Volte Para Casa do Mesmo Jeito - Josué Gonçalves, é bem bacaninha... também não falei dele mas... é bem bacaninha (ponto)

E foram apenas esses que li em Junho

Julho:
Marina - Carlos Ruiz Zafón ♥o♥
As Aventuras do Sr. Pickwick - Charles Dickens (ainda vou ler algo integral do autor... por honra)
Eu Sou o Número Quatro - Pittacus Lore (obrigado Mirian, pela troca tranquila e pelo bilhetinho fofo :3)
A Última Grande Lição - Mitch Albom (bom, principalmente para entender mais sobre a doença que anda fazendo todo mundo tomar banho gelado)
Garota Exemplar - Gillian Flynn (com sorteio, corre que ainda dá tempo)

Agosto:


A Graça da Coisa - Martha Medeiros (Owwwuuuuunnnttt *o*)
Vinda Com a Neve - Odette e Barros Mott (Minha vizinha mudou-se T-T)
Mago e Vidro - Stephen King (Caminho para a Torre Negra: 2462 páginas percorridas, faltam 2603)

  Não deixem de visitar o blog do Gabryel que deu essa tão necessária recauchutada por aqui

  E é isso minha gente... espero acho que não estou esquecendo de nada mas provavelmente estou, sinto isso...
 Grande abraço pro6!

domingo, 20 de julho de 2014

[Breve Comentário] As Aventuras do Sr. Pickwick - Charles Dickens

  Vocês podem imaginar minha indignação quando termino de ler o livro e percebo que ele é apenas o volume 1, e o quanto a indignação cresceu quando fui na biblioteca e descobri que eles não tinham o volume 2. Será possível que nunca vou conseguir ler algo inteiro do Dickens T-T.
  Como não li o livro inteiro não tenho como falar dele como um todo, assim sendo vou fazer um breve comentário sobre a primeira parte da história (já que foi tudo que li :/)
  A história é reescrita a partir do caderno de anotações do Sr. Pickwick e dos membros de seu clube, cadernos esses que parecem ter sido encontrados por grandes admiradores do Sr. Pickwick, admirador esse que é o nosso narrador.
  Ele meio que nos cansa se referindo ao Sr. Pickwick como "Esse homem de espírito gigantesco" "Esse homem de generosidade ímpar" e por aí vai, tá, o Sr. Pickwick  é realmente uma pessoa admirável, mas poxa Dickens, nos mostre isso nas ações do personagem, não estou dizendo que as ações de Pickwick não nos fazem admirá-lo, mas o narrador exaltando ele a cada frase me irritou um pouco.
  a história é uma viagem do Sr. Pickwick com alguns membros do seu clube, os personagens que eles encontram nessa viagem são o melhor de tudo, um cara que não consegue terminar uma frase e já começa outra, que fala muito e rápido demais para poder ser entendido, a "tia solteirona" nos proporciona um momento muito cômico, ela foge com um rapaz que a engana e quando o irmão vai atrás dela com o Sr. Pickwick e o Sr. Snodgrass o rapaz fala que ela foi com ele por livre e espontânea vontade e ninguém pode obrigá-la a voltar pois ela e dona de si, já tem mais de 21 anos e o irmão indignado diz "mais de 21? Ela tem mais de 41! mais de 50 até"
  Há também um criado gordo e dorminhoco (sobrenaturalmente dorminhoco) chamado Joe que nos faz rir bastante. A narrativa não é das mais fáceis e a letra dessa edição é minúscula, o que cansa e atrasa a leitura, mas espero ter a oportunidade de ler o livro completo futuramente.
Quotes:
"Estar diante das luzes da ribata é o mesmo que assistir a uma reunião da corte e admirar os vestidos de seda da multidão faltosa; estar atrás delas é ser o fabricante dessas pompas, desprezado e desconhecido, que pode afundar ou nadar, morrer à míngua ou viver, como quiser a fortuna."31
"Céus! Que não daria eu para que me devolvessem os dias da minha infância, ou para que pudesse esquecê-los para sempre." 48
 Tem uma outra parte que gostei muito mas não anotei onde um homem fala algo sobre as mulheres serem a grande alegria e alguma outra coisa dos homens e outro responde:
"Isso é verdade"
"Quando estão de bom humor" o primeiro conclui
"Isso também é verdade."

  Resumindo o breve (sqn) comentário: é um livro que nos diverte e nos faz rir, a história não é a mais incrível já escrita mas é atraente e interessante, personagens bem construídos e divertidos, situações cômicas bizarras mas possíveis.

domingo, 6 de julho de 2014

A Quantas Anda?#1 [Foco manda Lembranças]

  Hoje (de tarde :p), vim falar em que pé andam minhas leituras, já que elas estão meio lentas e vou demorar um tiquinho pra falar de cada livro.
  Fazia uns dias que pretendia fazer algo assim mas o que realmente me motivou foi ver a coluna Histórico de Leitura, no blog do Gabryel.
  No momento estou com 6 livros em andamento (porque não consigo manter a atenção no mesmo por muito tempo), obviamente não estou dando a mesma atenção a todos, mas enfim...
   Mais uma vez: desculpem pelas fotos embaçadas, tremidas, desfocadas ou o que mais elas estiverem...
Mago e Vidro (A Torre Negra IV) - Stephen King.
Total de Páginas: 1012   Páginas Lidas: 523
  Acabei de passar do primeiro Interlúdio (nunca tinha visto isso na vida) e estou pouca coisa pra frente da metade do livro, eu esperava mais enrolação e caminhadas sem fim com eventuais desvios do caminho do Feixe de Luz por motivos de força maior, mas esse livro foi grande parte um belo flash-back do Mundo Médio antes de ele "seguir adiante".


O Colecionar de Lágrimas - Augusto Cury
Total de Páginas: 366    Páginas Lidas: 98
  Minha releitura sem pressa de O Colecionador de lágrimas anda muito bem obrigado, não estou com pressa nenhuma de terminá-lo, até porque já li e sei o final, estou mais curioso pelo segundo volume, é o único dos livros que estou lendo que paro no meio de um capítulo, leio ele apenas no meu intervalo (os 15 minutos) do serviço.

A Graça da Coisa - Martha Medeiros
Total de Páginas: 215    Páginas Lidas: 20
  Bom demais para ser lido numa tacada só, esse eu leio quando sei que não terei tempo de ler um capítulo inteiro de outro livro. Estou adorando.

As Aventuras do Senhor Pickwick - Charles Dickens
Total de Páginas: 294    Páginas Lidas: 30
   Esse vou ter que pegar mais firme para terminá-lo no prazo de devolver para a biblioteca, desde que li a adaptação de David Coopperfield estava louco para ler algo que fosse realmente do Dickens, então fui na biblioteca e encontrei esse, tenho Um Cântico de Natal mas não me pareceu certo ler ele "fora de época :p.
   Esse é bem bacana e engraçado, estou gostando bastante.

O Melhor da Super - Er... tenho que colocar o nome dos autores de cada reportagem?
Total de Páginas:  294 (também)  Páginas Lidas: 87
  Sempre gostei das reportagens da revista e tive que conhecer o que eles julgaram ser as 25 melhores reportagens dos 25 anos da revista (completados em 2012). Adorei umas, odiei outras, fui indiferente a algumas, mas no geral está sendo bem bacana.

Meu Barco & Eu - John Grogan
Total de Páginas:  197      Páginas Lidas: 12
   Como falei no post anterior, não é bem o que eu esperava, só li duas crônicas até o momento, e ambas foram sobre aquela famosa foto do soldado beijando a namorada. Espero que tenha algumas sobre cães e com o humor que o autor usou em Marley e Eu.

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