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sábado, 2 de abril de 2016

Leituras do Ano: As 10 Melhores e as 5 decepções

  Sei que já estamos em abril, mas como não fiz issoaté  hoje, vamos fazer....
  O ano de 2015 foi um ano bem diversificado no quesito leituras, algumas muito boas e outras nem tanto... Lembrando que se quiser ler minha opinião sobre os livros é só clicar em suas respectivas fotos.

Os 10 Melhores

  Com certeza um dos melhores foi o primeiro que li no ano. Stephen King é um dos meus autores favoritos e esse se tornou o meu favorito. À Espera de Um Milagre é um livro emocionante sobre preconceito e a bondade presente, ou não, dentro do coração humano. Além de ser o único livro do King no qual ele mostra o lado (que deveria ser o único) bom dos cristãos, mostra como todos, não só ''religiosos'', deveriam se comportar, tentando fazer tudo que estiver ao seu alcance para ajudar o próximo e fazer o bem.

  Claro que Harlan Coben tem que aparecer na lista dos melhores do ano. Quebra de Confiança foi o único livro do autor que li no ano passado mas se tornou um dos meus favoritos entre suas obras, esse é o primeiro livro da série protagonizada pelo personagem Myron Bolitar, e também mostra porque o personagem tem tantos fãs.

  O segundo livro da Lucinda Riley que li superou em muito o primeiro, apesar de parecer um romancezinho meloso (principalmente pela capa), A Rosa da Meia-Noite consegue ser um livro completo, além de toda a trama histórica, que inclui também uma certa dose de romance, temos um belo drama, um incrível mistério e uma inesperada reviravolta.

  Martha Medeiros é outra autora que sempre marca presença nessa lista, Feliz Por Nada é um livro digno de sua autora, onde mostra que não precisamos de mais motivos para sermos felizes. Além de questões do cotidiano expressas de forma apaixonada e com muita inteligência, ela fala também dos sentimentos dentro de cada um de nós. inclusive, esse livro traz um texto que inspirou uma famosa banda brasileira a escrever uma bela canção.

  Caixa de Pássaros é o primeiro livro do músico Josh Malerman, e que livro. Um livro tenso, que nos mostra uma ideia original, mesmo que pontuada com uma ou outra cena batida, que nos faz pensar em todos os nossos medos e nos faz sofrer de ansiedade.

  Morria de vontade de ler algo da Jandy Nelson, graças a parceria com a linda da Novo Conceito que tive esse ano (passado, no caso) tive a oportunidade com Eu Te Darei O Sol, um livro comovente, talvez com um certo excesso de romance, mas realmente incrível. Uma história sobre timidez, auto-conhecimento, talento, perda, saudade e amor, principalmente entre irmãos. Um livro que mostra que com esforço e dedicação podemos fazer do mundo um lugar melhor, nos tornando, primeiramente, pessoas melhores.

  Outro motivo pelo qual não tenho palavras para agradecer pela oportunidade que me foi concedida pela NC foi ter podido ler o incrível Fragmentados, do Neal Shusterman. Um livro pesado, que mostra o pior que o ser humano pode fazer. E nos faz refletir, fazendo-nos pensar se somos tão boas pessoas como gostamos de pensar que somos.

  Vocês já sabem que Stephen King é um dos meus autores favoritos, na verdade está ali competindo o primeiro lugar com um outro carinha do qual falaremos mais tarde, e Joyland é a prova do brilhantismo desse cara. Ele conseguiu escrever um livro curto com diversos elementos e tramas paralelas e ainda conseguiu desenvolver os personagens de forma que só ele consegue. E tudo isso sem deixar pontas soltas e criando uma história com mistério intrigante, elementos sobrenaturais convincentes e um drama comovente e lindo, um livro tocante, sobre a busca pela verdadeira felicidade e sobre o poder da amizade.

  O autor que compete pelo primeiro lugar com o King é o japonês Haruki Murakami. Conheci o autor através do conto Sono, publicado aqui numa senhora edição da Alfaguara. É um conto curto sobre uma mulher que simplesmente para de dormir e sua vida muda, mas no decorrer da leitura começamos a pensar se ela realmente não está dormindo, se não é tudo um sonho, ou se ela sequer está viva. É uma história que nos faz refletir bastante sobre a rotina e no quão mecânica e monótona tem se tornado a nossa vida.

  David Baldacci é um grande autor de suspenses policiais (porque como autor de romance, vamos ignorar usas tentativas) Poder Absoluto foi o único livro do autor que li esse ano, e está ali competindo pelo meu favoritismo com o incrível Traição Em Família. Um livro forte, mostrando o quão perigosa pode ser a pessoa que comanda uma nação e que tem sede de poder. Mostra que nenhum de nós é 100% mocinho ou bandido.

Menções Honrosas

  Alguns livros não conseguiram entrar na lista dos melhores mas realmente se destacaram. E é deles que vou falar aqui. Para não enrolar demais vou falar apenas uma frasezinha sobre cada um.

Se você me conhece não precisa de explicação, certo?


  Olha só quem aparece de novo!

  E mais uma vez... O Apanhador de Sonhos só não entrou para a lista principal por causa da perseguição interminável que dura quase metade do livro.

  Um Lugar Chamado Liberdade foi meu primeiro contato com Ken Follett, e adorei a escrita do autor, uma história comovente e linda, que só não entrou na primeira lista por causa de uma cena irritante... repetida, com alterações, por diversas vezes.

  Um livro incrível e assombroso sobre a mente humana em toda a sua complexidade... mas que se perdeu em um romance desnecessário que acabou descaracterizando os personagens.


As 5 Decepções

  Cadê o Mateus pra me zoar? Eu adorava a seção ''Cadê?" da revista Recreio quando era mais novo, e quando soube da proposta de Ache Momo do Andrew Knapp quis conferir, pois me parecia algo parecido. mas as fotos não são nada desafiadoras.

  Ganhei Arkansas de presente da editora. Eu nunca tinha nem sequer ouvido falar desse tal de John Brandon e como adorei a edição do livro e o trecho na quarta capa me fez rir horrores fui ler com expectativa de que fosse, ao menos, um livro divertido. Mas é um livro enfadonho com uma história chata. O que salva são os diálogos, que esses sim, são muito divertidos.

  O quarto livro da série The Walking Dead foi beeeeeeeeeeem decepcionante, coisas absurdas que acontecem em momentos impossivelmente oportunos. Focando demais em personagens chatos e irritantes, tá, eu sei que ela, supostamente, é a protagonista dos livros mas ela não demonstra nenhum amadurecimento, mas mesmo assim eles insistem em afirmar o contrário.

  Quando li A Mortalha da Lamentação estava vendo o começo da terceira temporada de Doctor Who, e tinha visto uns pedaços de alguns episódios com o Décimo Primeiro Doutor. E na minha inocência acreditei que Tommy Donbavand tinha feito uma boa caracterização do personagem. Triste engano. Na minha empolgação achei que só os palhaços da história eram coisas ridículas... mas não, o livro é 75% ridículo e 25% um plágio descarado, e tosco, de coisas que apareceram na quarta temporada. E o pior é que minha opinião foi super positiva... espero que minha retratação aqui seja suficiente.

  Nem quis escrever sobre esse livro... mas como tenho que preveni-los, vou fazer isso agora: O livro em questão é meio que suas decisões determinam o fim da história... Mas ele é incrivelmente tosco. As escolhas são basicamente para ou continua, e se, assim como eu, você continuar sempre, a história fica ridícula e totalmente sem nexo.

  E é isso meu povo, não incluí os livros horríveis que já esperava que fossem horríveis. Mas eis a minha lista. E a de vocês? Deixem aí nos comentários.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lidos na Maratona (Julho de 2015)

  Oi minha gente, Hoje venho contar para vocês como foi a minha maratona literária de inverno, o resultado foi bastante satisfatório, considerando que mês passado li apenas dois livros esse teve como saldo final 5 livros e mais alguns quadrinhos... sendo assim, vamos às leituras.
  Só pra quem não está habituado, se quiser ler minha opinião mais detalhada é só clicar nas fotos dos  livros

  Comecei o mês lendo Eu te Darei o Sol, da Jandy Nelson, e simplesmente adorei, minha intenção era terminá-lo antes de começar a maratona, mas acabei demorando mais do que o esperado.

  Depois li o primeiro livro que separei para a maratona, Jurassic Park do Michael Crichton, e ele cumpria os desafios livro com mais de 400 páginas, início de uma duologia, livro que já virou filme e gênero menos lido no ano anterior... e gente... que livro, QUE LIVRO!

  Depois embarquei na leitura de Fragmentados do Neal Shusterman, um livro que merece toda a propaganda de desconcertante que a editora tem feito, altamente reflexivo e que causa um certo incômodo, fazendo com que pensemos a que ponto pode chegar a falta de compaixão e o egoísmo da humanidade. E ele cumpriu o desfio de livro com capa azul ^^

  Depois li o incrível Joyland, do mestre, Stephen King, cumprindo o desafio de um livro que eu ganhei, não vou falar muito dele aqui pois a próxima postagem será minha opinião sobre ele.

  Então embarquei em outra coletânea de crônicas da Martha Medeiros, dessa vez foi o primeiro livro da "trilogia crônica" dela: Liberdade Cônica não me decepcionou no quesito conteúdo mas certas coisas no livro em si acabaram me incomodando, e vou falar melhor sobre isso quando der minha opinião sobre o livro.

  E para cumprir o desfio de livro com figuras resolvi ler quadrinhos porque né... é complicado um mês sem quadrinhos, apesar de que esse mês não li nenhum mangá (estou com 8 volumes de Fairy Tail atrasados :x), os quadrinhos que li esse mês foram:
  Pra variar uma edição cheia de acontecimentos, conhecemos melhor a história da irmandade de mutantes do futuro, principalmente o que aconteceu com o Fera, e as razões que movem Raze e Charles, os filhos da Mística, e por falar em Mística, Cristal finalmente é libertada e bate de frente com a Maria Hill.

  A revista da Liga da Justiça pela primeira vez desde que começou a conter as histórias da Liga da Justiça Unida foi 100% aproveitável, a chegada de Miiyahbin, e a revelação de suas origens fizeram a história valer e sobre Novos Titãs já vale pela arte incrível do Kenneth Rocafort, onde além de acompanharmos a recente fama adquirida pelo Casamata e pelo Mutano vemos também uma "noite de folga" da Ravena conhecendo uma banda que se inspira nela para criar suas músicas, se ela curte ou não a tal banda vocês vão ter que ler pra saber :p


  Finalmente temos o fim da saga Rebelião, mas a bonança não durou muito, uma severa tempestade já se abateu sobre a tropa novamente, e na história do Sinestro vemos mais uma vez sua inveja em relação a Hal Jordan, que já foi um personagem melhor viu?!


  O segundo volume da mensal Vingadores: Os Heróis mais Poderosos da Terra foi ainda melhor que o primeiro, as melhores histórias continuam sendo Loki: Agente de Asgard e Vingadores Secretos que são mais cômicas, principalmente os problemas do Loki tendo que se mudar constantemente porque as pessoas acham que ele é um integrante do One Direction. Mas temos uma grande surpresa na história do Capitão América e Homem de Ferro está bem melhor que a edição anterior. Além de Hulk continuar interessante, divertido e meio misterioso e Thor ter finalmente me conquistado com essa história.

  Li também o primeiro volume da nova mensal do Deadpool e mesmo tendo começado no meio de um arco (as histórias do personagem eram publicadas no mix X-Men Extra) eu gostei bastante, como diz o Vidal: "Leitor de quadrinho começa por qualquer lugar."

  Pra variar, mais uma edição do mix Tropa dos Lanternas Verdes com o Guy na capa, e mais uma vez, com a história dos Lanternas Vermelhos sendo a melhor do mix, mas adoro a tropa vermelha, então não sei se minha opinião pode ser levada a sério :p nesse volume também temos a história dos Novos Guardiões onde além da subtrama do sumiço de um dos guardiões templários temos toda a bagunça causada pelo Kyle e seu anel branco, o qual ele não tem nem noção da quantidade de poder que possui. E Larfleeze, onde o melhor continua sendo acompanhar Stargrave com sua nova mestra, uma mulher que se intitula como deusa e é onisciente, mantendo a consciência no presente, passado e futuro além de várias realidades paralelas, o que faz com que ela tenha o medonho déficit de atenção.

  E é isso minha gente, o que vocês leram esse mês? Participaram da maratona? Deixe aí nos comentários, vamos papear ;)


domingo, 19 de julho de 2015

[Opinião] Eu Te Darei O Sol - Jandy Nelson #139

Editora: Novo Conceito

N° de Páginas: 377

Citação:

Afinal, quem sabe? Quem sabe alguma coisa? Quem sabe quem está no controle? Ou o quê? Ou como? Quem sabe se o destino é apenas como você conta para si mesmo a história da sua vida? Outro filho talvez ouvisse as últimas palavras da mãe não como uma profecia, mas como uma alucinação por causa das drogas, algo para esquecer. Outra menina talvez não tivesse contado para si mesma uma história de amor sobre um desenho feito pelo irmão. Quem sabe se a vovó realmente achava que os primeiros narcisos da primavera dão sorte ou se só queria caminhar comigo pelo bosque? Quem sabe se ela acreditava na sua bíblia ou se ela apenas preferia um mundo onde a esperança, a criatividade e a fé triunfam sobre a razão? Quem sabe se existem mesmo espíritos (desculpe, vovó) ou só memórias vivas de entes queridos dentro de você, falando para você, tentando chamar sua atenção de qualquer jeito? Quem sabe onde é que o Ralph está? (Desculpe, Oscar.) Ninguém sabe."

Sinopse:
  Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente.
  Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
  Contado em perspectivas e tempos diferentes, Eu Te Darei o Sol é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Opinião:
  Pra quem achou que só a Carol ia opinar sobre os livros por aqui se enganou... eu só ando meio enrolado Resultado de imagem para emoticon lingua
  Está cada vez mais complicado deixar só 10 livros como melhores desse ano, e ainda faltam 6 meses pela frente...
  Enfim... Eu te Darei o Sol foi o último livro que li dos que recebi da Novo Conceito (junto com um livreto com passagens do livro e desenhos para colorir, além de uma caixinha de giz de cera) e é um livro simplesmente incrível. Como diz na capa: "O amor é apenas metade da história" e eu fiquei com certo receio pois não sou muito chegado em histórias de amor, pelo menos não aquele amor romântico de duas pessoas apaixonadas e nhé... por isso a Carol é que fala desse tipo de livro por aqui... Mas não é exatamente sobre esse tipo de amor que o livro trata, claro que mostra pessoas apaixonadas com palpitações causadas pelo toque da pessoa amada e essa coisa toda, mas é pouco, o livro trata do amor entre amigos e principalmente o amor que une uma família.
  Como podem supor pela sinopse o livro conta a história dos gêmeos Noah e Jude, já me conquistou aí, tenho fascínio por gêmeos, os capítulos intercalam sendo contados por Noah, dos 13 aos 14 anos e Jude, aos 16, mas muita coisa acontece nesse meio tempo e só podemos ver o que esse acontecimentos fizeram com os protagonistas, quão machucados e traumatizados eles ficaram, mas não temos detalhes de que acontecimentos são esses, isso só vai sendo revelado aos poucos, de forma sutil.
  A autora constrói os personagens de forma magistral, se aprofundando na mente dos mesmos, revelando toda a confusão que acomete cada pessoa nas idades em que os personagens estão.
  Fiquei com um pé atrás pelo fato de Noah ser gay, li um livro, ou melhor, tentei ler um livro com personagens homossexuais uma vez e a autora afundou a história em pornografia onde quando os personagens não estavam se atracando ficavam sonhando acordados com o órgão genital do outro... O caso aqui, felizmente, é totalmente diferente... Noah é um personagem tímido, traumatizado e educado, o típico garoto estranho, tanto que até possui o apelido de Bolha, por viver em seu próprio mundo, e eu super me identifiquei com ele (apesar de eu não possuir seu amor pela arte e pelo contato humano). Já Jude é uma garota consumida pela culpa, se acha responsável pela "grande tragédia" ocorrida entre os tempos em que se passa a história, e também é uma garota fragilizada e insegura, em vários momentos a autora faz o leitor querer abraçá-la e confortá-la (e em diversos momentos eu abracei o livro e soltei um Owuuunnn!)
  Mas não meu povo, o livro não é só chororô e drama... ele possui momentos de ação de suspender o fôlego além de arrancar várias risadas do leitor, principalmente pelos pensamentos exagerados de Noah, com sua tendência a elevar suas emoções a níveis astronômicos (outro momento em que super me identifiquei).
  Em suma, é um livro que nos mostra que podemos reconstruir o mundo e torná-lo um lugar melhor, com uma pequena boa ação por vez, talvez não mudemos o mundo todo, mas o nosso mundo somos nós mesmos que criamos, um livro que mostra que não podemos tomar decisões precipitadas porque quase nunca, ou nunca, sabemos todos os lados da história e as vezes a pessoa com quem lutamos pode muito bem ser a pessoa que tem as peças que faltam para o grande quebra-cabeça da vida se completar e nossa dores serem curadas... um livro que transborda arte e sentimentos, que mostra como as pessoas mudam com o passar do tempo e como eventos externos (e internos) e ações de pessoas próximas podem traumatizar alguém e jogá-lo em um poço onde só conseguirá sair com muito esforço ajuda e sorte.




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