Mostrando postagens com marcador Verus Editora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Verus Editora. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de outubro de 2023

[Opinião] As Vozes do Coração - Jodi Picoult #539

Editora: Verus

N° de Páginas: 392

Quote:
"Talvez eu ficasse assim se você morresse. Talvez chorasse desejando que houvesse tido um minuto extra. Talvez gastasse meu tempo e dinheiro entrando em contato com médiuns, lendo sobre o mundo espiritual, na esperança de encontrar você e ter a chance de lhe dizer coisas que não disse. Talvez eu olhasse duas vezes no reflexo dos espelhos e vitrines na esperança de ver seu rosto novamente. Talvez eu me deitasse na cama como agora, com os punhos cerrados com tamanha força, tentando me convencer de que você está em pé, em carne e osso, diante de mim. Mas, com toda a probabilidade, se você estivesse morta, eu não teria nenhuma chance. Não conseguiria dizer o que devia ter lhe dito todos os dias: que eu amo você."

Opinião:
  É a primeira vez que leio um livro da Jodi Picoult que não tem um tribunal no meio, não criticando a formula da autora, mas que ela existe, existe.
  Aqui vamos conhecer a história de uma família: Jane, Oliver e a filha adolescente Rebecca. Jane é a filha de um pai abusivo, e para fugir dos mais tratos deste ela sai de casa e se casa com Oliver, um oceanógrafo bem sucedido fissurado por baleias e que considera seu trabalho mais importante do que a sua família. Juntos tiveram Rebecca, que quando era uma pequena bebê e os pais brigaram, foi para o outro lado do país com a mãe. Jane e Oliver estavam em pé de guerra pela filha, entre outras coisas... Para acalmar o marido Jane coloca a filha (que se não me engano tem uns 5 anos) num avião e a manda pra casa... Mas o avião cai durante a viagem, e Rebecca é a única sobrevivente... Qual o peso disso pra história? Confesso que não muito, existe um trauma, que será revisitado, mas se toda essa coisa do avião fosse retirada da história acho que não faria lá muita diferença.
  Agora, uns dez anos depois, se não me engano, Jane e Oliver brigam... De novo, em um ataque de fúria Jane estapeia o marido, o que a faz lembrar das surras que levava do pai e da briga que teve quando a filha era pequena... O que a faz entrar em contato com o irmão Joley, que vive em uma fazenda de maçãs, onde ela pretende ir se abrigar. Mas o irmão resolve fazer com que Jane faça uma viagem diferente, então combina com ela que escreverá cartas que a guiarão pelo país, revisitando lugares que, na opinião dele, ela precisa visitar. E aí começa sua jornada até chegar, enfim, na fazenda onde o irmão mora.
  A autora vai dividir a voz narrativa entre os quatro personagens já mencionados, além do dono do pomar onde Joley vive. Mas essas narrativas serão bem diferentes entre si. Jane lembra muito do passado, enquanto alterna com o presente. Joley narra através das cartas que escreve para Jane, Oliver narra de uma forma opressiva, desenrolando planos mirabolantes e falando incessantemente sobre baleias. Já Rebecca começa narrando de um futuro próximo ao final da história e a cada capítulo ela retrocede, até encontrar os demais narradores.
  Já conheço bem a forma da autora escrever, e gosto muito, aqui não foi diferente, é uma história muito mais simples do que as outras que já li da autora, mas ela compensa bem com essas narrativas diferentes, além de todas as subtramas que acontecem. A meu ver ela perde um pouco a mão próximo ao final, muita coisa acontece e ela acaba se perdendo um pouco. 
  Mas é uma história envolvente, agoniante em vários momentos e com um final um tantinho decepcionante, mas pelo conjunto da história, acredito que seja uma leitura que valha a pena.





quarta-feira, 3 de maio de 2023

[Opinião] Mate o Próximo - Federico Axat #511

Compre pela Amazon 

Editora: Verus
 
N° de Páginas: 374
 
Quotes:
 "A Mente é uma caixa mágica. Cheia de truques. Ela sempre se vira para te dar um aviso. Também para te dar uma rota de fuga. uma porta..."

"Olhe a quadra de basquete. Tem dois lados bem diferenciados, separados pela linha central. O mesmo acontece com o mundo real e o mundo da loucura, Ted. Ou você está são ou não está, não existe meio-termo. Ou joga em um time ou em outro. Se está trancado neste lugar e tem sorte, se os remédios funcionam e os médicos acertam no seu diagnóstico e seu tratamento, talvez você tenha a sorte de passar de um time para o outro, pelo menos por um tempo. O que você não pode fazer é jogar nos dois times, entende?"

 
Opinião:
  Depois da incrível experiência que foi a leitura de O Pântano das Borboletas fui logo atrás de outra coisa do autor, e encontrei este, o único outro livro dele publicado no Brasil, já vou deixar aqui a reclamação sobre a tradução do titulo, o original se chama La última salida, e faz muito mais sentido com a história, apesar de que Mate o Próximo também... até certo ponto.
  Aqui conhecemos Ted, ele foi diagnosticado com um tumor no cérebro que irá matá-lo em pouco tempo, então ele aproveita que a esposa e as filhas estão viajando e orquestra um suicídio, quando está prestes a se matar em seu escritório com um tiro na cabeça alguém começa a bater insistentemente na porta, chama seu nome e pra ficar tudo mais estranho ele vê um papel na mesa do escritório escrito com sua própria letra dizendo para ele abrir a porta, que é sua última saída.
  Na porta tem um cara estranho que oferece uma... er... oportunidade, por falta de palavra melhor. Fala que faz parte de uma espécie de organização que utiliza os serviços de suicidas, mostra uma pasta de um criminoso que escapou da condenação e fala para Ted matá-lo, logo depois mostra outra pasta de um homem que, assim como ele, ia se suicidar e foi recrutado para dar cabo de um criminoso que escapou da justiça, a tarefa de Ted é matá-lo, que ele está esperando por isso, já que a família supera um assassinato com "mais facilidade" do que um suicídio. Depois disso Ted deve esperar que o próximo recrutado venha matá-lo, ele então aceita esse acordo absurdo porque afinal, o que ele tem a perder?
  Depois de executar com certa facilidade o criminoso ele vai até a casa do outro suicida para fazer a segunda parte do acordo, algumas coisas nessa casa lhe chamam a atenção, por motivos diversos e quando o tal de Wendell aparece ele o mata, mas percebe que o cara talvez não estivesse esperando por isso, realmente, Ted então percebe que foi enganado para matar esse homem e começa a sua fuga. Quando vê a notícia da morte do homem descobre que a família que ele deixou para trás é a sua família, em um vórtice de confusão ele se vê novamente no escritório com o suicídio orquestrado e alguém batendo incessantemente na porta... percebemos então que Ted está preso em um loop... ou não, porque agora algumas coisas são diferentes.
  Como parece ser a especialidade do autor aqui temos uma virada de mesa de explodir cabeças uma atrás da outra, e por conta disso é até difícil falar muito mais além disso sobre o livro.
  É uma história envolvente que vai tratar sobre determinação,sonhos, saúde e sanidade, tudo isso belamente temperado com doses deliciosas de suspense, o autor nos engana a todo momento, revelando pistas que nos levam a uma resolução falsa, a um caminho sem saída, até finalmente amarrar todas as pontas com um nó feito dos neurônios do leitor. Em alguns momentos ele me fez lembrar muito do livro O Deserto dos Meus Olhos, do Leon Idris, e quem me conhece sabe que isso é um senhor elogio. É um livro de se aplaudir de pé.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

[Opinião] Menina de Vidro - Jodi Picoult #369

Compre pela Amazon 

Editora: Verus

N° de Páginas: 525

Quote:
"Descobri que há um momento fundamental em que uma mulher se dá conta do que significa ser mãe. Para minha mãe biológica, talvez esse momento tenha acontecido quando ela me entregou a uma enfermeira e disse adeus. Para minha mãe adotiva, talvez tenha sido quando ela me sentou à mesa da cozinha e me disse que eu havia sido adotada. Para sua mãe, era tomar a decisão de entrar com uma ação, apesar das consequências públicas e privadas. Parecia-me que ser uma boa mãe significava sempre correr o risco de perder seu filho."

Opinião:




terça-feira, 1 de junho de 2021

[Opinião] Dezenove Minutos - Jodi Picoult #343

Compre pela Amazon

Editora: Verus

N° de Páginas: 546

Quote:
"Sentou-se na varanda e olhou para o céu, para duas estrelas que se encostavam. Não se era invencível quando se era adolescente. Só se era burro."

Sinopse:
  Sterling é uma cidadezinha comum do interior, onde nada acontece – até o dia em que a quietude é abalada por um terrível ato de violência. Peter, um adolescente socialmente isolado que há anos sofre bullying, um dia leva uma arma para a escola e abre fogo contra os colegas, matando dez pessoas. Narrações do passado revelam como as constantes provocações dos outros alunos levaram Peter a se isolar, buscando refúgio em jogos violentos de computador. Josie, filha da juíza responsável pelo caso e que já foi a melhor amiga de Peter, deveria ser a testemunha mais valiosa de acusação, mas não consegue se lembrar do que aconteceu bem diante de seus olhos – ou será que consegue? Conforme o julgamento avança, rupturas entre os adolescentes da escola e a comunidade adulta começam a se revelar, destruindo famílias e as amizades mais íntimas.

Opinião: 
  Entrando com louvor para a lista de favoritos temos essa obra prima!
  Ouvi muita gente falando sobre o quão maravilhoso era esse livro, mas a capa dele sempre me repetiu um pouco, não que duvidasse da habilidade da autora, já que um outro livro dela já figura na minha lista de favoritos há vários anos, mas o fato é que não sabia absolutamente nada sobre a historia desse, e imaginei que tivesse alguma coisa a ver com romance, novamente, por causa da capa.
  Aqui conhecemos Josie e Peter, grandes amigos na infância que se afastam com o passar dos anos, principalmente ao chegarem no Colégio e Josie começar a ser parte da turma popular enquanto Peter continua sendo o garoto esquecido e alvo das provocações e todo tipo de ataque.
  A autora divide o ponto de vista entre diversos personagens, nos permitindo um mergulho profundo na mente de cada um, e mantendo uma voz própria para os diferentes narradores.
  A forma como a autora narra os acontecimentos, tanto externos quanto internos, torna tudo muito fidedigno e nos afeiçoamos facilmente com os personagens, ou queremos socá-los... Peter foi sem duvida o personagem que mais me identifiquei, afinal eu também era o garoto esquisito da escola que queria se encaixar e que as meninas nunca davam bola... além de ter tido a minha cota de provocações e surras.
  Talvez por ter visto tanto de mim no livro eu tenha me envolvido e emocionado tanto, e também me fez erguer as mãos pro céu e agradecer por não ter seguido o mesmo caminho que Peter... claro que a sensação de ser uma bomba que não explodiu é,  ao mesmo tempo, tranquilizante e confusa, por muito tempo não sabia direito qual era meu próximo passo... não digo que a escola foi a pior época da minha vida, mas, como acontece com todos, ela me deixou marcas, alguns tem marcas das que se orgulham e gostam de lembrar, outros tem marcas que machucam e gostariam de esquecer....
  Mas já me desviei demais do assunto do livro. A autora tem uma habilidade de emocionar que vi poucas vezes na vida, talvez você não chore, mas uma respirada profunda e pesada eu garanto que você dará.




quarta-feira, 16 de setembro de 2020

[Opinião] Um Mundo À Parte - Jodi Picoult #304

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Verus

N° de Páginas: 585

Quote:
"Moldei minha vida em torno de fazer o que precisa ser feito, porque, por mais que se grite e esperneie, no fim, quando termina, continua-se enfiada até os tornozelos na mesma situação. Sou eu quem é forte, para que Jacob não precise ser."

Sinopse:
  Jacob Hunt é um adolescente com síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. Ele é péssimo para interpretar pistas sociais e se expressar diante dos outros e, como muitas pessoas com esta condição, tem fixação por um único tema - no caso dele, análise forense. Jacob vive aparecendo em em cenas de crimes, graças ao rádio de polícia que tem em seu quarto, e dando conselhos aos policias sobre o que fazer... e geralmente ele está certo. Mas de repente sua pequena cidade é abalada por um assassinato terrível, e dessa vez é a polícia que vem atrás dele para fazer perguntas. De uma hora para outra, Jacob e sua família, que só queriam levar uma vida normal, estão diretamente sob os holofotes. Para sua mãe, Emma, esse é um lembrete brutal da intolerância que sempre ameaçou sua família. Para seu irmão, Theo, é mais uma indicação de que nada pode ser normal por causa de Jacob. E, sobre essas pessoas tão ligadas entre si, paira a dúvida que consome a todos - Será que Jacob cometeu homicídio?

Opinião:
  Jodi Picoult é aquela autora que li o meu primeiro livro dela e me apaixonei, disse que queria ler tudo dela, fui atrás de outras obras, paguei um absurdo por elas... e ficaram anos na estante, intocadas.
  Nesse meio tempo até encontrei um outro livro para troca no Skoob, solicitei, li... e minha admiração pela genialidade da autora minguou bastante...
  Mas como já tinha os livros, gosto da escrita dela e os temas parecem interessantes resolvi ler mais alguma coisa dela, optei por esse porque sabia se tratar de autismo e este é um tema que me desperta bastante interesse e do qual não sei muita coisa, apesar da psicóloga ter falado que suspeita que eu tenha leves traços disso... enfim...
  Aqui conhecemos Jacob e sua família. Jacob tem 16 anos (se não me engano) e é portador de Asperger, uma forma de autismo. Sua mãe, Emma, vive em função do filho e perde o emprego no início do livro. Seu irmão, Theo, é amargurado por ter que viver em uma casa cheia de regras absurdas para que o irmão não surte por ver um arroz branco em uma sexta-feira, por exemplo. E seu pai... bem... ele abandonou a família quando viu que isso era mais fácil do ajudar a esposa a criar seus filhos... grande cara ¬¬'
  Por ter síndrome de Asperger, Jacob é super sistemático, segue rigidamente uma rotina, não reconhece sarcasmo, tem verdadeira devoção por regras e um interesse desumano por algum assunto específico, no caso de Jacob, ciência forense. Essa fixação, com frequência, faz com que ele se meta onde não é chamado. Grande fã de um seriado policial ele tem diversos cadernos preenchidos com anotações sobre os episódios que assiste todos os dias às 16:30. Com toda essa bagagem ele tem um bom tato investigativo, e mais de uma vez se meteu em investigações policiais e deu seus palpites que mesmo sendo considerados inconvenientes se mostraram reais.
  Jacob tem também uma orientadora, com quem pratica interações sociais, coisa que sua condição dificulta bastante, e ele tem muito carinho por ela, é a única pessoa, além de sua mãe, que ele permite que encoste nele, mas um dia ela aparece morta, e Jacob é o principal suspeito.
  É um livro de tribunal (acho que todos os da Jodi são, na verdade), e é interessante ver como ele aborda a questão do autismo, sobre o quanto se deve introduzir pessoas com essa condição na sociedade e fingir que são como as demais pessoas. Ele levanta a questão das vacinas e explica de onde vem essa crença de que são responsáveis pelo autismo.
  Theo é um personagem que merece ser comentado, ele é o típico adolescente solitário e prestes a estourar, acompanhar os capítulos narrados por ele nos dá um misto de pena e raiva, em diversos momentos me peguei concordando com ele, mas também não foram poucos os quais o achei um idiota egoísta e tive vontade de dar uns tapas.
  É uma história extremamente interessante e fluida, com personagens bem construídos e convincentes, por boa parte do livro chegamos a ter dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Jesse, apesar de que não me surpreendi quando foi revelado, eu já imaginava e, sinceramente, é meio que a saída mais fácil e previsível, mesmo com toda a dúvida que a autora planta.
  Como já disse, o livro valeria só pela questão do autismo, de como Jacob tem dificuldade em se encaixar no mundo, sua situação parece, por vários momentos, como a de uma criança mimada, isso é usado como argumento, inclusive, durante o julgamento. Mostra também os desafios na escola, acompanhamos uma discussão em sala onde estão discutindo o livro Flores Para Algernon, que li pena antes de ler esse, o que foi uma coincidência interessante, inclusive a opinião do Jacob sobre o livro é bem parecida com a minha. Durante essa aula é levantada a questão de um tratamento para deixar Jacob"normal".
  Jacob reconhece sua condição e não demonstra muito problema em aceitá-la, seu maior problema é externo, com as pessoas o chamando de retardado (mesmo ele sendo bem mais inteligente que a maioria) e adjetivos semelhantes.
  Em suma, é um livro que super vale a pena, não é a melhor coisa que a autora já escreveu, mas que vale a pena por cada linha, ele nos deixa intrigados e entretidos, nos perturba e nos emociona... talvez tenha me brotado uma ou duas lágrimas em determinados momentos.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Se Eu Pudesse Viver Minha Vida Novamente... - Rubem Alves


  Isso não vai ser uma das minha "opiniões", esse é um pequeno livro de textos, e vou colocar os que mais gostei, ou melhor, os únicos que gostei aqui... o livro foi baratinho mas mesmo assim acho que 15,00 foi muito por ele....

"E estou onde estou porque todos os meus planos deram errado.
Isso é absolutamente verdadeiro. As pontes que construí para chegar aonde queria ruíram uma após a outra. Fui então obrigado a tomar caminhos não pensados. E aconteceu, por vezes, que nem mesmo segui, por vontade própria, os caminhos alternativos a minha frente. Escorreguei. A vida me empurrou. Fui literalmente obrigado a fazer o que não queria."


"Plantei árvores, tive filhos, escrevi livros, tenho muitos amigos e, sobretudo, gosto de brincar. Que mais posso desejar? Se eu pudesse viver minha vida novamente, eu a viveria como vivi porque estou feliz onde estou."

"Li que na antiga tradição samurai, quando um guerreiro recebia a ordem de cometer o suicídio ritual chamado sepuku, antes do gesto final ele deveria escrever um haicai. Haicais são poemas mínimos nos quais a transição poética é levada ao seu grau máximo. A morte exige brevidade de palavras, porque o tempo é curto. E, sendo curto o tempo, as palavras devem dizer o essencial.
  Estou completando setenta anos. O tempo é curto. É preciso aprender a escrever haicais, É preciso dizer o essencial."


"quanta saudade mora em um carro de boi! Por isso esses fantasmas que não mais existem gemem enquanto rodam."


"As fantasias da infância são as memórias transfiguradas pela saudade."


"O que a gente acumula é parte da gente - porque somente o amado é acumulado. Como disse, tudo é fácil quando o que se acumula se resume a dinheiro. Quem só acumulou dinheiro é porque só amou dinheiro. A coisa se complica quando o que se ajuntou foram ovelhas. É preciso encontrar alguém que as ame, que as conduza por pastos verdes e fontes de águas frescas, as defenda dos lobos e as acaricie ao fim da tarde."


'' Viver é estar jogando roleta, sem fim. É sempre possível que algo terrível aconteça. Se acontecer, eu sofrerei. Mas não culparei ninguém. Sofrerei sem revolta, sabendo que Deus é inocente."


''A vida é assim. Seria bom se as alternativas com que nos defrontamos fossem sempre entre o certo e o errado, o bom e o mau. Seria fácil viver, mas há situações que nos colocam diante de alternativas igualmente dolorosas e de resultado incerto."


"Uma vez escrevi uma crônica sobre um amigo muito querido que morrera. Muitas pessoas ficaram tristes comigo pela morte do meu amigo.Mas uma delas me disse: 'Choro, não pela morte do seu amigo. Choro porque sei que não chorarei como você chorou pela morte de nenhum dos meus amigos...'"


"A vida é assim mesmo. É sempre possível deixar o barco atracado ou só navegar nas baías mansas. Aí não há perigo de naufrágio. Mas não há o prazer do calafrio e do desconhecido."


"Saudade é o sentimento de quem ama e perdeu o objeto do amor. Quem não amou e não perdeu o objeto do amor não sente saudade."

  E é isso pessoal... estou lhes poupando dinheiro... o que vale no livro tá aí...
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[Opinião] A Guardiã da Minha Irmã - Jodi Picoult #54


Editora: Verus Editora
N° de Páginas:433
Citação:
"Você pode ficar acordado a noite toda e nem assim conseguir pensar em todas as formas que existem de perder as pessoas que ama."
Sinopse:
  Anna não está doente, mas parece estar. Aos treze anos, já passou por inúmeras cirurgias, transfusões de sangue e internações,para que sua irmã mais velha, Kate, possa combater a agressiva leucemia que a castiga desde pequena. Concebida por fertilização in vitro para ser uma doadora de medula óssea totalmente compatível com a irmã, Anna nunca questionou seu papel... até agora.
  Como a maioria dos adolescentes, ela está começando a buscar sua verdadeira identidade. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre foi definida em função da irmã. Até o dia em que Anna toma uma decisão que para grande parte das pessoas seria inconcebível, que vai destroçar sua família e trazer consequências fatais para a irmã que ela tanto ama.

Opinião:
  Perdoem a péssima qualidade do áudio

zoeira never end :p

Talvez você goste de:



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...