N° de Páginas: 197
Citação:
O amor dos meus pais era poderoso - pra mim, pelo menos, que era uma criança medrosa. Tinha medo de médico, de palhaço, de qualquer pessoa com muita maquiagem - Bozo, Vovó Mafalda, Hebe. Quando meus pais se abraçavam, eu me aconchegava entre suas pernas e ia para longe de todos os perigos do mundo, de toda essa gente maquiada demais."Sinopse:
Put some farofa - Dont repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always. Publicada em Julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária de um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, rapidamente se tornou um viral de internet, até ser comentada em artigo do Washington Post.
Trata-se de uma amostra da verve humorística embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto de Gregorio Duvivier, um dos autores mais promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos.
Se Gregorio traz o raro dom da multiplicidade, tendo se destacado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos panfletários, exercícios de linguagem e outras experimentações. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do amor ao ódio, do íntimo ao universal.
No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, a visão transformadora e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor.
Opinião:
A não muito tempo, descobri as crônicas, e foi amor a primeira vista, principalmente por uma certa Martha Medeiros aí... desde então ando procurando mais e mais crônicas para ler, e foi principalmente por isso que comprei esse livro, claro que o fato do Gregorio me fazer rir horrores também teve certa influência.
O livro tem muito mais do que crônicas, tem também alguns roteiros dos vídeos do Porta dos Fundos, de alguns do vídeos que mais gosto inclusive, mas teve vários deles que ficaram mais interessantes em vídeo mesmo, mas temos também várias lembranças da infância e também uma justificativa (que eu achei meio maluca e absurdamente radical) para o ateísmo do ator/comediante/poeta/roteirista...
Vários textos são sobre a infância dele, e podemos ver que ela não foi das mais felizes, e mesmo tratando de assuntos pesados e dificuldades na família ele não deixa o bom humor de lado.
De forma geral, é um livro bacana, onde ele critica com veemencia a política e a religião, expõe sua opinião sem medo de represálias, e em algumas vezes com certo desrespeito.
Em geral é um bom livro, tira algumas gargalhadas e expõe sua opinião sobre assuntos polêmicos, mas senti falta de algo mais inédito, procurava mais informação útil.

