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domingo, 18 de junho de 2023

[Opinião] Temporada de Caça - Stephen Graham Jones #516

Compre pela Amazon 

Editora: Darkside
 
N° de Páginas: 312
 
Quote:
"Jerry insistiu que Lewis não devia culpar o cão. Ele não sabia o que estava fazendo. Afinal, quando o mundo inteiro machuca, você morde de volta, não é?"

Opinião:
  Esse é um daqueles livros que te balançam, que te fazem pensar e proporcionam muito mais que um passatempo, ele te aflige, te desnorteia, e te causa repulsa e até uma certa apreensão, quem sabe até medo, se você for mais impressionável... para mim não foi um livro super marcante que vou levar para a vida, inclusive é bem provável que ele desapareça na próxima limpeza da estante. Mas não me entenda mal, eu gostei, mas não "asmei".
  aqui conhecemos a história de quatro amigos indígenas, que um dia, próximo ao dia de ação de graças, resolvem sair para caçar. Sem ter muita sorte no local onde costumam arranjar alimento eles resolvem ir para um pedaço da reserva onde eles não poderiam caçar, e lá encontram um grande rebanho de cervos... e é aí que a coisa desanda, eles meio que se empolgam e as coisas saem do controle, inclusive o autor fornece uma cena perturbadora para o leitor, que vai ficar nos assombrando mesmo após a leitura, e não só a nós, mas aos quatro amigos também, principalmente Lewis.
  E é justamente Lewis que nos conta essa história. O livro, depois de um prólogo falando sobre o preconceito das pessoas com os povos indígenas que vivem fora da reserva, em especial, nos mostra Lewis dez anos depois do fatídico dia da caçada, ele é casado com Peta e trabalha no correio da cidade, na mesma agência também trabalha uma mulher indígena com quem ele vai começar uma... hã... amizade, na falta de termo melhor.
  Depois de conhecermos um pouco a vida de Lewis, onde ele vai contar para Shaney (a "amiga") sobre esse episódio de dez anos atrás, inclusive o aniversário de dez anos está se aproximando, e Lewis começa a ser assombrado por uma criatura estranha, uma mulher com cabeça de cervo. Essa alucinação/assombração/manifestação vai afetar, e muito, o psicológico de Lewis, proporcionando mais algumas cenas assustadoras e cheias de sangue ao leitor.
   Após esses eventos levarem Lewis de volta para a reserva vamos conhecer os outros amigos que participaram da caçada, e também uma misteriosa e perturbadora nova personagem, mas sou obrigado a admitir que esse meio do livro foi bastante enfadonho, e ele só vai pegar ritmo novamente próximo do final, em seu clímax.
   Não é um livro longo, ele tem um tamanho bacana e é até bem desenvolvido, mas tem muita coisa que só está ali pra fazer volume, o autor escreve muito bem e aborda os dilemas dos povos indígenas, afinal, ele mesmo é um indígena e é legal ver isso através dos olhos e da percepção dele, apesar de ter achado isso um tanto forçado em alguns momentos. Inclusive, o título original faz mais sentido para a obra, The Only Good Indians, que vem da frase "the only good indias are the dead indians", ou seja, os únicos índios bons são os índios mortos, pra retratar essa parte do preconceito.
  Em suma é um livro interessante, que envolve em alguns momentos mas gera enfado em outros tantos, vale a leitura mas poderia ser podado e se tornar um livro menor sem que se perdesse nada realmente relevante.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

[Opinião] As Bruxas de Bass Rock - Evie Wyld #388

Compre pela Amazon 

Editora: Darkside Books

N° de Páginas: 376

Quote: 
"Ruth ficava tensa quando Peter falava de sua falta de fé. Era como se ele decidisse ficar para trás em uma ilha, bebendo gim alegremente embaixo de uma palmeira, enquanto ela e quase todos os conhecidos iam embora de barco."

Opinião:
  Depois de alguns anos sem ler nada dessa autora que me encantou quando li Onde Cantam os Pássaros, vi que este livro tinha sido lançado. Apesar de ter achado a capa meio méh e não ter gostado do título, inclusive, o título original é apenas The Bass Rock, o que seria muito melhor, já que não temos bruxas, exatamente...
  Enfim, apesar de tudo que me repeliu a autora me atraiu, e fui ler essa obra.
  Considerando a forma que o outro livro da autora é narrado, eu fui preparado pra ser surpreendido aqui, a primeira coisa que percebi é que o artifício que ela usou lá não foi usado aqui, o que é ótimo... uma vez genial, duas vezes, preguiça.
  Aqui acompanhamos 3 tempos diferentes, uma em 1800 e qualquer coisa, onde vemos uma pequena vila onde o... vamos chamar de sacerdote, salva uma menina ruiva de ser morta por ser considerada uma bruxa, os motivos dessa acusação eram os que normalmente usavam, ela vivia na floresta com a mãe, era incrivelmente bonita, ruiva, sabia das propriedades das plantas... no decorrer da história vemos que tem algo a mais, meio estranho mesmo, com essa menina, mas esta é a linha do tempo na qual ficaremos menos tempo.
  As duas linhas temporais mais retratadas no livro são as da Ruth, que acabou de perder uma gravidez e isso vai perturbá-la o livro todo, mesmo que ela pense, em determinado momento, que foi melhor assim. A ligação de Ruth com a menina da linha temporal mais antiga é que Ruth ora em uma casa no litoral, de onde pode ver a ilha de Bass Rock, e essa casa é... meio que assombrada pelo fantasma dessa menina, mas é uma assombração bem levinha, é meio que só a presença dela mesmo, ela nem chega a ser vista, realmente... esta foi de longe minha linha temporal favorita.
  A terceira linha do tempo é a da Viviane, neta de Ruth, e vai se passar, principalmente, na mesma casa onde acompanhamos a Ruth, já que Viviane está, no começo da história, fazendo o inventário do que tem nessa casa, pois ela será posta a venda.
  Focando mais nas linhas temporais mais interessantes (Ruth e Viviane), na de Ruth vemos os problemas de socialização, choques culturais, de crenças e, principalmente, os problemas de confiança e a desestruturação de um casamento, principalmente porque Ruth se casou com um viúvo que já tinha dois filhos, e como já disse, ela perdeu a gravidez... e ainda tem a questão do casamento que parece estar ruindo... o que é outra pegada genial dessa linha temporal, uma das coisas mais interessantes do livro é a questão psicológica de Ruth, em vários momentos vamos ficar em dúvida sobre a sanidade de Ruth, o que nos faz questionar se as situações pelas quais ela está sofrendo são reais ou apenas alucinações da cabeça dela.
  Viviane é a personificação de passiva depressiva, está próxima dos 40 anos, solteira e desinteressada de tudo e todos, do tipo que tira a meia e deixa jogada no meio da sala, derruba um pacote de farinha e não se importa de limpar, deixa a louça criando todo um eco-sistema na pia... ou no quarto... enfim, é interessante acompanharmos isso para ver o desenvolvimento dessa personagem sem um pingo de amor próprio ou disposição para fazer sua vida andar. Além de ficarmos uma boa parte da leitura tentando construir a árvore genealógica que a liga a Ruth, além de todas as histórias contadas entre as personagens falando sobre o tempo que Ruth era viva.
  A narrativa da autora segue sendo envolvente e maravilhosa. Meus problemas com este livro foi que, em vários momentos, ele tem um apelo feminista, o que faria sentido se fosse no tempo de Viviane, que é a linha temporal mais recente, mas vemos um bom pouco disso na linha temporal de 1800 e bolinha, posso dizer que é até onde mais vemos isso.
  O final do livro não foi dos mais gratificantes, mas foram histórias muito boas de acompanhar e uma leitura que nos envolve quase 100% do tempo.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

[Opinião] O Pescador - John Langan #387

Compre pela Amazon 

Editora: Darkside

N° de Páginas: 320

Quote:
"Agora que penso nisso, acho difícil não ver aquele sonho como um presságio. Para ser honesto, não consigo entender como pude interpretá-lo como qualquer outra coisa. Mas esse é o problema como em contar histórias, não é? Depois que a poeira baixa, quando você senta para juntar as peças do que aconteceu, há momentos, como o do sonho, que preveem eventos subsequentes com tal precisão que você se pergunta como pode ter deixado de escutar sua mensagem. O problema é que só quando aquilo que eles anteciparam acontece é que você consegue reconhecer sua importância”.

Opinião:
  Confesso que o que me motivou a ir atrás deste livro foi, em primeiro lugar, a capa. Quando vi a sinopse dizendo que ele tinha ecos do livro de Jó e uma pegado de Lovecraft (que fica clara já na capa) resolvi que queria ler.
  Aqui conhecemos Abraham, ou Abe, um cara de meia idade que perde sua família de forma trágica, um tempo depois disso ele acaba se interessando, meio que do nada, por pescaria. Então ele começa a pescar, cada vez mais, com cada vez mais gosto... Algum tempo depois um colega de trabalho, bem mais jovem e com que não tinha uma relação muito próxima acaba perdendo sua família em um acidente, e Abe resolve convidá-lo a pescar consigo, já que o hobby o ajudou a superar a trágica perda poderia também ajudar seu colega.
  A partir de então eles começam a pescar juntos com frequência e desenvolvem até uma amizade... meio estranha e sem muita profundidade, aparentemente, mas ainda assim uma amizade.
  Um belo dia, Dan, o cara mais jovem, fala sobre um misterioso rio onde eles poderiam ir pescar, Abe não conhece o rio, chamado de Dutchman's Creek, mas aceita o convite, e na viagem par o tal rio eles conhecem um cara que vai contar a história do misterioso córrego do alemão para eles, uma história que ele ouviu de terceiros...
  A partir daí a história começa a ficar fumada e viaja bastante, se propondo também a criar uma atmosfera mais sombria e perturbadora. 
  A narrativa do autor é bastante lenta, pelo menos até as coisas ficarem realmente tensas, mas aí ela perde um pouco do fascínio que tinha no início... por mais que a história de Abe e Dan seja meio sem sentido, no que diz respeito a principal proposta do livro, fiquei bem interessado nas pescarias e na dinâmica da amizade dos dois, além da forma como eles iam superando suas tragédias pessoais.
  A partir do momento em que somos lançados na história do passado, muita coisa muda, incluindo o clima da história. Confesso que não me apeguei tanto a estes personagens, mas eles tem um desenvolvimento bastante decente... tirando o pai da guria lá que tira uns conhecimentos místicos do bolso.
  A parte sobrenatural da história é interessante, mas extremamente fumada, exigindo que o leitor jogue a suspensão da descrença no lixo e embarque numa aventura psicodélica onde as leis da física e a lógica não tem espaço.
  Não posso dizer que o livro se torna ruim por ser viajado, já que a premissa dele é justamente essa, e nem quero dizer que tenha ficado mal feito, não deixou nada a desejar, só é um clima que eu não me encantei muito.
  A forma como as duas linhas do tempo se juntam explica muito bem o porquê de ambas existirem.
  Um livro lento, mas com um ótimo desenvolvimento de personagens e que vai trabalhar muito bem a questão do luto e da amizade.





terça-feira, 25 de maio de 2021

[Opinião] Cabo do Medo - John D. MacDonald #342

Compre pela Amazon

Editora: Darkside

N° de Páginas: 224

Sinopse:
  Até onde você iria para salvar aqueles que mais ama? Por catorze anos, o condenado Max Cady nutriu um ódio por Sam Bowden, um advogado de sucesso que ostenta uma família margarina e que, ao atuar como seu defensor público, pouco fez para evitar que ele fosse parar atrás das grades. Agora um homem livre, Max retorna à sociedade com sangue nos olhos e enlouquecido por uma sede de vingança pelo tempo e família que perdeu. E decide fazer com que toda a família de Sam pague por seu erro. Ícone do suspense, Cabo do Medo foi inspiração para não apenas uma, mas duas adaptações hollywoodianas de peso. A primeira estreou em 1962, com Gregory Peck e Robert Mitchum no elenco. Já a segunda é o remake de 1991, indicado em duas categorias no Oscar e dirigido pelo mestre Martin Scorsese, com Robert DeNiro no papel do ex-presidiário e Nick Nolte como o advogado. Talvez você se lembre da trilha sonora de perfurar os tímpanos ou dos closes de gelar o sangue. Mas o que fascina tanto em Cabo do Medo para justificar suas adaptações? Só lendo o livro e mergulhando na frieza de suas palavras para descobrir. Mas a Caveira dá uma dica: a trama é um thriller do começo ao fim, feita para ser lida em uma noite chuvosa, difícil de largar e mais ainda de esquecer. John D. MacDonald apresenta um angustiante jogo de gato e rato em que as camadas psicológicas da história se entrelaçam com a trama de vingança. Impulsionando seus personagens até o limite, o autor guia o leitor por uma jornada cheia de sentimentos conturbados de hipocrisia, insanidade e fúria. Princípios são traídos e somos confrontados com o questionamento sobre o limite entre o que a lei é capaz de fazer e aquilo que é correto. Martin Scorsese e Robert De Niro são 100% DarkSide, e essa parceria ainda vai trazer muita histórias para os leitores da Caveira. Cabo do Medo chega em uma edição casca grossa, tatuada e em capa dura, no padrão de qualidade quase psicopata da DarkSide® Books. Um livro que aguenta o tranco de uma viagem até os portões do Inferno... ou um passeio de barco.

Opinião:
  Ouvi falar desse livro, confesso que não muito, mas mesmo assim me interessei pela obra. E lá fui eu lê-lo. 
  Aqui a gente acompanha Sam, um advogado que tem uma carreira de sucesso, uma bela casa e uma linda e feliz família. Mas isso tudo fica ameaçado depois que um criminoso sai da cadeia disposto a se vingar de Sam por considerá-lo culpado pela sua condenação (claro, a culpa não foi do crime)
  O livro vai aumentando a tensão gradativamente, no começo é apenas uma vigilância incômoda que logo vira uma sinfonia constante de ameaças e o perigo parece ficar cada pouco mais perto.
  O autor cria a tensão como vi poucos fazerem até hoje, o livro te mantém interessado e envolvido na história até a última página.
  O final do livro é maravilhoso e nos faz pensar em ate que ponto iríamos para defender quem amamos quando todos os meios legais parecem não surtir efeito nenhum.
  Sei que existe uma adaptação desse livro, inclusive esta até ñ sinopse, mas não o encontrei para assistir. 
  É um livro envolvente e muito bem escrito. É a oitava maravilha do mundo? Não, provavelmente não mudará a vida de ninguém e nem é aquele livro que você vai ficar o resto da vida pensando nele, ele vai te assombrar por uma ou duas semanas e depois você segue a vida apenas com a memória de um livro envolvente. 






quinta-feira, 1 de março de 2018

Aquisições #16 [Viu de bonitinho? Estou fazendo certinho, todo mês]


  Oi povo, então... sem muitas delongas, vamos ao que adquiri em fevereiro.

  Começando com Evangélicos, Católicos e os Obstáculos à Unidade, um livro cujo título é quase maior que o conteúdo, não costumo olhar a quantidade de páginas ao comprar um livro, e sabia que esse não teria suas quinhentas e tantas, mas esperava que tivesse, ao menos cem. Já li ele e logo falo dele por aqui.

   Também comprei Minha Vida Fora dos Trilhos, sobre o que é o livro? Não faço ideia, mas a autora já me chamou a atenção quando teve seu outro livro publicado no Brasil, mas acho (sem nenhum embasamento) que aquele livro tem algo a ver com astrologia, o que me dá preguiça, então peguei esse.

  Pra aumentar minha coleção do Harlan Coben comprei A Promessa, é mais um volume da saga do Myron Bolitar... não sei mais nada além disso.

  Minha coleção do Ken Follett também aumentou esse mês. O Homem de São Petesburgo é meu oitavo livro do autor, está na hora de começar a lê-los...

  Depois que li Vitória, no ano passado, venho querendo ler mais alguma coisa do Joseph Conrad, tenho Coração das Trevas aqui, mas enfim... Resolvi comprar O Agente Secreto, acreditando que esse livro, que é bilíngue, seria em capa dura, não é, e o pior é a diagramação dele, espremidinho, letra minúscula.

  Por último mas não menos importante, que mais uma vez eu esqueci de colocar na pilha pra tirar foto, temos o livro da TAG de Fevereiro, O Alforje, da Bahiyyih Nakhjavani, e esse é o momento no qual eu agradeço por ter um blog e não um canal, já que não faço a mínima ideia de como se pronuncia o nome dessa mulher, enfim, já li e espero conseguir falar dele ainda em março.

  E foi isso povo, sobre qual livro querem potagem primeiro?


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

[Opinião] Prince Of Thorns - Mark Lawrence #226

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Darkside Books

N° de Páginas: 355

Quote:
Alguns homens são muito estúpidos e jamais chegam a imaginar o que está por vir. Outros torturam a si mesmos com hipóteses e povoam seus sonhos com horrores mais terríveis do que o pior de seus inimigos lhes poderia infringir."

Sinopse:
  As estradas do Império destruído. Um cenário abandonado há milênios pelos enigmáticos Construtores. É nessa nova era medieval que o Príncipe Honório Jorg Ancrath se vê obrigado a amadurecer para saciar seu desejo de vingança e poder.
  Jorg testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, ainda criança. Jogado à própria sorte em um arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. Quatro anos depois, o Príncipe dos Espinhos lidera uma irmandade de assassinos. E sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.

Opinião:
  Esse livro sempre passou batido para mim.
  Até que o vi em uma vitrine e resolvi dar uma chance, ver do que se tratava. Preciso começar falando que não é um livro agradável, mas é... interessante, na falta de uma palavra melhor.
  Aos dez anos nosso protagonista vê o castelo de seu pai ser invadido pelo Conde de Renar e para salvá-lo o seu professor (se não me engano foi ele mesmo) o atira para fora do lugar que está sendo invadido e ele cai, justamente, em cima de um arbusto de roseira-brava, quase perde todo o sangue e enquanto fica lá preso ele assiste ao assassinato do irmão e o estupro e assassinato de sua mãe. Quando ele enfim se recupera dos ferimentos ele descobre que o rei, seu pai, não pretende nenhuma represália ou vingança em relação ao conde, eles fazem uma negociação amigável e fica por isso, mas Jorg não aceita a situação e resolve partir em busca de vingança.
  O livro possui duas linhas narrativas, o que seria o presente, quatro anos depois da invasão do Conde de Renar, e o "quatro anos atrás" que acredito ser óbvio do que se trata... Essa divisão é interessante para entendermos de onde vieram alguns personagens e como uma criança de dez anos conseguiu subir hierarquicamente até assumir a liderança de uma irmandade de assassinos.
  Aí vemos o primeiro grande problema do livro, a crueldade e até maturidade, se assim podemos chamar, de Jorg, não coincidem com alguém de sua idade, aos 14 anos ele já não tem nenhum escrúpulo e age como um adulto, de uma forma que nem mesmo o trauma pelo qual passou consegue justificar, e ao mesmo tempo ele está a quatro anos querendo se vingar de um governante do qual ele chega às portas do castelo... vira as costas e vai embora. Mas tudo isso é explicado perto do final do livro, onde é revelado quem são os verdadeiros vilões e quem realmente dita as regras nessa guerra de tronos.
  A escrita do autor é agradável e apesar das passagens onde a vontade era largar o livro e nunca mais tocar nele o ritmo da narrativa é rápido, quase frenético, com alguns enchimentos de linguiça, admitamos, mas no geral é uma leitura interessante. A história, apesar de todo o asco que causa e o personagem ser irritante por boa parte do livro é intrigante, e você quer ver como isso vai terminar, formulei diversas teorias sobre o desenrolar da história e errei todas, o que fez com que eu gostasse mais do livro.
  O mundo criado pelo autor é convincente, apesar de todo o ar de era medieval algo não se encaixa, construções (em ruínas, mas construções ainda assim) e objetos do nosso cotidiano são tratados como antiguidades incompreensíveis pelos personagens, o que nos faz perceber que na realidade se trata mais de uma espécie de futuro que deu errado do que do passado, inclusive a questão da religião, um dos meus personagens favoritos (o que não quer dizer que eu tenha realmente gostado dele) é o padre que Jorg resgata no início do livro, eles tem a Bíblia e reconhecem Jesus (apesar da vários personagens, inclusive o protagonista, ser bastante blasfemo).
  Em suma é um livro sobre conhecer seu objetivo e sobre perceber quando se está sendo manipulado, o que muitas vezes é difícil de perceber. Sobre lutar pelos seus objetivos e ter cuidado em quem confia. O livro também mostra que você pode ser um completo babaca que se for determinado vai conseguir tudo que deseja, mas não gosto muito dessa filosofia.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Lidos em dezembro de 2017

   Oi povo, vou fazer uma postagem com todas as leituras concluídas no ano, mas antes disso vamos falar um pouquinho do que li em dezembro.



  Comecei o mês com O Obstinado Amor de Deus, do Brennan, um livro bem curtinho que li em um dia, mas que falou bastante comigo, mais por uma frase que meio que ofuscou todo o restante, e teve muito a ver com o momento da minha vida que eu estava... já estou querendo reler :p









  depois li A Noite Do Massacre, do Carlos Heitor Cony, outro livro pra ler em um dia, apesar de ser de difícil digestão, quis ler esse livro pra ver o que achava do autor antes de partir para o Quase Memória, que a TAG enviou em... setembro? Acho que foi setembro, adorei a forma do autor de contar a história e não vejo a hora de ler o outro livro dele.







  Depois disso resolvi dar uma olhada em Prince of Thorns, do Mark Lawrence, não tinha grandes expectativas mas acabei gostando bastante, acho que leio o segundo volume ainda esse mês.









  Estava fazendo umas postagens sobre o Murakami e acabei ficando com vontade de ler alguma coisa dele, então peguei Romancista como vocação e me deliciei, é um livro bem diferente do que eu esperava, pretendo fazer uma postagem específica sobre ele logo para conversarmos melhor.








  Aproveitei o saldão de fim de ano da Amazon para comprar Jumanji por onze e pouquinho com frete grátis, é um livro infantil que li inteiro assim que chegou, em outra postagem falamos melhor sobre ele também.









  Outro livro que não tinha muita intenção de ler por agora era Tartarugas Até Lá Embaixo, novo livro do John Green, me surpreendi, foi uma leitura... difícil, de certa forma... e eu não entendi direito o título, tenho uma teoria mas acho que é furada.








  O penúltimo livro que li em dezembro foi Indomável, do Nick Vujicic, acabei gostando ainda mais desse do que do primeiro dele que li, foi um dos meus favoritos desse mês.









  E encerrei o mês (e o ano) lendo A vida de C. S. Lewis, uma biografia que me deu um aperto no coração e mudou minha forma de ver a vida do autor, e até a minha própria, a escrita do autor é uma delícia e sem duvida foi uma das melhores coisas que li nesse ano.






Contos


  Só li um conto em dezembro, foi o Eu Sou o Portal, do Stephen King. Foi o melhor conto que já li do autor, o que não quer dizer que eu tenha morrido de amores por ele, mas depois faço um "PLMC" pra falar dele.

Quadrinhos


  No quesito quadrinhos comecei o mês lendo O Último Rebelde, da coleção Tex Gold que está saindo pela Salvat, sendo bem sincero, não lembro da história, mas a arte é terrível, disso eu lembro.

  Depois li Hal Jordan: Procurado que é um dos encadernados que a Panini vem lançando com as histórias criadas pelo Geoff Johns para o personagem, não é a melhor coisa que li do personagem mas confio bastante no roteirista, pretendo ler um encadernado desses por mês, se quiserem que eu faça postagem sobre eles me digam nos comentários.

  Claro que não podia faltar a minha Júlia do mês, li o Vol. 68 onde é levantado o assunto da morte de Marilyn Monroe, com o título de Quem Matou Norma Jean a história gira em torno de um suposto ex-amante da atriz que já não suporta guardar a verdade consigo.

   Depois li outro volume da coleção Tex Gold, esse intitulado Sangue no Colorado, uma incrível história onde os rangers vão lutar em favor de um povo que vem sendo oprimido pelos endinheirados da cidade que tem até o xerife na folha de pagamento.

  Li também o terceiro volume da Graphic MSP escritos pelo Vitor e Lu Cafaggi Turma da Mônica: Lembranças que da sequência aos eventos narrados em Lições, não sei ainda se é meu favorito, mas é, sem dúvida a coisa mais fofa que li esse mês.

  E encerrei o ano lendo o Vol. 12 de Tex Platinum, outro volume com a arte um tanto aquém do que eu esperava, mas a história compensa, Kit e Tex são atacados, enquanto Kit é abandonado para sangrar até a morte no meio do nada Tex é levado para uma ilha onde um louco quer caçá-lo como se fosse um animal, vários personagens são apresentados e conquistam o leitor, destaque para Isaias e Samuel.

  E foi isso povo, eu não sei o que dezembro tem, mas é sempre um mês bastante produtivo para mim. E vocês, o que leram?


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