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domingo, 8 de agosto de 2021

[Opinião] O Fantasma de Canterville e outros contos - Oscar Wilde #352

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Editora: Príncipis

N° de Páginas: 80

Quote:
  "Ele me fez ver o que a Vida é, o que a Morte significa e porque o Amor é mais forte que ambos."

Sinopse:
  A imponente mansão Canterville ganha novos moradores com a chegada da cética família norte-americana Otis, que se recusa a acreditar que o fantasma de Sir Simon perambula pela residência. Agora, a assombração incubida de assustar é assombrada pelos moradores, para seu desgosto.
 O Fantasma de Canterville e outros contos é um compilado de histórias que demonstram a versatilidade, o humor ácido e o senso crítico do autor irlandês Oscar Wilde.

Opinião:
  É tão bom pegar um livro de contos onde todos os contos te agradam.
  Nesse livro temos 6 contos, sendo o maior deles o que dá título ao livro, ainda assim não chega a 30 páginas. Além de ser o maior, o conto que empresta seu nome para a coletânea é também o mais cômico de todos, onde um fantasma é assombrado por uma família enquanto tenta assombrá-los, é divertidíssimo. 
  Os demais contos são bastante lúdicos, com uma mensagem bem clara expressa por uma história que me vi lendo para meus filhos... que nem sequer existem. Mensagens importantes, seja sobre o amor,  como no conto O Rouxinol e a Rosa, presente aqui mas que eu já conhecia, tem, inclusive, uma postagem só sobre o mesmo aqui no blog (Clique aqui), além dos contos O Príncipe Feliz, um conto lindo sobre a valorização do belo, mas é difícil de explicar sem contar a história, mas basicamente ele mostra como algo é valorizado apenas enquanto é belo ou fornece algo belo, sendo descartado depois. O Gigante Egoísta não é muito difícil imaginar a moral da história. O Amigo dedicado é quase metalinguistico e o Rojão Extraordinário vai falar sobre a vaidade.
  Um livro curtinho e lindo, sabendo o que sabemos do autor e levando em conta quão sombria é sua principal obra essa coletânea de contos surpreende pela delicadeza, bela beleza e pelo bom gosto.




domingo, 10 de julho de 2016

[PLMC] A Rouxinol e a Rosa - Oscar Wilde




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  Olá pessoas e animais que eventualmente saibam ler.
  Hoje vim falar sobre um conto que até pouco tempo jamais tinha sequer ouvido falar...
  Apesar de ter adorado O Retrato de Dorian Gray (depois da página 100, porque né) nunca fui atrás de ler outras coisas do autor. A um tempinho vi este vídeo e minha curiosidade foi desperta. Mas daquele jeito: "Ah, quero ler isso... se esbarar nele ou os céus se abrirem e uma edição que contenha essa história caia inexplicavelmente em frente a minha porta com um bilhetinho dizendo: 'Boa leitura' em uma caligrafia enfeitada com um 'dezinho' no canto inferior direito do papel" - Foi só lendo O Deserto Dos Meus Olhos (romance escrito pelo carinha do vídeo mencionado acima) que falei: "preciso ler, abram-se céus!!" E corri para a Amazon atrás desse conto e fico exultante ao ver que ele é vendido separadamente como e-book lá na loja... sem perder tempo já o baixei e li.
  No livro já mencionado esse conto é citado em uma das minhas cenas favoritas da história, e ele figura com o final de O Grande Gatsby em um certo diálogo. O fato é que acho que poucos livros tem uma frase final que sequer chegue perto da profundidade do fechamento do clássico americano - E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado - apesar de não amar tanto assim a história em si.
  Mas chega de enrolação e vamos falar sobre o que viemos falar: Eu sabia que seria um conto seria triste, mas não imaginava que seria sobre as diferentes formas de ver o amor:

"Tudo o que eu lhe peço em troca é que você ame de verdade, posto que o Amor é mais sábio que toda a filosofia, e embora esta seja mais sábia e mais poderosa que o próprio Poder, o amor é, ainda assim, mais poderoso e mais sábio que ambos. Suas asas são vermelhas como o fogo e, como o fogo, é o seu corpo. Seus lábios são doces como o mel; e sua respiração é como um místico incenso."
"Que coisa tola o Amor é. Não possui a metade da utilidade que a lógica. Ele, por si, não prova nada, e sempre está nos fazendo acreditar em coisas que não irão acontecer, coisas que não são reais, coisas que jamais serão. De fato, o amor não é prático, e, nestes tempos, ser prático significa ser tudo. Portanto, eu voltarei para a filosofia e para a metafísica."
  Quem me conhece sabe que não tenho uma veia romântica e esse tipo de assunto costuma me desagradar. Mas o conto vai muito além da análise ao amor, se é verdadeiro ou não. Ele trata sobre bondade e sacrifício pelo que se acredita, sobre reconhecimento e ingratidão.
  É um conto que destrói corações (para quem já leu: me perdoem o trocadilho) e que estimulou meus canais lacrimais como não acontecia a um bom tempo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

[Opinião] O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde #37


Editora:Martin Claret (Abril Coleções)
N° de Páginas:283
Citação:
"[...]vivemos em uma era em que as coisas desnecessárias são nossa única necessidade."
Sinopse:
Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade. 

Opinião:
  Caramba... eu nunca pensei que gostaria tanto de um clássico.
  Dorian começa a história como um jovem inocente e bobinho, mas é de tal forma exaltado por Basil e Lorde Henry (principalmente Lord Henry) que acaba acreditando que a ele tudo é possivel pois possui beleza e juventude.
  Lorde Henry, que é muitas vezes chamado de Harry, é com certeza um dos personagens mais odiosos que já vi, e Basil é um cara legal, que, sabe Deus porquê, tem um amigo como Harry, Dorian posava para Basil para que este pudesse pintar as mais diferentes figuras históricas, mas, em determinado momento, Basil decide que quer retratar Dorian como ele mesmo, e depois de pronto, Dorian fica encantado por sua própria beleza, e faz uma "prece" pedindo para que o retrato envelheça e ele continue jovem, e é isso que acaba acontecendo... Mas não apenas isso, o retrato passa a mostrar a alma de Dorian, e como ele se torna um cafajeste pior que Lorde Henry, pode-se imaginar quão medonha se torna a pintura.
  O livro é absurdamente maçante nas primeiras 100 páginas, ele basicamente só mostra as ladainhas intermináveis de Harry, mas quando a primeira mudança é vista no retrato a história se torna incrível, em alguns momentos me senti lendo uma obra de Stephen King, e isso é um senhor elogio.
  acho que essa versão é a versão censurada pois, ouvi dizer que ele fala muita coisa que era praticamente inaceitável na época (homossexualismo e afins) e, ou eu sou muito cego, bobo, ou inocente... não vi nada disso aqui... mas quando terminei o livro corri para a locadora pra alugar o filme e, no filme sim, tem coisas "pesadas"... apesar de o filme ser mais detalhista e esclarecer algumas coisas, já que Oscar Wilde não é lá muito descritivo no sentido físico da palavra (porque no psicológico ele é, e muito) eu ainda prefiro o livro por ter uma carga mais tensa... é mais "assustador" que o filme...

  Um ótimo jeito de começar a ler clássicos, e só tirei uma estrela pelas 100 primeiras páginas serem tão chatas.


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