sexta-feira, 3 de abril de 2026

[Opinião] Beleza Oculta - Lucinda Riley #568

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"Mas eu não sou assim. Eu achava que faria qualquer coisa em troca de uma vida de luxo. Pensava que eu conseguiria aguentar. Mas tudo que eu quero agora é morar em uma casinha em algum lugar, com a minha filha, e ter a liberdade de passear na rua quando quiser."

    Tentarei manter este blog atualizado, a única coisa que tem impedido isso é minha desorganização e procrastinação...

  Já devia estar completando dois anos desde que li um livro de Lucinda Riley pela última vez, e sendo ela uma autora que mais de uma vez já demonstrei interesse em ler toda a obra, isso já estava beirando a hipocrisia.
  Aqui conhecemos logo de cara Leah, uma menina que é um verdadeiro anjo de candura, filha única de um casal pobre, com um pai doente e incapaz de trabalhar e uma mãe preocupada e batalhadora... um dia Doreen, a mãe de Leah, a manda até a casa da velha Megan para levar uns ovos que pegou no galinheiro, uma vez que Doreen sentia pena da velha que vivia sozinha em um velho chalé do vilarejo... Leah vai, mesmo com certo medo, já que as crianças consideram Megan uma bruxa... depois de uma breve conversa, Megan diz que Leah terá uma beleza extraordinária quando for mais velha, e essa beleza toda poderia não ser a bênção que se imagina...
  Depois disso somos apresentados aos demais personagens que serão mais centrais na história da vida de Leah. Rose é uma pintora de renome, que abandonou as artes há vinte anos e se refugiou com seus dois filhos no interior de Yorkshire. Miranda é filha adotiva de Rose, uma... como dizer... piriguete... no alto de seus meros 15 anos ela adora usar maquiagem pesada e roupas provocantes, sempre usando sua sensualidade pra conseguir favores de homens. Miles é o filho biológico de Rose, tem 20 anos e só aí já percebemos que ele pode ter algo a ver com o fato de a mãe ter abandonado a vida de artista e seu desentendimento com o irmão, David, com quem não conversa ou vê há tanto tempo quanto. Doreen é governanta na casa de Rose, e durante as férias ela leva Leah para ajudá-la, a pedido da própria Rose, uma vez que o dinheiro ajudaria na casa e o sobrinho de Rose, Brett, filho de David e que perdeu a mãe recentemente, passará uma temporada com a tia, que até então nem mesmo o conhece.
  Haverá muitos desdobramentos na história até chegarmos ao foco principal da vida de Leah, que é trabalhar como modelo e tudo que esse meio envolve. Nesse trabalho ela conhecerá o glamour e também o pior que uma pessoa pode fazer, sempre acompanhada de sua grande amiga Jenny, uma modelo que a abraçou logo de cara e foi essencial para que Leah se adequasse a nova carreira.
  Jenny é uma das personagens mais interessantes do livro, alguém que apresenta o mundo do estrelato nas passarelas, mas também mostra os piores efeitos que este mundo pode ter sobre alguém... o glamour cobra um preço alto, festas regadas a bebida e drogas, cheio de pessoas querendo um pedaço das super modelos para si mesmos. a pressão constante das agências para que mantenham o corpo perfeito, participem da vida social ao mesmo tempo que se mantenham discretas, sem qualquer apoio psicológico para profissionais que são vistas apenas como produtos.
  Como disse, boa parte da história vai ser nesse meio da moda, que eu, particularmente, acho um porre, mas a autora consegue nos manter interessados pois nesse ponto já nos apegamos bem aos personagens dela. E o livro também vai passear por outras tramas, mesmo que tudo interligado... Miranda é uma das personagens que tem o melhor arco de desenvolvimento... de piriguete libertina para adolescente grávida, irresponsável e vitimista, passa por momentos de terror ao cair numa armadilha estrategicamente desenhada para alguém fútil como ela... uma experiência que a fará ver que o foco de sua vida estava no lugar errado, proporcionando ao leitor momentos de tensão onde finalmente passamos a nutrir alguma simpatia pela personagem.
  O livro ainda vai nos mostrar a infância de David e Rose, na verdade, vai mostrar inclusive como seus pais se conheceram, e o que enfrentaram sendo judeus na Polônia dos anos 1940. As passagens do passado, mostrando os terrores da segunda guerra e quão terrível foi aquilo para a humanidade, não servem apenas como uma simples história de origens, fatos dessa época estão presentes e guiando a vida de David e Rose até os dias atuais da narrativa (que é ali por 1970/80/90). Mais do que traumas, existem ainda assuntos não resolvidos dessa época que guiaram as personagens até a vida que levam hoje, e respingam também em seus filhos que nada sabiam sobre esse passado.
  Além de abordar a maldade humana em sua forma mais cruel, o livro também nos provoca sobre o quanto conhecemos realmente as pessoas que nos cercam... até que ponto há sinceridade em suas falas e ações? Que segredos sombrios estão escondidos por trás da máscara do cotidiano tranquilo? E como saber se o passado não voltará para assombrar e destruir o presente.
  É uma história sobre como as aparências enganam, como as consequências são inevitáveis e sobre os encontros e desencontros da vida... Acho que parte do mistério que envolve o personagem do Miles não convenceu por ser previsível sua solução... inclusive pelos sonhos premonitórios de Leah, mas este seria o único defeito que eu tenho para apontar no livro.


LUCINDA RILEY nasceu na Irlanda e, após uma carreira inicial como atriz de cinema, teatro e televisão, escreveu seu primeiro livro aos 24 anos. Suas obras já foram traduzidas para 37 países, vendendo mais de 30 milhões de exemplares, e continuam a emocionar leitores de todas as culturas no mundo inteiro. Sua série As Sete Irmãs, inspirada na mitologia da famosa constelação, é um fenômeno global, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos. Lucinda faleceu em 2021, cercada pela família, em sua casa.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

[Opinião] Como Vivem os Mortos - Will Self #567

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"Não. Não - isso está além das minhas forças. Aconteceu. Fui enterrada viva no caixão devorador de carne do meu próprio corpo."

  Uma coisa que acho que repetirei em todos os comentários sobre algum livro deste autor é: uma das narrativas mais visuais que já li... 
  Aqui conhecemos Lilly Bloom... uma senhora boca suja e rabugenta,não é tão velha, mas desenvolveu um câncer fulminante que a está matando rapidamente. Mas quando já não resta opção uma das filhas a leva para sua casa, para ficar em um lugar, supostamente, mais acolhedor do que o ambiente estéril do hospital... apenas supostamente...
  As filhas de Lilly são dois opostos, uma super certinha e outra da pá virada, viciada e que vive na sarjeta... estranhamente Lilly tem uma devoção pela filha que é um caso perdido enquanto demonstra desprezo pela filha mais bem-sucedida.
  Mas isso é só o início da história... depois que Lilly perde a batalha contra o câncer vamos acompanhá-la no seu pós vida, uma mitologia muito diferente de tudo que já ouvimos falar... ela é recepcionada por um aborígene australiano morto que será seu guia, mesmo que não explique todos os pormenores... inclusive muita coisa não será explicada em momento nenhum do livro. Você só aceita e prossegue.
  Muitos anos se passam depois da morte de Lilly, e acompanhamos seu pós vida enquanto também acompanhamos a vida das suas filhas, quando Lilly as visita...
  É um livro sobre vida e morte de sua forma mais crua... mesmo depois de morta Lilly continua presa a uma rotina maçante e repetitiva, ainda tem uma casa para cuidar e trabalho a fazer, se olharmos bem, não tem muita diferença entre ela e uma viva... a não ser o fato de estar acompanhada sempre de um litopédio, um feto calcificado, fruto de um aborto espontâneo que teve em vida... esse personagem é uma figura, vive cantando sucessos antigos. Bem diferente de um outro filho falecido de Lilly que vai aparecer depois, e ela vai chamá-lo de Rude Boy, um apelido muito propício, diga-se de passagem... ele pode funcionar como um alívio cômico, pra quem achar graça de criança mal educada, que dá dedo até pro vendo, xinga até o sol e abaixa as causas pra mostrar o traseiro até para o papa.
  O mundo dos mortos e dos vivos coexistem sobrepostos, não há uma separação clara e nem é explicada, algumas vezes o mundo dos mortos "vaza" para o dos vivos e os vivos podem vê-los, isso pode causar alguma confusão, mas na maioria das vezes os vivos nem percebem que se trata de um morto. Os mortos tem corpo sutis (para usar as palavras do livro), e isso significa que eles não podem tocar nas coisas... em certa medida,,, já que eles ainda trabalham (o guia aborígene de Lilly, por exemplo, é dono de uma rede de restaurantes, frequentada por vivos e mortos... um negócio que fundou depois da morte) e mesmo que não precisem e nem possam comer, eles fazer refeições que figuem comer... muito mais pelo costume e prazer de comer algo (mesmo sem o prazer de que isso seja real) do que por real necessidade.
  É um livro por vezes cômico, que mostra que uma vida estagnada não é muito diferente da morte, que mesmo com perdas trágicas a vida continua, que quem amamos terão conquistas que não poderemos acompanhar.
  Não é um livro de leitura acelerada e nem com muita ação, é um livro para ser desfrutado lentamente, já que a escrita emula o tédio da morte que Lilly sente, recheado de referências literárias. Um livro para o qual eu tinha grandes expectativas, e não me decepcionou.


É um autor, jornalista, comentarista político e personalidade de televisão inglês. É autor de onze romances, cinco coleções de contos, três novelas e cinco coleções de obras de não-ficção.
Seu romance de 2002, Dorian, an Imitation, foi listado para o Prêmio Men Booker, e seu romance de 2012, Umbrella, foi selecionado. Sua ficção é conhecida por ser satírica, grotesca e fantástica, e é predominantemente ambientada em sua cidade natal, Londres. Seus escritos frequentemente exploram doenças mentais, abuso de drogas e psiquiatria.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

[Opinião] Criança 44 - Tom Rob Smith #566

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"Porque é fácil você ter certeza de que jamais vai roubar, estuprar ou matar, mas ninguém podia ter certeza de não ser acusado de agitação antissoviética, atividades contrarrevolucionárias e espionagem, porque ninguém, inclusive Liev, jamais saberia direito em que consistiam tais crimes."

  Há muitos anos venho ensaiando ler alguma coisa deste autor, mas o que estava no meu radar era um outro livro chamado A Fazenda. Entretanto, já faz algum tempo, passei a acompanhar o canal do Rodrigão1002 no youtube, e ele meio que encabeça uma seita em volta da trilogia que se inicia com este livro.... muito tempo depois, sobrevivendo a várias ameaças de expulsão dos grupos e ser chamado de herege, resolvi ler, enfim, o bendito livro (eu e mais uma galera, diga-se de passagem).
  Aqui conhecemos Liev, um agente soviético especializado em torturar e executar os inimigos do sistema... o bom e velho comunismo em sua verdadeira face,,, até que um dia é encontrada uma criança morta na cidade... Liev já tem trabalho, mas seus superiores o tiram do caso que está acompanhando para dar uma olhada nesse... em especial para contar à família sobre a morte da criança, que o governo considerou um infeliz acidente com o trem. Mas os pais estão convencidos de que se trata de um assassinato. Liev, num primeiro momento, insiste com os pais da vítima para convencê-los do engano, mas logo, todas as convicções do nosso protagonista começarão a ruir.
  Como na URSS ninguém é totalmente confiável, Liev passa por uma prova de sua fidelidade, ou é nisso que acredita, a princípio, quando sua esposa, Raissa, é acusada de ser uma espiã. Este é o verdadeiro estopim da mudança de convicções de Liev. Antes um leal agente do sistema, disposto a torturar e matar quem quer que lhe dissessem se tratar de um inimigo do regime, sempre ignorando os nomes de suas vítimas, já que isso os diminuía a algo inferior a humanos, tornando assim mais fácil a realização de suas funções. Agora Liev duvida de quase tudo, percebe a podridão do sistema ao qual dedicou a vida e passa a buscar por justiça verdadeira e descobrir quem vem matando crianças pela região, crimes estes que o governo nega existirem, já que na sociedade perfeita da URSS não acontecem crimes... e quando acontecem os esforços devem ser para abafar, e não solucionar.
  O livro é muito bem escrito, de forma simples e direta, mas sem deixar de lado certo rebusque na construção do texto, o autor constrói bem personagens e cenários e descreve emoções como poucos são capazes. A trama em si é muito bem elaborada, mas peca um pouco em sua resolução... o livro tem um prefácio que, a princípio, nada tem a ver com a história, servindo apenas para demonstrar a miséria que um povo se encontra. Mas este prefácio retorna para um momento de virada na história... e é ali que se encontra, a meu ver, o principal problema do livro.

Isso dito, abaixo trarei alguns spoilers, então só leia se realmente não se importar com revelações importantes ou se já tiver lido o livro. (Selecione para ler)

  No prólogo vemos dois irmãos tentando pegar um gato para que a família tenha algo para comer, mas ao se separarem um deles é atacado e acreditamos que foi levado pra servir de alimento.
  Liev aparece como alguém muito preocupado e realmente apaixonado pelos pais, o que até contrasta um pouco com sua personalidade impiedosa, ao mesmo tempo que faz sentido, uma vez que ele precisa ter algo para se apoiar (além da esposa que é outro caso complicado, mas neste ponto não vou tocar). Fato é que depois descobrimos que Liev, na verdade, é Pavel.... o menino desaparecido no prólogo do livro... ele realmente foi sequestrado para servir de alimento para o filho do casal que o atacou, mas ao chegar em casa eles encontram o filho morto e desistem de matar Pavel/Liev e ao invés disso usam o corpo do filho como alimento, inclusive para o garoto que estavam planejando cozinhar.... e ele cresce sabendo disso, lembrando disso e convivendo muito bem com isso, obrigado..... sério????? O cara desenvolve um amor (ou síndrome de Estocolmo) tão grande justo pelas pessoas que o tiraram de sua família e pretendiam assassiná-lo? Tudo bem que depois eles o adotaram como filho, mas né?

  Apesar disso é um livro frenético, que representa muito bem como era a vida de pessoas comuns (e outras nem tão comuns) dentro da ilusória ideia de igualdade na URSS, um mistério tenso, com personagens cativantes, que em vários momentos nos envolvem tanto que passamos até a esquecer das atrocidades cometidas. Deixando o leitor empolgado e ansioso pelas continuações, que pretendo encaixar logo.



Filho de mãe sueca e pai Inglês, Smith foi criado em Londres, onde vive hoje. Após graduar-se na Universidade de Cambridge em 2001, ele completou seus estudos na Itália, estudando redação criativa por um ano. Após esses estudos, trabalhou como roteirista. Sua primeira novela, "Criança 44", sobre uma série de assassinatos de crianças na Rússia stalinista, apareceu no início de 2008 e foi traduzido para 17 línguas. Foi premiado em 2008 Ian Fleming Steel Dagger Melhor Thriller do ano pela Associação Crime Writer's. O seguimento de crianças 44, "O Discurso Secreto" foi publicado em abril de 2009.

domingo, 11 de janeiro de 2026

[Opinião] Benjamin - Federico Axat #565

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"Ben había tenido que lidiar con ese odio irracional que su madre parecía empecionada en inyectar al prójimo. Andrea sintió una enorme pena al pensar en su hermano y en su incapacidad para enfrentarse a Danna como ella lo había hecho apenas unos minutos atrás."

  Federico Axat me conquistou em meu primeiro contato com ele, quando li O Pântano das Borboletas, e logo já fui atrás de outras obras... infelizmente, a única outra obra dele traduzida no Brasil é um livro que, aqui, foi chamado de Mate o Próximo, que também é um ótimo livro, mas não no nível do primeiro mencionado...
  Enfim, Benjamin muito me chamava a atenção (até pela capa que remete ao livro das borboletas), principalmente por se tratar de seu primeiro romance... mas como ele é ignorado pelas editoras brasileiras, fui enrolando... até que enfim resolvi encarar o livro em espanhol mesmo (o autor é argentino).... Não falo espanhol, mas é um idioma suficientemente próximo do português pra encarar sem medo... e se a diáspora cubana e venezuelana fizeram algo pelo brasileiro foi proporcionar maior contato com o espanhol. No começo o meu maior problema foi com a retenção do texto, eu lia, entendia, mas, acredito que por se tratar de outro idioma que não estava acostumado a ler, ele sumia da minha mente... o que é engraçado, pois leio em inglês e isso não acontece, mas enfim, foi apenas o começo... logo a coisa engrenou e pude aproveitar o livro.
  Aqui conhecemos a família de Ben, um menino de 9 anos... ele tem uma mãe meio megera (Danna), uma irmã adolescente fútil (Andrea) e um pai banana (Robert)... tem ainda o melhor amigo do pai, que funciona como uma espécie de tio para as crianças (Mike).
  A história se passa em Carnival Falls, a mesma cidade fictícia de O Pântano das Borboletas... cidade que ficaria nos EUA, se existisse realmente. Tudo começa com Danna tendo uma discussão, se é que posso chamar assim, com Ben... Como ela está prestes a sair em viagem com o marido para uma espécie de segunda lua de mel, Ben decide se esconder, porque sem saber do paradeiro do filho, eles não poderiam simplesmente ir viajar e assim os planos da mãe seriam frustrados... e é exatamente o que ele faz... se esconde no sótão abandonado da casa e observa como a casa funciona com sua ausência, enquanto todos acham que ele fugiu de casa.
  Logo as buscas por Ben começam, e todas as pistas apontam para o desfecho mais trágico possível.
  Quem já leu alguma coisa do autor, sabe que ele é ótimo em fazer o leitor de trouxa, e aqui não é diferente... você não pode confiar no que está lendo, você não pode confiar nos personagens e nem no narrador... nada é o que parece, mas ele consegue te envolver tanto na mentira quanto na verdade.
  Acompanhamos vários desdobramentos envolvendo os personagens que nos são apresentados... como a vida continua sem a presença de Ben e como isso afetou ou não cada um deles... ao mesmo tempo que um manto opressivo se fecha ao redor da criança enfiada no sótão, tendo sua humanidade minada pouco a pouco.
  Mestre em criar tensão, jogo de espelhos e em manter o leitor interessado, ansioso e apreensivo, Federico Axat mostra que dominava todas essas artes já no seu primeiro livro. Com reviravoltas inesperadas (você tem certeza que tem uma reviravolta a caminho, mas jamais imaginará como ela acontece) e personagens cativantes,capazes de te fazer sentir o mais variado misto de emoções, Benjamin é, sem dúvida, um dos melhores thrillers psicológicos que você vai encontrar disponíveis... pode encarar em espanhol mesmo, é super tranquilo de acompanhar.





Federico Axat nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1975. Engenheiro, ele começou a escrever por interesse e vocação. Em 2010, o autor argentino lançou seu primeiro livro, "Benjamin", publicado na Espanha, na Itália e no México. "O Pântano das Borboletas" foi sua estreia no Brasil. "Mate O Próximo", também lançado no Brasil, é um magnífico livro de Mistério, Drama, Crime e Suspense.

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