"Não era a primeira vez que eu me assombrava assim. Vejo coisas, só isso. Escreva histórias e cada sombra no chão parece uma pegada, cada linha na sujeira uma mensagem secreta. O que não facilita, é claro, a tarefa de decidir o que era realmente peculiar em Sara Laughs e o que era peculiar apenas porque minha mente era peculiar."
quarta-feira, 19 de julho de 2023
[Opinião] Saco de Ossos - Stephen King #518

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
[Opinião] Rose Madder - Stephen King #391
"Você é realmente Rosie, você é Rosie Real. Não se esqueça disso quando esquecer todo o resto. E não se esqueça de outra coisa: eu retribuo. O que fizer por mim eu vou fazer por você. E é por isso que fomos reunidas. É esse o nosso equilíbrio. O nosso ka."
"Vi corpos incendiando a centenas de cabeças enfiadas em lanças pelas ruas da Cidade de Lud."
Não encontrei a passagem que fala da Rosa, mas é algo como " a pintura de uma bela rosa que cresce em meio a escombros em um terreno abandonado" ou seja, são apenas menções, não exatamente ligações.
O livro dá a impressão de que são duas histórias diferentes, tão discrepante é a parte fantástica da parte mais realista, e isso me desconectou bastante e prejudicou um pouco a minha experiência de leitura. Gostei muito mais da parte realista, foi onde fiquei mais apreensivo e me importei mais com a Rosie, além de ter odiado mais o Norman, que acho que é o vilão mais asqueroso e odiável que já li nas obras do King. A parte da Rosie se reerguendo e redescobrindo a felicidade, mesmo que fugidia e sempre com a sombra do seu passado foi a minha parte favorita e eu realmente torci por ela.
Uma última reclamação: as partes onde acompanhamos o Norman são impressas em itálico... odiei isso.

sábado, 31 de dezembro de 2022
[Opinião] Trocas Macabras - Stephen King #386

sábado, 10 de dezembro de 2022
[Opinião] A Torre Negra - Stephen King #365
Esta postagem contém spoilers
Editora: Suma de Letras
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
[Opinião] O Labirinto dos Espíritos - Carlos Ruiz Zafón #363
Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Suma de Letras
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
[Opinião] Belas Adormecidas - Stephen King #351
Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.

sábado, 8 de maio de 2021
[Opinião] Depois - Stephen King #339
Compre pela Amazon
Editora: Suma de Letras"Pensei em perguntar se ela sentia medo de olhar para a noite e ver as estrelas e saber que elas continuam para toda a eternidade, mas nem me dei a esse trabalho. Só falei que não. A gente se acostuma com as coisas extraordinárias. Aceita como normais. Podemos até tentar não nos acostumar, mas é o que acontece. Tem coisa extraordinária demais no mundo, so isso. Em toda a parte."
Sua mãe implora para que ele mantenha essa habilidade em segredo, o que não é problema na maior parte do tempo. Pelo menos até Liz Dutton, a companheira de sua mãe e detetive do Departamento de Polícia de Nova York, aparecer na saída da escola e anunciar que precisa de ajuda.
É assim que Jamie embarca em uma corrida para desvendar o último segredo de um falecido terrorista, e começa a jornada mais assustadora de sua vida.

terça-feira, 16 de março de 2021
[Opinião] A Maldição - Stephen King #332
"A pior coisa nos problemas é que sempre parecem surgir em duplas, trios e bandos inteiros."

sábado, 5 de dezembro de 2020
[Opinião] Operação Perfeito - Rachel Joyce #320
Editora: Suma de Letras
“Além disso, as coisas grandes na vida não se apresentam como tais. Acontecem em momentos normais, comuns — uma ligação, uma carta —, acontecem quando não estamos olhando, sem pistas, sem aviso, e é por isso que nos impressionam. E pode levar uma vida inteira, uma vida com muitos anos, para aceitarmos a incoerência das coisas; que um momento pequeno pode estar lado a lado com um grande, e pode se tornar parte do mesmo.”
Nos dias e nas semanas seguintes, Byron embarca em uma jornada para descobrir o que realmente houve naquela manhã que mudou sua vida. Junto com o amigo James, ele cria a Operação Perfeito, um conjunto de planos para tentar resolver a situação.
Operação Perfeito, o novo romance da autora best-seller de A improvável jornada de Harold Fry, que vendeu mais de um milhão de exemplares, é uma história comovente sobre um segredo, um erro terrível e a natureza destrutiva da perfeição.

terça-feira, 13 de outubro de 2020
[Opinião] A Improvável Jornada de Harold Fry - Rachel Joyce #311
Editora: Suma de Letras
"Ela se lembrava. Após todos esses anos. E mesmo assim ele tinha vivido aquela vida ordinária, como se o que ela tivesse feito não significasse nada. Ele não tentou impedi-la. Não foi atrás dela. Nem sequer disse adeus”
Ao receber uma carta de Queenie Hennessy, uma velha conhecida com quem não tem contato há décadas, ele descobre que ela está em uma casa de saúde, sucumbindo ao câncer. Então, Harold Fry escreve uma resposta rápida e, deixando sua mulher com seus afazeres, vai até a caixa postal mais próxima. Ali, tem um encontro casual que o convence de que ele deve entregar sua mensagem para Queenie pessoalmente. E assim começa a peregrinação improvável de Harold Fry.
Determinado a andar 600 milhas de Kingsbridge à Berwick-upon-Tweed, porque, acredita, enquanto caminhar, Queenie Hennessy estará viva, ao longo do caminho, ele encontra personagens fascinantes, que o trazem de volta memórias adormecidas: sua primeira dança com Maureen, o dia do seu casamento, a alegria da paternidade. Todos os resquícios do passado vêm correndo de volta para ele, permitindo-lhe conciliar as perdas e os arrependimentos.

domingo, 30 de agosto de 2020
[Opinião] Lobos de Calla - Stephen King #299
Editora: Suma de Letras (Ponto de Leitura)
"Sentia-se extraordinariamente bem nessa manhã. Seus temores da noite anterior haviam-se dissipado, como fazem nossos pesadelos mais extravagantes muitas vezes; como os vampiros do padre, esses medos pareciam especialmente alérgicos à luz do dia."
Então, cá estamos, de volta ao Caminho do Feixe de Luz, depois de muitos anos afastado. Bendito seja o prefácio com recapitulação!!
No começo desse livro conhecemos a cidade de Calla (Se pronuncia Calha, em uma parte do livro é falado que tem uma conotação espanhola, então...), essa Calla é apenas uma das muitas cidades com esse nome nesse mundo, que não é exatamente o Mundo Médio, mas também não é o nosso mundo. Como vimos nos livros anteriores da série, a torre está desabando, o que faz com que a realidade esteja ruindo junto, fazendo com que se passe de um mundo para o outro sem se dar conta disso, outra coisa que possibilita essas viagens dimensionais, que os personagens precisarão fazer, e que explica a presença do Padre Callaham em Calla é mais uma parte do arco-íris do mago, em Mago e Vidro vimos o Rosa, aqui vemos o Preto (que arco-íris é esse que tem rosa e preto? Esse aqui).
Fato é que nessa cidade a incidência de nascimentos gemiais (essa palavra existe?) é bastante comum, mas uma vez a cada geração os chamados Lobos vêm da Terra do Trovão e leva um de cada par de gêmeos, devolvendo-os pouco depois, com graves debilidades mentais, e essas crianças devolvidas acabam tendo certo retardo mental, além de crescerem desordenadamente e terem uma vida curta, eles são chamados de roots, e vivem como se fossem animais.
Chega então, à pequena cidade de Calla Bryn Sturgis nosso amigo Roland e seu Ka-tet, algum tempo antes de os Lobos chegarem, mas como eles sabem que os Lobos estão vindo? Isso você vai precisar ler o livro para entender...
Como vocês podem conferir pelo número de páginas, é um livro longo, não tanto quanto Mago e Vidro, mas longo. E aqui, por boa parte do livro, parece que toda aquela urgência para chegar à Torre não existe mais, o estado de saúde de Roland pode muito bem servir como justificativa para essa parada, assim como o... problema, de Susannah.
Stephen King considera esse livro como uma continuação, não apenas da série, mas também do livro 'Salém, e ele funciona perfeitamente como ambos, inclusive aqui temos vários spoilers de 'Salém, esteja avisado.
Assim como toda a série, é um livro lotado de referências, e com certeza passei por algumas que não percebi, ainda. Conhecemos um pouco mais sobre o grande vilão da série, o Rei Rubro e fãs de Harry Potter podem amar ou odiar a ligação entre as séries, como eu nunca li Harry Potter, só percebi a referência e segui minha leitura como se não estivesse vendo nada demais...
É um livro que parece nada ter em comum com a busca da Torre até uns 60, 70%, apesar de toda a luta pela Rosa (as rosas são mais importantes do que você pode imaginar, especialmente essa rosa), mas no final percebemos o porquê do ditado "tudo serve ao Feixe de Luz".
É uma aventura deliciosa, tem seus momentos cansativos? Com certeza, mas cada livro terminado deixa um gostinho de quero mais e não vejo a hora de pegar o próximo, mesmo tendo visto comentários de que ele é meio boring... mas pelos acontecimentos desse e pelo título daquele já imagino do que se trata.

domingo, 6 de outubro de 2019
[Opinião] O Instituto - Stephen King #253
Editora: Suma deLetras
N° de páginas: 544
Quote:
"Aquele abraço era tudo, ao menos para Tim. Ele queria dizer para Luke que ele era corajoso, talvez o garoto mais corajoso que existe fora de um livro de aventura para crianças. Queria dizer para Luke que ele era forte e bom e que seus pais teriam orgulho dele. Queria dizer para Luke que o amava. Mas não havia palavras e talvez não houvesse necessidade delas. Nem de telepatia. Às vezes, um abraço era telepatia."
Sinopse:
No meio da noite, em uma casa no subúrbio de Minneapolis, um grupo de invasores assassina os pais de Luke e sequestra silenciosamente o menino de doze anos. A operação leva menos de dois minutos. Quando Luke acorda, ele está no Instituto, em um quarto que parece muito o dele, exceto pelo fato de que não tem janela. E do lado de fora tem outras portas, e atrás delas, outras crianças com talentos especiais, que chegaram àquele lugar do mesmo jeito que Luke. O grupo formado por ele, Kalisha, Nick, George, Iris e o caçula, Avery Dixon, de apenas dez anos, está na Parte da Frente. Outros jovens, Luke descobre, foram levados para a Parte de Trás e nunca mais vistos.
Nessa instituição sinistra, a equipe se dedica impiedosamente a extrair dessas crianças toda a força de seus poderes paranormais. Não existem escrúpulos. Conforme cada nova vítima vai desaparecendo para a Parte de Trás, Luke fica mais e mais desesperado para escapar e procurar ajuda. Mas até hoje ninguém nunca conseguiu fugir do Instituto. Tão aterrorizante quanto A incendiária e tão espetacular quando It: a Coisa, este novo livro de Stephen King mostra um mundo onde o bem nem sempre vence o mal.
Opinião:
Antes de mais nada quero dizer que, excepcionalmente nessa postagem a foto do livro e a do autor não são links para as respectivas páginas do mesmo no Skoob, apenas porque o Skoob está bugado no dia que escrevo isso.
Essa é a primeira postagem "especial" de dia das crianças, esse não é um livro infantil, longe disso, mas é um livro com um belo núcleo de protagonistas formado por crianças.
Começamos conhecendo Luke, um menino brilhante, ele tem memória eidética o que faz com que ele lembre de tudo, algo muito útil nos estudos, como ele adora ler ele tem muito conhecimento guardado naquela cabecinha valiosa dele, tanto que aos 12 anos já é aceito em duas faculdades diferentes. Depois de conhecermos um pouco Luke, sua família e sua vida vemos a casa do garoto ser invadida enquanto ele dormia, os invasores sedam o garoto para que ele não acorde, matam os pais e plantam sutis evidências que apontam o garoto como responsável pelos crimes, e depois o levam embora.
Luke acorda em uma cama igual a sua, em um quarto igual ao seu, mas ele percebe que o pôster não tem um pequeno rasgo que o dele tinha, entre outros pequenos detalhes (memória eidética, lembra?) Ah, sim, o fato do novo quarto não ter janelas contribui bastante para que Luke perceba que não está mais em casa.
Como a sinopse já revela o motivo do garoto ter sido levado vou parar de alar do enredo e falar sobre o que eu achei do livro: Eu gostei, bastante... mesmo que em alguns momentos eu tenha começado a acha-lo cansativo o autor conseguiu me manter interessado por todas as suas quinhentas e tantas páginas.
Os personagens são todos muito bem desenvolvidos, já é de conhecimento de todo "leitor fiel" como o autor gosta de nos chamar, que ele é um ótimo criador de personagens, a forma como é tratada a questão dos poderes das crianças é convincente, na medida do possível, óbvio e a crueldade e indiferença ao sofrimento das crianças demonstrado pelos adultos é angustiante.
Acho que não passei três capítulos sem lembrar da imagem do Capitão América dizendo "eu entendi a referência", o livro não faz apenas ligação a outras obras do autor, como 'Salém, mas a adaptações, como o controverso filme de O Iluminado.
"No corredor principal, que Luke entendia agora como a ala dos residentes, as gêmeas Gerda e Greta estavam paradas, com olhos arregalados e assustados. Estavam de mãos dadas, segurando bonecas idênticas, como elas. Fizeram Luke pensar nas gêmeas de um filme antigo de terror."E também a outras obras:
"Não estamos mais no Kansas nem na Ilha dos Prazeres, pensou Luke. É o País das Maravilhas. Alguém entrou no meu quarto no meio da noite e me jogou no buraco do coelho."Além de citar muitos livros, renderia até um projeto.
O motivo da existência do Instituto é mencionado em diversos momentos mas só é explicado com todos os detalhes próximo ao final da história, e é um discurso do tipo "os fins justificam os meios" onde eles basicamente sacrificam a geração que deveriam impulsionar para evitar possíveis desastres que eles consideram inevitáveis, e a explicação do porquê dessa crença é sim razoável, mas né... os meios são totalmente inadmissíveis.

terça-feira, 6 de agosto de 2019
[Opinião] A Pequena Caixa de Gwendy - Stephen King e Richard Shizmar #239
Editora: Suma de Letras
N° de Páginas: 168
Quote:
"Segredos são um problema, talvez o maior de todos. Pesam na mente e ocupam espaço no mundo."
Sinopse:
A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... até agora.
Viaje de volta a Castle Rock nessa história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor prmiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A Zona Morta, e deu origem a série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodvia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suícida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: "Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu.". Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.
Opinião:
Devo dizer que este foi, com larga vantagem, o livro mais fluido que li do autor, Stephen King costuma ser um autor que me faz ter leituras demoradas, mesmo em seus livros mais curtos, mas esse li em poucas horas, em apenas um dia. Claro que ele é curtinho, mas não foi apenas por isso.
Aqui voltamos a Castle Rock, cidade fictícia onde se passam diversas histórias do autor, e para queles que são leitores assíduos do autor dá um gostinho de casa e nostalgia, pelo menos foi assim comigo.
Conhecemos Gwendy quando ela está com doze anos, ela se esforça bastante com logas corridas, inclusive escada acima para perder seus quilinhos sobressalentes, esperando que assim também perca os apelidos pejorativos e deixe de ser alvo de bullying na escola. Um belo dia Gwendy encontra um homem misterioso, um homem que quem já leu A Torre Negra, Os Olhos do Dragão ou A Dança da Morte vai reconhecer rapidamente, esse homem lhe dá uma pequena caixa de botões e explica rapidamente para que servem, na caixa há um botão representando cada continente, um botão negro, que ela só pode apertar uma única vez e um vermelho que faz o que ela quiser e pode ser apertanto tanto quanto queira. Além dos botões a caixa tem também duas pequenas alavancas, uma de cada lado, ao puxar uma ela recebe um dólar de prata antigo mas brilhando como novo, mais tarde descobrimos que cada um desses dólares de prata valem cerca de seiscentos dólares cada, e o valor aumenta com o passar dos anos. Puxando a outra alavanca Gwendy ganha um animalzinho de chocolate minúsculo, um chocolate delicioso, melhor que qualquer um que ela já experimentou, mas que fornece uma ótima sensação de saciedade, que faz com que ela não queira comer mais de um por dia.
A partir de então vemos os anos passando e Gwendy protegendo a dita caixinha, comendo chocolates e colecionando moedas valiosas, Gwendy cresce e muda, parece que tudo no mundo começa a ficar a seu favor, vira uma jovem bela e popular e tudo vai de vento em popa, até ela resolver testar os botões da caixa.
Como já disse, é um livro curto, fluido e que mesmo tendo acontecimentos macabros consegue ser uma história quase fofa, nos afeiçoamos a Gwendy com sua curiosidade e responsabilidade, nos questionamos de porque raios o Homem de Preto deu essa caixa para ela e torcemos muito por ela quando as coisas começam a desandar.
A edição da Suma está primorosa (e, felizmente, cortaram o preço pela metade) ele contém belas ilustrações e a capa colorida combina bem com o clima da história meio sessão da tarde e, por mais incível que possa parecer, aconchegante.
É uma bela história sobre amadurecimento e responsabilidade, sobre guardar segredos e de certa forma sobre amizade, sobre pessoas ruins que corrompem crianças e sobre o medo de que segredos sejam revelados. A doação da caixa para Gwendy e o absoluto pavor que se apoderava dela com a possibilidade de que alguém descobrisse a existência da mesma me pareceu uma metáfora para uma criança violentada, que muitas vezes esconde o fato e o simples pensamento de que alguém descubra a deixa horrorizada, os presentinhos da caixa também me pareceram uma alusão as promessas e ameaças que crianças nessa situação, por vezes recebe.
Enfim, é um livro que vale muito a pena e que pode carregar diferentes sentidos dependendo da ótica com a qual você o ler, e mesmo que voc^não procure sentidos subentendidos (que forma sem graça de ler...) a história em si também vale cada minuto da leitura.

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