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domingo, 3 de abril de 2016

[Leituras do Ano] As 5 Melhores e as 3 Decepções (Carol version)

E aí?
Quanto tempo, não?
Estou aqui, feliz da vida porque fui convidada pelo Rudi (que resolveu esfregar na minha cara que é meu chefe por aqui, e que não me paga nada por isso rsrs) a escrever minha própria lista de leituras do ano de 2015 \o/. Não preciso nem dizer como fiquei empolgada com isso... se vocês pudessem ver meu rosto com certeza saberiam... e logo fui para a minha estante, separar “meus preciosos”.
Minha lista não é muito longa, houve muitos livros que eu gostei – mais ainda que não curti tanto assim – mas sempre escolho como preferidos aqueles que permanecem na minha cabeça mesmo depois de muito tempo... o que me levou a escolher cinco exemplares como melhores, e três como piores.
Então vamos lá...
Os melhores são:


Quinto lugar: A síndrome E – Franck Thilliez


  O que me levou a ler esse livro não foi a sinopse, nem a capa ou alguma recomendação. Eu simplesmente comprei porque tinha uma superpromoção em um site, e se eu levasse cinco livros pagaria 50 pilas neles! Como não sabia qual pegar para compor os cinco, acabei com esse... e por Deus, não me arrependo.
Talvez vocês me achem inexperiente no mundo do suspense – e com razão – mas nunca li um livro com tanta tensão entre as linhas quanto nesse. Embora preferisse outro desfecho, não consegui deixar de me impressionar com a precisão da escrita do autor, além da forma como a sua narração me prendeu. Eu roía as unhas enquanto lia! E só por ele me deixar acordada a noite, tentando descobrir o mistério do filme antigo e assustador... ele merece o quinto lugar.


Quarto lugar: Toda Luz Que Não Podemos Ver - Anthony Doerr


  Eu amo romances históricos e tenho certa obsessão pela Segunda Guerra Mundial. Misturando isso ao fato de que o autor conseguiu a proeza de escrever personagens peculiares, inteligentes e instigantes, Anthony Doerr conseguiu me conquistar com sua narrativa. E por falar em narrativa... Meu Deus, que narrativa! Ele me abocanhou com seu jeito de escrever, e conforme eu lia, sentia que era parte das paredes da casa alta e estreita da Rue Valborel nº4, acompanhando Marie-Laure com os olhos enquanto a menina cega vagueava com sua bengala por aí, explorando as ruas de Saint-Malo. Outrora me sentia como se fosse um radio velho sendo manuseado por Werner, observando seu porte pequeno e cabelos brancos, enquanto sua inteligência o levava para um caminho sem volta ao ganhar uma vaga em uma escola Hitlerista.

Durante a leitura eu quase conseguia sentir o gosto da comida, o cheiro da fumaça. Via os corpos se amontoando pelas ruas através dos olhos dos personagens. Eu vi a guerra pelos olhos de um garoto alemão nazista, vi a guerra através dos sentidos aguçados da adorável Marie... E até hoje, tento me recuperar da profusão de sentimentos que a leitura me causou.

A capa é linda, o titulo é perfeito e a história é magnifica. Sem mais!


Terceiro lugar: Caixa de Pássaros - Josh Malerman


  O único livro que havia me feito ter medo de algo na vida real era O Cemitério de Stephen King (sim... por culpa dele tenho medo de gatos), pelo menos até eu ler este precioso aqui. Porque a atmosfera de terror que o autor injeta nas palavras com relação ao desconhecido é tão real, que até hoje, meses depois de ler, eu ainda sinto um arrepio na coluna quando me vejo obrigada a caminhar pelo escuro, sem poder enxergar nada.
Paranoica? Talvez... mas tente ler esse livro de madrugada como eu fiz, tente!

Segundo lugar: O Segredo de Jasper Jones – Craig Silvey


  Em uma monótona noite quente do ano de 1965, em Corrigan, Charlie Bucktin é despertado por batidas em sua janela. Para a sua surpresa, o visitante é Jasper Jones, o garoto visto como má influencia pela cidade, e que pede sua ajuda. Sem pensar, Charlie segue Jasper até uma clareira, e lá se depara com um terrível segredo que se vê obrigado a guardar.

Apesar do titulo retratar Jasper Jones, o livro é narrado em primeira pessoa por Charlie. É a partir do ponto de vista dele que vemos o desenrolar da história, e como se resolve o terrível segredo de Jasper, que acaba por ser o pano de fundo para o verdadeiro tema da história. Aqui o autor disseca o racismo, a intolerância... entre outras formas de preconceito.
Esse foi mais um achado das minhas andanças pela internet, e foram os sete pilas mais bem investidos da minha vida. Confesso que comprei sem pretensão nenhuma, e que o preço foi o maior atrativo, mas foi uma agradável surpresa ter tropeçado nele sem querer.


Primeiro lugar: Por lugares Incríveis – Jennifer Niven


  Eu não sei por que escolhi esse livro. Sério.
Ele me fez cair em depressão por umas duas semanas, terminei a leitura chorando horrores, mas ainda assim... ele acabou parando em primeiro lugar.
Mas por Deus, eu nunca me vi torcendo tanto por um personagem, e nunca me emocionei tanto lendo uma nota de algum autor. O tema é pesado, o livro em si é polemico, mas apesar de tudo, eu consegui encontrar beleza nele. Talvez o que me tenha levado a essa conclusão fora a verdade de que, por mais que se ame alguém, isso nunca vai ser o suficiente para esse alguém mudar. Você precisa fazer alguma coisa, agir de verdade, para salvar as pessoas.

Antes que eu (re) comece a chorar, vamos aos piores... Espero não ser apedrejada pelo que vou falar agora, mas vamos lá:

Terceiro lugar: A Namorada do Meu Amigo – Graciela Mayrink


  Sei o que você está pensando... são tantos os elogios para esse livro! E não é que ele tenha sido tão ruim assim – houve leituras nas quais me arrastei muito mais – mas como disse antes, sempre escolho, seja pro bem ou pro mal, aqueles livros que me fazem pensar neles por muito tempo. Talvez meu maior problema tenha sido a expectativa de que seria uma leitura ótima, animada por conhecer uma autora brasileira, mas o fato é que a decepção foi forte.
  Não consigo gostar da história. Minhas desculpas à autora, mas não consegui engolir o enredo.
 Em primeiro lugar, o personagem principal, Cadu, que é descrito pela autora como o nerd introvertido que não consegue chegar nas garotas, é na verdade o pior tipo de canalha e de nerd tímido não tem nada. Passa a história toda tentando justificar suas idiotices o que me levou a questionar se a autora estava subestimando a inteligência do seu leitor. Para piorar, o livro trás diversos trechos machistas, situações forçadas demais, e personagens rasos.
  Além do mais, qualquer livro que tente vender para mim um amor á primeira vista, vai ter que se esforçar muito para me fazer gostar dele. Na cena em que Cadu vê a namorada do amigo pela primeira vez, só faltou ser jogado purpurina nas páginas... Não. Desculpe, mas não deu para mim.
História fraca, previsível, e sinto dizer que, por mais de uma vez, beirando a infantilidade.
Por estes motivos, dou a ele a terceira colocação. 
  Comentário do carrasco explorador: Entendo a indignação da Carol, Cadu realmente ficou devendo bastante no quesito nerd tímido. Mas a história não foi feita, a meu ver, como uma figura do amor que permeia o coração humano. É uma história despretensiosa para distrair, e nesse quesito ela cumpre seu papel. O Cadu vai te incitar ira em alguns momentos, com certeza! Mas ainda curto o livro.

Segundo lugar: Todo Dia – David Levithan


  Juro que desisti desse autor. Sério.
  O primeiro livro seu que li foi Will E Will, escrito ao lado de John Green. Não vou mentir para vocês, eu realmente gostei da leitura, mas se o personagem escrito por ele já era extremamente chato lá... então imagine o “A” desse livro. Não entendeu? Vou explicar:
  Todo dia A acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Não há qualquer aviso sobre quem será ou onde estará em seguida. De uma menina a um menino, rebelde a certinho, tímido a popular, saudável a doente. A precisa se adaptar.
  Pelo menos até conhecer uma garota que não consegue esquecer... então A começa, de todas as formas, correr contra o possível para ficar junto dela.
  O que me fez comprar foi a premissa, que eu achei interessante. O autor explora aquela duvida adolescente de “quem eu sou”, mas de um modo bem diferente e peculiar. Juro que o projeto em si tinha tudo pra me fazer gostar, mas foi colocar no papel...
  A história se arrasta. Não existe outro modo de explicar. Às vezes eu tinha vontade de colocar agulha nos olhos da agonia que me dava por não acontecer mais nada além de A acordar no corpo de alguém e correr achar a garota por quem havia se apaixonado. O livro todo é isso, repetição após repetição, para no fim, depois de tanto sofrer... ele simplesmente acabar. Agora eu pergunto: qual o seu problema com finais, Sr. Levithan?

Primeiro lugar: Cinquenta Tons Mais Escuros – E. L. James

  Eu li o primeiro... com muito esforço... em Dezembro de 2014, e adoraria falar o quanto odiei esse, mas ele não se enquadra na lista, então vamos falar sobre a continuação mesmo, que até hoje tento entender o porquê de ter me dado ao trabalho de ler.
  Eu não fazia ideia do que esperar quando peguei o primeiro da trilogia, a internet se dividia entre um amor e ódio infinito, e cheguei à conclusão de que precisaria ler para tirar minhas próprias conclusões. O ponta pé inicial foi a indicação de uma amiga de uma amiga minha, que dizia ser incrível, que o personagem principal era “lindo”, que o amor todo era maravilhoso e toda essa baboseira.
  Nunca mais sigo uma indicação daquela garota, porque para achar o famoso Sr. Grey lindo e romântico, precisa ter algum nível de desequilíbrio... sem ofensas aos fãs.
  A história é mais do mesmo, a autora pinta uma mocinha que não vê beleza nenhuma em si mesma, mas que não pode ser vista por homem nenhum. Nos trás um homem rico, poderoso e doente, que fica completamente obcecado por essa mocinha sem graça e sem personalidade, e que beira a insanidade enquanto corre atrás dela.
  A história é bem machista, os parágrafos são muito infantis, os diálogos beiram o patético, e a narração fraca torna tudo ainda mais insuportável. Eu até tentei começar o terceiro, mas achei que podia tentar pagar meus pecados de alguma outra forma, então abandonei.
  Agora... O que mais me assustou durante a leitura foi que, no lado das criticas positivas, vi pessoas que desejavam um relacionamento assim. E a única coisa que eu consegui perceber naquele relacionamento, era que se tratava de um relacionamento abusivo. “ah Carol, mas a Anastasia aceita o Cristian do modo que ele é!” Isso só prova que ela é tão doente quanto ele.
  Meu consolo é que não paguei nenhum centavo por esse livro.

Bem... Então é isso. Desculpe a sinceridade e a franqueza, lembrando que se trata da minha opinião sobre as obras, e não uma verdade absoluta, afinal, gosto é que nem braço, cada um tem o seu... Certo?
Um beijo grande pra vocês, e a gente se vê!


sábado, 2 de abril de 2016

Leituras do Ano: As 10 Melhores e as 5 decepções

  Sei que já estamos em abril, mas como não fiz issoaté  hoje, vamos fazer....
  O ano de 2015 foi um ano bem diversificado no quesito leituras, algumas muito boas e outras nem tanto... Lembrando que se quiser ler minha opinião sobre os livros é só clicar em suas respectivas fotos.

Os 10 Melhores

  Com certeza um dos melhores foi o primeiro que li no ano. Stephen King é um dos meus autores favoritos e esse se tornou o meu favorito. À Espera de Um Milagre é um livro emocionante sobre preconceito e a bondade presente, ou não, dentro do coração humano. Além de ser o único livro do King no qual ele mostra o lado (que deveria ser o único) bom dos cristãos, mostra como todos, não só ''religiosos'', deveriam se comportar, tentando fazer tudo que estiver ao seu alcance para ajudar o próximo e fazer o bem.

  Claro que Harlan Coben tem que aparecer na lista dos melhores do ano. Quebra de Confiança foi o único livro do autor que li no ano passado mas se tornou um dos meus favoritos entre suas obras, esse é o primeiro livro da série protagonizada pelo personagem Myron Bolitar, e também mostra porque o personagem tem tantos fãs.

  O segundo livro da Lucinda Riley que li superou em muito o primeiro, apesar de parecer um romancezinho meloso (principalmente pela capa), A Rosa da Meia-Noite consegue ser um livro completo, além de toda a trama histórica, que inclui também uma certa dose de romance, temos um belo drama, um incrível mistério e uma inesperada reviravolta.

  Martha Medeiros é outra autora que sempre marca presença nessa lista, Feliz Por Nada é um livro digno de sua autora, onde mostra que não precisamos de mais motivos para sermos felizes. Além de questões do cotidiano expressas de forma apaixonada e com muita inteligência, ela fala também dos sentimentos dentro de cada um de nós. inclusive, esse livro traz um texto que inspirou uma famosa banda brasileira a escrever uma bela canção.

  Caixa de Pássaros é o primeiro livro do músico Josh Malerman, e que livro. Um livro tenso, que nos mostra uma ideia original, mesmo que pontuada com uma ou outra cena batida, que nos faz pensar em todos os nossos medos e nos faz sofrer de ansiedade.

  Morria de vontade de ler algo da Jandy Nelson, graças a parceria com a linda da Novo Conceito que tive esse ano (passado, no caso) tive a oportunidade com Eu Te Darei O Sol, um livro comovente, talvez com um certo excesso de romance, mas realmente incrível. Uma história sobre timidez, auto-conhecimento, talento, perda, saudade e amor, principalmente entre irmãos. Um livro que mostra que com esforço e dedicação podemos fazer do mundo um lugar melhor, nos tornando, primeiramente, pessoas melhores.

  Outro motivo pelo qual não tenho palavras para agradecer pela oportunidade que me foi concedida pela NC foi ter podido ler o incrível Fragmentados, do Neal Shusterman. Um livro pesado, que mostra o pior que o ser humano pode fazer. E nos faz refletir, fazendo-nos pensar se somos tão boas pessoas como gostamos de pensar que somos.

  Vocês já sabem que Stephen King é um dos meus autores favoritos, na verdade está ali competindo o primeiro lugar com um outro carinha do qual falaremos mais tarde, e Joyland é a prova do brilhantismo desse cara. Ele conseguiu escrever um livro curto com diversos elementos e tramas paralelas e ainda conseguiu desenvolver os personagens de forma que só ele consegue. E tudo isso sem deixar pontas soltas e criando uma história com mistério intrigante, elementos sobrenaturais convincentes e um drama comovente e lindo, um livro tocante, sobre a busca pela verdadeira felicidade e sobre o poder da amizade.

  O autor que compete pelo primeiro lugar com o King é o japonês Haruki Murakami. Conheci o autor através do conto Sono, publicado aqui numa senhora edição da Alfaguara. É um conto curto sobre uma mulher que simplesmente para de dormir e sua vida muda, mas no decorrer da leitura começamos a pensar se ela realmente não está dormindo, se não é tudo um sonho, ou se ela sequer está viva. É uma história que nos faz refletir bastante sobre a rotina e no quão mecânica e monótona tem se tornado a nossa vida.

  David Baldacci é um grande autor de suspenses policiais (porque como autor de romance, vamos ignorar usas tentativas) Poder Absoluto foi o único livro do autor que li esse ano, e está ali competindo pelo meu favoritismo com o incrível Traição Em Família. Um livro forte, mostrando o quão perigosa pode ser a pessoa que comanda uma nação e que tem sede de poder. Mostra que nenhum de nós é 100% mocinho ou bandido.

Menções Honrosas

  Alguns livros não conseguiram entrar na lista dos melhores mas realmente se destacaram. E é deles que vou falar aqui. Para não enrolar demais vou falar apenas uma frasezinha sobre cada um.

Se você me conhece não precisa de explicação, certo?


  Olha só quem aparece de novo!

  E mais uma vez... O Apanhador de Sonhos só não entrou para a lista principal por causa da perseguição interminável que dura quase metade do livro.

  Um Lugar Chamado Liberdade foi meu primeiro contato com Ken Follett, e adorei a escrita do autor, uma história comovente e linda, que só não entrou na primeira lista por causa de uma cena irritante... repetida, com alterações, por diversas vezes.

  Um livro incrível e assombroso sobre a mente humana em toda a sua complexidade... mas que se perdeu em um romance desnecessário que acabou descaracterizando os personagens.


As 5 Decepções

  Cadê o Mateus pra me zoar? Eu adorava a seção ''Cadê?" da revista Recreio quando era mais novo, e quando soube da proposta de Ache Momo do Andrew Knapp quis conferir, pois me parecia algo parecido. mas as fotos não são nada desafiadoras.

  Ganhei Arkansas de presente da editora. Eu nunca tinha nem sequer ouvido falar desse tal de John Brandon e como adorei a edição do livro e o trecho na quarta capa me fez rir horrores fui ler com expectativa de que fosse, ao menos, um livro divertido. Mas é um livro enfadonho com uma história chata. O que salva são os diálogos, que esses sim, são muito divertidos.

  O quarto livro da série The Walking Dead foi beeeeeeeeeeem decepcionante, coisas absurdas que acontecem em momentos impossivelmente oportunos. Focando demais em personagens chatos e irritantes, tá, eu sei que ela, supostamente, é a protagonista dos livros mas ela não demonstra nenhum amadurecimento, mas mesmo assim eles insistem em afirmar o contrário.

  Quando li A Mortalha da Lamentação estava vendo o começo da terceira temporada de Doctor Who, e tinha visto uns pedaços de alguns episódios com o Décimo Primeiro Doutor. E na minha inocência acreditei que Tommy Donbavand tinha feito uma boa caracterização do personagem. Triste engano. Na minha empolgação achei que só os palhaços da história eram coisas ridículas... mas não, o livro é 75% ridículo e 25% um plágio descarado, e tosco, de coisas que apareceram na quarta temporada. E o pior é que minha opinião foi super positiva... espero que minha retratação aqui seja suficiente.

  Nem quis escrever sobre esse livro... mas como tenho que preveni-los, vou fazer isso agora: O livro em questão é meio que suas decisões determinam o fim da história... Mas ele é incrivelmente tosco. As escolhas são basicamente para ou continua, e se, assim como eu, você continuar sempre, a história fica ridícula e totalmente sem nexo.

  E é isso meu povo, não incluí os livros horríveis que já esperava que fossem horríveis. Mas eis a minha lista. E a de vocês? Deixem aí nos comentários.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

[Opinião] Caixa de Pássaros - Josh Malerman #128


Editora: Intrínseca

N° de Páginas: 264

Citação:

Eles vão acabar nos alcançando. Não há por que pensar de outra forma. É o fim dos tempos, pessoal. E, se o problema for uma criatura que nossos cérebros não são capazes de entender, merecemos isso. Sempre supus que o fim viria de nossa própria estupidez"

Sinopse:
  Em um mundo de recursos escassos, olhos vendados e um terror persistente, encarar os próprios medos é apenas o início da viagem.
  Quatro anos depois de tudo ter começado, restaram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros ria abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem. E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida?

Book trailer:
Opinião:
  Finalmente \o/ um livro de terror que realmente dá medo!!!!!!
  Esse é o tipo de livro que é muito melhor se você ler sem saber nada sobre a história, então vou falar unicamente o que eu sabia sobre a mesma até começar a ler: existe algo, ninguém tem certeza se são criaturas, uma névoa, uma assombração ou sei lá o que, que quando as pessoas veem elas enlouquecem, e acabam matando quem estiver por perto e se matando.
  O livro é uma agonia só, principalmente para os curiosos que assim como eu vão querer saber o que é essa coisa que mata só de olhar, já que nenhum personagem que a vê se mantém lúcido o suficiente para dizer o que é.
  A escrita do autor, junto com o mistério envolvente, os sustos causados pelas cenas e os capítulos curtos praticamente nos obrigam a participar de um velho jogo bem conhecido de nós, leitores, que gostamos de chamar de "só mais um capítulo".
  A edição do livro está linda, com a sombra de galhos no início dos capítulos e uma capa linda com uma textura incrível... entretanto encontrei alguns erros de português no decorrer do livro, o que estamos acostumados a ver nas primeiras edições, o que várias vezes ignoramos, e não é nada que dificulte a compreensão da história, mas encontrei alguns casos em que as coisas não fizeram muito sentido, não sei dizer se foi escorregão do autor mas mesmo se for a editora poderia ter concertado como em um caso onde a protagonista vê uma amiga lavando louça e "Malorie se junta a ela e continuar a lavar as roupas"(????).
  A história é tão envolvente que você só quer saber de ficar tenso e nem se importa com qualquer mensagem que ele queira passar, só depois, enquanto tenta, sem sucesso, dormir, é que  que vai se dar conta do que está nas entrelinhas. Que é basicamente o medo do desconhecido, o cárcere privado auto-imposto para se preservar dos perigos reais e imaginários do mundo, o fato de que não importa o que te persiga e queira te fazer mal, o maior perigo vem do que é conhecido, afinal "a coisa" enlouquece quem a vê, mas quem mata são as pessoas.
  Um livro de terror angustiante, que apesar de não ser perfeito, possuir alguns momentos muito convenientes para a protagonista e algumas poucas cenas que já vimos exaustivamente em filmes do gênero vai tirar seu sono justamente por mostrar que não sabemos do que somos capazes de fazer e esfregar os piores medos de cada um em suas respectivas caras.
  É o livro de estréia do autor, e o terceiro melhor livro de estréia que já li na vida (primeiro melhor romance de estréia), (segundo melhor romance de estréia), e só espero que o autor lance mais livros, tão bons quanto ou até melhores que esse.


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