Esse conto está na coletânea Sombras Da Noite, e me faz pensar como o autor conseguia vender esse tipo de coisa para as revistas.
Como todo mundo aqui sabe, Stephen King é um dos meus autores favoritos, mas esse é o terceiro conto que leio do autor, e apesar de ser o melhor dos três que li ainda é algo bem aquém do esperado...
"Pergunto-me o que ele pensou, aquele infeliz garoto sem nome, com a peneira embaixo do braço e os bolsos inchados por um acúmulo bizarro de moedas e turistas, cheias de areia, o que ele pensou quando me viu cambaleando em sua direção como um maestro cego regendo uma orquestra lunática, o que ele pensou quando a última luz do dia caiu sobre as minhas mãos, vermelhas e abertas, brilhando com todos aqueles olhos, o que ele pensou quando as mãos fizeram aquele gesto súbito no ar imediatamente antes de sua cabeça explodir."
O conto consiste em uma conversa entre dois veteranos de guerra e um deles está contando como foi infectado por algo, talvez alienígena e que depois de um tempo começaram a aparecer olhos em suas mãos, olhos esses pelos quais ele não pode enxergar, mas que causam uma dor excruciante a qualquer contato.
Os olhos conseguem controlar o personagem em alguns momentos e o obrigam a fazer coisas que aparentemente não tem nenhum propósito, além de causar "terror" ao leitor.
O conto não nos traz grandes reflexões, acho que por isso achei ele tão sem sal, a história até fica interessante quando o desespero do protagonista começa a induzi-lo a ações desesperadas para se livrar dos "olhos".
Em suma, é um conto macabro com um final triste, mas que não marca e não acrescenta muito à ninguém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário